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domingo, 8 de abril de 2012

Professor da UFPA denuncia ameaça à pesquisa científica

Professor da UFPA denuncia ameaça à pesquisa científica no Brasil

em , sugestão dos professores Marcos Garcia e Caio Toledo
A autonomia da pesquisa científica encontra-se ameaçada na universidade brasileira. No dia 10 de fevereiro de 2012,  através do Memo nº35/12FA/PG, assinado pela Sra. Sandra Valeska Martins Leal, Procuradora Federal, foi comunicado  ao Prof. Enéias Barbosa Guedes, aluno egresso do Curso de Mestrado, do Programa de Pós-Graduação em Geografia – Faculdade de Geografia e Cartografia, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal do Pará a  existência do Processo Ação Ordinária de Dano Moral 35947-07.2011.4.01.3900, no qual a UFPA e o Prof. Enéias Barbosa Guedes são constituídos Réus.
A Sra. Eva Maria Daher Abufaiad, representada pelos advogados Abraham Assayag e Marcos J. Assayag  do Escritório de  Advocacia Abraham Assayag, introduziu uma ação de indenização por danos morais c/c obrigação de fazer e pedido de   tutela antecipada em 03 de outubro de 2011. O documento encaminhado ao Juiz Federal da Vara da  Seção  Judiciária  do  Estado do Pará expõe como “razões  de  fato  e  de  direito”  -  Dos Fatos que “Ao  navegar  pela  rede  mundial  de  computadores – internet, a autora se deparou com a dissertação de mestrado em Geografia, abordando o tema  “TERRITÓRIO E  TERRITORIALIDADE DE PESCADORES NAS LOCALIDADES CÉU E CAJUÚNA, SOURE, PARÁ”,      publicada nos endereços eletrônicos da UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA e do MINISTÉRIO DE EDUCAÇÃO”.   (Processo P. 4)  E continua: “Ao  acessar o  conteúdo da referida tese de  pós-graduação a autora teve mais que um  profundo dissabor, eis que possui excertos com afirmações infundadas, inverídicas e denegritórias da imagem e reputação não apenas da mesma como também de sua família, senão vejamos:
“(…)  Essas  vilas  limitam-se  ao  norte,  com  a  fazenda  Caju-Una (propriedade da família do Sr. Alacid Nunes), ao Sul, com a fazenda Bom Jesus, a leste com a Baia do Marajó: e oeste, com as terras do patrimônio da união  arrendadas  pela  família  Abufaiad,  constituindo  em  grande latifúndio no  município,  terras  que  hoje  essa  família  diz  lhes  pertencer (Grifo nosso).
“Há, ainda, os conflitos envolvendo fazendeiros criadores de búfalos e os moradores  vizinhos.  Tais  conflitos  são frequentes,  pois  nos  campos naturais de Soure existem grandes lagos, concentrando espécies de peixes de água doce que sempre foram explorados pelas populações locais.  Não obstante,  a  intensificação  da  criação  de  gados  bufalinos  vem destruindo esses territórios de pescadores, pois a natureza do próprio búfalo provoca erosão,  diminuindo  as  possibilidades  da  pesca  de  subsistência  das populações  locais.   Fato  que  provoca  intensos  conflitos  como  os  que ocorrem  na  fazenda  da  proprietária  Eva  Abufaiad.    Essa  proprietária contrata  seguranças  para  vigiar  os  lagos  e  córregos  de  água  da  sua fazenda,  impedindo  a  pescaria  das  coletividades  ceuenses  e  cajuunense que historicamente sempre exploraram esses territórios.  Ê  a propriedade privada  privando  os  humanos  de  suprir  suas  necessidades  de  existência materiais.  (Grifo nosso).” (Processo p. 5)1
No  resumo  dos  fatos  lê-se que “Humilhada, a autora registrou  um  boletim  de ocorrência  0080/2011.000128-0,  em  19.02.2011,  em  que  expõe  ter  sido  acusada “peremptoriamente a  autora  e  sua  família  de  perseguir  pescadores  das  localidades  de Cajuúna e Céu, no Município de Soure, PA”.
“No Mérito”, com  o  título “Da configuração do dano moral” situa a idoneidade  e boa  fé  da  autora,  não  se  podendo  dizer o  mesmo  em  relação  ao  réu Enéias  Barbosa Guedes, o  qual  colocou  em  risco  a  incolumidade  moral  de  uma  família  tradicional  do Marajó,  trazendo  transtornos  de  cunho  psíquico  imensuráveis,  ao  criar,  temerariamente, tese cientifica alicerçada em afirmações sem qualquer embasamento empírico”. (Processo p. 8).
Acrescenta  “Portanto,  resta  evidente  a  presença  de  dano  moral,  passível  de compensação pecuniária nos termos do artigo 5, V da CF/88”. No Pedido II, a condenação dos  réus, no  valor  de  R$  100.000,00  (cem  mil reais), como  forma  de  compensar  o  dano moral impingido. IV sejam condenados os réus ao pagamento dos honorários advocatícios a razão de 20% sobre o valor da causa” (Processo P. 14-15).
Inicialmente é preciso considerar e respeitar a seriedade do trabalho acadêmico de qualidade, que consiste uma dissertação de mestrado em geografia, visto que se trata de um trabalho  de  cunho científico  que  sintetiza  os  resultados  de  investigação,  análise  e interpretação de uma determinada situação geográfica. Tudo isso sustentando, presidido e estruturado por categorias, conceitos, teorias e método necessários à pesquisa científica.
É preciso respeitar a seriedade do Programa de Pós-graduação em Geografia onde a dissertação foi gestada. Trata-se do primeiro curso de mestrado em geografia da Amazônia, com um quadro de professores reconhecidamente respeitado, por sua trajetória de pesquisa séria  e  comprometida  com  a  construção  de  um  conhecimento  necessário  à  melhoria  da sociedade  onde  a  Universidade  está  inserida.  Pesquisadores  conhecidos  nacional  e internacionalmente pela seriedade de suas pesquisas e grupos de pesquisa.
