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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Poema Torto



Hoje o dia está torto
Torto, torto
Tambores sem tons
Poeiras tortas arranhando a garganta
Torta poesia gaga
Torta, torta
Não há maçãs nessa manhã torta
Está tudo torto
A humanidade não tem jeito
Minha cabeleira de poeta não tem jeito
Torto poeta que atravessa a calçada de pele
Torta pele, torta, torta.
Linha torta alinhavando a vida
Alinhavando deuses para crermos.

Ah, Que importa!
Vou escrever um poema torto
Vou escrever um amor torto
Neste dia torto
Vou rir pelo canto da boca
Vou sussurrar uma palavra
Alinhavando esse olhar.

Eu sei,
Não há maçãs nessa manhã torta
Mas vou...
“Seguirei o nada
Se nada tiver”




JeanClaudio
07/08/2013

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Costa Rica livra-se de seus zoológicos



Ministro do Ambiente declara: consciência evolui; manter
animais em jaulas é ideia antiga, que já não combina com país.
Costa Rica
5 de agosto de 2013
 

Depois de quase 95 anos, o governo da Costa Rica decidiu colocar um fim à exibição de animais enjaulados em zoos.
O Zoológico Simon Bolivar foi criado por decreto em 1919 e abriu no coração da capital em 1921. Desde então, gerações de famílias visitaram a Costa Rica e seu zoo para ver animais selvagens locais, como onças ameaçadas de extinção e outras espécies, como leões.
Depois de décadas de operação e visitação extensiva, o Ministério do Meio Ambiente e Energia (MINAE) afirmou que a Costa Rica tem visto uma mudança na consciência ambiental e que a ideia de zoológicos com animais em jaulas expirou.
“O MINAE tem a responsabilidade de responder ao crescimento da consciência ambiental dos costarriquenhos, que não querem mais ver animais em jaulas. É uma velha ideia, que não combina mais com os costarriquenhos”, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Rene Castro. Cerca de 400 animais de 71 espécies de pássaros, peixes, anfíbios, répteis e mamíferos que habitam o Zoo Simon Bolivar serão levados a centros de resgate em maio do próximo ano, e os nativos serão soltos na natureza. O zoo, que é administrado há 20 anos pela Fundação Fundazoo, será transformado em um parque botânico, que também terá como objetivos pesquisas científicas e educação.O governo também está trabalhando junto à comunidade para determinar o que será criado no local do Centro de Conservação de Santa Ana, outro zoo operado pela mesma fundação, e que tem 52 hectares – será mantida sua classificação de Parque Natural Urbano.

A Costa Rica, reconhecida internacionalmente por suas políticas de conservação ambiental, é um país pequeno, de 4,5 milhões de habitantes, lar de mais de 5% da biodiversidade do planeta. Suas florestas cobrem 52,3% de seu território, do qual 30% permanecem protegidos na forma de Parques Nacionais e Reservas.


Tradução de João Paiva, Teca Franco, Junia Machado

domingo, 4 de agosto de 2013

Janela Indiscreta Uesb apresenta: "Violeta foi para o céu"

Sobre o filme


O filme conta a trajetória da compositora, artista e cantora chilena, Violeta Parra. Esta biografia não segue uma linha cronológica, focando-se em diversos momentos da vida de Violeta, como sua infância na província de Ñuble, sua viagem pelo interior do Chile, as visitas à França e à Polônia, além do romance que ela teve com o suíço Gilbert Favre. O filme é inteiramente intercalado com trechos de uma entrevista que Violeta Parra deu à televisão em 1962.

O Cinema na Uesb de terça-feira, dia 6, apresenta o filme “Violeta foi para o céu” (2012), de Andrés Wood. A exibição começa às 19h30, no Teatro Glauber Rocha, e tem entrada franca. Em seguida, o professor José Rubens Mascarenhas (DH/Uesb) comenta o filme

Rejeição nacional obriga McDonald’s a fechar todas as lojas na Bolívia

Por Amary Nicolau (da Redação)
03 de agosto de 2013


A população boliviana não acredita na publicidade e no preparo rápido de alimentos, como nos EUA. Os bolivianos simplesmente não confiam em alimentos preparados em tão pouco tempo. As informações são da Natural News.

