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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Teste Seletivo em História do Brasil na Unioeste


Unioeste publica chamada para Teste Seletivo em História do Brasil, para contratação de professor temporário (2 anos de contrato). O salário bruto, com dedicação exclusiva, é de R$ 4.389 para mestre e R$ 6.657 para doutor.
A Inscrição é até 28.5, e a Prova (didática) é no dia 26.6
O requisito é graduação em história e mestrado em história ou áreas afins (especificadas no edital)
Informações - http://www.unioeste.br/concursos/

Vaga para História do Brasil – Pontos Programáticos
1. Tensões e conflitos no Brasil colônia: história e historiografia;
2. Do Império à República – Processo Sociopolítico: história e historiografia;
3. Movimentos sociais no Brasil República;
4. A legislação trabalhista e a condição operária no Brasil (1890-1964);
5. Debate historiográfico sobre o Golpe de 1964 no Brasil;
6. Neoliberalismo no Brasil: história e historiografia

terça-feira, 15 de maio de 2012

Professores da UFCG deflagram greve por tempo indeterminado a partir do dia 17/05


Os professores da UFCG aprovaram hoje (14/05) pela manhã, por unanimidade, em assembleia geral, a deflagração de greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira (17/05). A categoria reivindica a reestruturação da sua carreira, com a valorização do piso, melhoria das condições de trabalho docente das IFES e incorporação das gratificações ao salário. A assembleia aconteceu no Auditório da Unidade Acadêmica de Arte e Mídia.
A decisão da assembleia considerou que a edição da Medida Provisória 586, que foi editada pelo Governo para substituir o Projeto de Lei 2203/11, que está tramitando no Congresso e que atenderia os objetivos do acordo emergencial firmado em 2011, e não cumprido pelo Governo, é insuficiente para atender as reivindicações da categoria, porque a principal demanda dos professores é a reestruturação da carreira docente, que hoje possui inúmeras distorções e defasagens.
A negociação da reestruturação vem se arrastando deste o ano passado, sempre com o governo não oferecendo contrapropostas aos docentes, apesar de avaliar que a proposta de carreira apresentada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – ANDES-SN é bem fundamentada e resolveria muitos dos problemas existentes na atual carreira. Ao mesmo tempo, o Governo tem sempre se negado a avançar nas negociações alegando é preciso antes avaliar o impacto financeiro da reestruturação. 
Os professores avaliaram na assembleia que o Governo Federal só editou a Medida Provisória para substituir o PL 2203/11 porque a categoria mobilizou-se e ameaça entrar em greve. Por outro lado, vários os docentes durante a assembleia também ressaltaram a intenção do Governo em desmobilizar a categoria ao editar a Medida Provisória sobre o acordo nas vésperas do início da greve, quando o acordo emergencial deveria ter entrado em vigor até o final de março.
A aprovação de greve aconteceu por unanimidade dos 78 professores presentes na assembleia. Assim que a decisão foi tomada, os docentes iniciaram a formação do Comando Local de greve e a escolha de um representante e um suplente da ADUFCG no Comando Nacional de Greve, que funcionará em Brasília. Os Comandos serão instalados na quinta-feira pela manhã. Dezoito professores, além dos integrantes da diretoria, já integram o Comando Local.
Também na quinta-feira acontecerá uma paralisação que está sendo convocada pelo Fórum das Entidades representantes dos Servidores Públicos Federais. Um café da manhã está sendo programado para acontecer em frente ao portão principal da UFCG, em Campina Grande, como parte da mobilização.
 Fonte: ADUFCG

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Acusada de irregularidades, USP começa a 'julgar' estudantes