É  preciso  respeitar  o  trabalho  de  orientação  desenvolvido  pelo  docente  do programa,  pois  no  decorrer  de  sua  pesquisa  de  dissertação o  discente  é  orientado  por um professor,  que  acompanha  a  trajetória  da  pesquisa,  discutindo  cada  passo. O  trabalho  de orientação  começa  desde  o  momento  em  que  docentes  e  discentes  são  apresentados  e compreende  um  longo  percurso  de  reuniões,  elaboração  de  texto,  coleta  de  informações, sistematização  de  dados,  apresentação  dos  primeiros  resultados  em  encontros  de  área. Neste  percurso  um  dos  momentos  fundamentais  é  a  construção  do  relatório  de qualificação,  onde  o  discente  expõe  para  uma  banca  de  examinadores  os  resultados preliminares de sua pesquisa.
É  preciso  respeitar  a  seriedade  dos  pesquisadores  que  compõem  as  bancas examinadoras da dissertação, seja no momento da qualificação, seja no momento de final de sua defesa. Pois bem, quando a dissertação está concluída, ela é submetida ao exame de defesa, onde pesquisadores de várias instituições estudam os resultados da mesma, expõem suas  considerações  e  submetem  o  discente  a arguições.  Enfim,  emitem  parecer  acerca  do mérito  acadêmico  e  científico  da  pesquisa.  Neste  caso,  a  dissertação  foi  concluída  e defendida  publicamente  no  dia  20  de  abril  de  2009.  A  arguição  foi  realizada  pela  banca examinadora  composta  pelos  Professores:  Dr.  João  Márcio  Palheta  (Orientador  – IFCH/UFPA), Dra.  Márcia Aparecida  da  Silva Pimentel (Co-orientadora – IFCH/UFPA), Dr.  Sérgio  Cardoso  de  Morais  (Examinador  Interno  –  Centro  de Educação/Campos Bragança/UFPA)  e Dra.  Lisandra  Pereira  Lamoso (Examinadora  Externa – Universidade Federal de Grande Dourado/ UFGD, Mato Grosso do Sul).
Por  fim,  mas  não  menos  importante,  é  preciso  respeitar  o  tema  de  preocupação científica  da  geografia que  é a  sociedade,  mais  precisamente  sua  dimensão  espacial.  A pesquisa em geografia consiste em elucidar como a sociedade adquire dinâmica espacial e como  esta  influencia  na  dinâmica  social.  Desse  modo,  enfoca  com  maior  ou  menor intensidade os usos  e  abusos do território pela sociedade; este  entendido  como quadro da vida.  A  dissertação do  professor  Enéias  integra  esse  campo científico, trata-se de um estudo que debate a problemática da pesca nas localidades Céu e Cajuúna no município de Soure,  na microrregião do  Ararí, na  mesorregião  do  Marajó,  no Estado  do  Pará. Nele  o autor  revela  a  dimensão  territorial  da  pesca  para  entendimento  dos  territórios  e territorialidades  dos  pescadores.  A  partir  de  um  olhar  geográfico,  o  trabalho  questiona  a apropriação, o domínio e o uso do espaço pelos pescadores. Para tanto, apontou, com base em  trabalho  de  campo,  as  ações  dos  diferentes  atores  sociais  envolvidos  na  problemática abordada,  entendendo  o  sentido  da  territorialidade  dos  pescadores  locais,  suas  formas  de relação  com  a  natureza  e  de  organização  do  trabalho  para  melhor  visibilidade  dos territórios dos pescadores. Esses territórios são definidos e apropriados no meio aquático, tendo  sua  configuração  imprecisa e por ser vasta sua “posse” é muito fluida, devido à dinâmica sazonal da água e do pescado.
Portanto,  a  ação  movida  contra  o  professor Enéias  Barbosa  Guedes desrespeita  a autonomia  do  pensamento  científico,  desrespeita  o  Programa  onde  a  dissertação  foi gestada, desrespeita o trabalho do professor orientador, dos pesquisadores que compuseram as bancas examinadoras de qualificação e de defesa; enfim, desrespeita o próprio tema de investigação da ciência geográfica. Por tudo isso tal ação é repudiável!
Pesquisadores  da  Universidade  Federal  do  Pará  em  conhecimento  deste  processo consideram importante divulgar e construir uma reflexão sobre as restrições e imposições para  o  trabalho  de pesquisa  cientifica.  Formas  de  amordaçamento, de  judicialização  dos pesquisadores constitui  um  perigo  para  a  Ciência,  para  os  agentes  sociais, que  mediante relações de pesquisa confiam neste conhecimento balizador de esquemas de compreensão e transformação da sociedade ao seu favor. A quem e a que serve a Ciência? Este processo constitui uma seria ameaça para os pesquisadores e discentes da  Universidade Federal do Pará e de todas as Universidades Brasileiras que poderão encontrar na sua frente o peso da censura,  da autocensura,  como  o  medo  de  uma  decisão  judicial  que  venha  julgar sob  a perspectiva da moral.
Peço aos pesquisadores que apoiam a causa, que enviem  notas de apoio ao Prof. Eneias Guedes, para o e-mail enéias.guedes@bol.com.br ou enéias.guedes@hotmail.com
Prof. Dr. João Santos Nahum
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARA
Campus Universitário do Guamá
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas
Nota:
1 . As  citações foram  retiradas  das  paginas  91  e  130  da  dissertação.  O  trabalho  de  mestrado  está disponibilizado na internet, no site: www.ufpa.br/ppgeo/ocumetnos/eneiasbarbosaguedes.pdf.
Fonte: Viomundo

