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sábado, 7 de dezembro de 2013

Plano Nacional de Educação sofre alterações no Senado

Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE)
 avalia mudanças como negativas
Viviane Tavares,
da EPSJV/Fiocruz
06/12/2013

Ainda em discussão no Senado, o Plano Nacional de Educação (PNE), que deveria estar vigorando desde 2011, tem causado divergências. O projeto (PL 8035/2010 ), que saiu da Câmara dos Deputados em outubro do ano passado e agora encontra-se no Senado, sob o PLC 103/2012 , passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Nessas últimas comissões, recebeu alterações consideradas negativas pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE).

Na comissão em que se encontra, a CE, o PNE foi aprovado em uma reunião que durou pouco mais de dois minutos e sem a presença de parlamentares da base do governo, como aponta o site do Senado, mas as modificações apresentadas foram significativas. Entre elas, está a meta 4, que determina o acesso à educação básica para os estudantes com deficiência de 4 a 17 anos. De acordo com o texto do parecer, o sistema educacional regular deve ser inclusivo, mas a educação especial oferecida por escolas e serviços especializados devem ser preservadas.

"Uma escola não exclui a outra", diz o parecer do relator, senador Álvaro Dias (PSDB-PR). O coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação , Daniel Cara, não concorda com essa afirmação.

"A aprovação dessa meta mata um dos itens da meta que é a expansão da presença dos alunos nas redes regulares de ensino, que é uma forma inclusiva de fato. É claro que pode combinar as duas escolas, mas dando preferência às redes regulares", analisa Daniel Cara.


A meta 5, que trata da alfabetização também foi alterada. O tempo de alfabetização passa a ser aos sete anos de idade ou no 2º ano do ensino fundamental, a partir do segundo ano de vigência do PNE; e aos seis anos a partir do quinto ano.

"Os parlamentares estão defendendo um projeto no qual a alfabetização seja a mais rápida possível. Isso tem gerado mais desinteresse por parte das crianças por conta dessa forma aligeirada de educar, sem respeitar o processo cognitivo e tempo necessário para a alfabetização", explica o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

O senador Vital do Rego (PMDB-PB), relator do projeto da CCJ, pretende apresentar na CE no dia 6 de dezembro, uma proposta que retoma a redação aprovada na Comissão onde foi relator. Um dos itens da proposta apresentada por Vital é o cumprimento do artigo 212, da Constituição Federal, que trata do financiamento público em educação. De acordo com esse artigo, "a União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino".

Daniel Cara, da CNDE, avalia essa defesa como uma desresponsabilização do governo federal no financiamento da expansão da educação de nível médio e superior, além da desobrigação da complementaridade do financiamento da educação básica.

"Curiosamente, o governo federal não foi buscar parlamentares do PT para apresentar essa proposta às vésperas da eleição, mas votarão a favor, sem sombra de dúvidas", analisa Cara, que completa: "Tirar a responsabilidade do governo federal no financiamento da educação é um retrocesso do projeto".

Para Daniel Cara, a alternativa mais pragmática seria a aprovação na íntegra do projeto que veio da Câmara, o qual, segundo ele, foi construído com base em discussões com diversas entidades. "Essa tramitação no Senado só tem levado em conta o Senado e o governo federal, resultando em uma grande perda de propostas construídas coletivamente", avalia o professor.

Sobre o PNE


O PNE estabelece 20 metas para a educação, que contemplam desde o ensino infantil até a formação continuada de professores e a ampliação do investimento público no setor, de forma a chegar a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do país no final dos dez anos do programa. O PNE está em tramitação no Congresso Nacional desde dezembro de 2010. Cerca de três mil emendas foram sugeridas até essa etapa. A votação do PNE no plenário do Senado está marcada para o dia 11 de dezembro. Após essa etapa, deverá seguir para sanção presidencial.

Portal
Nesta semana, o Movimento Todos pela Educação (MTE), formado por empresas da iniciativa privada e , uma das principais forças que pressionam a redação do PNE, lançou um portal que acompanha a tramitação do programa.


Formandos da UFF elegem o pedreiro Amarildo como patrono da turma

A turma de Arquitetura e Urbanismo: foco
 na responsabilidade social.
Ana Carolina Pinto


Em um ano marcado por manifestações populares em todo o país, os 16 jovens formandos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) mostraram que estão antenados com os acontecimentos no Brasil e escolheram como patrono da turma o pedreiro Amarildo de Souza, torturado e morto por policiais da UPP da Rocinha, comunidade carioca onde morava.

