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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

PPGMLS e UESB Convidam

Convite
A Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), tem a honra de convidar professres, alunos e funcionários para a solenidade em Comemoração do resultado obtido pelo Programa, nota 5 (grau de excelência nacional), na Avaliação Trienal  da Capes (2010, 2011 e 2012).
A solenidade será realizada no dia 17 de dezembro de 2013, terça-feira, às 19 horas, no teatro Glauber Rocha, campus de Vitória da Conquista- UESB.

Solicitamos aos Departamentos, Colegiados e demais setores da Instituição que repassem, por e-mail, o convite, em anexo, aos docents, alunos e funcionários.
 

Programação 

19:00h - Teatro Glauber Rocha
Abertura da Solenidade com representantes da Reitoria, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação e Coordenação do PPGMLS

 
19:30h - Teatro Glauber Rocha

Recorte de memória do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade no contexto da Pós-Graduação Brasileira:
percursos e perspectivas

 
20:30h - Teatro Glauber Rocha

Concertino musical com o maestro João Omar de Carvalho Mello (violoncelo), Petrônio Joab (viola e violão) e Elton Becker (solista)

21:00h - Foyer do Teatro Glauber Rocha
Agradecimentos e Coquetel de Confraternização

Um olhar sobre a arquitetura escolar

CARMO GALLO NETTO

As gerações mais antigas se lembram de que os prédios que alojavam as escolas públicas de São Paulo se distinguiam em todo o Estado pela solidez e pela arquitetura que, além de tudo, abrigava um ensino considerado de qualidade. Talvez o exemplo mais emblemático seja o da Escola Caetano de Campos, na cidade de São Paulo. Era uma época de poucas escolas, que atendiam um público restrito. Com a democratização e a obrigatoriedade do ensino público, as urgências das construções escolares levaram à sua padronização, agravada pela escassez de recursos. Estudos têm mostrado que esses edifícios nem sempre apresentam desempenho satisfatório para abrigarem as atividades de ensino, conforme recomendado na literatura especializada.

A professora Doris C.C.K. Kowaltowski, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp mantém linha de pesquisa que procura oferecer subsídios para a resolução do problema.

O interesse da professora pela arquitetura escolar remonta à sua graduação, na Austrália, quando abordou o tema em seu trabalho de conclusão de curso. É pois recorrente, em sua trajetória, a dedicação ao estudo da arquitetura escolar no Brasil e no mundo.

Entre as várias razões que justificam esse interesse, ela destaca a necessidade de construções que atendam cada vez mais às dinâmicas que ocorrem na educação em face das novas tecnologias, das mudanças de conteúdos, das alterações pedagógicas e sociais, e realistas em relação às possibilidades econômicas do país. Para atender a esses requisitos e às sucessivas gerações de professores e alunos, a escola precisa dispor de uma estrutura física sustentável e pedagógica.

No Brasil, a escola pública ostenta uma arquitetura bastante padronizada, até muito simples, desprovida, em muitos casos, de encantamento, diferente do que se esperaria oferecer às crianças e aos jovens. De certa forma, esta situação decorre do célere crescimento e atendimento da demanda e à limitação de recursos.

Os trabalhos orientados pela professora Doris têm procurado contribuir mais especificamente para a melhora da arquitetura escolar no Estado de São Paulo, em que os projetos de edificações escolares são gerenciados pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), responsável por mais de cinco mil prédios escolares do Estado.

Em mestrado por ela orientado, que se deteve em caracterizar o processo de projeto de edifícios escolares entrevistando 44 arquitetos, ficou demonstrado que havia necessidade de apoiar esses profissionais, fornecendo um método que ampliasse os repertórios de análise e estimulasse reflexões sobre projetos em andamento.

Essas constatações, corroboradas por dados da literatura, mostravam que a Fundação apresenta um processo de projeto linear e com poucas fases de análise. Além disso, resultados de avaliações pós-ocupação permitem constatar que os prédios escolares apresentam desempenho em geral insatisfatório, principalmente em relação às questões de conforto ambiental (térmico, acústico e luminoso).

Com base nesses elementos, a arquiteta Paula Roberta Pizarro Pereira se propôs a criar uma metodologia que pudesse servir de apoio ao desenvolvimento de projetos de edificações escolares da FDE, dentro da sua pesquisa de doutorado no novo programa de pós-graduação da FEC denominado Arquitetura, Tecnologia e Cidade (ATC).

Ela partiu da hipótese de que, por meio do conhecimento adquirido sobre a morfologia de métodos de avaliação e análise de projetos disponíveis na literatura, é possível desenvolver um método que seja compatível com o contexto da FDE e também com as necessidades específicas evidenciadas pelos arquitetos. A partir de um levantamento foram selecionados três métodos para análise que serviram de suporte para o desenvolvimento do método destinado a FDE.