Sessenta por cento dos bolivianos são indígenas que preferem não trocar um alimento saudável, a gastar dinheiro em um lugar como o McDonald’s. Apesar de preços convidativos oferecidos pela rede, o McDonald’s não conseguiu convencer os bolivianos a comerem seus BigMacs, McNuggets ou McRibs.

A boliviana, Esther Choque disse, enquanto esperava um ônibus em frente a uma das franqueadas já fechada do McDonald´s: “O mais perto que eu já cheguei desse restaurante foi em um dia que estava chovendo e subi os degraus para me manter seca. Mas os funcionários me enxotaram, dizendo que eu estava sujando o restaurante. Por mim podem ir embora da Bolívia mesmo.”

Rede de ‘fast food’ permaneceu na Bolívia por uma década, apenas com perdas anuais

Oito restaurantes da rede de ‘fast food’, localizados nas cidades de La Paz, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra, supostamente operaram com perdas anuais. Após 14 anos de presença no país, loja após loja foi fechando as portas.

Uma profunda rejeição cultural


A partida do McDonald’s da Bolívia foi algo tão importante que um documentário começou a ser filmado, chamado “Porque o McDonald’s quebrou na Bolívia”, apresentando cozinheiros, nutricionistas, historiadores e educadores rompendo a realidade repugnante do alimento oferecido pelo McDonald’s.

A rejeição não é necessariamente com base no sabor ou no tipo de alimento, mas sim uma rejeição ao sistema ‘fast food’. De forma que os bolivianos valorizam a qualidade do alimento que ingerem. O tempo de preparo das refeições de ‘fast food’ serve como um tipo de alerta para eles. Os bolivianos buscam refeições locais e querem saber que foram preparadas da maneira correta.

Este pensamento boliviano evita o processamento da carne utilizado por várias redes de ‘fast food’, como o McDonald’s.

Você sabia que o McRib é processado com 70 ingredientes diferentes, que incluem azodicarbonamida, a farinha de branqueamento usada na produção de espuma e plástico? McRib se constitui por misturas de tripas, coração e estômago. As proteínas são extraídas da mistura muscular que se liga a carne de porco, de forma que possa ser moldada nas fábricas. Embora seja vendido como costela, não existe nada de costela.

A rejeição boliviana contra o McDonald’s criou um bom exemplo para o resto do mundo seguir.


Fonte: ANDA

Espionagem em massa: possível reviravolta nos EUA

Pela primeira vez, norte-americanos temem mais a perda de suas liberdades do que terrorismo. Congresso pode restringir vigilância sobre cidadãos

Por Cauê Ameni
Publicado em 30 de julho de 2013

Esquecido pela maior parte do noticiário, Edward Snowden, o ex-contratado da CIA que revelou o mega-esquema de espionagem global praticado pelos EUA, pode ter alcançado sua primeira vitória. Uma nova pesquisa de opinião pública acaba de revelar: a difusão de detalhes sobre a vigilância contra os cidadãos está levando uma parcela crescente dos norte-americanos a voltar-se contra a prática. O próprio Congresso já admite – embora de forma tímida e contraditória – votar leis para restringir o monitoramento de telefonemas e da internet.

Inicialmente, mais da metade dos americanos eram a favoráveis aos procedimentos de vigilância adotados pela National Securty Agence (NSA). Mas uma recente sondagem, realizada pela Pew Research, revela uma gritante mudança. Os cidadãos estão mais preocupados com os abusos contra os direitos civis do que com o terrorismo. É “uma mudança radical da opinião publica a partir das recentes revelações”, assinala Glenn Greenwald, advogado e jornalista que vem cobrindo o caso desde o seu inicio. De acordo com a pesquisa, 70% acreditam que o governo usa os dados recolhidos para outros fins (que não o combate ao terrorismo); 56% acha que os tribunais federais não foram capazes em limitar o poder da interceptação estatal nas comunicações. Além disso, 63% desconfiam que o governo vai além de levantamentos estatísticos: também está coletando informações sobre os conteúdo postados nas redes. Isso demonstra uma rejeição direta aos três argumentos usados pelo governo para defender seus programas: a vigilância seria feita de forma adequada, não envolveria violação de conteúdo; e a espionagem seria usada apenas para manter a população segura.

