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quarta-feira, 17 de abril de 2013
terça-feira, 16 de abril de 2013
X Colóquio Nacional e III Colóquio Internacional do Museu Pedagógico
Prorrogação de inscrições
O X Colóquio Nacional e III
Colóquio Internacional do Museu Pedagógico: “Produção do conhecimento no limiar
do século XXI: tendências e conflitos” têm como tema a “Produção do
conhecimento no limiar do século XXI: tendências e conflitos”. O evento será realizado
na cidade de Vitória da Conquista/BA, no período de 28 a 30 de agosto de 2013. As
inscrições para participação como ouvinte e submissão de trabalhos, em virtude
de reiterados problemas técnicos ocorridos no link de inscrição, provocando impossibilidades
de acesso às devidas inscrições dos interessados nos respectivos Colóquios
Temáticos, a Coordenação Geral do evento informa que as inscrições de trabalho
foram PRORROGADAS até o dia 28 de abril de 2013.
Os interessados em submeterem
comunicações devem ler as instruções (anexas) e inserir o texto no site
www.museupedagogico.uesb.br ou ainda por e-mail:
xcoloquiomuseupedagogico@gmail.com (no caso do envio ser por e-mail, as
inscrições deverão receber, necessariamente, confirmação da secretaria).
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Forum Universitário Permanente da UESB
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terça-feira, abril 16, 2013
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
V SEMINÁRIO INTERNACIONAL – TEORIA POLÍTICA DO SOCIALISMO
“MARX: CRISE DO CAPITALISMO E TRANSIÇÃO”
Data:
de 12 a 16 de agosto de 2013.
Local: Universidade Estadual Paulista – Faculdade de
Filosofia e Ciências/ Marília.
Para inscrever-se, clique AQUI
Para inscrever-se, clique AQUI
Programa
Data: de 12 a 16 de agosto de 2013.
Local: Universidade Estadual Paulista (UNESP) – Faculdade de
Filosofia e Ciências/Campus de Marília.
Cronograma
de Atividades
Segunda-Feira:
12/08/2013 – Tarde
Cadastramento Presencial / Retirada de Material
Horário: 14:00 – 17:00
Local: SAEPE / Saguão de Entrada da FFC
Segunda-Feira:
12/08/2013 – Noite
Cerimônia de Abertura – Apresentação Musical – Grupo de
alunos da Unesp
Mesa de abertura:
Marcos Del Roio (Unesp/Marília)
José Carlos Miguel – Diretor FFC
Marcos Cordeiro Pires – (DCPE/Unesp)
Horário: 19:00 – 20:00
Local: Anfiteatro I
Conferência de Abertura: A formação da crítica da Marx à
economia política
Conferencista: Marcello Musto (Universidade de Toronto)
Coordenador: Marcos Del Roio (Unesp/Marília)
Horário: 20:00 – 22:30
Local: Anfiteatro I
Terça-Feira:14/08/2013
– Manhã
Mesa de Debates:
Alienação e Emancipação
Debatedores:
Jesus Ranieri (UNICAMP)
Ester Vaisman (UFMG)
Mauro Iasi (UFRJ)
Horário: 9:00 – 11:30
Local: Anfiteatro I
Terça-
Feira: 14/08/2013 – Tarde
Mini-curso 1: Título: Ciência e ideologia na teoria
marxista: ideologia seria, necessariamente, falsa consciência? – Angélica
Lovatto (Unesp/Marília)
Horário: 14:30 – 17:30
Local: Mini-anfiteatro I
Mini-curso 2: Título – Gyorgy Lukács: o cotidiano como fonte
e fim do elemento estético. – Fátima Cabral (Unesp/Marília)
Horário: 14:30 – 17:30
Local: Anfiteatro I
Mini-curso 3: La
economia política del trabajo y el modelo de gestión multiple em el socialismo
del siglo XXI – Rafael Ensizo (Venezuela)
Horário: 14:30 – 17:30
Local: sala de aula (a definir)
Terça-Feira:
14/08/2013 – Noite
Mesa de Debates: Proletariado e Revolução
Debatedores:
Sérgio Lessa (UFAL)
Paulo Barsotti (FGV)
Edmundo Fernandes Dias (UNICAMP)
Horário: 19:30 – 22:30
Local: Anfiteatro I
Quarta-Feira:15/08/2013
– Manhã
Mesa de Debates: Contradição capitalista e crise
Debatedores:
Roberto Fineschi (Palermo/Itália)
Francisco José Soares Teixeira (UFC/URCA)
Mario Duayer (UERJ)
Horário: 9:00 – 11:30
Local: Anfiteatro I
Quarta-Feira:
15/08/2013 – Tarde
Mini-curso 1: Título:
Ciência e ideologia na teoria marxista: ideologia seria,
necessariamente, falsa consciência? – Angélica Lovatto (Unesp/Marília)
Horário: 14:30 – 17:30
Local: Mini-anfiteatro I
Mini-curso 2: Título – Gyorgy Lukács: o cotidiano como fonte
e fim do elemento estético. – Fátima Cabral (Unesp/Marília)
Horário: 14:30 – 17:30
Local: Anfiteatro I
Mini-curso 3: La
economia política del trabajo y el modelo de gestión multiple em el socialismo
del siglo XXI – Rafael Ensizo (Venezuela)
Horário: 14:30 – 17:30
Local: sala de aula (a definir)
Quarta-Feira:
15/08/2013 – Noite
Mesa de Debates: Crise econômica e crise política
Debatedores:
Antonio Carlos Mazzeo
(Unesp/Marília)
Armando Boito Jr (Unicamp)
Virgínia Fontes (UFF)
Horário: 19:30 – 22:30
Local: Anfiteatro I
Quinta-Feira:15/08/2013
– Manhã
Mesa de Debates: Luta de classes e luta revolucionária
Debatedores:
Atílio Borón
(UBA/Argentina)
José Paulo Netto (UFRJ)
Marcos Del Roio
(Unesp/Marília)
Horário: 9:00 – 11:30
Local: Anfiteatro I
Quinta-Feira: 15/08/2013 – Tarde
Sessão de Comunicações I
Horário: 14:30 – 17:30
Local: salas de aula (a definir) – Prédio de atividades
didáticas (FFC)
Sessão de Lançamento de Livros
Horário: 18:00 – 19:00
Local: Anfiteatro I
Quinta-Feira:
15/08/2013 – Noite
Mesa de Debates:
Trabalho associado e extinção do Estado
Debatedores:
Ivo Tonet (UFAL)
Maria Orlanda Pinassi (Unesp/Araraquara)
Ricardo Antunes (Unicamp)
Horário: 19:30 – 22:30
Local: Anfiteatro I
Sexta-Feira:16/08/2013
– Manhã
Mesa de Debates:
Crise e transição hoje
Debatedores:
Jair Pinheiro (Unesp/Marília)
Jason Borba (PUC/SP)
Lúcio Flávio de Almeida (PUC/SP)
Horário: 9:00 – 11:30
Local: Anfiteatro I
Sexta-Feira:
16/08/2013 – Tarde
Sessão de Comunicações II
Horário: 14:30 – 17:30
Local: salas de aula (a definir) – Prédio de atividades
didáticas (FFC)
Sexta-Feira:
16/08/2013 – Noite
Conferência de Encerramento: Decifrando o Capital
Conferencista: Alex Callinicos (King’s College
London/Inglaterra)
Tradução: Marisa Silva Amaral (UFU)
Coordenador: Jair Pinheiro (Unesp/Marília)
Horário: 19:30 – 22:30
Local: Anfiteatro I
Promoção
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Departamento de Ciências Políticas e Econômicas
Grupo de Pesquisa Cultura e Política do Mundo do
Trabalho
Núcleo de Estudos de Ontologia Marxiana (NEOM)
Grupo de Estudos Pensamento Político Brasileiro
e Latino-Americano
Grupo de Estudos Trabalho e Capital na Cidade
Grupo de Estudos Militares e a Esquerda Militar
no Brasil
Grupo de Estudos Trabalho, Movimentos Sociais e
Sociabilidade Contemporânea
Instituto Astrojildo Pereira
Instituto Caio Prado Júnior
Proifes e Governo Federal marcam conluio que atenta contra as universidades federais