Paula considera que o processo a partir daí desenvolvido constitui um instrumento favorável para sistematizar a tomada de decisão e escolher melhores soluções para determinados aspectos de projetos escolares da FDE. Com base em estudos futuros, ela prevê a inserção do método em um sistema de banco de dados para projetos de edificações escolares que, além de tudo, venha a ser constantemente realimentado com o emprego da metodologia.

Partida e chegada


Com base nas solicitações da Secretaria da Educação do Estado, que define previamente os parâmetros básicos a serem observados na elaboração de cada projeto escolar – com áreas e ambientes pré-determinados, como local, tamanho e forma do terreno, pátios e áreas para esporte, salas de aulas e de suporte, entre outros –, a FDE elabora edital convidando arquitetos interessados no desenvolvimento do projeto do prédio a ser construído. Os projetos apresentados são então examinados pelos analistas da Fundação para a escolha do mais adequado.

Com a metodologia criada, Paula espera oferecer subsídios alicerçados em bases científicas para que essas análises possam ser realizadas com mais acuidade. Pretende, também, que ela possibilite aos projetistas o enfrentamento dos desafios decorrentes das condições impostas e possibilite a criação de projetos mais consistentes.

Comumente, o profissional selecionado se defronta com a rigidez das imposições e exíguo prazo de execução, o que faz a professora Doris constatar que “mesmo profissionais experientes e qualificados necessitam de um método que otimize suas tarefas, estimule a reflexão e permita uma pesquisa com base em um repertório mais amplo. As nossas pesquisas mostram que esses profissionais precisam dessas ferramentas e estão abertos a elas”.
Nessa perspectiva, a docente propôs à sua orientanda o desenvolvimento de um trabalho que de alguma maneira torne o processo dos projetistas mais ricos e que lhes ofereça a oportunidade de refletir sobre questões da arquitetura escolar. “O que a Paula fez foi desenvolver um método que possibilitasse análise e reflexão de projetos. Enquanto o projetista está procurando uma solução, ele deveria fazer pausas de reflexão sobre o que está propondo. O método desenvolvido por ela serve para que essa reflexão tenha mais consistência”, diz ela.

Para a execução do trabalho, foi feita uma varredura nos métodos e ferramentas de análise e avaliação existentes na literatura, selecionados três aplicados em projetos da FDE e em precedentes com vistas a investigar a morfologia desses métodos e extrair deles o que fosse de interesse no desenvolvimento de sua proposta.

Os três métodos escolhidos foram: Design Quality Indicator (DQI for Schools), a Metodologia de avaliação de conforto ambiental de projetos escolares – otimização multicritério, e o Comparative Floorplan-Analysis (CFA).

Com efeito, o inglês DQI traz uma matriz conceitual de requisitos e de seus conteúdos especificados para a área da arquitetura escolar, que foi analisado pela autora. Ela selecionou os mais adequados à realidade brasileira.

Já na metodologia de otimização de multicritérios – também desenvolvida por uma aluna da professora – a pesquisadora observou como um arquiteto corrige um projeto durante sua elaboração, fazendo uso de elementos gráficos de variações de tipologia, combinadas com índices. Doris esclarece que ele permite a otimização da questão de conforto através dos parâmetros térmico, acústico e luminoso e de funcionalidade. Aplicável desde os primeiros esboços do projetista, apresenta tabelas em que esses indicadores de conforto possam ser considerados em conjunto e corrigidos ainda nas primeiras etapas de projeto.

O CFA, desenvolvido na Holanda, propõe que o profissional decida sobre a melhor solução comparando soluções de mesma natureza de um conjunto de plantas. Como mesmo os arquitetos mais experientes, ao iniciarem um projeto, partem de várias soluções, o método oferece possibilidades de reflexão sobre a escolha da melhor decisão.

Valendo-se dos elementos que lhe pareceram úteis nesses três métodos e de outras propostas encontradas na literatura, Paula elaborou um método, constituído de requisitos funcionais, estrutura e procedimentos para análise de soluções, que pudesse ser utilizado pela FDE. Aplicou o método em 17 projetos elaborados pela Fundação e em 17 projetos precedentes.