- A gente não pode fechar os olhos para o que está acontecendo. Escolher um arquiteto seria a escolha de qualquer turma de Arquietetura. Os jovens estao acordando e achamos que essa colação seria um bom momento de mostrar que nós também temos esse foco. Os professores tentam deixar isso bem presente para a gente. A paraninfa, professora Sonia Ferraz, de Teoria da Habitação, foi escolhida por este trabalho também, de reflexão. Os dois formam um conjunto da crítica politcosocial da turma - conta Amanda Barros Ferreira, de 24 anos, formanda que participou da organização da cerimônia.

Luana Fonseca Damásio, responsável pelo discurso junto com Bruno Amadei, enfatiza ainda a tradição de pensamento crítico da Escola de Arquitetura e Urbanismo da UFF.
- Escolhemos o pedreiro Amarildo pois muitos de nós não estão satisfeitos com o modo como a arquitetura do mercado e das instituições corrobora com um modelo de cidade excludente e baseado nos interesses do capital. Essa tradição de pensamento crítico é mantida por uma série de professores ao longo dos anos, inclusive o falecido professor Carlos Nelson Ferreira dos Santos, uma referência nacional.

A escolha do patrono foi feita no grupo que a turma mantém no Facebook, através de uma enquete. Vários nomes foram sugeridos, mas o de Amarildo foi o que teve maior força.

Confira o discurso na íntegra: "O patrono desta turma foi auxiliar de pedreiro. Dedicava-se a executar, com mente, mãos e músculos, o que nós, arquitetos, planejávamos em nossas telas de computador. Seu nome era Amarildo. Pensar no pedreiro Amarildo é pensar no trabalho alienante (no escritório e no canteiro), na divisão social do trabalho, na mão-de-obra executora, afastada do conhecimento... Em uma realidade que reserva a nós, arquitetos, um diploma em mãos, e a ele sacos de cimento nos ombros. Mas é também pensar na potência da autoconstrução, do conhecimento encarnado de quem todos os dias experimenta, improvisa, se desdobra e constrói um saber arquitetônico que a academia não ensina. Ser o homem Amarildo é viver na favela da Rocinha, que, como o professor Gerônimo nos lembra, tem o mais alto índice de tuberculose da cidade. É habitar uma casa e percorrer ruas sem condições básicas de habitabilidade, de segurança, de salubridade. É saber que a Rocinha não precisa de teleférico. Talvez precise, mas antes precisa de coleta de lixo e saneamento de qualidade, dos quais se tem direito apenas na limpa cidade dos ricos. Falar em Amarildo é falar do Morro da Catacumba, na Lagoa, da Praia do Pinto, no Leblon, do Morro do Pasmado, em Botafogo; algumas das favelas apagadas da paisagem carioca. É falar, mais recentemente, da Vila Autódromo e das portas marcadas do Morro da Providência. É falar da gestão municipal que mais removeu no último século e dos tantos mil cariocas que, às custas de um sonho olímpico, têm ameaçado o seu inalienável direito à moradia. É falar do déficit habitacional e, ao mesmo tempo, da política de governo que há décadas vem esvaziando os centros e lotando as favelas e periferias das grandes cidades. É falar dos sem-teto, das ocupações Machado de Assis, Zumbi dos Palmares, Quilombo das Guerreiras, removidas ou ameaçadas de remoção. Saber da prisão, tortura e morte de Amarildo implica em ter o dever de saber da política pública de segurança higienista, da violência policial injustificada e injustificável. Do projeto de segurança e de cidade que extermina a juventude pobre, negra e favelada. Amarildo não foi o primeiro. É saber que estamos a mercê dos desmandos de um Estado que aumenta a cada dia o efetivo policial, constrói mais prisões, instala mais câmeras e atira mais balas de borracha nos professores em greve; ao passo que destrói casas e bairros construidos com suor e autonomia corajosa. Escolher como patrono um pedreiro é apenas um lembrete acerca do compromisso ético que firmamos enquanto arquitetos, de entender quem são os Amarildos, onde moram, como moram, porque moram. Mais que fazer uma homenagem, afirmamos: somos também Amarildos e seguiremos perguntando por ele e por todos os outros."