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| Imagem: Catarina Bessel |
Título original: Mudança polêmica
Lei que altera carreira de docentes das universidades federais preocupa comunidade científica
BRUNO DE PIERRO
Edição 205 - Março de 2013
Um conjunto de
mudanças na carreira dos professores das universidades federais, que passam a
valer no início deste mês, provocou reações ásperas na comunidade científica e
em parte das entidades representativas dos docentes. O alvo das críticas é a
lei nº 12.772/2012, sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 28 de
dezembro, resultado de um acordo entre o governo federal e a Federação de
Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior
(Proifes-Federação) celebrado após a greve que paralisou as universidades
federais no ano passado. Embora tenha motivações ligadas aos salários dos
docentes – que terão reajuste médio de 16% em 2013 –, a nova lei modifica pontos estruturais da
carreira que vigoravam desde abril de 1987. “A lei deveria ser rasgada, pois o
conceito de universidade foi ferido”, afirma Helena Nader, professora da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Sociedade
Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que em fevereiro alertou a
presidente Dilma da insatisfação da comunidade científica durante uma reunião
do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.
Os críticos argumentam que a
lei pode desestimular a pesquisa universitária nas federais e inviabilizar a
atração de grandes talentos para a carreira acadêmica. Isso porque o ingresso
na universidade federal só poderá ocorrer no primeiro nível da classe de
professor auxiliar, independentemente da titulação do docente, e a progressão
entre um nível e outro da carreira passa a exigir o intervalo de 24 meses.
Segundo a nova lei, a universidade federal passa a ter dois tipos de professor
titular. Um é o titular de carreira, que, além de ter doutorado, precisa galgar
os degraus da vida acadêmica. Outro é o titular-livre, talhado para quem já tem
pelo menos 20 anos de doutorado e quer ingressar numa federal.
Para ilustrar o problema, a
pró-reitora de Pós-graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), Debora Foguel, conta um caso emblemático, que, segundo ela
teme, pode se tornar recorrente. Recentemente, a UFRJ recebeu a visita de
Cedric Villani, um jovem matemático francês que conquistou em 2010 a cobiçada
Medalha Fields, concedida pela União Internacional de Matemática. Villani
obteve o título de doutor em 1998. Se fosse convidado a ingressar na UFRJ,
teria de entrar como auxiliar 1. Como não tem 20 anos de doutorado, também
estaria desabilitado para ser professor titular-livre. “Isso será um problema,
já que estamos trazendo vários pesquisadores brilhantes dentro do programa
Ciência sem Fronteiras. A esses, teremos que oferecer vagas de professor
auxiliar. Na hipótese de querer trazer o Cedric Villani, eu não teria coragem
sequer de fazer tal convite”, declara Debora. Para Helena Nader, o tempo de
doutorado não tem vínculo direto com a competência. “Você pode ter alguém com
cinco anos de doutorado, mas que já tem condições de ser professor titular”,
explica.
A lei também veta a abertura de
concursos específicos para as classes de auxiliar, assistente e adjunto. Mesmo
que o aprovado tenha título de doutor, o ingresso será na categoria de auxiliar
e, passados três anos do período probatório, ele segue para o nível de adjunto.
A promoção, contudo, pode ser acelerada de acordo com a titulação do professor
– mestrado ou doutorado. O presidente da Proifes-Federação, Eduardo Rolim,
explica que a razão disso se baseia em acórdãos do Tribunal de Contas da União,
que impedem o ingresso de servidores no meio da carreira. “Isso aconteceu até
agora porque nossa carreira é de 1987, anterior à Constituição de 1988”,
acrescenta.
A insatisfação das sociedades
científicas cresceu em agosto, quando o Palácio do Planalto apresentou o
projeto que deu origem à lei. O texto causou polêmica também entre as entidades
sindicais. Na ocasião, após reunião entre representantes dos ministérios do
Planejamento e da Educação e de três entidades ligadas aos professores, duas
delas – o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior
(Andes-SN) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica,
Profissional e Tecnológica (Sinasefe) – não assinaram o acordo, entre outros
motivos por considerarem que o projeto desestruturava a carreira de docente. Em
novembro, enquanto o projeto tramitava na Câmara, a SBPC e a Academia Brasileira
de Ciências (ABC) divulgaram um manifesto no qual afirmavam que alguns aspectos
da proposta poderiam trazer “graves dificuldades, problemas e, por que não
dizer, retrocesso para as universidades federais brasileiras, principalmente no
que tange à qualidade da pesquisa”.
O novo texto estabelece que os
concursos devem exigir pelo menos diploma de graduação, mas não deixa claro se
as instituições poderão continuar a restringir o edital apenas para candidatos
que possuam o título de doutor, como a maioria faz hoje. “Os professores que
ingressam nas universidades federais sem título de doutor muito dificilmente
conquistam tal título ao longo da carreira”, afirma Debora Foguel. As
universidades pretendem seguir exigindo em seus concursos que os candidatos
tenham título de doutor. “Mas confesso que estou temerosa que essa estratégia
seja objeto de contestação na Justiça por parte de candidatos”, avalia a
professora da UFRJ, instituição na qual apenas 20% dos docentes não são
doutores.
As alterações na legislação
forçaram algumas universidades a cancelar, às pressas, concursos que estavam em
andamento. De acordo com Helena Nader, um desses concursos teria como candidato
um experiente professor que concorreria ao cargo de titular na Unifesp. Ao
saber do cancelamento do edital e das novas condições para ingressar na
universidade, ele preferiu desistir da vaga. “A universidade deve gerar
conhecimento novo, não apenas transmitir conceitos”, avalia a presidente da
SBPC. Para a professora do Departamento de Ciência Política da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP Elizabeth Balbachevsky, as
universidades federais podem perder a oportunidade de trazer de volta
brasileiros que realizam pesquisa em países que no momento sofrem com a crise
econômica. “Você acha que um professor que esteja na Universidade Stanford, na
Califórnia, voltará para cá para ser professor auxiliar?”, indaga Balbachevsky.