Para ela, o método permite uma análise conjunta de uma série de elementos que participam de um projeto. Paula explicita: “Analiso basicamente cinco parâmetros: acessos e facilidades – que envolvem entradas principais estacionamentos e facilidades encontradas na implantação do projeto; tipologia – que no caso das escolas apresenta características específicas em que se destacam salas e corredores; setorização – determinada pela localização dos vários ambientes específicos; volume e composição – que se atém aos elementos das fachadas, número de pavimentos, materiais usados, tipos de proteção solar; e ambientes e componentes – que envolvem a resolução dos limites dos vários ambientes dentro do edifício e o mobiliário. Esse quadro de análises me permite, a partir soluções encontradas, buscar as mais adequadas ao projeto”.

O método de análise de projetos escolares desenvolvido por Paula é uma contribuição importante para o desenvolvimento do conhecimento em metodologia de projeto. Desta maneira, a professora Doris considera que de alguma forma seu grupo de pesquisa tem estimulado a discussão da arquitetura escolar, questionando e demonstrando que existem novos caminhos a serem trilhados.

“Existe muita gente no Brasil que começa a se interessar pelo assunto e é bastante gratificante saber que os trabalhos dos meus alunos e alunas estão produzindo resultados e os questionamentos por eles levantados estão muito presentes nas discussões atuais. Não aceitamos mais a arquitetura escolar fora do seu contexto local e temporal. Queremos demonstrar que, mesmo com poucos recursos, é possível oferecer um ambiente escolar mais rico e aberto a novas demandas sociais e pedagogias”, conclui a docente.

Publicação

Tese: “Métodos de análise de precedentes para apoio ao projeto da arquitetura escolar pública do Estado de São Paulo”
Autora: Paula Roberta Pizarro Pereira
Orientadora: Doris C.C.K. Kowaltowski
Unidade: Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC)

Fotos: Extraída do livro "Arquitetura escolar paulista - estruturas pré-fabricadas" (FDE, 2006)
Antoninho Perri
Edição de Imagens:
Diana Melo
Fonte: Unicamp

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Escolas federais têm médias mais altas no Enem e superam particulares

Na prova de linguagens do último ano do ensino médio da rede federal média foi 545,08, ante 544,52 da rede privada

Demétrio Weber (Email)

Publicado: 25/11/13

BRASÍLIA - Escolas federais tiraram as notas médias mais altas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 em todas as áreas do conhecimento e na redação, superando inclusive as escolas da rede particular. Os resultados por rede de ensino do Enem do ano passado foram divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Educação (MEC).

Tradicionalmente, as escolas federais obtêm as melhores notas em avaliações do Ministério da Educação. Elas reúnem as escolas técnicas federais e os colégios militares. Na prova de linguagens, que engloba língua portuguesa e estrangeira, a nota média dos alunos do último ano do ensino médio da rede federal foi 545,08, ante 544,52 da rede privada; 480,71 da rede estadual, que concentra a maioria dos alunos; e 513,23 da rede municipal.

Na prova de matemática, a média federal foi 625,24; a privada, 615,07; a estadual, 491,18; e a municipal, 546,73. Na prova de ciências humanas, a média federal foi 590; a privada, 583,94; a estadual, 506,94; e a municipal, 539,47. Na prova de ciências da natureza, a média federal foi 547,76; a privada, 541,28; a estadual, 457,94; e a municipal, 487,79. Na redação, a média federal foi 613,07; a privada, 602,16; a estadual, 491,41; e a municipal, 533,48.

O ministro Aloizio Mercadante anunciou que as notas do Enem 2012 por escola serão divulgadas amanhã, seguindo novos critérios. Hoje, segundo ele, elas estão sendo enviadas primeiramente a cada escola.

A partir de agora, o MEC só atribuirá notas às escolas que tiverem pelo menos dez alunos do último ano do ensino médio participando do Enem e que o número de alunos participantes do Enem corresponda a, no mínimo, metade do total de estudantes do último ano do ensino médio da escola. O objetivo, destacou Mercadante, é que o resultado do Enem por escola seja representativo do estabelecimento de ensino como um todo e eventualmente não apenas o retrato dos melhores alunos.

Dentro dos novos critérios de divulgação de notas do Enem por escola, os resultados divulgados nesta segunda-feira pelo MEC consideram o desempenho de 683.839 alunos do último ano do ensino médio que fizeram o Enem em 2012. As escolas federais respondiam por apenas 13.649 desses estudantes, um percentual de meros 2%. Já as redes estaduais concentravam 448.137 participantes ou 65,53% do total. As redes municipais tinham 6.523 alunos ou 0,95%. A rede privada atendia 215.530 estudantes ou 31,51% do universo de 683 mil participantes considerados nas notas divulgadas pelo MEC hoje.

