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domingo, 24 de novembro de 2013

Entre os graduados, professor é o profissional mais mal pago

Estudante protesta em passeata de professores das redes
 municipal e estadual no Rio de Janeiro.
MARCOS DE PAULA/Estadão

Em 2012, 53 mil pessoas que exerceram o ofício receberam, em média, menos que, por exemplo, ferramenteiros


Paulo Saldaña
Rodrigo Burgarelli
20 de novembro de 2013

SÃO PAULO - Os dados da Rais revelam uma situação problemática no campo da educação. De todas as profissões que exigem formação universitária, são os professores os que recebem os menores salários em São Paulo.

Quando consideradas apenas as ocupações com mais de 20 mil registros profissionais, o menor salário de nível superior é o dos professores de ensino fundamental – 53 mil pessoas que exerciam esse ofício em 2012 receberam, em média, R$ 2,2 mil mensais. É menos do que ganham os supervisores de telemarketing (R$ 2,6 mil), agentes penitenciários (R$ 3.3 mil) e ferramenteiros (R$ 3,4 mil).

O cenário é ainda pior quando se analisa quem ensina certas disciplinas específicas. Um professor de matemática aplicada no ensino superior, por exemplo, ganhava em média R$ 1,8 mil no ano passado por mês. Quem dava aulas na educação infantil com um diploma universitário recebia R$ 1,7 mil. E um professor de filosofia no ensino médio ganhava apenas R$ 1,5 mil mensais.

Valorização do professor? Estudos já mostraram que o salário médio dos professores no País são 40% menores do que os profissionais com a mesma titulação de ensino superior. Com base nos dados da Rais em São Paulo, é possível perceber que um professor de ensino fundamental recebe 71% menos do um engenheiro civil, no topo da lista.

Especialistas em educação apontam que qualquer melhora da educação passa pela rediscussão da carreira do professor. Uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE) é valorizar os profissionais do magistério das redes públicas da Educação Básica, a fim de equiparar o rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

"É uma vergonha que o Estado mais rico do País apareça com esse índice salarial", diz o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em educação (CNTE), Roberto Leão. Ele lembra que já há uma grande dificuldade de atrair gente para virar professor. "É uma profissão que não atrai ninguém e hoje o problema atinge todas as áreas e disciplinas", diz ele.

Escola de qualidade. Em 2012, existiam 2,1 milhões de docentes de educação básica. O número de interessados em ser professor está caindo a cada ano, o que torna mais difícil suprir as demandas.

De 2006 a 2011, o número de alunos que entraram em Licenciatura e Pedagogia caiu 7,5%. Em 2011, último ano em que os dados estão disponíveis, foi registrado o menor volume de pessoas que ingressaram nesses cursos desde 2004. Foram 662 mil matriculados em cursos presenciais e na modalidade a distância em todo País.

Apesar de a maioria dos professores estar na rede pública, que centraliza a maior parte das matrículas, a média salarial registrada no Rais também computa as redes particulares. "A classe média brasileira precisa compreender que a escola pública brasileira é dela, devia se somar para cobrar uma escola de qualidade", completa Leão.


Amar nas diferenças


sábado, 23 de novembro de 2013

RBBA LANÇA SEU VOLUME 2, NÚMERO 1

O presente número da Revista Binacional Brasil – Argentina: diálogo entre as Ciências (RBBA), ora tornado público, dá continuidade à difusão da produção científica resultante do diálogo entre diferentes áreas do conhecimento. O Volume 2 número 1 da RBBA compõe-se de artigos que conglomeram Memória, Educação e Política, confluindo para o exame profundo e rigoroso do labor científico, da Linguística, da Bioética, da História das Ciências – e do diálogo entre estas –, das teorias de aprendizagem e estruturas escolares, das práticas extensionistas na universidade e, finalmente, das crises e conflitos sociopolíticos que permeiam a América Latina desde o século XIX até o presente.
Os diferentes temas presentes neste volume da RBBA abarcam desde o fazer científico e o rigor metodológico das ciências às preocupações sociológicas e políticas. Os impactos tecnológicos, culturais, sociais e históricos também se encontram sob a lente da história e sob a ação do sujeito social – como também do pesquisador. Isso porque somos, a um só tempo, agentes dessa sintaxe que movimenta a nossa coletividade.
Estamos convictos de que os temas transversais que ora compõem a RBBA são prementes para o diálogo entre as ciências que, por sua vez, se beneficiam da História para untar as engrenagens que produzem o conhecimento. Certamente, os temas desse número são instigantes para os leitores da revista e esperamos que sejam, também, proveitosos para aprofundar o saber cientifico.
A RBBA é uma publicação eletrônica semestral de caráter binacional vinculada aos Programas de Pós-Graduação Memória, Linguagem e Sociedade (PPGMLS/UESB) e Didáctica de las Ciências Experimentales (PPGDCE/UNL).