O dado mais impressionante revela que 47% das pessoas acham que a política governamental foi “longe demais”, enquanto 35% dizem estar preocupado que as políticas anti-terrorismo não protegeram o país. E pela primeira vez, segundo o Pew Research, as pessoas expressaram mais preocupação com as liberdades civis do que contra o terrorismo, desde 2004.

Essa mudança atingiu o Congresso norte-americano. Artigo publicado no New York Times conta como a articulação anti-espionagem iniciada semana passada pelos “políticos mais radicais” (tanto à esquerda quanto à direita) em torno do programa da NSA, ganhou o apoio dos mais moderados – e entre as vozes mais respeitadas em matéria de segurança. Na quarta-feira 23/07, uma primeira tentativa de colocar freios à vigilância falhou por pouco. Foi derrotado por apenas doze votos (217 x 205) o projeto Amash/Conyers, que restringia a vigilância de telefonemas apenas às pessoas incluídas pela Justiça em investigação sobre terrorismo. Outras votações sobre o mesmo tema deverão ocorrer a partir de agosto, quando termina o recesso parlamentar nos EUA.

A reconsideração repentina de alguns congressistas tomou a Casa Branca de surpresa. Por motivos duvidosos, até mesmo Jim Sensenbrenner – um dos principais defensores do Patriot Act, a lei que expandiu enormemente as investigações secretas – agora tornou-se um dos maiores críticos da NSA. Além de restringir a coleta de dados em telefonemas, o republicano pretende propor mudanças significativas no tribunal secreto que supervisiona os programas e possibilitar a empresas como Microsoft e Google revelar que estão sendo intimadas a fornecer dados de seus usuários.

Para Glenn Greenwald, o recuo é tático, consiste em aplacar o crescente sentimento de desconfiança, desgastar o governo e não reduzir concretamente o poder da NSA. O jornalista lembra que a agência concentrou poder nos últimos anos porque tem no “seu bolso” os Comitês de Inteligência da Câmara e Senado norte-americanos. Os presidentes dos comitês – a democrata Dianne Feinstein, no Senado, e o republicano Mike Rogers, na Câmara – são tão leais à NSA que é geralmente impossível distinguir seu comportamento, mentalidade e comentários dos de funcionários dos serviços secretos.

Porém, nem tudo esta perdido. Eis alguns sinais para otimismo: a) Graças a Snowden, espalhou-se, em todo o mundo, a oposição à vigilância praticada pelos Estados sobre a internet, e quão nocivos são, às liberdades civis, os programas “de segurança”; b) Tutoriais, programas e artimanhas para proteger a privacidade digital florescem na internet, numa época em que se discute a regulamentação do ciberespaço; e c) Como o próprio Congresso dos EUA recua e admite certos abusos, torna-se mais difícil qualificar Snowden como “traidor” e ampliam-se as evidências de que ele cumpriu seu dever, ao abrir o debate sobre a mega-rede de espionagem.