Protestos contra autoritarismo na USP resulta em mostras
de intolerância, como querer expulsar alunos.
 (Foto: ©Daniel Marenco/Folhapress)
Primeiros depoimentos serão entre os dias 16 e 22. Advogados que auxiliam na defesa dos alunos consideram inconstitucional o processo que pode resultar na expulsão de 54 pessoas.
Por Tadeu Breda,
Publicado em 14/05/2012, 08:16
Protestos contra autoritarismo na USP resulta em mostras de intolerância, como querer expulsar alunos (Foto: ©Daniel Marenco/Folhapress)
São Paulo – A administração da Universidade de São Paulo (USP) começa na próxima quarta-feira (16) a colher o depoimento dos estudantes que ocuparam o prédio da Reitoria em novembro de 2011 em protesto contra a presença da Polícia Militar no campus do Butantã, zona Oeste de São Paulo, e à detenção de três estudantes que fumavam maconha na Cidade Universitária. Até agora, 34 alunos foram convidados a prestar esclarecimentos à Corregedoria da USP. As primeiras inquirições ocorrem até o dia 22. No total, 54 estudantes estão sendo processados e correm sérios riscos de expulsão – ou, nas palavras da reitoria, eliminação – da universidade.
“Os processos administrativos em andamento dizem respeito a ações ilícitas, como invasão, depredação de bem público, vandalismo, supressão de documentos, impedimento do direito de ir e vir de professores, alunos e funcionários, entre outras”, diz a USP, por meio de sua assessoria de imprensa, após negar-se a conversar com a Rede Brasil Atual. “Essas ações são consideradas como crimes pelo Código Penal Brasileiro. O poder disciplinar fundamenta-se na Constituição Federal de 1988 e no direito administrativo geral brasileiro.”
Mas o grupo de advogados que colabora com a defesa dos estudantes tem outros argumentos. “As acusações estão previstas no artigo 250 do Regimento Disciplinar da USP”, esclarece o coletivo. A normativa foi definida pelo Decreto 52.906, baixado pelo então governador-interventor de São Paulo Laudo Natel em 27 de março de 1972, durante a ditadura militar. Talvez por isso o documento classifique como “infração disciplinar”, entre outras, a prática de ato atentatório à moral e aos bons costumes, a promoção de manifestações e propaganda político-partidária, a afixação de cartazes fora dos locais a eles destinados ou o apoio a ausências coletivas nos trabalhos escolares.
“É importante frisar que a Constituição Federal de 1988 estabeleceu algumas garantias individuais, dentre elas a liberdade de manifestação e organização política, que são naturais num Estado que se pretenda democrático”, dizem os advogados. “Entretanto, o artigo 250 do Decreto afronta claramente a Constituição, que é a lei maior do país. Portanto, é incompatível com uma universidade democrática.”

Provas
O grupo que colabora com a defesa dos estudantes explica que o único elemento que sustenta os processos administrativos movidos pela USP – em outras palavras, a única prova de acusação – é o Boletim de Ocorrência lavrado pelos policiais militares em 8 de novembro de 2011, dia em que a Tropa de Choque cumpriu ordem de reintegração de posse e retirou os ocupantes do prédio da reitoria. “Mas o documento serve apenas para registro do fato, não tem força probatória”, diz o coletivo. “O B.O. é explícito ao afirmar que nenhuma conduta foi individualizada. Assim, a atitude da universidade é contrária ao próprio boletim, que traz apenas a acusação genérica de 'falta grave'. E o Decreto 52.906 não define o que é 'falta grave'.”
Os advogados lembram que um dos principais direitos do acusado num Estado democrático é o de receber uma boa acusação, que individualize a conduta irregular e especifique exatamente o que lhe está sendo imputado. “Somente a partir disso é que a ampla defesa pode ser exercida em sua plenitude. E não é isso que acontece nos processos administrativos em curso”, explicam. “A Constituição afirma que não é possível punir alguém sem individualizar condutas. Essa tentativa de 'imputação coletiva', portanto, é completamente descabida do ponto de vista jurídico.”
Outra particularidade da ação que corre na USP é a onipotência da administração universitária em colher o depoimento dos acusados, julgar as ações e estipular punições. “O regimento interno dá margem indiscriminada para o aplicador da sanção: fica a seu total critério estipular, a partir de uma falta disciplinar qualquer, qual será a pena do acusado”, diz o grupo que auxilia na defesa dos alunos. Já que não existem regras pré-fixadas, a reitoria poderá punir os alunos a seu bel prazer. E a depender do ofício enviado aos estudantes em abril, convocando-os para prestar depoimento, o processo administrativo visa à sua “eliminação” dos quadros universitários.

Perseguição
Uma das pessoas que receberam o documento – com a assinatura do próprio reitor, João Grandino Rodas – foi Rafael Alves, 30, matriculado desde 2011 no curso de Letras. Rafael será um dos primeiros a depor, já na quarta-feira. É um dos poucos que aceitam falar abertamente sobre o caso: está convencido de que sofre perseguição política devido à sua atuação no movimento estudantil da USP. “Já fui expulso da universidade uma vez por participar de manifestações em defesa da moradia estudantil. O reitor cita meu nome nas entrevistas que concede à imprensa”, lamenta. “Por isso, quanto mais visibilidade meu caso tiver, melhor.”
O estudante conta que não estava ocupando a reitoria no dia em que a Cidade Universitária foi sitiada pela Tropa de Choque. “Era integrante do movimento como membro da comissão de negociação. Estava participando da ocupação, mas não estava dormindo lá quando a polícia chegou”, argumenta. “Estava do lado de fora, protestando, e fui levado para o interior do prédio pelos próprios policiais.” Rafael conta que não foi o único: outros alunos que faziam pressão em frente à reitoria, denunciando a ação truculenta da PM, também acabaram lá dentro. Alguns deles eram moradores do Conjunto Residencial da USP, que fica ao lado da reitoria, e acordaram de madrugada com as bombas e os ruídos do helicóptero que acompanhou a operação.
“Tenho tudo filmado. Apareço em imagens da televisão do lado de fora do prédio, antes da entrada da polícia. Não estava cometendo crime nenhum”, explica. “E os companheiros que estavam na reitoria dormiam quando os policiais chegaram. Isso está no B.O., que também diz que os estudantes foram presos em flagrante pelo crime de depredação do patrimônio público. Como é possível, se estavam dormindo?”
Rafael adianta que, no depoimento, terá todas as condições de provar sua inocência, inclusive com testemunhas. “Só não sei se será suficiente”, pondera, demonstrando total falta de confiança na isenção da comissão designada para apreciar seu caso – três professores escolhidos pela universidade, cujos nomes permanecem em sigilo. A lisura do processo tampouco lhe dá esperanças. “Tendo a acreditar que o resultado será aquele que o reitor quiser.”
Na quarta-feira haverá uma manifestação organizada pelo movimento estudantil para denunciar o processo administrativo e a perseguição política na USP. A marcha começará em frente à reitoria, no campus do Butantã, e seguirá até a sede da Procuradoria da Universidade, na Rua Alvarenga, também na zona Oeste da capital. “Queremos chamar a atenção para o fato”, justifica Rafael. “Caso sejamos punidos com a eliminação, que a sociedade ao menos tome conhecimento das irregularidades.”