Sumário

Apresentação

Computação e Linguística: importante diálogo para pesquisas e preservação da memória nos novos meios das antigas fontes (Computação e Linguística: importante diálogo para pesquisas e preservação da memória nos novos meios das antigas fontes)

Cristiane Namiuti-Temponi
Jorge Viana Santos
Aline Silva Costa
Igor Sodré Farias

Intersecciones Bio-éticas: entre Saber y Discurso (Interseções com a Bio-éticas: entre o Saber e o Discurso)
María Eugenia Chartier
Alejandro Raúl Trombert

Un Nuevo Capítulo en la Historia de la Ciencia: el Queso Probiótico en la Universidad Nacional del Litoral (Um Novo Capítulo na História da Ciência: o Queijo Probiótico na Universidade Nacional do Litoral)
Andrea Pacifico

Aportes Teoricos y Metodologicos para Desarrollar una Clase de Biologia
(Contribuições Teóricas e Metodológicas para Desenvolver uma Aula de Biologia)

Jorge Luis Saccone

Tensiones en la Construcción de la Escuela Elemental en los Estados Unidos
(Tensões na Construção da Escola Primária nos Estados Unidos)
Cecilia Ángela Odetti

La Universidad Argentina y el Concepto de Extensión: el Caso de la UNL/Santa Fe
(A Universidade Argentina e o Conceito de Extensão: o Caso UNL/Santa Fé)
Javier Lottersberger


A Vertigem da Decadência e os Desafios do Futuro: Crises Econômicas, Regressão Histórica e Conflitos Sociais (El Vértigo de la Decadencia y Retos Futuros: Crisis
Económicas, Regresión Histórica y Conflictos Sociales)
Valério Arcary

A Geração do Demônio: um Estudo sobre as Origens do Imaginário Anticomunista Baiano. (La Generación del Diablo: un Estudio de los Orígenes de lo Imaginario Anticomunista en Bahía)
Muniz Ferreira


Rosalindo de Souza: a Experiência de um Militante Comunista no Araguaia
(Rosalindo de Souza: la Experiencia de un Militante Comunista en Araguaia)

José Alves Dias
Camilla Fernandes Araújo

Ecos Imperialistas na América Latina: a Guerra contra o Paraguai (Ecos imperialistas en la América Latina: la Guerra contra Paraguay)

José Rubens Mascarenhas de Almeida
Paulo Tarso Mascarenhas Pedreira
Ramon Trindade Pellegrini


Para acessar à RBBA, clique AQUI

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Estados Unidos espionou o Vaticano e a Jorge Bergoglio (hoje papa Francisco) antes do Conclave

Título original: EEUU espió al Vaticano y a Jorge Bergoglio (Francisco) antes del cónclave

Publicado el 31/10/13


EFE – La Agencia Nacional de Seguridad de Estados Unidos (NSA) espió las conversaciones telefónicas en Ciudad del Vaticano y también las que se produjeron en la residencia donde se alojó el cardenal argentino Jorge Bergoglio, antes del cónclave que le eligió papa, según el próximo número del semanario italiano “Panorama”.

Según el semanario que cita documentos que manejaría el extécnico informático de la CIA, Edward Snowden, entre las 46 millones de conversaciones telefónicas que se dice que la NSA interceptó en Italia, muchas de ellas se localizaban en Ciudad del Vaticano.

“Panorama”, que ha adelantado un parte de la información que publicará en su número a la venta el próximo viernes, habla de un periodo desde el 10 de diciembre de 2012 hasta el 8 de enero de 2013, pero “que se sospecha” que el espionaje continuó tras conocerse el anuncio de la renuncia al pontificado del papa Benedicto XVI, que se hizo efectiva el 28 de febrero.

El semanario de información general añade que el espionaje duró durante todo el cónclave para elegir al nuevo papa.

Entre las conversaciones escuchadas estaban -agrega la revista- las que se producían en la Domus Internationalis Paolo VI de Roma, la residencia donde se alojó el entonces arzobispo de Buenos Aires, Bergoglio, antes de que comenzase el cónclave que le eligió papa el 13 de marzo de 2013.

La publicación recuerda que el nombre del ahora papa Francisco ya había surgido en los documentos filtrados por el portal WikiLeaks de Julian Assange.

WikiLeaks desvelaba despachos de los servicios secretos estadounidenses en los que se hablaba de Bergoglio como uno de los papables en el cónclave de 2005, así como otros documentos fechados en 2007 que relataban su “mala relación” en Argentina con el presidente Nestor Kirchner.

Además, entre los espiados se encontraría el presidente del Instituto para las Obras de Religión (IOR), conocido como el Banco del Vaticano, el alemán Ernst von Freyberg, que fue nombrado en febrero de 2013 por Benedicto XVI tras los escándalos que salpicaron a su predecesor.

“Panorama” explica que las llamadas captadas en el Vaticano se archivaban bajo cuatro clasificaciones: “Leadership intentions” (Intenciones de liderazgo), “Threats to financial system” (Amenazas al sistema financiero), “Foreign Policy Objectives” (Objetivos de política exterior) y “Human Rights” (Derechos Humanos).

Preguntado sobre esta información, el portavoz de la oficina de prensa del Vaticano, Federico Lombardi, afirmó que no tiene información sobre este asunto y añadió que no tienen “ninguna preocupación al respecto”.