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Governo Wagner anuncia novo corte orçamentário, inviabiliza realização de novos concursos e mantém política de bloqueio de direito dos docentes

Na tarde desta segunda-feira (2), o Governo Wagner anunciou o corte de R$ 783 milhões do orçamento de 2012. O anúncio foi feito em entrevista coletiva através dos secretários Carlos Martins (Fazenda), José Sérgio Gabrielli (Planejamento) e Manoel Vitório (Administração). Durante a coletiva, foi informado que o maior corte será na área de investimento. A "facada" de R$ 414 milhões será pulverizada entre as secretarias. No setor de manutenção (custeio), a contingência será de R$ 146 milhões e, os outros R$ 223 milhões serão cortados das Operações Especiais relacionada a indenizações, ressarcimentos e dívidas. Segundo os secretários, a decisão sobre como se dará o corte será feita em conjunto com cada secretaria.
O corte orçamentário, segundo o Governo, é uma resposta à crise econômica mundial. O governo Wagner segue a mesma política econômica do Governo Dilma de jogar no serviço público e, portanto, no funcionalismo público e na população, a conta da crise. Recentemente, o Governo Federal anunciou o maior corte orçamentário do país de R$ 55 bilhões que atinge, principalmente, as áreas sociais. A saúde, por exemplo, é a pasta mais afetada com a redução de R$ 5,5 bilhões do orçamento previsto. O objetivo dos cortes é continuar privilegiando o pagamento dos juros da dívida pública.  
O novo pacote de cortes de Wagner, entre outras coisas, inviabiliza a realização de concursos e sinaliza mais um ano de arrocho salarial.  O governo já destacou que não pretende elevar o custo anual de R$ 13,7 bilhões com a folha de pessoal. A SAEB já tomou algumas medidas como a manutenção da política de suspensão de concessões e ampliações de percentuais da gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) e regime de tempo integral e dedicação exclusiva.   
O bloqueio de mais um ano no direito à mudança de carga horária para tempo integral e dedicação exclusiva atinge diretamente os docentes e as Universidades Estaduais. Este bloqueio, além de ferir um direito do Docente, prejudica a Universidade como um todo: é um benefício para as UEBA possuir professores que se dediquem exclusivamente ao ensino, pesquisa e extensão.

Política de cortes no orçamento marca o Governo Wagner
Este é o quarto ano seguido de contingenciamento de verbas imposto ao serviço público do Estado. Desde abril de 2009, o governo impõe decretos, ou cortes direto no orçamento, que contingenciam verbas do estado com consequências danosas para Educação Superior, como o bloqueio de direitos dos docentes e prejuízos ao desenvolvimento das atividades acadêmicas.  
Enquanto o governo anuncia, em alto e bom som, que a economia baiana é a sexta maior do país, segue impondo restrições orçamentárias ao serviço público, atingindo áreas sociais e os direitos dos servidores.  Por outro lado, os projetos macroeconômicos da Copa do Mundo, mais uma vez, permanecem como prioridades do governo e não serão afetados!
Fonte: ADUNEB

Seminário Museu Pedagógico na Escola: 12 e 13 de abril

Período de Inscrição:
Data Inicial: 27/03/2012
Data Final: 11/04/2012


Programação

Dia 12/04/2012 (quinta-feira)