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Walter Benjamin, vida e arte

Título original: Walter Benjamin, vida y arte


Esther Leslie
6 diciembre, 2013

Walter Benjamin nació el 15 de julio de 1892 en el seno de una acomodada familia judía asimilada en Berlín, la capital del Imperio de Prusia. El 26 de septiembre de 1940 se suicidó mientras intentaba escapar de la Alemania nazi a través de la Francia ocupada. Imposibilitado de cruzar la frontera de Francia a España por no tener visado, enfermo, bajo la amenaza de ser entregado a la Gestapo con la certera posibilidad de que lo enviaran a la cárcel por marxista y judío, eligió el suicidio. En los años transcurridos entre estas dos fechas vivió en la Berlín de la República de Weimar, en París, en Moscú, en Ibiza y en Escandinavia –con Brecht. En estos diversos hogares europeos fue testigo de momentos de gran convulsión política, como también de cambios tecnológicos y sociales. Se ganaba sus muy magros ingresos como escritor independiente vendiendo ensayos de crítica literaria, artículos de análisis histórico sobre la cultura y la vida cotidiana, interpretaciones de las nuevas formas de cultura como el cine y la fotografía. Escribió sobre las teorías del lenguaje y presentó charlas radiales para niños.

A Benjamin le atraía una amplia variedad de temas: la literatura de los períodos Barroco, Romántico y Moderno, la filosofía de la historia, las dinámicas sociales de la tecnología, el París del siglo XIX, el fascismo y el militarismo, la ciudad, el tiempo capitalista, la infancia, la memoria, el arte y la fotografía. Dada su propia existencia precaria como escritor independiente, una de las preocupaciones clave de Benjamin era la comprensión del cambio de la condición del intelectual, del escritor y del artista a lo largo del período de la industrialización capitalista. Rastreó, por ejemplo, el cambiante destino de la avant-garde en la Francia del siglo XIX. Quería entender las formas en que el artista se hallaba atrapado por las contradicciones del capital. En sus estudios sobre Charles Baudelaire, por ejemplo, señaló la manera en la que el fracaso de la revolución social de fines del siglo XIX y la ineludible ley del mercado, forjaron una curtida camada de trabajadores del conocimiento condenada a llevar sus productos al mercado. Esta intelligentsia pensaba que iba allí solamente a observarlo, pero en realidad, –dice Benjamin–, iban a encontrar un comprador. Esto desencadenó todo tipo de respuestas: la competencia, el manifestoísmo, la rebelión nihilista, los bufones de la corte, el periodismo barato, el ideologismo. Benjamin diagnosticó la condición de los trabajadores de la cultura que le precedieron, siempre tendiendo a evaluar sus posiciones de clase y políticas. Reflexionó sobre su propio rol de crítico en un doble sentido, como crítico literario y como crítico social –y las correlaciones entre ambos, en particular mientras trabajaba en la propuesta de una revista cultural y política junto a Brecht y otros, que fuera llamada Crisis y Crítica.

Su ensayo más famoso, “Das Kunstwerk im Zeitalter seiner Reproduzierbarkeit” [“La obra de arte en la época de su reproductibilidad técnica”], de mediados de la década de 1930, y su conferencia para un círculo comunista “Der Autor als Produzent” [“El autor como productor”], de 1934, representaron investigaciones sobre las posibilidades que se les habían abierto a los trabajadores de la cultura de la izquierda crítica contemporánea luego de la Revolución rusa y del surgimiento de nuevas tecnologías de la cultura mediática, notablemente, la fotografía y el cine. Analizó lo que las nuevas formas de cultura de masas existentes –la radio, el film, la fotografía, el fotomontaje, los corresponsales de los periódicos– significaban en el esquema más amplio del mundo social, y de qué manera los fenómenos como la reproducción en masa cambiaban las relaciones de los hombres con la cultura del pasado y del presente. Examinó estrategias que pudieran evitar las presiones que tienen los artistas a ser individualistas, competitivos o promotores del arte como una nueva religión o una evasión de lo “político”. Evaluó los esfuerzos del artista para elaborar formas culturales que no pudieran ser apropiadas por el fascismo.