A defesa de presos políticos durante a ditadura militar brasileira (1964-1985)

PALESTRA: A defesa de presos políticos durante a ditadura militar brasileira (1964-1985)

Palestrante: Joaquim Inácio dos Santos Gomes

LANCAMENTO DE LIVRO
Galeria F: lembranças do mar cinzento (parte IV)

Autor: Emiliano José

Coordenação:
José Dias
Ruy H. Medeiros


Dia: 25/11/2013 – 15 horas- Auditório da Biofábrica

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Missão de solidariedade denuncia torturas contra camponeses em Rio Pardo


Publicado em 21 Novembro 2013
   
No último dia 16 de novembro, uma missão de solidariedade esteve na cidade de Buritis e no distrito de Rio Pardo, em Rondônia, a fim de averiguar a situação dos moradores, após operações do ICMBio (desmembrado do IBAMA), Força Nacional e outras forças policiais. A Missão era formada por advogados e representantes da Abrapo, do Cebraspo e da CPT. O grupo recolheu fotos e depoimentos que denunciam a prática da tortura contra os camponeses da região.
O distrito de Rio Pardo fica na região norte de Rondônia e surgiu em 1998, a partir da migração de camponeses vindos do sul do estado em busca de melhores condições de vida e de trabalho. Estes camponeses foram estimulados pela nova frente de colonização em que centenas de famílias de capixabas, mineiros e baianos se deslocaram para a região de Buritis. O distrito de Rio Pardo fica cerca de 330 Km da capital Porto Velho e a 90 km da cidade de Buritis que é seu centro econômico.
A população de Rio Pardo, Rio Branco, Jacinópolis, Jacilândia, Rio Alto, Minas Novas é composta de trabalhadores que apostaram tudo que tinham nestas terras depois de viverem em várias partes de Rondônia. São camponeses, pequenos comerciantes, professores, profissionais liberais e pequenos madeireiros que produzem riquezas com seu esforço e sacrifício diário, sofrem com a falta de estradas, com falta de hospitais, falta de escolas e com as constantes ameaças de despejo por parte do Estado. Toda esta região é muito rica em terras férteis, madeira, minérios, recursos hídricos e se situa numa longa faixa de terras que se estende até a fronteira da Bolívia.
A região é marcada por intensos conflitos agrários com dezenas de ocupações de terra e enfrentamentos com o latifúndio e seus bandos armados. Nos últimos anos morreram assassinados os camponeses Maninho, Oziel Nunes, Oséas Martins, Dercy Francisco Sales, José Vanderlei Parvewfki, Nélio Lima Azevedo, Élcio Machado, Gilson Teixeira Gonçalves e Renato Nathan. Sem contar as constantes humilhações, perseguições, abordagens e prisões ilegais e torturas que sofrem os camponeses desta região nas mãos da polícia.
No último dia 16, uma missão de solidariedade esteve na cidade de Buritis e no distrito de Rio Pardo a fim de averiguar a situação dos moradores, após operações do ICMBio (desmembrado do IBAMA), Força Nacional e outras forças policiais. A Missão era formada por advogados e representantes da Abrapo – Associação Brasileira de Advogados do Povo, do Cebraspo – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e da CPT – Comissão Pastoral da Terra. Conseguiram tirar fotos, gravar vídeos e o mais importante colher o relato de camponeses, pequenos comerciantes e funcionários públicos que presenciaram violências de todo tipo contra o povo trabalhador. Muitos moradores tinham receio de falar, com medo de represália policial. Como a Missão ficou apenas 3 horas em Buritis e Rio Pardo, muitos fatos ainda precisam ser esclarecidos.
Primeiro a Missão esteve no hospital municipal de Buritis e foi informada que apenas o soldado da Força Nacional foi atendido, mas já estava morto, provavelmente em função de uma hemorragia causada por um disparo de arma de fogo no tórax. Nenhum camponês foi atendido no hospital, porém alguns moradores de Buritis relataram a possível existência de feridos dentro da área Rio Pardo, mas que temem buscar atendimento e sofrerem represálias do enorme cerco policial na região. O único caso confirmado é de um camponês que foi preso durante a operação e sofreu um disparo de arma de fogo efetuado pela polícia.
A caminho de Rio Pardo, a Missão foi abordada numa das barreiras policiais que controlam o acesso à área e foi acompanhada por uma viatura da COE todo o tempo que esteve em Rio Pardo.
A Missão foi recebida por moradores locais e realizaram conversas e entrevistas, colhendo informações importantes que desmentem a versão do monopólio dos meios de comunicação que tenta esconder que a origem do conflito da semana passada foi o não cumprimento do acordo que os governos Dilma Roussef (PT) e Confúcio Moura (PMDB) firmaram com as famílias de Rio Pardo no ano passado.