Manhã
Local: Foyer do Teatro Glauber Rocha
7h30 Credenciamento
8h30 Abertura Teatro Glauber Rocha
9h30 Projeto: “Museu Pedagógico: uma interlocução com os
problemas do cotidiano escolar”
10h Mesa Temática I
12h Almoço

Tarde
14h Momento Curta (Filme)
14h30 Grupos de Trabalho
16h Plenária
Dia 13/04/2012 (sexta-feira)

13/04 de 2012 (Sexta-feira)

Manhã
8h30 Mesa Temática II
10h30 Mesa Temática III
12h Almoço

Tarde
14h Poster (Bolsistas de IC do MP na Escola e discentes do Curso de Especialização)
14h30 Grupos de Trabalho
16h Plenária
17h Encerramento

Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães e Profa. Dra. Luci Mara Bertoni
(Coordenadoras do Projeto)
Profa. Dra. Leila Pio Mororó
Profa. Dra. Fátima Moraes Garcia
Profa. Dra. Anate Charnet Gonçalves da Silva
Prof. Dr. Claudinei de Camargo Sant'Ana
Prof. Dr. Jornandes Jesús Correia
Prof. Dr. Itamar Pereira de Aguiar
Profa. Ms. Gerenice Ribeiro de Oliveira Cortes
Profa. Ms. Ivana Teixeira Silveira
Profa. Ms. Zizelda Lima Fernandes
Professores Coordenadores nas Escolas
Profa. Ms. Polliana Moreno da Silva
Prof. Márcio José Freudenthal de Oliveira
Prof. Paulo Cezar Santos
Bolsistas
Roberto Revelino Sversuti
Roseli Inocêncio Santos
Tamires Dias dos Santos

Desde o ano de 2008, o projeto de pesquisa "Museu Pedagógico na escola" vem sendo desenvolvido com financiamento oriundo para a pesquisa, tanto da UESB quanto da FAPESB. O cotidiano da escola tem sido analisado a partir de um banco de dados construído por meio do registro de problemas vivenciados pelos professores das escolas objeto da pesquisa, o que está permitindo o estudo das principais dificuldades enfrentadas pela escola pública e a apresentação de indicativos para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a realidade das instituições de ensino de nosso Estado e Município.
Duas videoconferências promovidas pela FAPESB/IAT foram realizadas para apresentar os resultados a essas agências e aos professores do Estado. O presente seminário visa apresentar à comunidade da escola básica, como também aos professores, gestores, alunos e pesquisadores da educação, entre outras áreas, as análises até então realizadas sobre os temas apresentados e estudados a partir da realidade dessas instituições escolares.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Simpósio Internacional: A ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA

A ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA
História, Presente, Perspectivas
Simpósio Internacional
Universidade de São Paulo – FFLCH – Departamento de História
11, 12 e 13 de setembro de 2012 (9 às 22 horas)
Programação
3ª. feira 11 de setembro
09:00 h. (AH): DO PETISMO AO LULISMO: O PT ONTEM E HOJE: André Singer – Lincoln Secco – Tales Ab´Sáber – Cyro Garcia
09:00 h. (AG): ESQUERDA, DITADURAS E DIREITOS HUMANOS: Pedro Pomar – Jorge Souto Maior – Olgária Matos – Sergio Adorno
09:00 h. (CPJ): INTELECTUAIS E MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Bernardo Ricupero – Lidiane Soares Rodrigues – Marcos Napolitano – Maurício Cardoso
14:00 h. (AH): O COMUNISMO NA HISTÓRIA DO BRASIL: Milton Pinheiro – Apoena Cosenza – Frederico Falcão – Marly Vianna
14:00 h. (AG): CHINA E A AMÉRICA LATINA: Wilson N. Barbosa – Marcos Cordeiro Pires – Luis Antonio Paulino – Vladimir Milton Pomar
14:00 h. (CPJ): CUBA: PASSADO E PRESENTE DA REVOLUÇÃO: Luiz E. Simões de Souza – Joana Salém – Silvia Miskulin – José R. Máo Jr.
17:00 h. (AH): RECURSOS NATURAIS, ENERGIA E INTEGRAÇÃO CONTINENTAL: Ildo Sauer – Ariovaldo U. de Oliveira – Mónica Arroyo – Raimundo Rodrigues Pereira
17:00 h. (AG): PROGRAMAS SOCIAIS COMPENSATÓRIOS: SAÍDA DA POBREZA?: Ruy Braga – Eduardo Januario – Maria Cristina Cacciamali – Fúlvia Rosenberg
17:00 h. (CPJ):  PERU, EQUADOR, BOLÍVIA: INDIANISMO E COSMOVISÃO ANDINA: Vivian Urquidi – Enrique Amayo – Tadeu Breda – Mónica Bruckmann
17:00 h. (RXCP): LÍNGUAS E LITERATURAS: DISCURSOS DE RESISTÊNCIA: Elvira Narvaja de Arnoux – Graciela Foglia – Adrián Fanjul – Pablo Gasparini
19:30 h. (AH): A LUTA DOS ESTUDANTES NA AMÉRICA LATINA: Clara Saraiva – Alejandro Lipcovich – Lucia Sioli – Mario Costa
19:30 h. (AG): AMÉRICA LATINA NA GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL: André Martin – Leonel Itaussu A. Mello – Rodrigo Medina Zagni – Manoel Fernandes
19:30 h. (CPJ): O COMUNISMO NA AMÉRICA LATINA: Antonio C. Mazzeo – Marcos Del Roio – Victor Vigneron – Kennedy Ferreira
4ª. feira 12 de setembro
09:00 h. (AH): VENEZUELA E A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA: Rafael Duarte Villa – Gilberto Maringoni – Flávio Benedito – Flavio Mendes
09:00 h. (AG): REDES SOCIAIS, AÇÃO DIGITAL E ATIVISMO POLÍTICO: Sergio Amadeu – Raphael Tsavkko – Rodrigo Vianna – Luiz Carlos Azenha
09:00 h. (CPJ): BOLÍVIA: DA ASSEMBLÉIA POPULAR A EVO MORALES: Everaldo Andrade – Diego Siqueira – Cristian Henkel – Igor Ojeda
14:00 h. (AH): O MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Michael Löwy – Osvaldo Coggiola – Luiz Bernardo Pericás – Carlos Guilherme Mota
14:00 h. (AG): MÉXICO: DE ZAPATA AO ZAPATISMO: Waldo Lao Sánchez – Igor Fuser – Jorge Grespan – Azucena Jaso
14:00 h. (CPJ): EDITORAS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA: Marisa Midori – Flamarion Maués – Rogerio Chaves  – Sandra Reimão
17:00 h. (AH): O ANARQUISMO NA AMÉRICA LATINA: Edson Passetti – Marcos A. Silva – Ricardo Rugai – Margareth Rago
17:00 h. (AG): A ESQUERDA E O POPULISMO: Maria Helena Capelato – Maria Ligia Prado – Antonio Rago – Fernando Sarti Ferreira
17:00 h. (CPJ): COLÔMBIA: DA “VIOLÊNCIA” À GUERRA SEM FIM: Antonio Carlos R. de Moraes – Yuri Martins Fontes – Ana Carolina Ramos – Pietro Lora Alarcón
17:00 h. (RXCP): SOCIALISMO E ANTIIMPERIALISMO NA AMÉRICA LATINA: Vitor Schincariol – Carlos César Almendra – Fabio Luis – Alexandre Hecker
19:30 h. (AH): O MARXISMO NO BRASIL: Paulo Arantes – Dainis Karepovs – Armando Boito – Ricardo Musse
19:30 h. (AG): LUTA ARMADA NO BRASIL: UM BALANÇO: Carlos Eugênio Clemente – João Quartim de Moraes – Ivan Seixas – Antonio R. Espinosa
19:30 h. (CPJ): FEMINISMO E SOCIALISMO NA AMÉRICA LATINA: Fernanda Estima – Cecília Toledo – Sara Albieri – Janete Luzia Leite
5ª. feira 13 de setembro
09:00 h. (AH): PIQUETEIROS, FÁBRICAS OCUPADAS, SUJEITOS E MÉTODOS DE LUTA: Néstor Pitrola – Josiane Lombardi – Atenágoras Teixeira Lopes – Rodrigo Ricupero
09:00 h. (AG):  A ESQUERDA E O MEIO-AMBIENTE: Francisco del Moral Hernández – Mauricio Waldman – Ana Paula Salviatti – Gilson Dantas
09:00 h. (CPJ): SOCIALISMO E SOCIAL-DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA: Adalberto Coutinho – Gonzalo Rojas – Jorge Raffo – Claudio Batalha
14:00 h. (AH): A LUTA PELA TERRA NA AMÉRICA LATINA: Gilmar Mauro – Larissa Bombardi – Horacio Martins de Carvalho – Valeria De Marcos
14:00 h. (AG): A FRENTE DE ESQUERDA NA ARGENTINA (E O BRASIL): Luis Mauro S. Magalhães – Pablo Rieznik – Valério Arcary – João Batista Araújo “Babá”
14:00 h. (CPJ): AMÉRICA LATINA: IMUNE À CRISE?: José Menezes Gomes – Plínio de Arruda Sampaio Jr. – Leda Paulani – Ramón Peña Castro
17:00 h. (AH): A CLASSE OPERÁRIA NA HISTÓRIA LATINO-AMERICANA: Ricardo Antunes – Agnaldo dos Santos – Sean Purdy – Mauro Iasi
17:00 h. (AG): ESQUERDA, IGREJAS, DIVERSIDADE SEXUAL E HOMOFOBIA: Laerte – Horacio Gutiérrez – Jean Wyllys – Maria Fernanda Pinto
17:00 h. (CPJ): DILEMAS DA UNIVERSIDADE NA AMÉRICA LATINA: Gladys Beatriz Barreyro – Afrânio Catani – César Minto – João Flavio Moreira
17:00 h. (RXCP): PARAGUAI: DA TRÍPLICE ALIANÇA A ITAIPU: Cristiana Vasconcelos – Dorival Gonçalves Jr – Brás Batista Vaz – Filipi Canaveschi
19:30 h. (AH): AMÉRICA LATINA, A CRISE MUNDIAL E A ESQUERDA: Plínio de Arruda Sampaio – Jorge Altamira – Ricardo Canese – Valter Pomar 19:30 h. (AG):DROGAS, NARCOTRÁFICO E CAPITALISMO NA AMÉRICA LATINA: Henrique Carneiro – Julio Delmanto – Rosana Schwartz – José Arbex
19:30 h. (CPJ): A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO NO SÉCULO XXI: Zilda Iokoi – Lucelmo Lacerda – Valéria Melki Busin – Jung Mo Sung 
AH: Anfiteatro de História / AG: Anfiteatro de Geografia/ CPJ: Sala Caio Prado Júnior / RXCP: Reinaldo Carneiro Pessoa
Inscrições On-Line: www.esquerdaamlatina.fflch.usp.br     
Apoio: GMarx – NEPHE – CEMOP - Mouro      Entrada Franca   Serão fornecidos certificados de freqüência
Comissão Organizadora: Lincoln Secco – Osvaldo Coggiola – Rodrigo Ricupero – Jorge Grespan – Marcos A. Silva – Francisco Alambert
Co-Organização: PROLAM (Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina) - USP