Una de las peculiaridades de Benjamin es que sobre él posaron sus miradas muchas y diversas disciplinas y sectores interesados. Fue reconocido, hasta cierto punto, por críticos literarios, artistas, teóricos sociales, historiadores, analistas de cine, sociólogos y filósofos. Ha sido interpretado en una amplia variedad de formas –formas contradictorias: algunos lo han asimilado con la corriente del Marxismo Occidental debido a la fuerte influencia que la obra de Georg Lukács de 1924, Historia y conciencia de clase, ejerció sobre su obra. Estaba íntimamente familiarizado también con otros representantes de dicha corriente como Theodor Adorno, Max Horkheimer y Ernst Bloch. Otros lo han ubicado más en el campo del marxismo activista clásico, aunque esto dentro de un marco brechtiano, con una afinidad al leninismo y al activismo. Algunos, incluso, han concebido su contribución a través de la lente de Derrida y el posestructuralismo, haciendo con frecuencia un fetichismo de la ruina y el fragmentario –y en última instancia absurdo– sentido de toda forma. Otros han alineado aspectos de su pensamiento con la filosofía de Heidegger –a pesar del hecho de que Heidegger representaba para Benjamin una verdadera molestia debido a su ahistoricismo o, lo que es más, por ser un representante de la mirada idealista que Benjamin quería ver aniquilada.


Para ler a materia por completo, clicar Revista de Política e Cultura

Até 2008, Nelson Mandela era considerado terrorista pelos Estados Unidos



Título original: Nelson Mandela estaba en la lista de terroristas de EE.UU. hasta 2008

AFP Rodger Bosch
Publicado: 6 dic 2013

A burguesia piegas e cínica, agora saúda Mandela como referência de luta pela liberdade, mas uma liberdade mitificada, quase comercial. Esse inconteste lutador foi preso por quase 3 décadas por essa mesma burguesia que hoje tenta beatificar o homem e grande lutador, envolvendo-o de uma aura mitificada e afastada de sua luta que era popular, como é a dos sem-teto, dos sem-terra (não só os que fazem parte do MST), dos usuários do transporte público, dos desempregados, na sua maioria negra como era Mandela. Mas, Viva Mandela!! Vivam os lutadores de ontem e de hoje, sempre combatidos pelo mesmo Estado burguês, de ontem e de hoje também! (Fórum Universitário Permanente da Uesb).

El primer presidente negro de Sudáfrica y emblemático líder mundial Nelson Mandela, fallecido este jueves 5 de diciembre por la noche, dejó de estar en la lista de terroristas vigilados de EE.UU. solo hace cinco años.

El entonces presidente George W. Bush firmó la ley que sacó a Mandela y otros líderes sudafricanos de la lista en julio de 2008, más de una década después de que cayera el régimen del apartheid.

Las autoridades sudafricanas prohibieron el Congreso Nacional Africano (CNA) dirigido por Mandela en 1960. Por su batalla contra el sistema legalizado de segregación racial lo calificaron de organización terrorista. Los líderes del Congreso acabaron en el exilio o en las prisiones del país.

Mandela salió en libertad en 1990, tras pasar encarcelado 27 años de su vida. Solo tres años antes de eso, en 1987, tanto Washington como Londres se referían al CNA como "una organización terrorista típica". Asó lo llamó la ex primera ministra británica Margaret Thatcher cuando anunció en 1987 que el Reino Unido no impondría sanciones contra el régimen del apartheid, siguiendo el ejemplo del entonces presidente estadounidense Ronald Reagan.

En 1992 fue la última vez que en las elecciones de Sudáfrica votaron solamente los blancos. En 1993 Mandela recibió el Nobel de la Paz. En 1994 la población negra ejerció su derecho al sufragio y el Congreso Nacional Africano resultó amplio vencedor en los comicios parlamentarios, mientras que el líder del movimiento ganó el mandato presidencial. Sin embargo, en los siguientes 14 años tanto el propio Mandela como otros miembros del CNA no pudieron visitar EE.UU. sin una exención expedida por el secretario de Estado, según dictaban las restricciones impuestas por la lista de terroristas vigilados. Tenían el derecho a viajar a la sede de la ONU en Nueva York, pero no a Washington DC u otras partes de EE.UU.

Ahora Occidente se postula "como si tuviera una superioridad moral sobre el resto del mundo", pero en realidad "tiene mucho que callar", insiste el analista internacional Juan Antonio Aguilar. Tanto EE.UU., como el Reino Unido siempre vieron a Mandela como a un enemigo, acentúa.