Anos de abusos do ICMBio foram o estopim para a revolta camponesa
Na quarta-feira, dia 13 de novembro, quase 200 agentes do ICMBio e policiais da PM e da Força Nacional chegaram à Rio Pardo, sem ordem judicial, para despejar os camponeses que vivem e trabalham há mais de 14 anos nas terras. A operação prendeu 10 camponeses e várias motocicletas e montou bloqueios para tentar impedir a circulação de moradores. Os camponeses derrubaram pontes e destruíram dois prédios que seriam bases operacionais da Policia Militar e órgãos de fiscalização ambiental em resposta as prisões. Comerciantes do vilarejo fecharam as portas por 2 dias em protesto à operação violenta. O povo de Rio Pardo não quer repressão, quer terra, hospital e escola. Estas reivindicações podem ser lidas nas pichações no que restou das paredes do quartel policial.
Na quinta-feira, dia 14 de novembro, três viaturas da Força Nacional se deslocaram à Rio Pardo, para reforço da repressão. Uma viatura ficou pendurada numa ponte cortada pelos moradores. Irritados e com truculência, policiais prenderam mais 3 camponeses que circulavam pela estrada. Isto revoltou ainda mais os moradores, centenas se reuniram e se organizaram para impedir que os presos fossem levados para Buritis. A polícia disparou balas de borracha e bombas de gás e efeito moral, mas eles eram a única força policial no local e não conseguiram enfrentar os camponeses que reagiram com pedras, paus, rojões, escudos e fogo.
Após algumas horas de confronto conseguiram recuperar as motos apreendidas e libertar os 3 camponeses presos. Uma viatura da Força Nacional foi incendiada e outras também foram danificadas por pedras e paus.
Os policiais tiveram que sair correndo, na fuga desesperada deram vários tiros de fuzil nas casas e comércios e perderam armamentos e munições pelo caminho.
Os efetivos da Força Nacional que atuaram em Rio Pardo são os mesmos que reprimiram os operários grevistas de Jirau e Santo Antônio e ajudaram a despejar acampamentos de camponeses em luta pela terra.
O ICMBio, há décadas persegue camponeses, com humilhação, destruição de roças e casas, prisões e multas abusivas. Causando prejuízos enormes à economia local de pequenos comerciantes, pequenos e médios proprietários e pequenos madeireiros. Em todas estas ações criminosas o povo respondeu com fechamento de rodovias, prisão de helicóptero do Ibama, prisão de caminhões de madeira, manifestações em Buritis, queima de viatura do Ibama, etc.
A ministra do meio-ambiente, Izabella Teixeira, no conforto de seu gabinete em Brasília, talvez não saiba da disposição dos camponeses de resistirem nas terras e disse após os conflitos que os moradores serão retirados de Rio Pardo e que não iria interromper as ações repressivas. Discurso demagógico para dar satisfação a opinião pública internacional, pois ao mesmo tempo que o governo fala em preservação, na prática privilegia o agronegócio e a devastação feita pelos grandes latifundiários e ataca violentamente o povo trabalhador da Amazônia. Por que o ICMBio e as forças policiais não reprimem grandes latifundiários e políticos estaduais que possuem grandes extensões de terras em áreas de preservação ambiental nesta mesma região?
O ICMBio é um dos órgãos do velho Estado que recebe recursos bilionários e treinamento de ONGs e Universidades americanas e europeias para cacarejar sobre meio ambiente e sustentabilidade, aplicando a política de expulsão dos camponeses da Amazônia e criação de grandes reservas para atender os interesses dos grandes monopólios brasileiros e estrangeiros na região.

Estado de sítio e torturas
A imprensa reproduzindo as orientações da polícia tem noticiado que esta operação é para periciar a viatura incendiada, mas há relatos de que esta operação seria para resgatar armamentos, incluindo um fuzil, perdidos durante a fuga dos policiais da Força Nacional. Moradores denunciaram que pelo menos 3 camponeses foram brutalmente torturados, com sessões de espancamentos, choques e tortura psicológica. Um escritório de dentista localizado em Rio Pardo foi destruído por policiais e o proprietário foi espancado após entregar algumas granadas e munições recolhidas após o confronto e que teriam sido abandonadas pelos policiais. Em nota a polícia disse que teria achado o material.Desde a manhã de sexta-feira, dia 15, dezenas de homens, 47 viaturas da Polícia Federal, COE, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e 2 helicópteros do Exército e ICMBio, estão na região de Rio Pardo. Um verdadeiro aparato de guerra foi montado, com barreiras nas estradas e pontes para controlar as entradas e saídas de moradores. Os moradores de Rio Pardo seguem ameaçados de despejo e efetivos policiais continuam controlando a área.
Um outro morador foi preso acusado de ser o autor do disparo que matou o policial, mas seu suposto nome (Iranildo) só foi divulgado posteriormente, típico de maquinações feitas pela polícia para atacar e criminalizar a luta do povo em geral e dos camponeses de Rondônia em particular.

Missão de solidariedade
Na noite de quarta-feira, dia 14, ocorreu um importante seminário no campus da Unir, em Porto Velho, sobre a escalada da repressão contra as lutas do povo, principalmente depois dos protestos que se iniciaram em junho e se espalharam por todo país. Participaram cerca de 80 estudantes, professores, advogados, índios e camponeses e representantes de diversas entidades populares e democráticas. Moradores de Rio Pardo chegaram ao final do seminário e denunciaram a violência cometida pelo ICMBio, Força Nacional e outras polícias. O Seminário definiu as visitas aos camponeses presos e ao distrito de Rio Pardo.
Na sexta-feira, dia 15, uma comissão de advogados, estudantes de direitos e representantes de entidades democráticas visitou os 10 moradores de Rio Pardo, presos no presídio Pandinha, em Porto Velho. Advogados populares já estão trabalhando na defesa destes camponeses.
A Missão vai exigir apuração dos casos de tortura por parte da OAB, Ministério Público e Secretaria de Direitos Humanos. No fim de outubro, o Ministério Público realizou audiência pública para cobrar explicações sobre abordagens violentas da PM e Força Nacional contra moradores de Campo Novo, Jacinópolis, Rio Pardo e outras áreas da região de Buritis. Ao final da audiência, foi anunciado que teria acabado a violência na região, mas isto não é possível enquanto existirem despejos de camponeses em luta pela terra e perseguições do ICMBio aos moradores que vivem e trabalham na terra.
Todos democratas devem se unir e organizar uma campanha nacional e internacional de denúncia sobre a repressão aos camponeses e responsabilizar os governos de Dilma e Confúcio por não apresentar solução para o problema agrário que enfrentam as quase 5 mil famílias que vivem e trabalham na área assim como dezenas de outros casos parecidos em todo Brasil. Só assim será possível desmascarar as mentiras e manipulações dos monopólios dos meios de comunicação, que justificam ações violentas de todo tipo contra os camponeses pobres e trabalhadores da Amazônia em geral. Tememos que nos próximos dias ocorram mais atos de violência contra a população de Rio Pardo. Precisamos de uma grande campanha para defendê-los.