Sob censura, greve na Universidade Federal de São Paulo completa 13 dias

Foto: mepr.org.br

Movimento grevista enfrenta retaliações como bloqueio na internet e corte no fornecimento de água; greve possui adesão da maioria dos alunos e professores.

José Neto
03/04/2012

Há cinco dias, a página no Facebook “Greve Unifesp” está bloqueada. Ao tentar abri-la na sexta-feira (30/03), a comissão de greve da Universidade Federal de São Paulo se deparou com o seguinte aviso: “Por motivos de segurança, sua conta está temporariamente bloqueada”. Diante disso, ontem (02/04), a comissão decidiu criar uma nova página. Desta vez, conseguiu manter-se no ar por apenas dez minutos, não conseguindo nem ao menos fazer uma postagem, até receberem outro aviso de que “devido à denúncia” a página deveria ser excluída, sem maiores explicações.

Além da censura na internet, o movimento também foi alvo de outra retaliação na última semana de março. O fornecimento de água por todo o campus foi interrompido – coisa incomum, de acordo com os grevistas, visto que nos períodos de aulas, com um número muito maior de estudantes presentes, nunca houve falta de água.

Motivos

A greve teve início no dia 22 de março, após assembleia realizada no campus da Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, com a presença de quase todos os alunos e docentes da universidade. A paralisação ocorre devido aos problemas na infraestrutura, transporte, moradia e representatividade da instituição, que hoje é gerida pelo município de Guarulhos.

Desde 2007, o campus de humanas está instalado no bairro dos Pimentas, com a promessa da prefeitura de São Paulo de que seria de forma provisória, e, que o quanto antes, o prédio definitivo seria construído. Porém, o campus continua no mesmo local, e agora com um número maior de cursos e de alunos.

Segundo a comissão de comunicação da greve, a universidade possui recursos federais destinados às suas atividades. As salas do CEU (Centro Educacional Unificado), segundo a comissão, que deveriam ser para uso dos moradores do bairro dos Pimentas, estão sendo utilizadas pelos alunos da Unifesp por falta de salas de aula.

“Não somos contra a colaboração da administração municipal, mas pensamos que os recursos federais devem ser melhor utilizados e de forma transparente”, comenta o estudante Jonatas Santiago, um dos membros da comissão.

Transporte e moradia

Grande parte dos estudantes vem de regiões distantes da cidade de São Paulo e enfrentam uma jornada diária de pelo menos duas horas em transporte público. O mesmo se compara com a realidade dos moradores, que antes mesmo da universidade, já vinham enfrentando o caos no trânsito desde a Marginal Tietê até à avenida Juscelino Kubitchek, no Pimentas.

Para Jonatas, a vinda do campus para o bairro só fez piorar a situação, pois são mais de 2 mil alunos que optam por morar nas proximidades da universidade, intensificando cada dia mais o aumento no valor dos alugueis e do custo de vida em geral.“Não existe moradia estudantil no campus Guarulhos e em nenhum outro campus da Unifesp originários do Plano de Expansão das universidades públicas."

Atividades

Apesar das dificuldades, alunos e professores realizam atividades em conjunto com os alunos do CEU, como a organização de um cursinho pré-vestibular para alunos da rede pública, atividades corporais como dança e capoeira.