MANIFESTO EM DEFESA DA UNESP

Os docentes da Unesp, campus de Franca, reunidos em Assembleia Geral no dia 31 de julho de 2013, por unanimidade dos presentes, decidiram manter a paralisação de suas atividades, explicitando todos os motivos que os levaram a exercer o direito constitucional de greve, com a ampla divulgação de tais motivos por meio deste Manifesto, que é dirigido tanto à comunidade unespiana (professores, alunos, ex-alunos e servidores técnico-administrativos) quanto à comunidade em geral.
O motivo fundamental da greve é certamente a defesa das condições dignas de trabalho dos docentes, mas, sobretudo, a defesa da qualidade e da autonomia financeira, didática, pedagógica e científica da Universidade Estadual Paulista que, há muito tempo, vem sendo ameaçada por uma estrutura de poder autoritária e tecnocrática, bem como por um uso populista e eleitoreiro por parte de gestores políticos de plantão.
Demonstraremos abaixo, com fatos e não com simples retórica, que essas ameaças são reais e significam, numa linguagem mais coloquial, um progressivo “sucateamento” da Universidade Estadual Paulista, cuja autonomia a independência interessa à sociedade em geral, mas parece não interessar aos mandatários políticos do Estado de São Paulo que insistem em fazer da Universidade um instrumento de estratégias e de jogo político.
1. O primeiro motivo pelo qual fomos empurrados para a greve é uma questão de justiça, pois reivindicamos a equiparação salarial com os docentes da outras duas Universidades Públicas Estaduais, Usp e Unicamp, cujos docentes têm pisos salariais muito superiores aos salários dos professores da Unesp. Trata-se, portanto, de uma questão de isonomia, de tratamento igualitário a servidores docentes que exercem funções idênticas no âmbito das três Universidades do Estado de São Paulo. Por essa razão, reivindicamos a revisão do piso salarial docente, passando o MS1 para R$ 6.500,00, de forma que os professores da Unesp que estejam nesse nível da carreira, por justiça, recebam um salário equiparado ao piso salarial de nível superior recebido pelos servidores técnico-administrativos da USP.
2. Também por uma questão de isonomia e de justiça, reivindicamos a equiparação dos valores dos benefícios indiretos (vale-alimentação e vale-refeição) nos mesmos moldes em que hoje são pagos aos professores da Usp e da Unicamp. Além disso, em defesa de uma justa remuneração e do poder aquisitivo dos nossos ganhos salariais, reafirmamos conquistas históricas dos trabalhadores e pleiteamos a imediata e definitiva incorporação desses benefícios aos nossos salários.
3. Outro motivo pelo qual deflagramos o movimento grevista é ainda uma questão de justiça, de isonomia e de igualdade, pois reivindicamos idêntica política de remuneração dentro da própria Unesp, de modo que entre os professores das áreas de ciências exatas, biológicas e humanas não haja nenhuma discrepância salarial. Como se sabe, professores das áreas de ciências biológicas, exatas e de tecnologia têm remuneração extra pelo trabalho de pesquisa, de orientação científica e até pela participação em bancas de pós graduação, enquanto que os professores das áreas de ciências humanas não recebem absolutamente nada por essas mesmas atividades que desempenham como a mesma dedicação.
4. Em defesa de melhores e mais justas condições de trabalho, pugnamos pela revisão dos critérios e formas de progressão na carreira docente, pelo combate à precarização e intensificação das condições de trabalho e seus efeitos sobre a saúde dos professores, bem como pela criação de uma comissão, paritária e permanente, para discussão do plano de carreira dos docentes da Unesp. Consideramos absurdo que o requisito essencial para a progressão na carreira docente seja a “captação de recursos externos”, pois isso representa, indisfarçavelmente, uma forma de “privatização branca ou indireta” da universidade pública.
5. Nessa mesma linha de defesa da qualidade dos serviços prestados pelos professores da Unesp, reivindicamos um processo de avaliação docente institucional, departamental e qualitativo, sem qualquer caráter punitivo, e que leve em conta as aptidões, habilidades, competência, comprometimento e desempenho dos docentes no que diz respeito a todas as atividades acadêmicas, isto é, ao ensino, à pesquisa e à extensão, descartando os critérios meramente quantitativos que pouco ou nada têm a ver com a qualidade daquilo que se faz e que se produz no âmbito de qualquer universidade séria, plural e autônoma.
6. Reivindicamos a agilização dos concursos para professores efetivos, levando em conta as prioridades específicas das disciplinas, descartando-se a perniciosa política de contratação, casuística e precária, de professores substitutos, com evidentes reflexos negativos na qualidade dos cursos em funcionamento no campus de Franca.