Defender a posse das terras de Rio Pardo pelos camponeses!
Liberdade imediata dos camponeses presos e fim das perseguições!
Todo apoio aos trabalhadores de Rio Pardo e região!
ABRAPO – Associação Brasileira de Advogados do Povo
CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos

Fonte: CPT Nacional

Por ano, 3 mil professores desistem de dar aula nas escolas estaduais de SP

Uzunian deixou salas e foi para a academia
Clayton de Souza/AE

Educação. Dados obtidos com exclusividade pelo ‘Estado’ revelam migração média de 8 docentes por dia para as redes municipais e particular e também para outras carreiras; salários baixos, pouca perspectiva e más condições de trabalho motivam abandono

Paulo Saldaña
31 de agosto de 2013

A cada dia, oito professores concursados desistem de dar aula nas escolas estaduais paulistas e se demitem. A média de pedido de exoneração foi de 3 mil por ano, entre 2008 e 2012. Salários baixos, pouca perspectiva e más condições de trabalho estão entre os motivos para o abandono de carreira.

Veja também:
 
Ex-professor hoje é policial civil
Falta de interesse pela carreira de professor é comum em todo o País

Os dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação são inéditos. A rede tem 232 mil professores - 120,8 mil concursados, 63 mil contratados com estabilidade e 49 mil temporários.

A fuga de professores também é registrada na rede municipal de São Paulo, mas em menor escala. As escolas paulistanas têm média de 782 exonerações por ano desde 2008.

Proporcionalmente ao tamanho das redes, o índice no Estado é duas vezes maior. Além disso, a capital conseguiu ao longo dos anos ampliar em 12% o número de efetivos, enquanto a rede estadual tem 10 mil concursados a menos do que em 2008.

Os docentes que abandonaram o Estado migraram para escolas particulares, redes municipais ou dão adeus às salas de aula. O bacharel em Educação Física Marco Antonio Uzunian, de 30 anos, decidiu ser instrutor de uma academia e hoje também trabalha em uma empresa.

Apenas um ano em uma escola estadual na Vila Carrão, na zona leste da capital, foi suficiente para ele desistir. Uzunian é um dos 2.969 efetivos que pediram exoneração só no ano passado. É o maior índice desde 2008. "Na escola eu não conseguia tocar um projeto de verdade, não tem apoio nem companheirismo", diz.

O bolso pesou na decisão. Depois de concursado, só pôde pegar uma jornada de 10 horas. "Eu não tive opção de jornada maior. Essas 10 aulas me rendiam R$ 680." A Secretaria da Educação não respondeu por que há limite de jornada para novos docentes.

Crise. Nem a estabilidade do funcionalismo público tem impedido demissões. Formado em Matemática pela Federal do Paraná, Fabrício Caliani ingressou na rede estadual em 2004. Abandonou em 2009 para ficar em escola particular. "Escolhi ser professor por vocação e faço meu trabalho bem feito. O que eu ganhava até me aposentar não ia compensar enfrentar tudo isso", diz ele, que dava aula em Bastos, no interior paulista.

Mesmo sem ter emprego em vista, Eduardo Amaral, de 39 anos, pediu exoneração em abril de 2012 - depois de 8 anos na rede. "Para além da questão do salário, jornada e condições de trabalho adversas, tem o dia a dia da escola. É um ambiente hostil", diz ele, que hoje trabalha na Câmara Municipal de São Paulo.

Professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Romualdo Portella considera os dados muito altos. "Temos reconhecido que a questão-chave da educação é o professor, mas precisamos ter atratividade de carreira, boa formação, retenção e avaliação", diz.

A Secretaria da Educação defendeu que o número de exonerações representa só 1,63% do total de efetivos. Em relação à diminuição do número de efetivados, a pasta argumentou que aposentadorias, mudanças e mortes devem ser levados em conta. O governo não informou quantos concursos realizou desde 2008.


Fonte: Estadão 

Ex-guerrilheiro mexe na ferida e revela documentos inéditos da ditadura militar na internet

Autor Aluízio Palmar salienta que “os documentos dos arquivos da ditadura devem ser vistos com o olho crítico da dúvida, pois foram escritos por pessoas treinadas para mentir, contra-informar, caluniar, prender, torturar e matar.

Claudio Julio Tognolli

Um novo site contribui para a transparência dos documentos dos anos de chumbo: Documentos Revelados foi criado por Aluízio Palmar. Nascido em maio de 1943, em São Fidélis, Estado do Rio de Janeiro, Palmar estudou Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense. Em decorrência de sua militância revolucionária, não terminou o curso, foi preso e banido do país.