Governos do Brasil: de Escolas e presídios

Dados impressionantes. Reveladores da vocação do governo neoliberal do Brasil. Contra fatos não há argumentos!

O mundo em defesa da Educação pública


VII Seminário do Trabalho


O teatro épico numa perspectiva dialética


Karl Marx e o Estado burguês


domingo, 13 de maio de 2012

MOISÉS SALES: SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES DA BAHIA


VEJAM O QUE DIZ O ADVOGADO MOISÉS SALES SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES DA BAHIA.

12/05/2012

Assunto: Greve dos Professores
Tenho recebido e-mails da professora Huanda e de outros seus colegas a respeito desse tema que me é caro e recorrente na minha atuação como advogado que sou de professores, particularmente dos professores da UNEB.
A imprensa não tem sido muito feliz quando verbera e reverbera que a GREVE FOI DECRETADA ILEGAL. Na realidade, por ignorância ou má-fé está fazendo o jogo do estado.
Como ouço pouca gente, melhor, ninguém dizendo nada a respeito desse terrorismo, gostaria de dar a minha opinião e o meu apoio aos professores com as informações que passo a lhes trazer.
Pela ordem natural das coisas, explico que nas greves dos anos de 2003, 2005, 2007 e 2011 patrocinei mandados de segurança contra CORTES ILEGAIS de salário dos então professores grevistas. Em todos aqueles anos a ADUNEB, associação dos professores da UNEB, obteve LIMINARES favoráveis na mais alta instância da justiça baiana (tribunal pleno do TJ/BA), ordenando o pagamento de salários e a suspensão do corte na folha, PLANSERV, CREDICESTA etc.
Nos anos de 2003 e 2005, nos 45 do segundo tempo, o estado consegui cassar essas liminares junto ao supremo tribunal federal até que aquela corte máxima, no ano de 2007, reviu seu entendimento sobre o tema greve no serviço público e, aplicando a lei voltada para o assunto na iniciativa privada, passou a ver como ilegítimo o corte salarial naquelas circunstâncias, de modo que o governo Wagner se viu obrigado a pagar os salários daqueles momentos, como de fato os pagou, ainda que a contragosto.
Desde 2007 já estávamos na era Wagner e sua gestão, sua assessoria nas movimentações de contragreve, passou a adotar medidas surpreendentemente inusitadas para quem passou toda uma vida apoiando a classe trabalhadora. Asseguro-lhes que, nem mesmo nas gestões carlistas, o ESTADO DA BAHIA ousou patrocinar ações civis públicas para discutir (e impor midiaticamente) e declarar essa ou aquela greve ilegal.
E assim o fez, o governo Wagner, na greve dos médicos, na greve dos professores universitário, na greve dos policiais e agora na greve dos professores da rede estadual. e em todas, a justiça de primeira instância na Bahia houve por ordenar liminarmente o retorno dos trabalhadores aos seus postos, que não quer dizer necessariamente que a greve é ilegal como a propaganda oficial induz na tentativa de enfraquecer o movimento... Fiz esse esclarecimento numa das assembléias da ADUNEB para qual fui convocado, como os Srs. podem ver no link.
Não sei quais ações ou se de fato o sindicato de vocês (APLB) chegou a demandar alguma ação, mas, se de algum modo eu puder contribuir com minha solidariedade aos professores e ao seu ente sindical, ficam aqui estas informações, bem como anexo o mandado de segurança que fiz na GREVE/2011 dos seus colegas professores universitários, além da própria CONTESTAÇÃO à AÇÃO CIVIL PÚBLICA que o governo Wagner moveu contra a ADUNEB bem como o recurso de AGRAVO DE INSTRUMENTO e do próprio PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO que interpus contra a decisão LIMINAR que ordenou o retorno aos postos de trabalho, arquivos estes (todos em Word para que os advogados do sindicato possam adaptá-los se isso ainda for possível) que falam por si sobre toda esta estória de informação e contrainformação jurídica (e quiçá midiática). apenas para que acreditem no que lhes digo, a GREVE/2011 dos professores da UNEB acabou mas a bendita AÇÃO CIVIL PÚBLICA continua tramitando e seus efeitos pendem no que se refere à discussão sobre a multa aplicada pelo juiz da ordem de 5.000,00. e até agora, nada de declaração via SENTENÇA de ilegalidade daquela greve...
Como a mídia não parece muito mais interessada sobre o assunto e a internet é esse meio de difusão surpreendente, peço que cada um repasse esse e-mail para sua rede de colegas esperando que essas informações possam lhe ser realmente úteis.
Professores da rede estadual, boa sorte!
Moisés Sales

Não te rendas...