Elite das públicas supera média dos alunos das particulares na redação


A exemplo do que fez no ano passado, o MEC divulgou também a nota média dos 215.530 alunos da rede pública com melhor desempenho no Enem de 2012. Esse número não é aleatório: ele corresponde ao total de estudantes de escolas privadas que participaram do exame, dentro dos novos critérios de divulgação de notas do Enem por escola. O objetivo desse recorte, segundo Mercadante, foi mostrar que o topo da rede pública tem desempenho melhor em algumas disciplinas e pior em outras do que o total de alunos da rede privada na mesma avaliação.

Assim, os 215.530 participantes de escolas públicas tiraram nota média de 593,74 pontos em linguagens, ante 544,52 do total de alunos da rede particular. Essa "elite" da rede pública também superou os colegas de escolas privadas na prova de ciências da natureza (576,76 a 541,28) e na redação (616,6 a 602,16). Já o conjunto de alunos de escolas particulares teve melhor desempenho do que a "elite" da escola pública nas provas de matemática (615,07 a 541,16) e ciências humanas (583,94 a 522,58).

Mercadante disse que a preocupação do MEC ao comparar o desempenho dos melhores alunos da rede pública com o conjunto da rede privada está ligada à política de cotas. A partir de 2014, 25% das vagas das universidades federais serão reservadas para egressos de escolas públicas. Neste ano, a cota foi de 12,5%.

O novo formato de divulgação das notas do Enem por escola inclui ainda dados detalhados do rendimento dos estudantes por estabelecimento de ensino. Assim, além da nota média do colégio, a direção da escola saberá como seus alunos se distribuíram por faixa de desempenho. O motivo disso, segundo Mercadante, é que a nota média pode esconder a realidade, na medida em que sintetiza os resultados de todos os participantes. Com os resultados por faixa de desempenho, cada escola saberá o número de alunos em situação adequada ou inadequada de desempenho no exame, o que poderá orientar o ensino em sala de aula.

Os resultados individuais do Enem 2012 já tinham sido divulgados. A novidade nesta semana é o anúncio dos resultados por escola. As secretarias estaduais e municipais de Educação também receberão dados detalhados sobre os respectivos estados e municípios.
 
Fonte: O Globo

A melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal

O documentário abaixo deveria ser assistido e discutido por todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação no Brasil


Luis Soares

A Finlândia tem a melhor educação do mundo. Lá todas as crianças tem direito ao mesmo ensino, seja o filho do empresário ou o filho do garçom. Todas as escolas são públicas-estatais, eficientes, profissionalizadas. Todos os professores são servidores públicos, ganham bem e são estimulados e reconhecidos. Nas escolas há serviços de saúde e alimentação, tudo gratuito.


Na Finlândia a internet é um direito de todos.


A Finlândia se destaca em tecnologia mais do que os Estados Unidos da América.


Sim, na Finlândia se paga bastante impostos: 50% do PIB.


O país dá um banho nos Estados Unidos da América em matéria de educação e de não corrupção.

Na Finlândia se incentiva a colaboração, e não a competição.

Mas os neoliberais-gerenciais, privatistas, continuam a citar os EUA como modelo.

Difícil o Brasil chegar perto do modelo finlandês? Quase impossível. Mas qual modelo devemos perseguir? Com certeza não pode ser o da privatização.

Veja o seguinte documentário, imperdível, elaborado por estadunidenses. Em inglês, com legendas em espanhol:

Leia abaixo matéria originalmente publicada no Diário do Centro do Mundo que trata da excelência do sistema de educação da Finlândia, reverenciado em todo o mundo.


Por que o sistema de educação da Finlândia é tão reverenciado


Acaba de sair um levantamento sobre educação no mundo feito pela editora britânica que publica a revista Economist, a Pearson.

É um comparativo no qual foram incluídos países com dados confiáveis suficientes para que se pudesse fazer o estudo.

Você pode adivinhar em que lugar o Brasil ficou. Seria rebaixado, caso fosse um campeonato de futebol. Disputou a última colocação com o México e a Indonésia.

Surpresa? Dificilmente.

Assim como não existe surpresa no vencedor. De onde vem? Da Escandinávia, naturalmente – uma região quase utópica que vai se tornando um modelo para o mundo moderno.

 
Foi a Finlândia a vencedora. A Finlândia costuma ficar em primeiro ou segundo lugar nas competições internacionais de estudantes, nas quais as disciplinas testadas são compreensão e redação, matemática e ciências.

Leia também



A mídia internacional tem coberto o assim chamado “fenômeno finlandês” com encanto e empenho. Educadores de todas as partes têm ido para lá para aprender o segredo.

Se alguém leu alguma reportagem na imprensa brasileira, ou soube de alguma autoridade da educação que tenha ido à Finlândia, favor notificar. Nada vi, e também aí não tenho o direito de me surpreender.