O site é atualizado diariamente. Confira em Documentos Revelados.

Palmar militou no MR8 velho (o primeiro, que surgiu em Niterói) e na VPR. Foi preso em 1969 e em 1971, e libertado juntamente com outros 69 presos políticos, em troca do Embaixador da Suiça no Brasil.

Em 1979, trabalhou na revista “Atenção” e no jornal “Correio de Notícias”, de Curitiba. Em 1980 trabalhou no jornal Hoje Foz e em dezembro desse mesmo ano fundou o jornal Nosso Tempo, conhecido por sua linha editorial de constestação à ditadura.

Com a anistia política de 1979 voltou ao Brasil e deu início em Foz do Iguaçu a carreira de jornalista.

Aluizio Palmar explica seus motivos: “Documentos Revelados é resultado de anos de garimpagem nos arquivos estaduais e arquivo da Delegacia da Polícia Federal de Foz do Iguaçu, de vasculhar caixas e pastas AZ, repletas de mandados de prisão, informes, radiogramas, ofícios recebidos e expedidos, dossiês, relatórios e outros tipos de documentos produzidos pela burocracia policial. Reconheço que esta busca é tardia, pois no Brasil, ao contrário do Chile, Argentina e Paraguai, os arquivos da repressão estão sendo abertos fora do tempo apropriado. A nossa Lei da Anistia, além de ter permitido a devolução dos direitos civis e políticos aos perseguidos pela ditadura, beneficiou os torturadores e serviu também ao propósito do esquecimento do passado. O resultado desta dubiedade é o fato de que enquanto as vítimas precisam remexer nos arquivos para que histórias sejam reconstruídas, os algozes e seus cúmplices fazem de tudo para que o passado permaneça intacto e possam, assim, terminar em paz os seus dias. Estão normalmente dispostos a pagar a intocabilidade do passado, com o seu próprio esquecimento pela História”.

Aluízio Palmar ainda sustenta que “o sítio foi criado para atender a busca de documentos sobre o período da ditadura. Passados 24 anos desde a promulgação da Constituição, boa parte dos documentos produzidos pelos órgãos de repressão continuam fechados. Os arquivos públicos receberam e continuam recebendo documentos que são indexados para consultas. Porém, alguns obstáculos, como as distâncias e a fragmentação dos acervos, tem dificultado o acesso para o grosso da população. Eu pretendo com o site Documentos Revelados facilitar o acesso, popularizar, incentivar a discussão sobre o tema ditadura. Para que não se esqueçam, para que nunca aconteça. Com este site, pretendo expor alguns documentos emitidos pela chamada ‘comunidade de informações’ da ditadura civil militar que tiranizou nosso País de 1964 à 1985, além de outros fundos documentais”.

O autor salienta que “os documentos dos arquivos da ditadura devem ser vistos com o olho crítico da dúvida, pois foram escritos por pessoas treinadas para mentir, contra-informar, caluniar, prender, torturar e matar.

Espero que Documentos Revelados contribua para a compreensão dos acontecimentos das décadas passadas, dos métodos de controle usados pelo Estado Policial e estimule os visitantes a ter um compromisso ativo com a democracia”.


Bloqueio massivo no Facebook contra contas “incomodas”

Título original: Bloqueo masivo en Facebook contra cuentas “incomodas”.

20 nov 2013

Conforme a la información que los mismos usuarios de las red social Facebook han señalado, debido principalmente al bloqueo que se ha dado durante algunas horas de sus perfiles, se detecta una suspensión masiva de cuentas “incomodas”, algunas de ellas de compañeros que han manifestado sus ideas contra el Gobierno y que mantienen una contínua lucha por la contrainformación en las redes sociales.

Lo anterior también fue denunciado por agrupaciones defensoras de derechos humanos como la Red Contra la Represión y por la Solidaridad, así como el Taller de Desarrollo Comunitario, el Nodo de Derechos Humanos, Enlace Urbano.

También se mantuvieron fuera por algunas horas páginas de medios libres como Radio Pozol, Radio Zapatista y la Agencia Subversiones y la página de  Enlace Zapatista. Por su parte activistas de diversas partes del país se enfrentaron a la misma situación.

Lo anterior contrasta con las filtraciones que ha hecho Wikileaks respecto a los acuerdos que estaría firmando el Gobierno de México con EUA respecto del control del internet, así como el espionaje que realizan las agencias de inteligencia gringas en contra de Gobiernos y personas en otros países.

Sin duda este es un llamado a mantener otros medios de comunicación fuera de las redes sociales y no fijar la atención total de estás como un medio confiable.


Fonte: Radio AMLO

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

GEILC convida: A Palavra para a África: oralidade africana na Educação

O Grupo de Estudos de Ideologia e Lutas de Classes (GEILC), vinculado ao Museu Pedagógico/UESB vem, ao longo dos anos, desenvolvendo diversas pesquisas no campo do marxismo. Tais pesquisas são marcadas tanto por preocupações epistemológicas quanto militantes. Ao se constituir a partir de sua práxis cotidiana compromete-se com o rigor da produção do conhecimento científico, compreendendo também a complexidade das relações na sociedade capitalista, atuando e contribuindo na transformação da realidade social.
Neste sentido, o GEILC busca projetar-se para além do academicismo que tanto compromete as pesquisas hoje, levadas para os interesses reprodutivos do capital, pouco ou nada contribuindo socialmente. Nesse sentido crítico do fazer acadêmico-científico, o Grupo convida as comunidades acadêmica e geral para a realização de sua última atividade de extensão do ano de 2013, constante do Projeto “História e Memória no campo das lutas de classe”. Esta atividade consta da palestra proferida pelo professor do Departamento de História da Uesb, Jorgeval Andrade Borges[1], que centrará seu foco na “PALAVRA PARA A ÁFRICA: ORALIDADE AFRICANA NA EDUCAÇÃO”.