El líder sudafricano "fue víctima de toda aquella guerra de espías que realizaban los servicios secretos, la CIA incluida" y fue esa guerra la que le hizo pasar 27 años en la cárcel, pero ni EE.UU. ni el Reino Unido, que apoyaban el régimen del 'aparteid', pidieron jamás perdón por eso, subraya Aguilar.

EUA registram maior greve em empresas de fast food

Título original: Se produce en EEUU la mayor huelga de trabajadores de restaurantes de comida rápida

    Viernes, diciembre 6, 2013

En Estados Unidos los empleados de los restaurantes de comida rápida secundaron este jueves una huelga a nivel nacional, en la que posiblemente fuera la mayor huelga de trabajadores de establecimientos de este tipo en la historia del país.

Los empleados de las cadenas de comida rápida como McDonald’s, Burger King, KFC, Subway, Taco Bell y otras exigen un salario mínimo de 15 dólares a los restaurantes donde trabajan. La huelga fue convocada en más de 100 ciudades estadounidenses.

El salario promedio de los empleados de restaurantes de este tipo es de 8,90 dólares por hora, un poco más que el salario mínimo fijado por el Gobierno de EEUU, el cual es de 7,25 dólares.

Un salario tan reducido simplemente no es suficiente para vivir, según los empleados, que iniciaron las primeras protestas este verano.

La huelga de un día ya comenzó en las ciudades de Nueva York, Chicago, Detroit, Boston, Los Ángeles y Nueva Orleans, y otras ciudades se sumarán después a la que por ahora parece ser la mayor protesta de los empleados de restaurantes de comida rápida en la historia de EEUU.

RT

Fonte: Libre Red

Peter Burke: "a estratégia do medo para evitar a revolta é uma constante histórica"

Peter Burke, durante la entrevista. 
Foto: daniel tortajada
Título original: Peter Burke: “La estrategia del miedo para evitar la revuelta es una constante histórica´

Catedrático emérito de Historia cultural de la Universidad de Cambridge y especialista en historia cultural moderna, Peter Burke (Londres, 1937) analiza la situación actual y asegura que tiene semejanzas con la crisis de 1929, pero también diferencias “en la respuesta de los políticos”.

-Sostiene que la Historia no puede escribirse de forma objetiva. ¿Por qué?

-¡Porque somos humanos! Y como humanos, tenemos unas actitudes y valores que nos condicionan. Eso puede observarse de forma cotidiana. Si tres personas presencian el mismo hecho, tendrán versiones distintas del mismo. Así pues, a lo más que podemos aspirar es a tratar de ser justos. Además, el esfuerzo de objetividad máxima implica sacrificar ciertas cosas, como la claridad. Evitar el punto de vista del historiador para ser lo más imparcial posible produce, en ocasiones, un relato difícil de entender.

-¿Quiénes serán los ganadores de la Historia actual y cómo la contarán a la siguiente generación?

-Es más fácil valorar eso en una guerra que en la política. Pero se puede apreciar que el cambio en el equilibrio de poderes con el ascenso de China y la creciente presencia de la voz de los musulmanes tendrá su correlación en la versión de la Historia que se escriba. Además, podemos predecir que en la cuestión medioambiental todos seremos perdedores.

-¿Qué grandes manipulaciones de la Historia sigue sufriendo hoy la población?

-¡Hay tantas?! Una de ellas es el uso de un doble lenguaje con el que cada bando narra un conflicto. Cuando alguien pone una bomba, si son los otros, son ‘terroristas’; si son los nuestros, son una ‘guerrilla urbana’ u otro término menos duro. Además, todos distorsionamos nuestro propio recuerdo del pasado. Tendemos a mitologizar el pasado. Es como la entropía de la naturaleza: podemos detectarla, pero no escapar de ella.

-El olvido de la gente común y corriente, eclipsada por los grandes personajes y las grandes gestas, es una lacra de la Historia. ¿Hay que reivindicar al hombre normal?

-La mayor revolución historiográfica en los últimos doscientos años ha sido la inclusión en la Historia de las personas ordinarias y de todas las actividades humanas, y no solo la guerra y la política. Hay que recordar que en la famosa expedición por África, David Livingstone no iba solo, sino que formaba parte de una expedición más amplia. Ese enfoque es una revolución.