A ex-secretária Nacional de
Educação Superior e professora do curso de direito da Universidade de São Paulo
(USP) Maria Paula Dallari Bucci acompanhou o início das discussões sobre alguns
conceitos presentes na lei, quando, ainda no MEC, conduziu um esforço conjunto
com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino
Superior (Andifes) para a implementação da autonomia das universidades
federais. A lei nº 12.772, segundo ela, deve ser lida com atenção, levando em
conta artigos inovadores que estão sendo negligenciados nas discussões. No
artigo 21º, por exemplo, que especifica o que é permitido durante o regime de
dedicação exclusiva, há uma passagem que, segundo Maria Paula, beneficia
diretamente a pesquisa nas universidades federais: a retribuição, em caráter
eventual, por trabalho prestado no âmbito de projetos institucionais de pesquisa
e extensão. Outro ponto lembrado pela professora é a regulamentação do estágio
probatório. “O professor que fez o concurso não tem a permanência garantida.
Ele passa por uma avaliação de desempenho e isso evita a acomodação de
professores. É uma das poucas leis no Brasil que tratam disso”, afirma. O
artigo 26º também é considerado importante por ela — junto com o mecanismo de
reposição automática de docentes aposentados, falecidos ou desligados, criado
em 2007 —, pois institui uma comissão para formulação e acompanhamento da
execução da política de pessoal docente. “A lei permite a gestão do quadro de
professores pela universidade, de acordo com o projeto dela. Cada universidade
tem seu projeto, seus desafios e dificuldades”, conclui Maria Paula.
O vice-presidente do Sindicato
Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Luiz
Henrique Schuch, contesta a afirmação da ex-secretária do MEC de que a lei
amplia a autonomia universitária. “A nova lei delega ao ministério o estabelecimento
de diretrizes que ainda não foram definidas.” Isto configura, na visão de
Schuch, uma afronta à autonomia, uma vez que o desenvolvimento na carreira
deveria ser definido no âmbito institucional.
Outra novidade é que acaba a
limitação de 10% de professores titulares nos quadros das universidades.
Qualquer docente, na categoria professor associado 4, com título de doutor,
poderá pleitear a promoção para titular, independentemente da existência da
vaga. “Sem essa limitação, será mais fácil atrair professores qualificados que
vêm de fora e desenvolver a pós-graduação em universidades mais jovens”, diz
Rolim.
Elizabeth Balbachevsky,
contudo, observa no caso brasileiro um movimento contrário à tendência mundial
de permitir que a universidade desenvolva seu próprio plano de carreira. A
professora participou de um estudo internacional que avaliou, entre 2005 e
2007, o impacto da globalização na profissão acadêmica em 19 países de todos os
continentes. O estudo mostra que, tradicionalmente, a organização da profissão
nas universidades oscila entre dois grandes tipos ideais: o mercado acadêmico,
da experiência norte-americana, e o modelo estatal. O primeiro se caracteriza
por uma alta mobilidade, em que a instituição negocia condições específicas de
contratos, quando está interessada em atrair um determinado profissional. Essa
situação tende a criar uma intensa mobilidade de profissionais em todos os
níveis de carreira, pois, conforme o professor amadurece, ele tem maior
capacidade para negociar condições específicas com as instituições que se
interessam por ele.
Esse é o segredo do dinamismo
do sistema universitário dos Estados Unidos, diz a professora, pois é
relativamente fácil para uma instituição criar competência em áreas emergentes
de pesquisa, contratando alguns pesquisadores com nome e experiência na área e
que lideram a formação de novos laboratórios e grupos de pesquisa. “Um
professor recém-formado não terá condições para atrair recursos para projetos
mais ambiciosos e liderança para propor uma agenda de pesquisa relevante”,
pontua.
No segundo modelo, o acadêmico
é contratado como servidor público, e daí decorre sua estabilidade, o que tende
a contribuir para a fixação do pesquisador numa instituição muito cedo. Esse
modelo era muito comum em países europeus. Ainda assim, em diferentes países a
estrutura de acesso a diferentes pontos da carreira, especialmente na posição
de professor titular, tendia a promover a mobilidade dos professores,
especialmente os mais ambiciosos, interessados em subir na carreira. Nas
últimas décadas, essa concepção de plano de carreira perdeu força na Europa,
onde, desde o final dos anos 1980, já se identificava uma capacidade de
resposta limitada ante as crescentes demandas da sociedade, onde a
competitividade da economia depende da capacidade de se manter na liderança da
inovação (ver mapa). Dentre os países emergentes, a China também introduziu
reformas importantes na carreira acadêmica, deixando-a mais flexível, explica
Elizabeth. “Para a China, a reforma do ensino superior é central para a
estratégia do país de sair de um modelo de inserção no mercado internacional
baseado no baixo custo de mão de obra para outro baseado em vantagens
competitivas criadas pela capacidade de inovação das indústrias chinesas”, diz.
O MEC defende a nova lei, mas
admite que poderá rediscutir alguns pontos. Em nota, a Secretaria de Educação
Superior do MEC afirmou que “algumas das questões sobre a estruturação do Plano
de Carreiras e Cargos de Magistério Federal estão sendo tratadas pelo MEC
diretamente com as universidades”. Ainda segundo o ministério, o objetivo da
lei é buscar a valorização da dedicação exclusiva e a titulação dos docentes.
Em janeiro, uma nota técnica divulgada pelo MEC tenta esclarecer pelo menos um
tópico da lei. De acordo com o documento, além da exigência de diploma de
graduação, as instituições poderão solicitar nos editais outros requisitos,
como a apresentação de títulos de pós-graduação, de acordo com o interesse da
universidade.
Fonte: Revista
Pesquisa
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segunda-feira, abril 15, 2013
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domingo, 14 de abril de 2013
Memórias da insubmissão nos sertões do Nordeste brasileiro
O Grupo de Ideologia e Luta de Classes (GEILC) volta à carga
com o Projeto de Extensão "História e Memória: historiografia e discurso
como manutenção do imperialcapitalismo". Desta vez, promove mesa-redonda
intitulada “Bandidos e fanáticos: memórias da insubmissão nos sertões do Nordeste
brasileiro”. Para tal, convidou os professores do departamento de História da UESB
com reconhecido conhecimento e trajetória de pesquisas sobre o tema, Carlos
Tadeu Melo Botelho e Joaquim Antônio Novaes Filho.
Na ocasião, os componentes da Mesa propõe um debate acerca de
categorias, conceitos e termos importantes para a configuração da identidade
nordestina a partir das memórias sobre o misticismo e o banditismo. Pretendem,
ainda, colocar em evidência os usos e abusos desses conceitos nas ciências
sociais do século XX. Discutir configurações e usos destes conceitos através do
tempo e a contribuição para a visibilidade/dizibilidade do nordeste brasileiro.