Finlândia: a melhor educação do mundo é 100% estatal, gratuita e universal (Imagem: Reprodução / Documentário)

Algumas coisas básicas no sistema finlandês:

1) Todas as crianças têm direito ao mesmo ensino. Não importa se é o filho do premiê ou do porteiro.

2) Todas as escolas são públicas, e oferecem, além do ensino, serviços médicos e dentários, e também comida.

3) Os professores são extraídos dos 10% mais bem colocados entre os graduados.

4) As crianças têm um professor particular disponível para casos em que necessitem de reforço.

5) Nos primeiros anos de aprendizado, as crianças não são submetidas a nenhum teste.

6) Os alunos são instados a falar mais que os professores nas salas de aula. (Nos Estados Unidos, uma pesquisa mostrou que 85% do tempo numa sala é o professor que fala.)

Isto é uma amostra, apenas.

Claro que, para fazer isso, são necessários recursos. A carga tributária na Finlândia é de cerca de 50% do PIB. (No México, é 20%. No Brasil, 35%.)

Já escrevi várias vezes: os escandinavos formaram um consenso segundo o qual pagar impostos é o preço – módico – para ter uma sociedade harmoniosa.

Não é à toa que, também nas listas internacionais de satisfação, os escandinavos apareçam sistematicamente como as pessoas mais felizes do mundo.

Comecei a ver, e não consegui parar, como se estivesse assistindo a um suspense.

Todos os educadores, todas as escolas, todas as pessoas interessadas na educação, no Brasil, deveriam ver e discutir o documentário.

com BlogdoTarso ; edição: Pragmatismo Politico

domingo, 15 de dezembro de 2013

Escola troca nome de Médici por Marighella

Carlos Marighella (Reprodução)
Em decisão histórica e inédita escola troca o nome do ditador Emílio Garrastazu Médici por Carlos Marighella. A decisão foi feita em conjunto entre alunos e professores


 
Em uma decisão histórica e inédita alunos do colégio estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Salvador (BA), decidiram na última terça-feira (10) mudar o nome do colégio para Carlos Marighella. A decisão foi feita em uma assembleia em conjunto com os professores, e o resultado será encaminhado para a Secretaria da Educação da Bahia para que seja avaliada a possibilidade de uma renomeação.

O colégio foi inaugurado durante a ditadura civil-militar, quando o general que ocupava o Palácio do Planalto era Emílio Garrastazu Médici. Durante seu governo, iniciado logo após a instauração do AI-5, centenas de militantes foram perseguidos e mortos pelo regime, entre eles o militante comunista baiano Carlos Marighella, que havia passado os seus últimos anos tentando organizar a Aliança Nacional Libertadora, que combatia a ditadura com ações de guerrilha.

Além de Marighella, outra opção para o nome do colégio era o do geógrafo baiano Milton Santos, grande intelectual e exilado da ditadura.

A eleição foi organizada pel coordenação pedagógica da escola, e composta por professores, funcionários, estudantes e pais de alunos. A ideia de mudar o nome da escola veio depois de uma atividade escolar, uma exposição organizada pelas turmas do último ano, batizada de “A vida em preto e branco: Carlos Marighella e a ditadura militar”. A exposição envolveu os alunos.

Escola no Rio deixa de se chamar Presidente Costa e Silva em repúdio à ditadura

A escola estadual Costa e Silva fica em
Nova Iguaçu, na baixada Google Street View
13/12/2013

A iniciativa da mudança partiu da Comissão da Verdade no Rio; cerimônia de troca será nesta 6ª


A escola estadual Presidente Costa e Silva vai mudar de nome e passará a se chamar Abdias Nascimento. A mudança foi feita pelas secretarias estaduais de Educação e de Assistência Social e Direitos Humanos, atendendo a um pedido da Comissão da Verdade do Rio. A cerimônia de mudança do nome está marcada para esta sexta-feira (13), às 15h, na escola, localizada em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Para o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, a medida simboliza um repúdio à ditadura e alimenta o apoio à democracia.

— É muito ruim ter na escola onde se estuda, na rua onde mora, na ponte onde você passa todos os dias da casa para o trabalho, nomes de pessoas que não honram a história do Brasil. Infelizmente, é o caso do Marechal Costa e Silva que foi um ditador e em um período em que ocorreram barbaridades no país. Em uma escola de crianças, ter o nome de um ditador não é algo que ensine uma vida que se tem apreço pela democracia.

Há previsão que mais escolas passarão pelo mesmo processo, e até locais públicos, conforme Damous.