-En la actual crisis económica y su repercusión en los más pobres, ¿qué grandes pautas observa que hayan servido en otros periodos?

-Hay semejanzas con la crisis de 1929, pero también diferencias en la respuesta de los políticos.

-Me refería a la gestión política. ¿Tal vez la estrategia de infundir miedo a la población para que no se rebele?

-Sí, la estrategia del miedo para evitar la revuelta es una constante en la historia de la humanidad. Pero me interesa más, como constante histórica, la teoría de por qué la gente se rebela. Las primeras teorías afirmaban que la población se rebela cuando las cosas van a peor. Por ejemplo: sube el precio del grano y estalla la Revolución Francesa. Sin embargo, tanto los historiadores como los teóricos sociales han subrayado, más recientemente, que las rebeliones se asocian a la ruptura de las expectativas crecientes. Cuando las cosas dejan de ir a mejor y se habían creado grandes expectativas, es cuando la gente se siente más insatisfecha. Más todavía que si las cosas van a peor de forma lenta y progresiva. Por tanto, las expectativas defraudadas son el contexto más propicio para que estallen las revueltas. Eso significa que el momento más peligroso para un Gobierno es cuando aplica reformas que no contentan a la población, porque la gente quiere otro tipo de reformas o a otro ritmo.

-Expectativas frustradas y reformas criticadas por la población. Está describiendo España. ¿Augura aquí una revuelta?

-No conozco suficiente el clima de la opinión pública española como para hacer vaticinios. Pero la teoría de las generaciones explica un hecho de España: hace cuarenta años hubo una generación que creyó que la Transición era buena y se movió al grito de ‘nunca más una Guerra Civil’. Ese consenso se ha roto. La generación en el poder se arriesga más en su relación con el pasado.

-Una parte de España se niega a recuperar la memoria histórica del franquismo para no reabrir heridas. ¿Es eso justificable?

-La reconciliación es importante y no se puede luchar la misma Guerra Civil generación tras generación. Pero entiendo que eso es más fácil de decir para un británico desde la distancia que para un español.

-En un mundo obsesionado por el futuro y las tecnologías, ¿por qué hay una búsqueda de los orígenes y las raíces?

-Son dos fenómenos ligados. En los últimos 200 años hemos vivido un proceso de aceleración de la Historia. La gente tiene la sensación de haber perdido sus raíces y de sentirse desorientada. Y el tipo de pasado que la gente quiere conocer es el pasado que ha vivido o que le han contado en su casa.

-Usted ha afirmado que hay tres obstáculos a la democratización del conocimiento: los intereses de las grandes compañías, la censura de los gobiernos y el aislamiento de los expertos. ¿Cuál le preocupa más?

-En la actualidad, el más peligroso es la censura gubernamental.

-¿Por qué sigue siendo útil?

-Ningún Gobierno puede operar sin secretos. Todo Gobierno aspira a silenciar a las personas que quieren revelar esos secretos, y los casos de Wikileaks y Snowden son paradigmáticos. En un mundo ideal podría existir una transparencia completa y no tendría sentido la existencia de servicios secretos. Pero en el mundo real, a ningún Gobierno se le ocurriría suprimir su espionaje.

Artículo de Paco Cerdá en laopinioncoruna.es

Fonte: Ssociólogos

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

LUTA POR MORADIA ESTUDANTIL NA UFMA

Nota do Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais - NEILS


O NEILS (Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais) expressa todo apoio à luta dos estudantes da UFMA (Universidade Federal do Maranhão) por um direito elementar para cujo atendimento quase tudo se já se fez: a moradia estudantil. Todo o repúdio à intransigência e obscurantismo do reitor, cuja política, neste particular, emula seus mais sombrios antecessores do período ditatorial.

O futuro imediato cobrará caro qualquer oportunismo, mesmo sob a capa da defesa dos "bons costumes", a este desatino do reitor que procura tornar ainda mais difícil o efetivo acesso de todos à vida universitária.

Triste história recente do Maranhão, onde a greve de fome se torna rotina na defesa das causas dignas.

Impõe-se a solidariedade ativa de todos os setores antiobscurantistas, dentro e fora da UFMA, dentro e fora do Maranhão.