7. Recusamos terminantemente o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Paulista (Pimesp), lançado pelo Governo do Estado de São Paulo, por duas razões: primeiro, porque esse programa onera ainda mais o já minguado orçamento da Unesp, com reflexos negativos na remuneração de seus servidores e, consequentemente, com prejuízo para o desempenho e a qualidade dos serviços docentes e administrativos prestados dentro da Universidade; segundo, porque lutamos pela adoção do sistema de cotas como política de inclusão nas universidades estaduais paulistas.
8. Repudiamos o crescimento desordenado da UNESP, sem aumento da dotação orçamentária, com evidentes prejuízos para a qualidade, autonomia e independência da nossa Universidade. Recusamos, portanto, a política populista de abertura de novos cursos, atendendo apenas a critérios político/eleitoreiros dos mandatários de plantão. A Unesp nasceu em 1976 com uma vocação nitidamente popular, pois estendeu-se de forma acessível e democrática por todo território paulista; mas, essa vocação popular tem sido refém de uma “prática populista” dos “governos de turno” que põe em risco a qualidade, a autonomia e a independência da Universidade.
9. Ainda no campo político, repudiamos com veemência a estrutura verticalizada, autoritária e tecnocrática com que a Universidade vem sendo gerida desde há muito tempo, prisioneira de uma organização monolítica de poder, cujas decisões têm origem no Governo do Estado, passam pela subserviência homologatória da Reitoria e do Conselho Universitário, e são impostas autoritariamente (de cima para baixo) ao conjunto da comunidade acadêmica, sem discussão e sem a participação democrática e paritária de todos os segmentos da academia (docentes, servidores e discentes).
10. Por todas essas razões políticas, reivindicamos uma revisão na estrutura de poder da Unesp, com voto universal e composição paritária em órgãos colegiados, e bem assim com a adoção de um projeto de universidade inteiramente desvinculado dos demais poderes constituídos, com plena autonomia financeira e pedagógica, capaz de cumprir efetivamente as suas funções, científicas, profissionalizantes e sociais com plena eficácia e ampla democracia.
11. Recorremos também ao direito de greve em apoio e solidariedade às reivindicações dos Servidores Técnico-Administrativos de Franca e das demais unidades da Unesp, que também paralisaram suas atividades para reivindicar igualdade e justiça na carreira, paridade de voto e pluralismo na composição dos órgãos de gestão da Universidade, bem como isonomia remuneratória e de benefícios com os servidores das outras Universidades Públicas Paulistas – Usp e Unicamp.
12. Estamos em greve também em solidariedade à greve dos alunos que reivindicam, fundamentalmente, uma política eficaz de permanência na Universidade, com a melhoria no fornecimento de alimentação (RU) e moradia estudantil digna aos alunos carentes, bem como a eliminação das práticas repressivas, dos processos e sindicâncias administrativas instaurados injustamente contra um grande número de alunos no campus de Franca.
13. Em resumo, o aviltamento dos salários de professores e de servidores técnico-administrativos, a precarização das condições de trabalho desses segmentos, a adoção de mecanismos produtivistas e punitivos na avaliação docente, a ausência de democracia nas decisões internas, a cultura repressiva deflagrada em relação a alunos e docentes na Unesp, bem como a estrutura de poder autoritária, tecnocrática e desvinculada das verdadeiras funções sociais, políticas, científicas e pedagógicas da Universidade, levaram-nos a utilizar, em ultima ratio, o último recurso de que dispúnhamos: o direito fundamental de greve.
14. Por fim continuamos indignados, e em greve, também por causa do descaso e da postura autoritária da Reitoria frente às reivindicações de discentes, servidores e docentes da Unesp, cuja tática tem sido: (1) apostar no desgaste e no cansaço do movimento; (2) desnortear os grevistas com informações contraditórias; (3) fazer pequenas e irrisórias concessões assistencialistas a alunos, servidores e docentes; (4) prometer simples melhorias conjunturais para um futuro incerto; (5) ignorar completamente as reivindicações estruturais que poderiam resultar em mudanças destinadas a consolidar a Unesp como uma Universidade realmente pública e não simplesmente estatal, livre e não vinculada a governos de plantão, democrática e não politicamente autocrática, autônoma e não simples instrumento de barganhas políticas.