A palestra buscará discutir uma proposta de prática pedagógica para a Educação Básica desenvolvida durante o doutorado do ministrante na Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, particularmente através do grupo de pesquisa HCEL (História, Cultura, Educação e Lazer). A proposta, elaborada em conjunto com as professoras Maria Cecília de Paula e Elizabeth de Jesus da Silva, problematiza, a partir da literatura da tradição oral africana, a definição da “palavra” na África, apontando uma unidade entre literatura oral, música e expressão corporal como definição ampla da “palavra” na cultura africana. Com esta definição de oralidade africana, e amparados em autores africanos, especialistas em cultura e tradição oral, discutem a importância da exploração da corporalidade, da música e da literatura da tradição oral africana como mediadoras de uma experiência educativa inovadora que permita  o mergulho na cultura desse continente visualizando sua complexidade e percebendo-a como produto de sociedades estruturadas.
A exposição propõe trazer, num primeiro momento, a problemática da descoberta de elementos mediadores de aprendizagem da cultura africana nas escolas – a tradição oral, sua musicalidade e expressão corporal – como recursos importantes e possíveis de mediação na práxis educacional designada de Educação das Relações Ético-raciais. Buscará estabelecer uma reflexão fundamentada em estudiosos da cultura africana, apresentando dois importantes compiladores e pesquisadores desta tradição oral. Na sequência, anunciará a figura do Griot e de seu papel nas sociedades africanas, ampliando o debate sobre a oralidade na África através da persona que a conduz; traçará igualmente relações entre o conceito de africanidade, na forma elaborada por Kabenguele Munanga, propondo uma experiência educacional a partir do referencial da multidimencionalidade da cultura africana em que se trabalha conjuntamente a unidade e diversidade desse continente.  Dos resultados, as experiências educacionais reflexivas que possam subsidiar o que se entende por oralidade africana e sua unidade com a música e o corpo. Experiências educacionais significativas constituem uma alternativa para o que é denominado de Pedagogia das Relações Étnico-raciais no Brasil, fundamental à reflexão/proposição sobre formas de se introduzir a tradição oral africana na educação escolar brasileira.



[1] Professor de História da África do Departamento de História da Uesb. Mestre em Memória : Linguagem e Sociedade (Uesb). Doutorando em Educação (Ufba). Componente do GEILC (Grupo de Estudos de Ideologia e Lutas de Classe).

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cuba lidera lista de países com maior densidade de profissionais de saúde

Título original: Cuba encabeza lista de países con mayor densidad de profesionales de salud

 Nov 14, 2013

Un informe de la Organización Panamericana de la Salud (OPS) reveló que Cuba encabeza la lista de naciones con mayor densidad de recursos humanos en salud, al contabilizar 134,6 profesionales de la medicina por cada 10.000 habitantes.

Estados Unidos se ubicó en el segundo lugar (125,1) y Canadá tercero (93,5).

Por el otro lado, Haití es de las naciones menos favorecidas (3,6 profesionales por cada 10.000 habitantes), secundada por Guyana (11,2), Guatemala (12,5) y Honduras (13,6).

El documento titulado “Una verdad universal: No hay salud sin agentes sanitarios”, analiza los desafíos en distribución, migración y formación de profesionales de ese sector.

El texto asegura que el 70 por ciento de los países de la región cuenta con los médicos, enfermeras y personal necesarios para brindar servicios básicos a la población, y en algunos casos los superan.

En tanto, determinó que los problemas consisten en mejorar la dotación y retención de esos profesionales en los lugares más necesitados, y desarrollar la educación médica de acuerdo a las necesidades de cada lugar.

“Uno de los retos para alcanzar la cobertura universal en salud es lograr que todos, en especial las poblaciones más vulnerables y las que viven en áreas remotas, tengan acceso al personal de salud calificado y culturalmente competente”, señaló la directora de la OPS, Carissa F. Etienne.

“La estrategia para lograrlo es el fortalecimiento de los equipos multiprofesionales en el primer nivel de atención, integrados en red”, agregó.

Igualmente, el estudio destaca que actualmente el mundo necesita incrementar la cifra de trabajadores de la salud en más de siete millones, así como mejorar la distribución geográfica, ya que en muchos países se concentran en grandes ciudades.

El informe 2013 muestra los avances de los países de la región en los cinco desafíos claves vinculados con está área: planificación, distribución, migración, relaciones laborales y relaciones entre los centros de formación y los servicios de salud.

Por último, recomienda que la formación de recursos humanos responda al modelo de atención universal, equitativo y de calidad.


