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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Se escola fosse estádio e educação fosse Copa

por Jorge Portugal


Passei, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.
Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.
Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?
E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao Senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União,com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.
O outro projeto, do mesmo Cristovam, é uma verdadeira “bomba do bem”. Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados (estaduais e federais), senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas,
sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator. E não anda. E ninguém sabe dele.
Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senador Valadares (antoniocarlosvaladares@senador.gov.br) pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”? É um ato cívico simples. Pela educação. Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.
Jorge Portugal é educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa “Tô Sabendo”, da TV Brasil.
Fonte: Terra Magazine


Protesto de Estudantes no Chile termina com 54 detidos

Estudantes chilenos voltaram a desafiar o governo ontem, com marcha em Santiago, pedindo o fortalecimento da educação pública. O protesto terminou em confronto com a polícia. Ao menos 32 policiais ficaram feridos, dois gravemente, e 54 manifestantes foram detidos.
Foi a terceira vez em menos de um mês em que milhares de estudantes, professores, pais e crianças ocuparam quadras no centro da capital. Nos três casos, houve incidentes com autoridades.
Ontem, foram registrados confrontos com uso de gás lacrimogêneo e jatos d’água pela polícia. Manifestantes responderam com pedradas e paus, como informa a agência de notícias France Presse.
Segundo as autoridades chilenas, a passeata reuniu cerca de 30 mil pessoas. Organizadores, porém, estimam a participação em 80 mil. Ao contrário das passeatas de 14 e 30 de junho, não havia autorização oficial para a manifestação passar diante da sede do governo. Segundo o subsecretário do Interior, Rodrigo Ubilla, "eles estão brincando com fogo. A marcha não foi autorizada".
A convocação  foi feita por líderes da Confederação de Trabalhadores do Chile e do Colégio de Professores. A marcha de ontem defendeu o fortalecimento da educação pública, em um país que prevê crescimento de mais de 6% neste ano.
O Estado chileno, porém, tem papel secundário no sistema de educação, situação herdada da ditadura de Augusto Pinochet -que reduziu para menos da metade o aporte público à educação.
Fonte: São Paulo, sexta-feira, 15 de julho de 2011

Marcha das pretas

Vale registrar, debater, participar:

Classe média e escola capitalista

Décio Saes
Este artigo focaliza uma das dimensões essenciais do processo educacional das sociedades capitalistas: a conexão entre classe média e educação pública. Mais especificamente, ele se destina a caracterizar a posição da classe média diante da escola pública, bem como a analisar o lugar ocupado pela classe média dentro dessa instituição. Seria a classe média a força dirigente no funcionamento do sistema educacional público? Ou é a classe capitalista quem exerce um estrito controle sobre esse sistema, buscando compatibilizar a educação de massas e os interesses do capital?
Muitas das idéias expostas neste artigo já estão presentes nos melhores trabalhos de análise sociológica do processo educacional das sociedades capitalistas , como os de Bourdieu & Passeron, de Baudelot & Establet e de Georges Snyders.
Porém, o esquema teórico geral aqui proposto não coincide inteiramente com o esquema teórico proposto por qualquer um desses autores, embora elementos parciais presentes nas suas análises tenham sido aqui reaproveitados. A possibilidade teórica de estabelecimento de algumas distinções que façam avançar a análise da relação entre o sistema de educação pública e a classe média, nas sociedades capitalistas, motivou-nos a escrever este texto.

As classes fundamentais (capitalistas, trabalhadores manuais) e a educação

Os membros individuais de qualquer classe social buscam normalmente algum tipo de educação para os seus filhos: escolar ou extra-escolar, longa ou curta, formal ou informal etc. Sem alguma forma de educação, ninguém se insere na prática social (econômica, familiar, política etc.). Por isso, não há diferença entre os indivíduos pertencentes às diferentes classes sociais quanto ao objetivo de obter alguma educação para os seus filhos. Isso não significa, entretanto, que todas as classes sociais defendem a educação de todos os membros da sociedade e empunham permanentemente a bandeira da educação universal, pelo menos no nível elementar ou básico. Aparentemente, todos são favoráveis a essa meta; a prática social evidencia, porém, que tal bandeira é um dos maiores mitos da sociedade capitalista e, como tal, indispensável à reprodução desse modelo de sociedade. Tomemos a classe capitalista. Tal classe social, que se subdivide em frações (industrial, bancária, comercial), tem, no seu conjunto, interesse econômico em que à sua mão de obra se assegure acesso à instrução elementar. Isso não a converte, entretanto, em adepta da educação básica universal.
Para a matéria completa, clicar AQUI.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Seleção de Monitores para a X Jornada do HISTEDBR

A X Jornada Nacional do HISTEDBR – História da Educação: Intelectuais, Memória e Política abre seleção para monitores.
Período de realização da Jornada será de 26 a 29/07/2011.
Coordenação: Profa. Dra. Maria Cristina Dantas Pina e Prof. Ms. Wilson Santos Silva GT/HISTEDBA – Museu Pedagógico/UESB.
Número de vagas: 25
Critérios: Estar regularmente matriculado em algum curso de graduação.
Período de Inscrição: 08 a 18/07
Locais
Museu Pedagógico – Casa Padre Palmeira ou pelo e-mail: histedba@yahoo.com.br 
Departamento de Filosofia e Ciências Humanas-DFCH/ UESB