A atividade, destinada a qualquer pessoa que queira
participar, acontecerá no dia 17 de abril de 2013, às 19:30 horas, no Auditório
do Módulo IV (Pedagogia), da UESB campus de Vitória da Conquista.
Certificados de participação serão conferidos. Estejam todos
convidados!
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Qualidade do ensino freia adaptação do Brasil ao mundo digital
Fruto do descaso de sucessivos governos, a Educação no Brasil é pior que em Chade,
Suazilândia e Azerbaijão. País ficou em 116.º em ranking de qualidade de ensino
que avaliou 144 nações. Fraco desempenho em ciências e matemática é barreira
para País, diz Fórum Econômico Mundial
Jamil Chade
10 de abril de 2013
GENEBRA - Com um dos piores
ensinos de matemática e ciências do mundo, o Brasil reduz sua capacidade de
adaptação ao mundo digital. Um informe apresentado nesta quarta-feira, 10, pelo
Fórum Econômico Mundial aponta que o País subiu apenas da 65.ª para a 60.ª
posição entre as nações mais preparadas para aproveitar as novas tecnologias em
seu crescimento.
Além do ranking sobre
capacidade de adaptação ao mundo digital, o Fórum divulgou outros dois,
referentes ao ensino de matemática e de ciências.
Entre os 144 países avaliados,
o Brasil aparece no 116.º lugar em educação, atrás, por exemplo, de Chade,
Suazilândia e Azerbaijão. Em ciências, Venezuela, Lesoto, Uruguai e Tanzânia
estão melhores posicionados no ranking que o Brasil, que ocupa a 132.ª posição.
O resultado é uma estagnação no
avanço da tecnologia no Brasil, apesar dos investimentos públicos em
infraestrutura e de um certo dinamismo do setor privado nacional. Na América
Latina, países como Chile, Panamá, Uruguai e Costa Rica estão melhores
preparados para enfrentar o mundo digital que o Brasil.
“Apesar desse progresso, a
tradução dessa maior cobertura em impactos econômicos em inovação e
competitividade está estagnada”, alerta o documento. Um dos motivos é a
“qualidade do sistema educacional, que aparentemente não garante as habilidades
necessárias para uma economia em rápida mudança em busca de talentos”, indicou.
Mesmo em países pobres como Senegal, Quênia e Camboja, o acesso de escolas à
internet é superior, segundo o informe.
O ranking é liderado pela
Finlândia, seguida por Cingapura e Suécia. O Brasil, de fato, vem ganhando
posições. Mas os autores do informe estimam que a posição hoje do País no
ranking não condiz com uma das sete maiores economias do mundo.
O informe considera que a
maioria das economias em desenvolvimento continua sem conseguir criar as
condições necessárias para reduzir a falta de competitividade existente na área
da tecnologia de informação, em comparação às economias desenvolvidas. “No
Brasil temos grande desenvolvimento por parte de empresas multinacionais para
melhorar a competitividade, mas esse empenho não se estende por todo o setor
privado”, alertou o editor do informe, Beñat Bilbao-Osorio.
Internet
A subida de posição do Brasil
no ranking vem dos avanços em infraestrutura e do fato de o País ter dobrado a
capacidade de uso de banda larga, além de ampliar a rede de celulares. Em
bandas fixas, o Brasil é o 11.º colocado no ranking.
Outro problema sério, porém, é
o ambiente para promover inovação e burocracia, além do custo dos celulares, um
dos mais altos do mundo. O Brasil aparece na 130.ª posição entre os 144 países,
superado pelo Gabão.
O número de usuários de
internet no Brasil, em 2011, também não chegava ainda a 45%, o que deixa o País
na 62.ª posição nesse critério, abaixo da Albânia. Apenas um terço dos brasileiros
tem internet em casa. A taxa despenca para apenas 8% se o critério for o número
de casas com banda larga.
O Brasil não é o único a passar
por essa situação. “Os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul)
enfrentam desafios”, diz o informe. “O rápido crescimento econômico observado
em alguns desses países nos últimos anos poderá ser ameaçado, caso não forem
feitos os investimentos certos em infraestruturas, competências humanas e
inovação na área das tecnologias da informação”, alerta.
“A digitalização criou 6
milhões de empregos e acrescentou US$ 193 bilhões à economia global em 2011.
Apesar de positivo, o impacto da digitalização não é uniforme nos setores e
economias – cria e destrói empregos”, disse Bahjat El-Darwiche, Sócio, Booz &
Company.
RANKING
Segundo a capacidade de
adaptação ao mundo digital
1. Finlândia
2. Cingapura
3. Suécia
4. Holanda
5. Noruega
6. Suíça
7. Reino Unido
8. Dinamarca
9. EUA
10. Taiwan
60. Brasil
Fonte: O
Estado de S. Paulo
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
Finlândia constrói a melhor escola do mundo
Título original: Os segredos da
Finlândia
Os motivos que levam a educação
do país a ser uma das mais reconhecidas do mundo. E os problemas que a
aproximam de outras nações
Beatriz Rey, de
Helsinque*
Alunos na escola Itäkeskus:
imigrantes frequentam escolas regulares e aprendem o finlandês e sua língua
materna "Não!", interrompeu Alfons Tallgreen, 13 anos, ao ouvir que o
finlandês, sua língua materna, tinha raízes semelhantes às da língua russa.
"O estoniano, o húngaro e o finlandês são línguas correlatas. Aconteceu
assim: primeiro, o finlandês começou a ser usado no sul da Finlândia e, aos
poucos, foi ganhando o norte do país", conta o menino ruivo, aluno da 7ª
série da Itäkeskus, em Helsinque, capital da Finlândia. Apesar de já conhecer a
história de sua língua, Alfons quer, no futuro, estudar as propriedades de
plantas e micro-organismos. Pausadamente, explica que sua vontade inicial era
ser dentista - a mãe o demoveu da ideia. Porém, já estava interessado em
biologia nessa época. "Estava pesquisando a floresta aqui do lado da
escola. Mas infelizmente as árvores serão cortadas para a construção de casas
de madeira no lugar", diz.
A escola em que Alfons estuda
tem o foco específico em línguas. Ali, os alunos têm a opção de estudar
diversos idiomas. É o caso de seu colega, Muaad Hussein, cuja família tem
ascendência libanesa. Com a mesma idade de seu colega, o menino já conhece
cinco línguas: árabe, sueco, italiano, francês e finlandês, além de entender também
um pouco de espanhol. "É claro que nem todos os alunos se interessam
assim. Alguns não querem nem ouvir os professores. Não pensam no futuro",
desabafa. Muaad tem razão. Ali, na Finlândia, os meninos e meninas são iguais a
todos os outros no mundo: não gostam de escola, adoram o videogame, o
computador, andam de skate em praças e passeiam em grupos pelos shoppings. O
que leva, então, o país a ser sucessivamente o primeiro colocado nas avaliações
do Pisa? Na última edição, que avaliou ciências, a média finlandesa foi de 563
- o Brasil alcançou 390 (52º de 56 países).