Fonte: Libre Red

Média salarial de negros é 36% menor, aponta Dieese

Segundo a pesquisa, um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a receber R$ 29,03 por hora


14/11/2013
Da Agência Brasil

Os negros representam 48,2% dos trabalhadores nas regiões metropolitanas. Mas, mesmo assim, a média de seu salário chega a ser 36,1% menor do que a de não negros. As diferenças salariais recebem pouca influência da região analisada, das horas trabalhadas ou do setor de atividade econômica, o que significa que os negros efetivamente recebem menos do que os brancos. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e foram divulgadas hoje (13).

A pesquisa, realizada entre 2011 e 2012 nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, além do Distrito Federal, aponta desproporção também em relação à formação educacional.

Dos negros trabalhadores, 27,3% não haviam concluído o ensino fundamental (que vai do 1º ao 9° ano) e apenas 11,8% conquistaram o diploma de ensino superior, ao passo que entre os não negros em atividade 17,8% não terminaram o ensino fundamental e 23,4% formaram-se em uma faculdade. E, segundo o Dieese, esse cenário se reflete nos ganhos salariais.

Ainda de acordo com o Dieese, um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a receber R$ 29,03 por hora. Isso pode ser explicado porque “o avanço escolar beneficia a todos promovendo o aumento dos ganhos do trabalho, mas de maneira mais expressiva para os não negros”.


ANS suspende a venda de 150 planos de saúde de 41 operadoras

De acordo com a ANS, as operadoras descumpriram prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias, além de apresentarem problemas de cobertura


Vitor Abdala
Da Agência Brasil
13/11/2013 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu suspender a venda de 150 planos de saúde de 41 operadoras em todo o Brasil. A informação foi divulgada hoje (13), em entrevista coletiva de imprensa no Rio de Janeiro.

De acordo com a ANS, as operadoras descumpriram prazos máximos para marcação de consultas, exames e cirurgias, além de apresentarem problemas de cobertura como o rol de procedimentos, o período de carência, a rede de atendimento, o reembolso e os mecanismos de autorização para procedimentos. A suspensão ocorrerá a partir da próxima segunda-feira (18) e valerá até fevereiro de 2014.

Cerca de 4,1 milhões de consumidores são atendidos pelos 150 planos com venda suspensa. “Os beneficiários são protegidos e continuam sendo atendidos. O que a gente está fazendo é impedir que novos consumidores se somem a eles [nesses planos com problemas]”, disse o diretor-presidente da ANS, André Longo.

Dos 150 planos, 68 já estavam suspensos por problemas em monitoramentos anteriores. Outros 178 planos que estavam suspensos resolveram seus problemas e poderão voltar a ser comercializados pelas suas operadoras.

De acordo com André Longo, as operadoras são analisadas de acordo com as reclamações dos consumidores. “A agência analisa tecnicamente a reclamação do consumidor. Só computamos as reclamações procedentes. E comparamos as operadoras. As principais reclamações são a negativa de cobertura, por diversos motivos e o descumprimento de prazos”, disse.

Segundo ele, o ideal é que o consumidor tente resolver seu problema diretamente com a operadora. Caso não consiga resolvê-lo, é possível entrar em contato com as centrais de atendimento da ANS: www.ans.gov.br ou 0800-701-9656.


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

CHAMADA DE ARTIGOS: História & Luta de Classes

CHAMADA DE ARTIGOS História & Luta de Classes - n.º 18


Cultura e Projeto Social
Prezados(as) colaboradores(as) de História & Luta de Classes:

A Revista História & Luta de Classes, fruto do trabalho coletivo de seus associados, se encontra já com 16 números publicados, mantendo rigorosamente sua periodicidade semestral. O número 17 – Dossiê A Ditadura no Brasil – 50 anos depois do Golpe – está em fase de organização e será lançado em março de 2014. Em vista disto, divulgamos a chamada de artigos para o número 18, com publicação prevista para março de 2014, que terá como tema do dossiê CULTURA E PROJETO SOCIAL. O período para encaminhamento de proposições de artigos e resenhas é até 30 de março de 2014, de acordo com as Normas da revista abaixo indicadas. Este número será coordenado pelos professores Carla Luciana Silva (UNIOESTE), Larissa Costard (PUC-RJ) e Rômulo Costa Mattos (PUC-RJ)

A revista também recebe, em fluxo contínuo, proposições de artigos e resenhas sobre temas livres, além da temática estabelecida no dossiê. Neste caso, a data de sua publicação se dará de acordo com o fluxo de artigos recebidos pela revista.

Solicitamos colaboração para a difusão desta chamada, pedindo que seja repassada a seus contatos e a possíveis interessados na proposição e artigos e resenhas.

O dossiê Cultura e projetos sociais propõe agregar artigos que versem sobre as distintas perspectivas marxistas acerca da cultura e sua relação com projetos sociais. Os artigos podem ser de cunho teórico ou apresentando estudos empíricos, desde que articulando a questão proposta: Quais são os aportes do marxismo para o estudo da cultura? Como entender a materialidade da cultura, eivada de subjetividade, entendida com parte de complexas relações sociais? Nesse sentido são esperados trabalhos que tragam contribuições a partir do aporte de distintos teóricos, como Marx, Gramsci, Luckács, Korsh, Benjamin, Bourdieu, Williams, Jameson, Eagleton e outros.


Visite nossa página eletrônica e tenha acesso à versão integral das primeiras 14 edições de História & Luta de Classes e aos resumos, sumários, capa e apresentação dos números 15 e 16.