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Deliberações da Assembléia Universitária


No dia 09 de julho de 2011, em Jequié, aconteceu mais uma edição da Assembléia Universitária/UESB. A importância dessa AU foi especialmente singular, por ser a primeira Assembléia no pós-Greve dos docentes e discentes da instituição. Com um público maior do que o que se esperava, o evento foi, particularmente, de profunda reflexão acerca do presente e do devir da AU, que tomou deliberações e encaminhamentos nesse sentido, fechando um ciclo de sua existência (o da greve, da qual foi fruto). Foram eles:

1)      Será formulado documento explicativo e histórico acerca da Assembléia Universitária/UESB com o intuito de publicizar o máximo possível esta instituição política no universo acadêmico. O documento deverá ser enviado aos departamentos, colegiados, reitoria, sindicatos e entidades estudantis.
2)      Criação de um e-mail da AU, para facilitar o trabalho de divulgação e discussão virtual.
3)      Decidiu-se que, para além do registro e divulgação das deliberações da AU, cada Assembléia terá seu registro em atas específicas, e serão publicizadas no Blog da Greve.
4)      Criação da Comissão de Comunicação. Foram eleitos o professor Rubens e as discentes Marie e Géssica. Ficou decidido que, a cada edição da AU a plenária decide se continuam os integrantes ou não.
5)      Foi criada uma Comissão de Coordenação/organização, nos mesmos parâmetros da Comissão de Comunicação. Para esta foram eleitos os discentes Rafael, Matheus e os professores Adriana Barbosa e José Dias.
6)      Aprovou-se a transformação do Blog da Greve num fórum de discussão dos temas inerentes à Educação em geral e dos assuntos inerentes à Universidade. Decidiu-se também que será mantida o mesmo endereço e a mesma nomenclatura, mas com o subtítulo “Fórum Universitário da UESB”.
7)      Foi aprovada a indicação do nome do professor Francisco Carlos para elaborar indicações de discussão do modelo de restaurante universitário, e o nome do professor Cândido Requião com o mesmo papel, mas para analisar o tema resoluções da universidade.
8)      Foi aprovada uma Moção de Repúdio à retaliação da Reitoria da UESB aos discentes que participaram do Movimento Estudantil em Greve, suspendendo suas atividades pré-estabelecidas de fiscais do Vestibular de meio de ano.
9)      Foi aprovado o apoio da plenária da AU aos estudantes de Jequié no que tange à discussão do calendário aprovado.
10)  Aprovou-se uma ampla publicização das deliberações e convocatórias, assim como de todas as atividades da AU, fazendo uso, inclusive dos órgãos de comunicação da Universidade (Site, rádio, TV).
11)  Por fim, aprovou-se a data para a próxima reunião da Assembléia Universitária 03/09/2011, às 13:00 horas, em Vitória da Conquista), assim como o seguinte indicativo de pauta: informes, definição dos rumos da AU, idem para os temas futuros (agenda) e a discussão "Que universidade queremos".

Professor repudia retaliação da COPEVE/UESB

Na condição de professor UESB e membro da comunidade universitária gostaria de manifestar minha profunda indignação com a retaliação da Comissão Permanente do Vestibular – COPEVE aos alunos que participaram ativamente da greve, impedindo-os de atuar como fiscais do vestibular da instituição ocorrido neste mês. O repúdio é ainda maior diante das denúncias de que a administração da universidade, representada pela Procuradoria Jurídica e acompanhada pela polícia retirou uma discente de dentro do campus de Jequié, num carro oficial da instituição e a conduziu para ser interrogada na sede do Ministério Público daquele município, sem que lhe fosse garantida a prerrogativa de assistência jurídica ou familiar e constrangendo-a a confessar participação no movimento de boicote ao referido concurso de acesso à universidade. O sigilo de sua correspondência eletrônica foi violado e cópias foram adquiridas sem consentimento ou decisão judicial. Tal procedimento, característico dos regimes autoritários, não deve ser tolerado na sociedade brasileira e, ainda menos, no interior da universidade onde o direito de opinião e a livre manifestação das idéias devem, não apenas ser garantidos, como também, estimulados em benefício da produção do conhecimento e de sua disseminação. Diante disso, devemos estar atentos para impedir que as instituições responsáveis por defender a diversidade e os interesses coletivos conduzam as discussões em processos eivados de ilegalidades e contrariem até mesmo os princípios elementares do Estado de Direito.

 
Vitória da Conquista, 11 de junho de 2011
Prof. Dr. José Alves Dias 

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ranking dos 10 posts mais visitados do mês


Revisite os 10 posts mais clicados do Blog Greve Uesb no período de 11/06 a 11/07/2011.

17/06/2011, 9 comentários

468 Visualizações de página










15/05/2011, 1 comentário

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13/06/2011, 2 comentários

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05/06/2011, 28 comentários

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16/06/2011, 6 comentários

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22/06/2011, 3 comentários

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15/06/2011, 1 comentário
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12/06/2011, 3 comentários

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14/06/2011

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20/05/2011

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