Um documento do próprio
Ministério da Educação, criado para apresentar o sistema educacional finlandês
a estrangeiros, começa a responder à pergunta. Logo no começo, há uma
advertência: o sucesso só pode ser explicado em função de uma conjugação de
fatores, e não por uma única ação. A primeira razão, diz, é que a sociedade
finlandesa valoriza a educação e, portanto, tem uma atitude muito favorável à
área. Os números dão subsídio à frase que, aparentemente, não diz muito:
aproximadamente 75% dos adultos entre 25 e 64 anos têm diploma de ensino
superior. Na Finlândia, o ensino é obrigatório dos 7 aos 16 anos - em outras
palavras, cursa o ensino médio quem quer. Mas apenas 1% dos estudantes da
chamada escola "compreensiva" (equivalente ao nosso ensino
fundamental) não continua os estudos.
Ser professor
Muito dessa atitude favorável à
educação provém de uma cultura desconhecida em terras brasileiras. Na
Finlândia, o professor é visto com respeito - profissionalismo e
responsabilidade envolvem a profissão. Há um componente histórico nessa
valorização: há cem anos, quando o país ainda se configurava como nação, a
pobreza reinava, principalmente no interior. Ali, quem tinha um diploma de
professor era tratado como se fosse rei. Foi esse o relato de um membro do
Conselho Nacional de Educação Finlandês, Reijo Laukkanen, em entrevista à
Educação na edição 150. Hoje, é menos reverenciado, pois divide o conhecimento
com profissionais de outras áreas. Mas nas ruas de Helsinque é possível
perceber a atmosfera positiva que o envolve. Enquanto espera em frente à famosa
loja de departamento Stockmann, Sari Nummila, 41, mãe de dois filhos, é
categórica: "o que posso dizer? Nós precisamos deles. Ficaria feliz se um
dos meus filhos se tornasse professor", diz. Lea Itoonen, 56, mãe de três
filhos e voluntária da Cruz Vermelha Internacional, diz estar satisfeita com a
educação que recebem na escola. Só tem uma reclamação: antigamente, os
professores tinham personalidade mais forte. "Gostaria que eles não apenas
fossem um agrupamento excelente, mas tivessem mais atitude, enfrentassem os
pais e o governo por melhores salários", relata. Mas, de qualquer maneira,
diz: "é uma profissão bonita para se ter aqui". Mesmo entre os mais
jovens, a percepção não se altera. Annette Backman, 21 anos, tem inclusive uma
amiga que quer ser professora. "Eles são competentes e ela gosta da
profissão", relata.
O fato de o professor ter
autonomia para trabalhar em sua sala de aula também colabora com a visão social
tão positiva. Há um currículo nacional básico, que dita as linhas gerais do que
deve ser ensinado, mas o docente pode escolher os métodos, os livros, o tipo de
didática e inclusive optar ou não pelo uso da tecnologia. "O currículo não
é sobre o que se ensina. É sobre o que os alunos devem aprender. Ele define as
capacidades e habilidades que os estudantes devem ter quando terminarem seus
estudos", explica Heljä Misukka, secretária de Estado da Educação. Na
Finlândia, antes de aprenderem os conteúdos, os alunos têm experiências
práticas que auxiliarão no seu entendimento futuro. Um exemplo: na escola
Itäkeskus, estudantes de 10 anos têm aulas de culinária. Mas, ao assistir a uma
aula, percebe-se o motivo da intervenção dos professores quando eles explicam a
reação do fermento em água quente e em água fria. Além disso, os alunos
aprendem a economizar energia e água. É através dos saberes cotidianos, como
fazer uma receita, que os pequenos estudantes já apreendem conceitos para, mais
tarde, aprenderem o conteúdo. Tudo é muito bem amarrado.
Formação
Heljä lembra outro aspecto da
profissão docente: os professores são altamente qualificados. Para começar, a
concorrência nas universidades de pedagogia é enorme. Dados do Ministério da
Educação dão conta de que, na última primavera, havia 6 mil candidatos para 800
vagas. Após ser aceito, o aluno deve completar o mestrado para poder lecionar
em qualquer nível educacional (veja mais sobre formação de professores na
próxima edição de Educação ). "Nós realmente podemos escolher os
melhores", coloca.
Não é difícil encontrar pelas
escolas docentes cujo sonho de ser professor foi realizado. É o caso de Lejeune
Hannele, 42 anos, que leciona apenas para alunos com dificuldade de
aprendizagem na escola Itäkeskus. "Queria ser professora desde os 8 anos.
Estudei seis anos para conseguir. Sempre gostei de estar com crianças",
conta. Lejeune passou seis anos no curso superior porque estudou letras durante
quatro anos e teve um ano extra para ser docente e outro para ser professora de
crianças com necessidades especiais. É importante notar que há um facilitador
para a qualidade docente: os alunos já vêm com repertório e formação
consolidada para a universidade, adquiridos durante o ensino fundamental e
médio. Aliás, eis outro aspecto digno de nota: os ensinos fundamental é
obrigatório e de graça para todos os alunos. Isso inclui materiais escolares,
merenda, atendimento médico, atendimento dentário e transporte. No ensino
médio, só fica a cargo do aluno o material escolar.
![]() |
| Alfons e Muaad, durante o intervalo das aulas: investimento na futura profissão desde os 13 anos Liberdade e liberdade. |
O modelo de gestão educacional
na Finlândia também é diferenciado. O Ministério da Educação não tem as mesmas
funções que o MEC brasileiro. Responsável pela elaboração de políticas públicas
e de legislação, ele as propõe ao Parlamento, que pode aprová-las ou não. É um
órgão de caráter menos executivo. O Conselho Nacional de Educação age mais
efetivamente na implementação das leis. Um exemplo: o Ministério opta pela
existência de um currículo mínimo nacional. O Conselho, então, fica responsável
pelo desenho desse currículo. Abaixo dele, estão os chamados escritórios
estaduais, cuja função na prática é a elaboração de estatísticas sobre
determinadas regiões. Quem realmente executa são os municípios. O material
didático usado por eles não é inspecionado pelo Ministério desde 1990, quando o
processo de autonomia se consolidou. Os municípios e as escolas têm liberdade
para escolher o material didático mais adequado às suas realidades. Geralmente,
os municípios que estão localizados no interior do país e têm menos condição
financeira recebem um repasse de verba do governo central - algo em torno de
42% do orçamento municipal. Helsinque não recebe nenhum tipo de ajuda do
gênero. Todo orçamento provém dos impostos municipais. "As pessoas dizem
que gostariam de pagar mais impostos, já que consideram a escola um serviço
muito importante. Eles são altos, mas eles têm retorno do governo", aponta
Heljä.