124 anos SEM ABOLIÇÃO


sexta-feira, 11 de maio de 2012

CONTRA QUEM JAQUES WAGNER ESTÁ LUTANDO


Imagem: sujeitosurdo.blogspot.com

Mais que uma homenagem às mulheres e às mães, às negras, um resgate da História do povo brasileiro!

Elisângela Sales Encarnação*
Luís Gama definiu assim, sua mãe, Luísa Mahin: “Minha mãe era baixa, magra, bonita, a cor de um preto retinto sem lustro, os dentes eram alvíssimos, como neve. Altiva, generosa, sofrida e vingativa. Era quitandeira e laboriosa”. Hoje, Luís Gama é um conhecido abolicionista baiano. Dona Luísa, poucos conhecem.

Poucos sabem que ela transformou sua casa em quartel general para encontros que prepararam o Levante dos Malês (1835), a Sabinada(1837). Ela, e muitas outras anônimas das quais a História não fala. Das quais os livros didáticos não registram o nome. Mulheres negras como Zeferina, líder do quilombo do Urubu, na Bahia (1826); Emereciana, Gertrudes, Maria das Chagas, Maria da Conceição, Agostinha, Tereza, Ana Romana, Domingas Maria do Nascimento, Luiza Franscisca Araujo, Lucrecia Maria Gercent, Vivência.  Todas elas envolvidas no levante dos Malês e na Revolta dos Búzios, importantes movimentos de luta contra a escravidão, de resistência à opressão e luta pela liberdade.

Mulheres silenciosas que, com sua ação cotidiana, deveras corriqueiras, levavam e traziam informações em seus tabuleiros, nos seus bustos fartos, enrolados nas anáguas. Suas casas recebiam reuniões e conspirações à boca da noite, escondiam negros fugidos. Seus olhos e ouvidos atentos na casa dos brancos rendiam informações valiosas.

Sem elas a História não seria a mesma. Mulheres sofridas, privadas de liberdade, separadas de seus filhos e maridos, assediadas por seus senhores. Mas, resistentes. Incansáveis. Pacientes. Valentes!

No século XX vimos mãe Aninha, mãe Menininha, mãe Estela, entre tantas outras, lutarem contra a invasão da polícia de seus terreiros, de suas casas. Negação às suas crenças, à sua cultura, à sua identidade e fortaleza. E resistiram!

Para as mulheres negras baianas a vida nunca foi fácil. Superar a tríplice discriminação: ser negra, mulher e pobre. E conseguiram. A educação foi um dos caminhos abertos na luta para alcançar melhor posição educacional, social.

E, quando a partir das décadas de 1930/50/70, a urbanização e a industrialização diversificaram as profissões/ocupações masculinas, os homens foram se afastando do magistério e essa carreira foi invadida por mulheres sedentas de independência, respeito, conhecimento. Nesse mesmo movimento, os poderes públicos patriarcais, percebendo essa crescente presença feminina, vêm desvalorizando a categoria e seus salários.

Quando, em 1918, os/as professores/as do município de Salvador deflagraram uma greve contra as péssimas condições de trabalho e salários, a participação feminina foi maciça. No entanto, até os jornais da época duvidavam da importância dessas mulheres e, em nota publicada no Diário da Bahia, se lê o desprezo ao pleito, uma vez que “o professorado municipal, classe esta que, por ser constituída em sua maior parte, por senhoras, e não ter expressão eleitoral, nem interferência na administração...” obviamente não deveriam ter por sua causa nenhum tipo de apreço.

Mas D. Eluisina de Mattos Lemos, D. Maria do Carmo Trindade Soares, Jovina de Castro Senna Moreira, Anna Moreira Bahiense, Jesuína Beatriz de Oliveira, Emilia de Oliveira Lobo Vianna, Sidônia Alcântara, Laura Baraúna, Stela Lemos, Amélia Bahia, Maria Amélia Rabelo, Augusta Franca Neves, Laura Cardoso, dentre tantas outras professoras, não se intimidaram e lutaram.

Mesmo quase um século depois, não é essa a postura do nosso atual governador Jaques Wagner? Mesmo hoje, podendo votar e participar da administração pública via muita luta, ele ainda não teima em nos tratar com desprezo?