DOCENTES DO CAMPUS DA UNESP/FRANCA

sábado, 3 de agosto de 2013

Justiça de São Paulo anula nomeação de reitora da PUC-SP

30.nov.2012 - Anna Cintra chega à sede da PUC-SP em
 meio a protestos para assumir a reitoria
Alice Vergueiro


A 4ª Vara Civil do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) anulou na quarta-feira (1º) a posse da reitora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Anna Maria Marques Cintra. Apesar de ter sido a terceira colocada na eleição para a reitoria, o grão-chanceler da PUC, o cardeal Dom Odilo Scherer, nomeou Anna Cintra para ocupar o cargo no fim do ano passado.

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A Justiça entendeu que a medida adotada por Scherer foi arbitrária e ocorreu "em detrimento da comunidade universitária". Além de Anna Cintra, o vice José Eduardo Martinez também deverá perder o cargo, decidiu o juiz Anderson Cortez Mendes.
A ação foi movida pelo Centro Acadêmico 22 de agosto, da faculdade de direito. O juiz ainda determinou  ainda que o professor Marcos Tarciso Masseto ocupe o cargo de maneira interina, como indicado pelo Consun (Conselho Universitário) no fim do ano passado.

Resposta

Em nota, a PUC-SP e a Fundação São Paulo, mantenedora da universidade, disseram que ainda não foram notificadas da decisão.
"A reitora Anna Maria Marques Cintra continuará desempenhando normalmente suas funções e tão logo as partes sejam notificadas da decisão mencionada será interposto recurso de apelação endereçado ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", informa o texto.

Protestos

Após indicação do cardeal Dom Odilo, os estudantes decretaram greve e chegaram a ocupar a reitoria da instituição. À época, os alunos eram favoráveis à nomeação do primeiro colocado da lista, Dirceu de Mello, para a reitoria. Os professores da PUC-SP apoiaram a manifestação dos alunos.
Em reunião realizada em novembro, o Consun decidiu suspender temporariamente a homologação da lista tríplice com os três candidatos mais votados na eleição para a reitoria para evitar a posse de Anna Cintra.
Mesmo diante dos protestos e da decisão do conselho, o cardeal manteve o nome da professora, que passou a ser reitora da instituição. Em seguida, o centro acadêmico entrou na Justiça, que afastou Anna Cintra do cargo. Logo depois, outra decisão permitiu que ela voltasse à reitoria da PUC-SP.


Fonte: Uol.Educação, 02/08/2013.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CGU aponta desvio de recursos do Fundeb em 59% dos municípios


Relatório da CGU (Controladoria Geral da União) aponta desvio de recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação) em 58,89% dos entes da federação fiscalizados. O relatório inclui dados sobre 120 municípios e quatro Estados e foi divulgado nesta quarta-feira (31).



Em 73 unidades fiscalizadas foram encontradas despesas incompatíveis com o Fundo. Os recursos do Fundeb devam ser empregados exclusivamente na educação básica pública.

O relatório mostra também que 33% das unidades federativas fiscalizadas não destinaram o mínimo de 60% dos recursos para o pagamento de professores da educação básica. Em cinco dos entes fiscalizados, foram registrados pagamentos com mais de 30 dias de atraso para professores.

Também foram encontradas irregularidades em licitações e contratos feitos com dinheiro do Fundeb. Em 41,12% dos fiscalizados houve "montagem, direcionamento e simulação de processos licitatórios", em 22,5% houve falhas no contrato e em 9,7% foram pagos valores acima do preço de mercado.

O Fundeb gere cerca de R$ 100 bilhões todos os anos para a educação. O relatório da CGU poderá ser usado para a revisão do fundo que está em curso.


Veja também



Fonte: Uol Educação,   31/07/201318h37