— Estamos mapeando todas aquelas que remetam ao passado sombrio. O processo não é tão rápido, tem que conversar com a Secretaria de Educação, tem que conversar com a direção da escola, mas há inclusive, logradouros que nós entendemos devam ser mudados. A Ponte Rio-Niterói, por exemplo, [o nome oficial é Ponte Presidente Costa e Silva] já tem um projeto na Câmara Federal propondo a mudança para Betinho [sociólogo Herbert de Souza].

A escolha do novo nome da escola foi feita após votação entre alunos e professores, que teve início em agosto, como disse Damous.

— Quem tem que escolher são as pessoas que vivenciam o local. Elas devem ter a noção de que não devem reverenciar o nome de quem não edifica a história do país e escolherem nomes que entendam que seja representativo. Nesse caso, foi uma boa escolha, principalmente, agora com a morte do Nelson Mandela [líder da luta contra a segregação racial na África do Sul].

Nascido no interior de São Paulo, Abdias Nascimento foi deputado federal e senador, se dedicando à luta contra o racismo. No governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro, ele ocupou a Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Afro-brasileiras. Abdias foi também fundador do Teatro Experimental do Negro. O ativista morreu em 2011, aos 97 anos.

Fonte: R7, com Agência Brasil

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Revista Binacional Brasil-Argentina (RBBA) no Latindex

A RBBA – DIÁLOGOS ENTRE AS CIÊNCIAS foi reconhecida como uma publicação de trabalhos inéditos que contemplam conhecimento interdisciplinar entre as diversas áreas do conhecimento, a partir de perspectivas abertas, livres e coordenadas em favor do conhecimento contemporâneo que transcende os limites disciplinares, formais e especializados, bem como seus espaços nacionais e internacionais, pelo Latindex. Clique para acessar o registro da RBBA no Latindex.

O Latindex (Sistema Regional de Informação em Linha para Revistas Científicas da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal), é um sistema de informação acadêmico, sem fins lucrativos e de consulta gratuita, especializado em periódicos científicos editados nos países ibero-americanos que oferece, também, informação acerca de periódicos temáticos sobre a América Latina, editados fora da região. O sistema é fruto da cooperação entre diferentes instituições de 23 países.

Como fonte de informação o Latindex é um recurso útil para se obter documentos relacionados às revistas científicas, como são a Guia para Publicações Científicas ou a edição de revistas científicas: guia de bons usos. Também dispõe de uma série de apresentações PowerPoint dos diferentes workshops e seminários para editores, que o Latindex organizou em vários países da região, bem como uma seção de notícias, em constante atualização, que se refere aos eventos relevantes para editores, profissionais das bibliotecas e de informação e público, em geral, interessado nas revistas científicas na região e no mundo.

Antecedentes

O Latindex tem suas origens fundadas nas recomendações do Primeiro Workshop sobre Publicações Científicas na América Latina, celebrado em 1994, na cidade de Guadalajara, México, no qual se revelou a falta de um sistema de informação próprio para os periódicos de caráter científico e acadêmico dos países de língua espanhola e portuguesa. A partir desta constatação, iniciou-se Latindex teve início na Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), no final de 1995. Propôs como elemento indispensável do sistema que tivesse um caráter regional e cooperativo, que por não estar centralizado numa determinada instituição ou país, baseasse sua fortaleza no trabalho compartilhado e na proximidade às fontes que geram ou distribuem dados sobre as revistas.

A reunião de instalação da rede Latindex teve lugar na UNAM (Universidad Nacional Autónoma do México) em fevereiro de 1997, contando com a presença dos quatro países fundadores, representados pelas seguintes instituições: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Brasil), Instituto de Informação Científica e Tecnológica (Cuba), Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (Venezuela) e a Universidade Nacional Autônoma de México.

A primeira versão do projeto abrangia os países latino-americanos e tinha como nome Índice Latino-americano de Publicações Científicas Seriadas. Com a adesão da Espanha e Portugal em 1998, o sistema mudou a sua atual denominação e cobertura.

O Latindex oferece quatro bases de dados sobre os periódicos científicos publicados nos países Ibero-americanos:

1) Diretório. Disponível desde 1997, trata-se do cadastro dos periódicos científicos editados nos países da região. Em outubro de 2012 tinha mais de 21.000 periódicos registrados (ativos ou descontinuados) publicados em 32 países e territórios, incluindo também revistas editadas por organismos internacionais no qual participam os países ibero-americanos, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), ou o Instituto Pan-americano de Geografia e História (IPGH), entre outros. Integra assim, sob a denominação de “Latinoamericanistas” aqueles periódicos com conteúdos sobre a região, mas que são editadas em países de fora da região.