A CATEGORIA DE PROFESSORAS/ES DA REDE ESTADUAL DA BAHIA CONSTA HOJE COM MAIS DE 40 MIL TRABALHADORAS/ES, EM SUA MAIORIA, MULHERES E NEGRAS. Herdeiras dessa História de lutas. Dessa resistência! Somo tataranetas, bisnetas, netas, filhas e mães dessas e, de tantas outras mulheres, que a História nunca citou o nome, mas que foram essenciais para nossa cultura, valores, para nossas vidas. Elas nos ensinaram a lutar e nos legaram a resistência que toda Mulher Baiana, Brasileira, Negras, Brancas e Índias precisaram e precisam ter para sobreviver e vencer nesse mundo ainda patriarcal, machista e racista.

Pois bem, Jaques Wagner: agora você já sabe contra quem está lutando, você só engrossa os séculos de opressão aos quais já estamos acostumadas a resistir. As vezes, as lutas são tão difíceis e o vento sopra tão forte, que, como os coqueiros, nos vergamos até o chão, mas quando a tempestade passa, estamos lá, de pé. RESISTENTES!

PARABÉNS A TODA MULHER, PROFESSORA E MÃE NESSA DATA TÃO ESPECIAL!

*Mulher Negra. Professora. Mãe. Graduada, Especialista e Mestre em História.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Titãs - Vossa Excelência - VMB 2005


NOTA PÚBLICA DO GRUPO TORTURA NUNCA MAIS/RJ


SOBRE “DESAFIA O NOSSO PEITO” E “UM TEMPO PARA NÃO ESQUECER”.

O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ vem tornar público seu repúdio às tentativas que se fazem de desqualificar e, mesmo, denegrir as histórias de resistência daqueles que, corajosa e generosamente, se opuseram à ditadura civil-militar implantada em nosso país. Tais tentativas encontram-se não só nas histórias “oficiais” — que ainda hoje criminalizam esses combatentes — mas também em uma certa lógica policial individualizante que culpabiliza exclusivamente o sujeito, isolando-o de seus inúmeros atravessamentos sócio-políticos, históricos etc.
Esta lógica policialesco-individualista — que denigre e mancha a memória de alguns companheiros — encontra-se presente em dois livros que falam de nossa história recente: “Desafia o nosso Peito” de Adail Ivan de Lemos e “Um Tempo para Não Esquecer” de Rubim Santos Leão de Aquino. Utilizando-se do mesmo modo de pensar que o Estado ditatorial brasileiro quando classificava os resistentes como “inimigos do regime”, os autores citados fazem uso de categorias tais como: “infiltrados, dedos-duros, X-9, cachorros, colaboradores, traidores, delatores”, dentre outras. Em especial, no livro “Desafia o Nosso Peito” há tabelas ridículas que nomeiam os presos políticos — muitos já mortos e desaparecidos — que à época “abriram, delataram, colaboraram, traíram e se infiltraram”, dentre outras afirmações perigosas e, mesmo, estarrecedoras. Lembram-nos em muito, os documentos ditos sigilosos, confidenciais e secretos da repressão.
Para que e a quem servem tais desinformações? O que elas produzem, especialmente no momento atual quando o governo brasileiro é condenado pela OEA e se instala uma Comissão da Verdade consentida? Como ficam os familiares e amigos dos companheiros citados nesses livros vendo-os enquadrados nas categorias apresentadas?
Embora a Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ à época, Cecilia Coimbra, tenha prefaciado o livro “Um Tempo Para Não Esquecer”, de Rubim Aquino, a gravidade de tal lógica — presente no capítulo “Colaboradores, Infiltrados e Informantes do Regime Ditatorial” — passou, lamentável e infelizmente, despercebida.
Por este motivo e através desta Nota, a atual Vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, Cecilia Coimbra, vem a público comunicar que retira seu prefácio do livro do Prof. Aquino para próximas edições.
O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ entende que tal lógica policialesca em nada se diferencia dos discursos belicistas, acusatórios e difamatórios com os quais nos confrontamos ao longo dos últimos 40 anos, advindos dos setores mais conservadores da sociedade brasileira. Sendo assim, o Grupo Tortura Nunca Mais/RJ reafirma sua posição de cuidado e respeito ao falar de nossa história, de seus personagens e utopias, do que aconteceu, quando aconteceu, como aconteceu, bem como quanto a identificação dos responsáveis pelas violências então cometidas. Tudo isso implica em pensar a história de um outro modo, como uma postura ético-política, em especial para com aqueles que não estão mais entre nós para testemunhar os horrores pelos quais passaram.
É a ditadura civil-militar e seu terrorismo de Estado que devem ser investigados, esclarecidos, divulgados e responsabilizados!
Pela Vida, Pela Paz!
Tortura Nunca Mais!
Diretoria do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ
Rio de Janeiro, 07 de maio de 2012.