O documento do Ministério da
Educação ressalta a existência de um sistema educacional que oferece
oportunidades iguais a todos, independente mente da região em que moram, do
sexo, da situação econômica, da língua ou das origens culturais. A maioria dos
imigrantes que residem na Finlândia é composta por russos, estonianos, chilenos
e chineses. Eles vão para as escolas regulares, onde aprendem o finlandês e a
sua língua materna. Por trás dessa iniciativa está a intenção de que as raízes
culturais não se esvaiam. "Se você não sabe sua própria língua, é muito
difícil aprender outras", coloca Heljä Misukka. A secretária de Estado
enxerga alguns grandes desafios pela frente. Um deles é a discussão do número
de alunos por sala. Quando assumiu o cargo, fez um mapeamento desse número em
todos os municípios - o que não foi bem recebido nas cidades. Como as escolas
são autônomas, há salas de 8 alunos e de 36, o máximo registrado. "Demos
16 milhões a eles neste ano e daremos mais 30 milhões no próximo ano para que deixem
suas salas menores", diz.
Outra questão, a formação
continuada dos professores, toca num ponto importante: tecnologia. Mais uma
vez, a rede autônoma cria sistemas paralelos. Algumas escolas, como a
Itäkeskus, usam lousa digital. Mas os municípios que sofrem com problemas
financeiros não podem arcar com esse custo. Heljä diz que ter medo da
tecnologia não é uma atitude correta. Lembrando que a Nokia é finlandesa,
afirma que grande parte dos alunos do 1º ano já tem celular. "Se vão à
escola e lá não há nenhum tipo de tecnologia, a escola vira um museu. Se o
professor quer ensinar como um aluno deve se comportar no universo on-line e a
escola não puder lidar com isso, temos um problema", levanta. Há um
projeto-piloto no país que usa a tecnologia com crianças que têm necessidades
especiais. Elas aprendem a ler e a escrever primeiro no computador, e depois
vão para o papel. "É mais fácil para eles e não há nada errado com isso.
Há diferentes tipos de aprendizes e diferentes soluções pedagógicas para
eles", afirma.
*A jornalista Beatriz Rey
viajou a Helsinque a convite da Embaixada da Finlândia no Brasil e do
Ministério das Relações Exteriores da Finlândia.
Fonte: Revista
Educação
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quarta-feira, abril 10, 2013
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Governo da Bahia e sua "síndrome da tartaruga"
Projeto de reajuste dos salários dos servidores estaduais não tem previsão para chegar a AL-BA
Governo da Bahia gasta os tubos com o
circo, mas adia o reajuste salarial dos funcionários públicos. Aliás, trata-se
da reposição da inflação do ano passado. Síndrome de tartaruga quando o assunto
é do interesse dos trabalhadores, mas a burguesia já baba com os ganhos
advindos dos cofres públicos. Não se trata apenas de incompetência, mas de
favorecimento classista por parte do Estado burguês. (Fórum Permanente da Uesb)
por David Mendes
Fotos: Secom-BA / Divulgação
O projeto de lei que irá
reajustar os salários das diversas carreiras dos servidores do Estado ainda não
tem previsão para ser enviado à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A
data-base de todo funcionalismo público baiano é o dia 1º de janeiro. Nesta
terça-feira (9), o deputado estadual Carlos Gaban (DEM) voltou a cobrar do
governo a proposta do aumento salarial. Para o democrata, durante
pronunciamento no plenário da Casa, as transferências do Fundo de Participação
dos Estados (FPE) para a Bahia cresceram quase 10% no primeiro trimestre do
ano, o que garantiria o pagamento dos reajustes. “Falta de dinheiro não é: é
falta de vontade e de respeito”, criticou. Gaban ainda condenou a criação de
novos cargos comissionados na máquina pública estadual. “Só de Reda [Regime
Especial de Direito Administrativo] já são mais de 25 mil servidores”, apontou,
ao citar o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas
(IBGE) que aponta a Bahia como líder no Nordeste no número de servidores sem
concurso público.
De acordo com o líder do
governo no Legislativo baiano, deputado Zé Neto (PT), as propostas ainda são
analisadas pelo Estado. “Nós temos que buscar uma saída do problema, mas tem
que ser estudado. Vinte seis estados ainda não têm a definição do que fazer. O
município de Salvador e o de Feira de Santana, os dois maiores da Bahia, até
agora nem falaram em aumento. Com a crise que afeta a todos, temos que
controlar o limite prudencial. Ontem (8) vocês viram dez estados que estão com
as contas vermelhas, inclusive Pernambuco, a menina dos olhos da oposição
daqui. Então, nós temos feito com muito cuidado, com a preocupação de calcular
cada milímetro, esse nosso aumento”, explicou, em entrevista ao Bahia Notícias.
Segundo o petista, o governador Jaques Wagner (PT) já tem as propostas, mas
estuda uma “melhor situação”. “É bom lembrar que nós, neste momento, estamos
cumprindo vários acordos que foram celebrados nos últimos anos, principalmente
nos anos passado e retrasado, que dão conta de ganhos reais de, no mínimo, 29%,
o que significa ganho substancialmente maior do que tudo que foi feito no
passado. Hoje, podemos dizer com tranquilidade, e com dados na mão, que o
governo do Estado, atualmente, teve o melhor aumento salarial, nos últimos seis
anos, de toda a história do servidor público”, avaliou.
"É óbvio que nós queremos
continuar com a nossa política salarial. E esse percentual linear quem tem que
estabelecer é o governador. Estamos aguardando essa situação e estudando ponto
a ponto até os movimentos do plano federal, como as desonerações, que continuam
a acontecer. Na semana passada, a política do governo apontou para uma
sequência na isenção do IPI [Imposto sobre Produto Industrializado]. Então,
todos nós estamos com o pé no chão, fazendo as coisas de tal forma que não nos
crie problemas maiores e que tenhamos segurança no que vamos fazer", concluiu
Zé Neto, sem garantir um prazo para a matéria ser enviada para apreciação e
votação na AL-BA.
Fonte: Bahia
Notícias
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quarta-feira, abril 10, 2013
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Bahia: enquanto inaugura a Fonte Nova, a saúde mendiga na Bahia
ENQUANTO VOCÊ GRITA GOL, OLHA O QUE ACONTECE NA SAÚDE DA BAHIA!
Um relato revelador do descaso e penúria que grassa a realidade da saúde na Bahia. Vale ouvir essa pessoa que é também testemunha e sujeito dessa situação.
por Djalma Duarte
Hoje, 09/04/2013, acabo de chegar do Hospital Geral do Estado
da Bahia, onde dou plantão há muitos anos. Houve uma cerimônia comemorativa do
lançamento do "Anexo do HGE", panfletos informavam que seria algo
grandioso: uma UTI pediátrica e uma UTI de adultos, entre muitas outras coisas!