2) Catálogo. Disponível desde 2002, trata-se de um subconjunto dos periódicos inclusos no Diretório. Faz parte do Catálogo somente periódicos que cumprem com um mínimo de características editoriais estabelecidas pelo Latindex, mediante a aplicação de critérios[1] de qualidade editorial. Em outubro de 2012, o catálogo registrava mais de 6.400 títulos.

3) Periódicos eletrônicos. Também disponível desde 2002, permite a localização automática das publicações inclusas no Diretório, que têm uma versão em linha e informa sobre os tipos de acessos, os formatos em que se apresentam e sua cobertura temporária, estabelecendo um enlace com a direção eletrônica da revista e o acesso ao texto completo dos artigos disponíveis. Em outubro de 2012, este diretório registrava mais de 4.700 títulos.

4) Portal de Portais. É um macro portal, criado em 2011, que reúne e dá acesso aos conteúdos de uma seleção de periódicos acadêmicos ibero-americanos disponíveis em 18 hemerotecas virtuais criadas na região por diversas instituições: Dialnet, e-Revistas, Lamjol, Pepsic, Racó, Redalyc, Revistas de la Universidad de Chile, Portal de Revistas Científicas y Arbitradas de la UNAM, Saber ULA, UFPR e alguns sítios nacionais da rede SciELO: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, México y Peru. Em outubro de 2012, oferecia mais de 1.200,000 artigos com texto completo proveniente a mais de 3.000 periódicos de acesso aberto. Os portais participantes fazem uso da ferramenta OA Harvester 2, desenvolvido pelo Public Knowledge Project (PKP), que permite a coleta de metadados. Está disponível através do sitio web do Latindex.

Os usuários de Latindex são principalmente editores, bibliotecários e profissionais da informação, administradores da atividade científica, assim como acadêmicos interessados na documentação científica, a indústria editorial e os periódicos acadêmicos ibero-americanos. Por outro lado, o Portal de Portais está mais dirigido a pesquisadores, docentes e alunos.

Clique LATINDEX para consultar.


[1] Disponíveis para consulta no próprio sitio web do Latindex.

Registro da história de Mandela que a hipócrita imprensa burguesa nunca mostrará I


 
Registro da história de Mandela que a hipócrita imprensa burguesa nunca mostrará e os oportunistas socialdemocratas de plantão farão questão de olvidar, relacionando implicitamente memória, ideologia e História.

Mandela, em 1961, a poucos meses da independência da Argélia, sendo dirigente do ANC (African National Congress) e do Partido Comunista da África do Sul (membro de seu Comitê Central). Mandela viajou a Marrocos, em Oujda, na fronteira com a Argélia, se encontra com históricos dirigentes da Revolução argelina, durante a guerra de libertação, num acampamento da guerrilha da Frente de Libertação Nacional. Ali começa uma colaboração entre os revolucionários sul-africanos e argelinos que durará mais de 30 anos.

Na foto vemos Mandela, à época com quatro (4) dos futuros presidentes da Argélia Independente (BenBella, Boumediene, Chadli, Boudiaf). Ao Centro, Samora Machel, da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Mestrado em Memória abre seleção

por Sâmia Louise

Com o foco na qualificação profissional para desenvolvimento da pesquisa e exercício do ensino superior, o Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade está abrindo seleção para nova turma. O Mestrado Acadêmico possui área de concentração em Multidisciplinaridade da Memória, disponibilizando duas linhas de pesquisa: “Memória, Cultura e Educação” e “Memória Discursos e Narrativas”.

Os interessados em ingressar no curso devem se inscrever no período de 4 a 20 de dezembro, ou no dia 2 de janeiro, na secretaria do Programa, entre as 9 e as 17 horas. Também é possível efetuar a inscrição por meio dos Correios, desde que a correspondência seja postada até 23 dezembro.

A seleção disponibiliza 13 vagas e será realizada por meio de três etapas eliminatórias, durante o mês de janeiro. Todos os detalhes devem ser conferidos no Edital 259/13. Em caso de dúvidas, acesse o site do Mestrado em Memória ou envie um e-mail para: ppgmemorials@gmail.com.

 

Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS/UESB) é avaliado pela Capes

O Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade (PPGMLS/UESB) foi avaliado pela CAPES (avaliação trienal 2013) e obteve a nota 5 (vide tabela a seguir).
Uma ótima notícia pra todos/as (ingressos, egressos, docentes, coordenadoras) que fazem a história do programa.
Agora é trabalhar para a nota 6 !!!!
Parabéns ao Programa, aos professores, pesquisadores, mestrando (e já mestres) e doutorandos, pois se trata de uma conquista coletiva.