Ester, Verônica e Fabíola

Agradeço a vocês pelo poema a três vozes e três lágrimas.
Três mulheres rodeadas por tantas mulheres, lindas
Sensíveis, que rodeiam a terra
Que me cerca e me consome.
Umas mães, outras não.
Todas mulheres, todas a caminhar
Nesse chão que me dita poesia.
Poesia, nome de mulher.
Poesia, mãe, irmã das palavras
E do sentir.
Poesia que corre as tuas curvas
Teus olhos e carinho.
Poesia que afaga teus cabelos e lábios.
Poesia que beija as tuas orelhas.
Sim, meu poema triste
Por ter perdido uma mãe.
Mas alegre por uma mulher
Ter me dado a vida
Para que eu possa olhar
A vocês me dando amor.
E me transformando em poeta.

JeanClaudio
  07/05/09
 

Homens de Caminho


Edições UESB convida para o lançamento do livro da Professora Isnara Pereira Ivo


Homens de Caminho:
Trânsitos culturais, comércio e cores nos sertões da América portuguesa. Séculos XVIII.


Local: Museu Pedagógico da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – Praça Sá Barreto, s/n, Bairro Cruzeiro. Vitória da Conquista, Bahia. CEP 45.040.070

“Homens de caminho” focaliza os intercâmbios mercantis entre os interiores das antigas capitanias de Ilhéus e Porto Seguro, incorporados à da Bahia e anexados depois à de Minas Gerais, desenvolvidos num processo que ela denominou de “interiorização do império português”, para definir conquista, ocupação e exploração econômica dos sertões. Diferentemente de uma antiga historiografia que concebia o sertão como pobre e isolado, a autora define os espaços estudados, apresenta os agentes da apropriação territorial, colonização e trânsitos comerciais e caracteriza os caminhos pelos quais se empreendiam essas relações de trocas, que extrapolavam as afinidades sociais e culturais. Seu estudo dialoga com as fontes documentais e bibliográficas, desde as crônicas coloniais às elaborações fundamentadas em novos paradigmas teóricos e metodológicos. Aborda criticamente os fatos, confronta metodologias, ressalta o papel das vias de comunicação e do comércio legal e ilegal. Desvenda ainda os trânsitos de culturas de um a outro lado do Atlântico, as formas de pensar dos colonizadores e seus métodos administrativos, sem, no entanto, priorizar as iniciativas de bandeirantes paulistas, como preferiam os antigos historiadores. A historiadora concebe os sertões como múltiplos, assim como suas gentes que têm nomes, rostos e cores num espaço, considerado por ela, como social mestiço e multicor.

Mulher paralisada há dez anos por derrame defende tese de doutorado


CLÁUDIA COLLUCCI
Ela não fala, não come, não se move. Mas pinta, estuda e ensina arte a crianças que nasceram com paralisia cerebral. Tudo isso usando o olhar, um leve movimento de queixo e um programa de computador desenvolvido especialmente para ela.
Nesta quarta, às 14h, a artista plástica Ana Amália Tavares Barbosa, 46, defende sua tese de doutorado em arte e educação no Museu de Arte Contemporânea da USP, iniciada quando já estava paralisada.
O estudo, intitulado "Além do Corpo", é fruto de três anos de trabalho com artes visuais desenvolvido com um grupo de seis crianças com lesões cerebrais, atendidas na Associação Nosso Sonho, onde Ana também leciona.
Todas as crianças usam cadeiras de rodas, não falam e têm dificuldade de enxergar. Assim como a professora.
A arte-educadora Ana Amália Barbosa, que há
 dez anos não fala, não anda e não se move. Ainda
 assim defenderá tese de doutorado.
Foto: 
Marlene Bergamo/Folhapress.
Em 2 de julho de 2002, exatamente no dia da defesa da sua dissertação de mestrado na ECA (Escola de Comunicações e Artes), Ana Amália sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no tronco cerebral e ficou tetraplégica, muda e disfágica (não consegue mastigar e engolir).
"Ela começou a passar mal quando uma das pessoas da banca não apareceu porque confundiu as datas. No hospital, foi perdendo os movimentos, começando pelas pernas", conta a mãe Ana Mae Barbosa, 75, professora aposentada da Faculdade de Educação da USP.

O pai, João Alexandre Costa Barbosa (morto em 2006), crítico literário e também professor aposentado da USP, acompanhava a filha.
Ele relatou à mulher as últimas palavras de Ana Amália. Ao escutar o médico perguntando se ela era muito nervosa, disparou: "Por que vocês médicos sempre acham que a culpa é do paciente?".
Como sequela, Ana Amália ficou com síndrome do encarceramento ("locked in"), retratada no filme "O Escafandro e a Borboleta" (2007).
"No primeiro ano, ela só dizia: 'eu quero morrer'. Depois, voltou a se apossar da vida", diz a mãe.
Foram 40 dias de UTI e quatro meses de internação até Ana Amália voltar para casa. A família conta com três enfermeiras, que se revezam 24 horas, duas fonoaudiólogas e duas fisioterapeutas.
Com a cognição e a memória preservadas, Ana se comunica por meio de um cartão com letras e de um programa de computador, desenvolvido pelas redes Sarah (Brasília) e Lucy Montoro (SP).
O atual desafio é fazer com que ela mastigue e engula a comida. Ana usa um cateter ligado ao estômago.
Ana Mae consulta a filha o tempo todo. "Quantos semestres você cursou psicologia na PUC como ouvinte? Dois, três, quatro." Ao ouvir quatro, Ana pisca os olhos. "Ela é a minha memória."
A terceira Ana da casa, Ana Lia, 11, tinha apenas um ano e oito meses quando a mãe sofreu o AVC. "Aos poucos, ela aprendeu a interpretar meus olhares", escreve, com os olhos, Ana Amália. Os desenhos também foram (e continuam sendo) uma conexão entre as duas.