Estavam lá o Governador do Estado, o Secretário da Saúde e um sem número de
políticos e "agregados". Fiquei meditando sobre a realidade dos
fatos: há quase um ano o HGE está sem médico para realizar Ecocardiograma,
desde que o único médico que fazia isso afastou-se por licença para, em
seguida, ganhar uma eleição para prefeito e se ausentar definitivamente de um
serviço que era o protótipo da vergonhosa importância que dão à saúde: só havia
esse exame durante duas tardes por semana, ou seja, cerca de 48 horas por mês
(e não ter esse exame naquela emergência, para um doente do coração, é algo
assim como costurar uma roupa sem agulha). Sempre reclamei dessa pouca vergonha
(inclusive denunciei isso na Rádio Metrópole ano passado), sempre cobrei da
Coordenação Médica essa situação criminosa, e sempre me deram a mesma resposta:
"o Governo informava que não tinha verba para contratar mais um
médico"... e isso é apenas um pequeno detalhe do caos que não poderia ser
resumido se lhes contasse, meus amigos do Facebook, que na emergência do HGE
temos enfermaria unisex (homens dormindo ao lado de mulheres), sanitários sem
chuveiro elétrico, sem espelho, um para cada 20 a 30 pacientes (tão pequenos
que um grande obeso não conseguiria passar na porta) e sem qualquer condição de
entrar uma cadeira de rodas que, aliás, não existe na emergência do HGE;
pacientes tomam banho no leito às vistas de todos (pais, mães, nus para quem
quiser ver) porque o Governo não teria verba para comprar "biombos"
(aqueles isolantes que devem custar menos do que um daqueles ternos de luxo que
usavam na cerimônia acima relatada); quando um médico entra de férias não
colocam substituto, os pacientes ficam, simplesmente, sem prescrição,
literalmente abandonados naquele dia e setor específicos; pacientes ficam
internados às vezes durante meses a esperar uma simples cirurgia (e em
situações como, por exemplo, tumores cerebrais... quando o paciente é
transferido a expectativa é, quase, apenas a morte!). Enfim... se o Governo não
tem dinheiro para corrigir essas "falhas", como pode estar
construindo um centro de excelência? O que realmente querem que a população da
Bahia acredite? - eu, como cristão, não poderia ficar omisso, seria como trair
os meus princípios e, por isso, faço questão que todos saibam o que também sei.
Precisamos agir como cristãos e não apenas pensar como cristãos, somos um povo
maravilhoso e não merecemos os políticos que temos. Vamos compartilhar essa
situação para todos. Dr. Djalma Duarte (CREMEB 8072).
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quarta-feira, abril 10, 2013
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domingo, 7 de abril de 2013
Moção de Repúdio denuncia escalada fascista na PUC-SP
Moção de Repúdio ao Ato Impetrado pela Reitoria em exercício da PUC-SP
Contra todos os princípios
democráticos conquistados ao longo de sua história, a Pontifícia Universidade
Católica de São Paulo está permitindo e mantendo, através da sua representante
na reitoria, uma postura nada menos que autoritária e intransigente na direção
da abertura do processo administrativo instaurado contra a profa. Beatriz
Abramides. A alegação é de “mau comportamento ético-moral”, por esta ter
participado da manifestação dos alunos contra a instauração do Conselho
Universitário, que entendem que houve quebra do diálogo institucional e
reivindicam uma legítima participação da comunidade em processos decisórios,
uma vez que se trata de uma instituição de ensino e não de instituição penal.
A profa. Beatriz, de fato,
enquanto representante da Assembleia dos Professores da PUC-SP e conforme
deliberação desta participou da manifestação. Engrossou as fileiras dos
descontentes com os rumos que toma esta universidade, desprezando suas
tradições e desrespeitando suas práticas democráticas, e manifestou a sua
indignação. Nada mais fez do colocar em prática o direito da livre expressão.
Este quadro mostra que não se
trata, pois, de mera sindicância. A fria utilização de ferramentas legais
disponíveis revela nada mais que um processo demissionário. Atrás dos códigos,
tal medida, fruto de insidiosa manipulação política, quer garantir a
eliminação, por “causa justa”, da docente Beatriz Abramides e do que hoje ela
fortemente passa a representar: o símbolo de uma resistência às iniquidades,
aos mandos e desmandos que campeiam a PUC-SP,
em nome da ordem e da segurança - uma ordem repressiva e uma falsa
segurança. E, com isto, pretende-se, em palavras comuns, “cortar o mal pela
raiz”. Ledo engano! A docente realmente emprestou a sua voz para clamar o
resgate da autonomia/democracia universitária – tão em baixa nesses corredores
que já conheceram momentos na História de nosso país -, mas não é a única voz.
Tantas outras existem e tantas outras estão se revelando, multiplicando-se a
cada dia e encontrando eco em outros espaços, inclusive para além do setor
universitário.
Através desta moção, hoje, somos todos Bia Abramides, somos todos
uma PUC-SP democrática, sem intervenções autoritárias, nem golpes espúrios, nem
mesmo Golias travestidos em senhores da ordem.
Sob pena de se ver a Educação
ser freada e desvirtuada, de ter uma universidade nada significativa, temos que
refletir. De que tem medo a PUC-SP? De revelar a sua face oculta? Lembramos
aqui que as páginas bíblico-históricas celebram a inevitável vitória de David.
Manifestamos o nosso repúdio e
colocamos a nu, aqui e agora, a nossa indignação. Pela retirada imediata do
processo administrativo contra a professora Bia Abramides e não abertura de
nenhum outro processo político a nenhum professor, estudante ou funcionário.
São Paulo, 03 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
III Congresso Nacional do Cangaço - Sertões: Memórias, deslocamentos e identidades
Estão abertas até o dia 12 de
abril as inscrições para submissão de propostas de Simpósios Temáticos e
Minicursos do III Congresso Nacional do Cangaço (Sertões: Memórias,
deslocamentos e identidades), que ocorrerá em Vitória da Conquista entre os
dias 22 e 25 de outubro de 2013.
Homossexuais na Idade Média
Por Antonio Ozaí da Silva
30/03/2013
Qual a postura da Igreja
Católica e da cristandade sobre a homossexualidade na Idade Média? “Visto que o
sexo, segundo os ensinamentos cristãos, foi dado ao homem unicamente para os
propósitos da reprodução e por nenhuma outra razão, qualquer outra forma de
atividade que não levasse ou não pudesse levar à procriação era um pecado
contra a natureza. Os pecados contra a natureza incluíam especificamente a
bestialidade, a homossexualidade e a masturbação”, escreve Jeffrey Richards.[1]
Já no século IV, Santo
Agostinho, uma das mais importantes autoridades da Igreja, foi taxativo:
“Pecados contra a natureza, por
conseguinte, assim como o pecado de Sodoma, são abomináveis e merecem punição
sempre que forem cometidos, em qualquer lugar que sejam cometidos. Se todas as
nações os cometessem, todas igualmente seriam culpadas da mesma acusação na lei
de Deus, pois nosso Criador não prescreveu que pudéssemos utilizar uns aos
outros dessa maneira. Na realidade, a relação que devemos ter com Deus é ela
mesma violada quando nossa natureza, da qual ele é o Autor, é profanada pela
lascívia perversa”.[2]
Estas palavras, retiradas das
Confissões de Santo Agostinho, são inspiradas por uma determinada leitura e
interpretação bíblica, ainda presente[3], de Levítico:
“Não te deitarás com um homem
como se deita com uma mulher. É uma abominação” (Lv., 18, 22).