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domingo, 8 de dezembro de 2013

Lições Pedagógicas (3)



Por Antonio Ozaí da Silva
postado em 07/12/2013


Avaliar é sempre algo muito complexo. Como mensurar conhecimento? Isto não parece um problema em áreas exatas ou nas chamadas “provas objetivas”. Contudo, mesmos nestas situações manifestam-se relações de poder* – as questões formuladas podem ter um grau maior ou menor de dificuldade e quem decide é o professor ao elaborar a “prova”; ou seja, mesmo quando se enfatiza a objetividade, a subjetividade não está ausente. Imaginemos, então, os processos avaliativos nas Ciências Humanas. Por mais que os professores definam critérios objetivos, os aspectos subjetivos são ainda mais enfáticos. A mesma resposta do aluno pode ser avaliada diferentemente por docentes da mesma área disciplinar. É justo avaliar o aluno apenas pelo texto, pelo que ele apresenta? Sabemos que o domínio da linguagem formal e a capacidade de escrever são profundamente influenciados pelo capital cultural, social e econômico acumulados, pelo habitus adquirido.

Uns tem mais dificuldades de dissertar de maneira adequada e coerentemente que outros e isto está vinculado ao domínio da escrita. É correto avaliar considerando-se apenas este aspecto ou devemos levar em conta outros fatores? Talvez o aluno domine o conteúdo, apenas não consegue demonstrar por escrito. Seria o caso de fazer “prova oral”? Mas, se tomarmos estas precauções não somos injustos com o aluno que consegue atender aos critérios do habitus acadêmico?

De qualquer forma, como converter conhecimento em medida matemática? Como definir, por exemplo, que o conhecimento do aluno vale 6 e não 8, ou mesmo 10? Como explicar a matemática decimal professoral dos números quebrados? Por que um aluno X é avaliado como 9.7 e não 10, ou 5.5 e não 6.0? Como se justifica que, por alguns décimos, o aluno não atinja a nota necessária para a aprovação direta? Como neutralizar os aspectos subjetivos que podem influenciar decisões punitivas não assumidas? Ainda que seja apresentado como o resultado meramente formal da média matemática, o que prova que o aluno que conseguiu 6.0 e foi aprovado sabe o mais do que aquele que ficou com média 5.7, ou mesmo, no limite, 5.9, e deve fazer a avaliação final (exame) sob pena de ser reprovado?

O sistema avaliativo é positivista – e o interessante que mesmo nós, críticos do positivismo, o adotamos acriticamente. Claro, somos condicionados pelo aparato institucional; ainda que não concordemos, temos que definir notas. Assim, ainda que involuntariamente, reproduzimos e reforçamos práticas avaliativas que expressam muito mais as relações de poder, prêmios ou punições. Como evitar cair na armadilha do positivismo avaliativo? É necessária a reflexão crítica sobre a nossa práxis docente, o habitus e campo acadêmico. É preciso, também, desenvolver a sensibilidade e orientar-se pelo agir crítico e a busca de coerência entre a prática e o discurso – pois muitas vezes questionamos os grandes poderes, mas nos calamos ou mesmo fazemos uso consciente, e nem sempre de maneira ética, dos pequenos poderes que nos são instituídos pela posição que ocupamos no sistema educacional.

Sou favorável à eliminação da nota – segundo a aferição matemática – e à adoção da pura e simples decisão: aprovado ou reprovado. Ou seja, de acordo com critérios bem definidos e democraticamente decididos, conclui-se que o aluno alcançou desempenho satisfatório ou insatisfatório, o que determina sua aprovação ou reprovação. Não estou advogando nada que seja absurdo ou novidade. De fato, muitos programas de pós-graduação já eliminaram a nota e adotaram o conceito de “aprovado” ou “reprovado”. Por que não também na graduação? Claro, este critério também apresenta problemas, mas me parece melhor do que reforçar a ilusão de que o conhecimento pode ser quantificado e traduzido em números. Talvez um dos efeitos deletérios seja o fortalecimento do “poder professoral”, mas penso que isto pode ser contrabalanceado pela adoção da auto-avaliação discente e, claro, a afirmação e aperfeiçoamento de canais institucionais que permitam o questionamento e possibilitem sanar eventuais injustiças.

Sei que isto não é fácil nem simples. Estamos tão acostumados com as velhas práticas que naturalizamos os processos avaliativos. Além disso, na medida em que o controle de instrumentos avaliativos expressa posições de poder, nem todos estamos dispostos a repensar práticas e conceitos. Por outro lado, há que se levar em conta a resistência dos alunos, habituados, desde o ensino fundamental e médio, às práticas avaliativas fundadas em valores competitivos.

* Sugiro a leitura de Avaliação discente no Ensino Superior, publicado em 02-06-2012.