DOUTORADO



No projeto de doutorado, Ana Amália trabalhou, com a ajuda de assistentes, a percepção corporal dos alunos.
Uma das atividades foi desenhar o contorno dos corpos em papel, depois recortá-los e pintá-los. Por fim, construir cenas nas quais os corpos brincam. "Eles exploram o espaço já que não podem fazê-lo na vida real, pois estão presos à cadeira de roda."
Outra preocupação foi a inclusão cultural dos alunos. Ana Amália os levou a espaços como o Instituto Tomie Ohtake e o Jardim de Esculturas (Parque da Luz).
Pergunto qual é sua principal dificuldade. "Conviver com a invisibilidade."
Fonte: Folha

LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE

Atividade do LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE na Calourada Unificada da UESB.

Sexta 18/05 as 14:00 no estacionamento da biblioteca da UESB

_____
Roda de conversa com o tema: Universidade pra que(m)????

Vai rolar tambem

*Oficina de Batucada de Lata
*Oficina de Stencil (levem suas camisas pra gente pintar)
*Apresentaçao de Hip Hop
*Apresentaçao e oficina de Breack
*Grafitagem
*Muita discussao e Agitaçao

COMPAREÇA
APAREÇA
CONSTRUA
SE LEVANTE!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

A Greve dos Professores estaduais e a verba do FUNDEB

O Governo da Bahia, na pessoa do Sr. Jacques Wagner, deve explicações acerca da verba do FUNDEB: onde foi parar o dinheiro? Esperamos que a resposta não seja: "O gato comeu". A comunidade baiana reclama uma postura decente do governador e que ele discuta a questão da Educação no Estado da Bahia de forma séria, consequente e responsável, adjetivos que não têm sido levados em conta durante o governo do sindicalpetista na Bahia.


Discutindo a Universidade


Simpósio "A ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA"


A ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA
História, Presente, Perspectivas
(Simpósio Internacional)

Universidade de São Paulo – FFLCH – Departamento de História

11, 12 e 13 de setembro de 2012 (9 às 22 horas)

Programação
3ª. feira 11 de setembro
ABERTURA: Emília Viotti da Costa
09:00 h. (AH): DO PETISMO AO LULISMO: O PT ONTEM E HOJE: André Singer – Lincoln Secco – Tales Ab´Sáber – Cyro Garcia
09:00 h. (AG): ESQUERDA, DITADURAS E DIREITOS HUMANOS: Pedro Pomar – Jorge Souto Maior – Olgária Matos – Sergio Adorno
09:00 h. (CPJ): INTELECTUAIS E MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Bernardo Ricupero – Lidiane Soares Rodrigues – Marcos Napolitano – Maurício Cardoso
14:00 h. (AH): O COMUNISMO NA HISTÓRIA DO BRASIL: Milton Pinheiro – Apoena Cosenza – Frederico Falcão – Marly Vianna
14:00 h. (AG): CHINA E A AMÉRICA LATINA: Wilson N. Barbosa – Marcos Cordeiro Pires – Luis Antonio Paulino – Vladimir Milton Pomar
14:00 h. (CPJ): CUBA: PASSADO E PRESENTE DA REVOLUÇÃO: Luiz E. Simões de Souza – Joana Salém – Silvia Miskulin – José R. Máo Jr.
14:00 h. (RXCP): LÍNGUAS E LITERATURAS: DISCURSOS DE RESISTÊNCIA: Elvira Narvaja de Arnoux – Graciela Foglia – Adrián Fanjul – Pablo Gasparini
17:00 h. (AH): RECURSOS NATURAIS, ENERGIA E INTEGRAÇÃO CONTINENTAL: Ildo Sauer – Ariovaldo U. de Oliveira – Mónica Arroyo – Raimundo Rodrigues Pereira
17:00 h. (AG): PROGRAMAS SOCIAIS COMPENSATÓRIOS: SAÍDA DA POBREZA?: Ruy Braga – Eduardo Januario – Maria Cristina Cacciamali – Fúlvia Rosenberg
17:00 h. (CPJ): A REORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA: Francisco Miraglia – José Maria de Almeida – Pablo Heller – Marina Barbosa Pinto
17:00 h. (RXCP): PERU, EQUADOR, BOLÍVIA: INDIANISMO E COSMOVISÃO ANDINA: Vivian Urquidi – Enrique Amayo – Tadeu Breda – Mónica Bruckmann
19:30 h. (AH): A LUTA DOS ESTUDANTES NA AMÉRICA LATINA: Clara Saraiva – Alejandro Lipcovich – Lucia Sioli – Mario Costa – Maria Ribeiro do Valle
19:30 h. (AG): AMÉRICA LATINA NA GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL: André Martin – Leonel Itaussu A. Mello – Rodrigo Medina Zagni – Manoel Fernandes
19:30 h. (CPJ): O COMUNISMO NA AMÉRICA LATINA: Antonio C. Mazzeo – Marcos Del Roio – Victor Vigneron – Kennedy Ferreira