Hoje (03/04), o movimento realizou um ato no vão do Masp para informar a população sobre os transtornos ocorridos na universidade. As próximas atividades da greve estão sendo divulgadas no blog greveunifesp.blogspot.com.br

Aluno ateu diz que foi perseguido por não rezar na aula

A atitude de uma professora que repreendeu um aluno ateu após ele permanecer em silêncio durante uma oração feita por ela causou polêmica em uma escola estadual de Minas Gerais. A informação é da reportagem de Ricardo Gallo publicada na edição desta terça-feira da Folha (a reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O caso ocorreu há duas semanas na escola estadual Santo Antonio, em Miraí, cidade de 13,8 mil habitantes que fica na Zona da Mata, a 335 km de Belo Horizonte.

Quem discutiu com a professora de geografia foi Ciel Vieira, 17, ateu há dois anos. "Eu disse que o que ela fazia era impraticável segundo a Constituição. E a professora disse que essa lei não existia".

Ao notar a reação do estudante, ela lhe disse, segundo o relato do aluno, que "um jovem que não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida". O aluno se irritou, os dois discutiram, e o caso foi parar na diretoria da escola. O garoto gravou parte da oração e pôs no YouTube.

Lila Jane de Paula, a docente, não quis falar com a reportagem. Procurada, a Secretaria de Estado da Educação informou que a professora foi orientada a não rezar mais dentro da classe.
Veja vídeo e gravação de voz na Fonte: Folha

Música e Revolução

Romeu Ferreira em destaque

Cinema na Uesb desta terça: “Quincas Berro D´Água”

Programa Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb

Pelo nono ano consecutivo, o Programa Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb realiza a mostra temática Abril Cinema Brasil, que exibe filmes nacionais. Desta vez, será prestada uma homenagem aos 100 anos de três grandes nomes da cultura brasileira: Jorge Amado, Nelson Rodrigues e Luiz Gonzaga. Nesta terça, 3, será exibido “Quincas Berro D´Água” (2010, 1h42min), de Sérgio Machado. A sessão acontece no Teatro Gluaber Rocha, às 19h30, com entrada franca, e todos estão convidados a participar. O comentário ficará por conta do historiador Marcelo Lopes.
Sobre o filme
Em Salvador, Quincas (Paulo José) é um funcionário público cansado da vida que leva. Um dia ele resolve deixar sua família de lado e cair na farra, ganhando fama como Quincas Berro D´Água, o rei dos vagabundos. Quando ele é encontrado morto em seu quarto, sua família resolve apagar os vestígios de sua fase arruaceira e lhe dar um enterro respeitável. Só que seus amigos surgem no local e decidem levá-lo para uma última farra.

Sobre a mostra
A mostra Abril Cinema Brasil apresenta ainda os filmes “Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Resende” (1981, 1h45min), de Braz Chediak, no dia 10, e “O Milagre de Santa Luzia” (2008, 1h44min), de Sérgio Roizenblit, no dia 17.

Mais informações, pelo telefone (77) 3425-9330.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

No dia da mentira, Hip-Hop se manifesta a favor da verdade!

Na virada dos anos 60 pra 70 nascia nos EUA o mais expressivo movimento cultural da atualidade, o       Hip-Hop. Massacrado pela classe dominante branca o povo preto se organizava em resistência às privações por ela impostas. E as artes do Hip-Hop surgem como alternativa de produção e consumo cultural dos guetos para os guetos, além de servirem como um canal de propagação das angustias e anseios dessa gente. Era uma época de muita efervescência política e de rebeldia. Era impossível o Hip-Hop nascer nesse ambiente e não ser “contaminado” por ele.  O mundo vivia a Guerra Fria. Os EUA diziam combater a “falta de liberdade” do bloco “socialista”, enquanto oprimia a parcela preta e de origem latina, da sua população. E não parava por aí. A partir de 1964 esse país financiou golpes militares pela América do Sul, e o Brasil foi o pioneiro dessa avalanche violenta e autoritária. 

O Hip-Hop chegou ao Brasil quando essa ditadura de 20 anos dava os seus últimos suspiros. Hoje vivemos uma ditadura disfarçada, que precisou adquirir novas formas para se manter por mais tempo sem despertar a inquietação da classe trabalhadora. Antigos recursos como a censura oficial hoje não existem mais. Se ainda houvesse, nossos eventos seriam proibidos, artistas da sena REP com projeção nacional como Racionais MC’s, GOG e Facção Central, só pra citar alguns, não teriam lançado nenhum de seus álbuns e poderiam estar até presos. Aliás, a prisão foi o destino de muita gente que de alguma forma expressou oposição ao regime militar, fosse artista, estudante, professor/a, operário/a e até mesmo militares. E lá sofriam as mais terríveis torturas, a ponto de muit@s não resistirem e morrerem. Durante esses 20 anos, foram centenas de pessoas assassinadas, milhares foram presas e torturadas, outras tantas perderam seus empregos, sem contar as que foram obrigadas a viver em um país estranho. 
De todos os países da América do Sul que viveram suas ditaduras militares, o Brasil foi o único que ainda nem começou a acertar as contas com os assassinos e torturadores do regime. Essa atmosfera de impunidade contribui bastante para que, trinta anos após o fim da ditadura, ainda se torture nas prisões do país, e também pra que tenhamos a policia mais letal do mundo. E, além disso, deixa também esses criminosos a vontade pra fazerem festa de aniversário do golpe como se todo esse terror fosse motivo de comemoração. 