NEILS (Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais)

Governo esbanja quase 6 milhões e meio de reais com festa de sorteio da Copa

O Secretário Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Ney Campello, autorizou gastos de mais de 6 milhões de Reais para a contratação da empresa Sauípe S.A. realizar uma “festa” destinada ao Sorteio Final da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, a ser realizada no Complexo Costa de Sauípe, na Bahia. A contratação foi publicada no Diário Oficial do Legislativo na última sexta-feira, dia 11 de outubro, conforme imagem a seguir.
Ainda ressoando nos serviços públicos dos cortes no orçamento e contingenciamentos criminosos dos serviços do setor público (degradação do setor público, precarização do ensino superior e da educação básica; ainda vivos na memória popular a falta de pagamento aos fornecedores do Estado (as instituições públicas perdem, a cada dia, credibilidade junto aos seus fornecedores); quando ainda está quente nos meios de comunicação as paralisações dos serviços públicos estaduais pelos atrasos nos pagamentos de salários dos terceirizados; e em plena emergência da crise capitalista, o Governo anuncia que gastar recursos públicos no montante de R$ 6.498.934,00 (seis milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, novecentos e trinta e quatro reais) com festa para a FIFA, o que quer dizer, para os gringos imperialistas, para os grandes corruptos que administram as obras da Copa no Brasil, para os empresários brasileiros, grandes sanguessugas dos recursos públicos. 

Faz muito sentido o desabafo de um professor da rede pública estadual de ensino superior da Bahia quando afirma que esse episódio "representa uma festa nos trópicos para o sangue azul europeu, com eufemismo "sorteio da copa". O que é vandalismo no Brasil mesmo?"
Os atuais governantes ainda reproduzem o espírito colonialista de desde 500 anos: "prá frente Brasil"?!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Wagner irá gastar R$ 210 mil na reforma do gabinete meses após decretar medida de contingência de gastos

 27 de novembro de 2013

O anúncio do gasto aparece meses após Wagner decretar uma medida de contingenciamento dos gastos


Uma grande reforma será feita no gabinete do governador da Bahia, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. De acordo com informações publicadas no Diário Oficial do Estado no último dia 26, serão gastos em reforma no gabinete de Jaques Wagner R$ 210 mil.

O anúncio do gasto aparece meses após Wagner decretar uma medida de contingenciamento dos gastos. Em agosto, o petista limitou as despesas de manutenção, desenvolvimento de projetos e atividades de todas as secretarias e órgão vinculados ao Poder Executivo.

Quando foi anunciada a contenção de despesas, a Secretaria de Administração (Saeb) divulgou que o governo gasta cerca de R$ 4 bilhões em compras e contratação de empresas de mão de obra terceirizada. Já em material de consumo, como limpeza, higiene, água, alimentos, material de escritório, são gastos R$ 233 milhões ao ano.

Com mão de obra terceirizada para limpeza, segurança e vigilância, copa e cozinha, transporte e outros são R$ 475 milhões. A maior despesa fica com a Saúde: Planserv, medicamentos e equipamentos hospitalares e SUS são responsáveis por R$ 2,9 bilhões. Os outros gastos com telefonia, energia, água e correios, entre outros itens, somam R$ 392 milhões.


Rearticulando gênero e classe social


domingo, 1 de dezembro de 2013

UFRB abre concursos com mais de 60 vagas para professor efetivo


A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) está com inscrições abertas para concursos públicos visando à contratação de pessoal docente. São mais de 60 vagas para atuar junto aos Centros de Ensino localizados nas cidades de Feira de Santana, Santo Amaro, Cruz das Almas e Santo Antônio de Jesus. O regime de trabalho, os requisitos específicos e a titulação exigida para o cargo estão especificados nos respectivos editais.

Para o Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CETEC), em Cruz das Almas, estão sendo oferecidas 02 vagas para professor adjunto A e 17 vagas para professor assistente A, de acordo com o Edital Nº 08/2013. As inscrições estarão abertas até o dia 06 de janeiro de 2014. As jornadas de trabalho variam de 20h a dedicação exclusiva.

No Centro de Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas (CECULT), em Santo Amaro, as oportunidades são para graduados em Música e em qualquer área do conhecimento. São 16 vagas para professor Adjunto A, em regime de dedicação exclusiva, de acordo com o Edital Nº 09/2013. As inscrições também estarão abertas até o dia 06 de janeiro de 2014.