“O homem que se deitar com
outro homem como se fosse uma mulher, ambos cometeram uma abominação: deverão
morrer, e o seu sangue cairá sobre eles” (Lv., 20, 13).[4]
Vemos o quanto é perigoso a
leitura literal e fundamentalista da Bíblia. Se devem morrer, alguém deve ser o
instrumento de Deus que cumpre a sentença condenatória. Afinal, homofóbicos e
fanáticos religiosos imaginam-se imbuídos de uma missão purificadora. Mas,
retornemos à Idade Média – muito embora persistam pensamentos e posturas
medievais em pleno século XXI! Na medida em que o cristianismo medieval
concebia o sexo apenas para procriar e considerava antinatural e pecaminoso
tudo o que não se enquadrasse nesta perspectiva, qual é a sua posição diante
dos pecadores? O Antigo Testamento não deixa dúvidas. Cristo, porém, teve uma
atitude tolerante, compassiva e amorosa. Como assinala Richards:
“Cristo não havia delineado um
conjunto abrangente de ética sexual, e não há registro de que tenha encontrado
algum homossexual. Mas, quando se deparou com uma adúltera sendo apedrejada – e
o adultério era, como a homossexualidade, uma ofensa capital na lei do Antigo
Testamento – disse: “Aquele dentre vós que não tiver pecado, atire a primeira
pedra”, e, para a mulher, “Vai, e não peques mais”. Perdão e compreensão,
então, em vez de punição, era a mensagem de Cristo”.[5]
Outra foi a mensagem da
cristandade medieval. Os primeiros padres da Igreja adotaram a linha condenatória.
Suas opiniões foram sacramentadas em lei quando o império romano assumiu o
catolicismo enquanto religião oficial. O imperador Justiniano (527-65), que se
considerava o representante de Deus, impôs um rígido código moral e a
homossexualidade passou a ser passível da pena de morte:
“Justiniano tinha uma visão dos
atos homossexuais como sendo literalmente uma violação da natureza que
provocava a retaliação da mesma: “por casa destes crimes ocorrem fomes
coletivas, terremotos e pestes”, declarou. Este refrão deveria retornar no
período posterior à Idade Média, quando uma sucessão de calamidades que
surpreendeu a cristandade foi diretamente atribuída pelos pregadores populares
e pelos teólogos à existência da sodomia”.[6]
Outro santo, Tomás de Aquino, na
Summa Theologiae, concordava que o ato inatural, ou seja, todo ato sexual que
não cumprisse o preceito de servir à reprodução da espécie, ainda que praticado
sob consentimento mútuo ou individualmente, ou mesmo sem acarretar prejuízo a
outrem, era caracterizado como o pior dos pecados, uma injúria a Deus:
“Eles violavam a ordem natural
determinada por Deus. Por ordem crescente de gravidade, os pecados contra a
natureza eram: masturbação, relação inatural com o sexo oposto[7], relação
homossexual e bestialidade. Estas concepções eram amplamente determinadas, e
se, em alguma medida, a literatura foi um reflexo da opinião popular, elas
predominaram na sociedade secular”.[8]
Nos séculos XII e XII, a
política eclesiástica e civil contra a homossexualidade tornou-se ainda mais
rigorosa. O Concílio de Nablus (1120), determinou que “o adulto sodomita
persistente e do sexo masculino seria queimado pelas autoridades civis”.[9]
Esta medida colocava os homossexuais “no mesmo patamar que os assassinos,
hereges e traidores”. O passo seguinte foi a penalização cada vez mais
crescente pela lei secular. De um lado, o puritanismo moralista mobilizou-se
para reprimir a homossexualidade. Por outro, a “inquisição e as irmandades
leigas associadas com as ordens mendicantes tornaram-se instrumentos de
perseguição aos hereges e sodomitas”. O Concílio de Siena (1234) passou a
designar homens cuja função era caçar sodomitas. O objetivo desses ancestrais
medievos dos homofóbicos e fanáticos religiosos modernos era “honrar ao Senhor,
assegurar a paz verdadeira e manter os bons costumes e uma vida louvável para o
povo de Siena”.[10]
“O vício que não pode ser
nomeado”[11] passou a ser cada vez mais perseguido. A sodomia deveria ser
extirpada da sociedade, os sodomitas deveriam ser excluídos social e
fisicamente. A homossexualidade foi equiparada a uma doença contagiosa, às
impurezas que contaminavam a pureza cristã e social:
“Assim como o lixo é retirado
das casas, de modo a que não as infecte, os depravados devem ser afastados do
comércio humano pela prisão ou pela morte.” O pecado tem que ser destruído pelo
fogo e extirpado da sociedade. “Ao fogo!” esbravejava são Bernardino em sua
assembléia. “Eles são todos sodomitas! E vós estareis em pecado mortal se
tentardes ajudá-los.”[12]
Em
conclusão, nas palavras de Jeffrey Richards:
“O cristianismo era
fundamentalmente hostil à homossexualidade. A mudança na Idade Média não foi um
deslocamento da tolerância para a intolerância por razões não-intrínsecas às
crenças cristãs, mas uma alteração nos meios de lidar com a questão. No período
inicial da Idade Média, a punição era a penitência; no período posterior, a
fogueira. Mas nunca foi questão de permitir aos homossexuais prosseguir em sua
atividade homossexual sem punição. Eles eram obrigados a desistir dela ou
arriscar a danação”.[13]
Era? Deixou de sê-lo? Qual o
peso e influência do ideário teológico medieval sobre os homens e mulheres do
nosso século? É certo que não se acendem mais as fogueiras inquisitoriais, mas
a inquisição, sob outras formas, incluindo as mais sutis, persiste. Imagine o
pai e a mãe de um filho homossexual diante dos são Bernardinos do nosso tempo!
É curioso como os inquisidores se candidatam a santos e como muitos terminaram
por ser canonizados! De qualquer forma, o preconceito contra a homossexualidade
tem raízes profundas e milenares. Os mortos dominam o cérebro dos vivos e,
apesar do passar do tempo, são renitentes! De certa maneira, a cada pensamento
e gesto preconceituoso em relação à homossexualidade ressuscitamos os
inquisidores medievais! Talvez devêssemos nos espelhar mais em Cristo do que
nos santos padres da Igreja ou no Antigo Testamento.
Notas:
[1] RICHARDS, Jeffrey.
Sexo, desvio e danação: as minorias na Idade média. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 1993, p. 136.
[2] Apud in idem.
[3] Sugiro que assista
ao documentário Como diz a Bíblia (For The Bible Tells Me So. Direção: Daniel
G. Karslake. EUA, 2007, 95 min.).
[4] Bíblia de Jerusalém.
São Paulo: Paulus, 2002.
[5] RICHARDS, 1993, p.
139.
[6] Idem.
[7] Ver Sexo, o mal dos
males, disponível em
http://antoniozai.wordpress.com/2013/03/23/sexo-o-mal-dos-males/.
[8] RICHARDS, 1993, p.
145-146.
[9] Idem, p. 146.
[10] Idem, p. 148.
[11] Idem, p. 149.
[12] Idem, p. 150.
[13] Idem, p. 152.
Fonte: Blog do Ozaí
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