Primeiro de abril é o dia em que o golpe militar faz aniversário. Fazendo jus ao dia da mentira, nossos milicos resolveram chamar o golpe de REVOLUÇÃO. Comprometid@s que somos com a preservação da história e da memória de quem deu a vida lutando contra a tirania burguesa/militar orquestrada pelo imperialismo estadunidense, viemos manifestar repúdio a qualquer referência elogiosa que se faça a essas duas décadas de extrema repressão. Também nos manifestamos a favor da abertura dos arquivos onde se encontram documentos relativos a esse período recente da nossa história, assim como a identificação e punição – com o mesmo rigor aplicado aos criminosos civis pobres – de todo agente do estado, de qualquer patente, que cometeu crimes em seu nome.

                                                                                                                                                                                                     Coletivo de Hip-Hop LUTARMADA e GBCR

Comício em beco estreito

Imperdível e muito oportuno, quando o assédio politiqueiro se aprofunda. Assista, ria e indique leitura em suas redes sociais.

domingo, 1 de abril de 2012

Estudantes e pesquisadores contra transformação da USP em linha de produção de mestres e doutores

Estudantes e pesquisadores da USP realizaram hoje um ato em frente à Reitoria pedindo seis meses de diálogo na comunidade acadêmica antes que o novo regimento da Pós-Graduação seja aprovado. As alterações no Regimento prometem apressar a produção acadêmica - sendo que a USP já é a universidade que mais produz doutores no mundo.
                                                                                                                                                                        André Cristi e Caio Sarack

São Paulo - Enquanto o Conselho Universitário (CO) da USP se reunia para discutir o novo regimento de Pós-Graduação da instituição, estudantes e
pesquisadores promoveram ato contestando algumas das mudanças propostas pela Pró-Reitoria. Segundo eles, as alterações no regimento só intensificam a pressão produtivista na universidade.
Entre as mudanças, há a supressão do artigo que determinava a gratuidade da Pós-Graduação pública e a redução do tempo para a qualificação do projeto de pesquisa. O regimento de 2009 previa quatro anos para o pesquisador concluir seu mestrado, sendo que a qualificação poderia ser feita em pouco menos de dois anos e meio. O novo regimento prevê apenas 18 meses para a qualificação do mestrado.
Segundo Fábio Luiz Franco, mestrando em Filosofia, "essa redução torna o tempo para a qualificação de um mestrado muito escasso, já que durante esse tempo, além da qualificação, precisa se concluir três matérias. O tempo até o exame de qualificação ficou exiguo e, além disso, o regimento exclui a possibilidade de requalificação." Sobre a supressão do artigo referente à gratuidade da pós-graduação, Franco comentou: "Se essa supressão foi feita por uma questão de estilo, por economia jurídica - já que o artigo que proíbe a cobrança está na Constituição Federal - outros artigos deveriam ter sido retirados e não foram".
A internacionalização da USP é o grande objetivo das alterações propostas pela Reitoria, segundo declarações públicas da Pró-Reitoria de Pós-Graduação. Através da adaptação de seu regimento à Declaração de Bolonha (documento de 1999 que visava tornar semelhante o Ensino Superior de toda a Europa, facilitando a circulação de estudantes). Os pós-graduandos reunidos em assembleia publicaram uma carta aberta dizendo que a internacionalização se dará sob risco de transformar a pós-graduação da instituição numa anomalia dentro do sistema nacional de pós-graduação, ameaçando ainda mais a possibilidade de concessão de bolsas.
“O projeto de pós-graduação tem consequências muito mais amplas do que a Reitoria admite”, afirmou Franco. “Internacionalizar a universidade e exigir a escrita acadêmica em inglês interdita, por exemplo, a possibilidade de produção e vocabulário científicos em português.” A qualidade de projetos acadêmicos na USP já é medida por indicadores quantitativos, tais como a quantidade de bancas que contaram com examinadores estrangeiros e o número de docentes que fizeram ao menos uma viagem ao exterior.
A única modificação que parece unânime na comunidade uspiana é a concessão da licença maternidade, reivindicada desde 2008. Sobre os vários dissensos ligados ao regimento, os pesquisadores que convocaram o ato de hoje entendem que a elaboração de uma proposta de alteração regimental como essa não pode ser realizada sem a criação de espaços de debate e consulta que possam garantir a ampla participação de estudantes e professores, em vários níveis, desde grupos de trabalho abertos até as Comissões de Pós-Graduação de cada unidade.

Sem o Piso, eu não piso na Escola!