Para o Centro de Ciências da Saúde (CCS), em Santo Antônio de Jesus, são 07 vagas para professor adjunto A, 01 vaga para professor assistente A e 10 vagas para professor auxiliar. De acordo com o Edital Nº 10/2013, as oportunidades são em Saúde Coletiva, Ciências Básicas da Saúde e Prática de Cuidado. Os interessados têm até o dia 20 de dezembro de 2013 para efetuar inscrição.

O Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS), em Feira de Santana, oferece 04 vagas para professor adjunto A e 12 vagas para professor assistente A, de acordo com o Edital Nº 11/2013. Os candidatos aprovados atuarão em regime de dedicação exclusiva. As inscrições estarão abertas até o dia 06 de janeiro de 2014.

Os interessados devem efetuar o pagamento da taxa, no valor de R$ 90,00, e preencher o Requerimento de Inscrição disponível no site www.ufrb.edu.br/concursos. O prazo de validade dos concursos será de um ano, a contar da data da homologação, podendo ser prorrogado por igual período.

Os idosos na perspectiva do FMI


Para Cristine Lagarde, Diretora Geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), a longevidade alcançada pela humanidade nos dias de hoje, trata-se de um risco financeiro pra o mundo. Disse ela: "Os idosos vivem demasiadamente e isso é um risco para a economia mundial. Temos que fazer algo já"... É possível que o capital, para salvar seu sistema, sugira aos idosos um suicídio coletivo ou crie em laboratório alguma enfermidade mortal específica aos idosos.
Repete Malthus*, mais de duzentos anos depois.

*Thomas Robert Malthus (1776-1834) foi um economista britânico. É considerado o pai da demografia por sua teoria para o controle do aumento populacional, conhecida como malthusianismo.

UMA POESIA DIFERENCIANTE

Fonte da imagem: http://editora.cosacnaify.com.br/blog/?p=13344

Alex Conceição*

Já que a poesia se desprende do limbo por si só
Em meio a um turbilhão de palavras,
Aqui estou eu
Mero coletor que recebe da consciência sonambula
Uma dádiva imensurável
Eis em sua presença não singelas palavras
Mas aquelas de aço cortante
Enferrujadas pelas gotículas de sangue
Brilhantes em parte
Pois nem tudo se perde em meio à destruição
Contudo afogadas em veneno
Para que assim contaminem aqueles tocados por elas
Rogue aos céus por clemencia
Pois a estupefata poesia terrorista aqui está
Diante de ti aviões com homens embriagados nas suas crenças
Preparam-se para por abaixo não apenas um ou dois prédios cheios de vida
Perto disso, contudo mais violentamente,
Porão por terra todas as suas certezas
Destruirão o cumulo do seu vomito de padronização
As palavras agora decifradas pelos seus olhos
Não são simplesmente a composição sonora de fonemas conectados
Não formam apenas um cântico redundante.
Expressam a cólera de um pensamento perturbado pela incerteza do ser
Exausto pela luta hilariante contra homens vendados
É sim... A voz que agora decodifica esses símbolos que chamam de letras
E ainda mais, a sua união de palavras,
Recita para si mesmo o choro de uma poesia que incorpora todos os inusitados tipos de encheção de saco, toda dor de barriga longe de casa sem mato por perto,
Todas as escolas sem conversa na sala de aula,
Todo decreto, todo silencio do medo ao ouvir-se a sirene,
Todo verbo conjugado no imperativo...
Essa produção artística não pode ser definida como bela
Pois o belo aqui não existe
Existe como sempre existiu, o que cada um é. Nem melhor nem pior.
Espero sinceramente que o suor e os calafrios tomem a sua alma ao lê-la
Se não pelo menos que questione com muito medo
O que você tem acreditado até agora
Infelizmente é necessário dormir, pois ainda vivemos longe de alcançar o objetivo do veneno desses simplórios vocábulos.
Enfim me levantarei e tomarei em minhas mãos um copo d’agua
Beberei... Respirarei fundo e imaginarei o quão longe está o dia em que essa tão pretensiosa poesia(por se desprender sozinha) terá significado para tão aviltados sentidos...
Contudo eu não preciso ver para saber que agora você tenta interpretar-me
Portanto não precisarei ver os seus pensamentos estrebuchando com a dose letal de peçonha injetada por mim
Não é necessário eu ver a morte do velho se neste mesmo instante engendro aqui a semente para algo totalmente novo...

*Estudante de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.