4ª. feira 12 de setembro
09:00 h. (AH): VENEZUELA E A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA: Rafael Duarte Villa – Gilberto Maringoni – Flávio Benedito – Flavio Mendes
09:00 h. (AG): REDES SOCIAIS, AÇÃO DIGITAL E ATIVISMO POLÍTICO: Sergio Amadeu – Raphael Tsavkko – Rodrigo Vianna – Luiz Carlos Azenha
09:00 h. (CPJ): BOLÍVIA: DA ASSEMBLÉIA POPULAR A EVO MORALES: Everaldo Andrade – Diego Siqueira – Cristian Henkel – Igor Ojeda
14:00 h. (AH): O MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Michael Löwy – Osvaldo Coggiola – Luiz Bernardo Pericás – Carlos Guilherme Mota
14:00 h. (AG): MÉXICO: DE ZAPATA AO ZAPATISMO: Waldo Lao Sánchez – Igor Fuser – Jorge Grespan – Azucena Jaso
14:00 h. (CPJ): EDITORAS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA: Marisa Midori – Flamarion Maués – Rogerio Chaves  – Sandra Reimão
14:00 h. (RXCP): CIÊNCIA E TECNOLOGIA NA AMÉRICA LATINA, EM PERSPECTIVA DE ESQUERDA: Renato Dagnino – Carlos Sanches – Ciro Teixeira Correa – Marcos B. de Oliveira
17:00 h. (AH): O ANARQUISMO NA AMÉRICA LATINA: Edson Passetti – Marcos A. Silva – Ricardo Rugai – Margareth Rago
17:00 h. (AG): A ESQUERDA E O POPULISMO: Maria Helena Capelato – Maria Ligia Prado – Antonio Rago – Fernando Sarti Ferreira
17:00 h. (CPJ): COLÔMBIA: DA “VIOLÊNCIA” À GUERRA SEM FIM: Antonio Carlos R. de Moraes – Yuri Martins Fontes – Ana Carolina Ramos – Pietro Lora Alarcón
17:00 h. (RXCP): SOCIALISMO E ANTIIMPERIALISMO NA AMÉRICA LATINA: Vitor Schincariol – Carlos César Almendra – Fabio Luis – Alexandre Hecker
19:30 h. (AH): O MARXISMO NO BRASIL: Paulo Arantes – Dainis Karepovs – Armando Boito – Ricardo Musse
19:30 h. (AG): LUTA ARMADA NO BRASIL: UM BALANÇO: Carlos Eugênio Clemente – João Quartim de Moraes – Ivan Seixas – Antonio R. Espinosa
19:30 h. (CPJ): FEMINISMO E SOCIALISMO NA AMÉRICA LATINA: Fernanda Estima – Cecília Toledo – Sara Albieri – Janete Luzia Leite

5ª. feira 13 de setembro
09:00 h. (AH): PIQUETEIROS, FÁBRICAS OCUPADAS, SUJEITOS E MÉTODOS DE LUTA: Néstor Pitrola – Josiane Lombardi – Atenágoras Teixeira Lopes – Rodrigo Ricupero
09:00 h. (AG):  A ESQUERDA E O MEIO-AMBIENTE: Francisco del Moral Hernández – Mauricio Waldman – Ana Paula Salviatti – Gilson Dantas
09:00 h. (CPJ): SOCIALISMO E SOCIAL-DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA: Adalberto Coutinho – Gonzalo Rojas – Lúcio Flavio de Almeida – Claudio Batalha
14:00 h. (AH): A LUTA PELA TERRA NA AMÉRICA LATINA: Gilmar Mauro – Zilda Iokoi – Horacio Martins de Carvalho – Valeria De Marcos
14:00 h. (AG): A FRENTE DE ESQUERDA NA ARGENTINA (E O BRASIL): Luis Mauro S. Magalhães – Pablo Rieznik – Valério Arcary – João B. Araújo “Babá”
14:00 h. (CPJ): AMÉRICA LATINA: IMUNE À CRISE?: José Menezes Gomes – Plínio de Arruda Sampaio Jr. – Leda Paulani – Ramón Peña Castro
17:00 h. (AH): A CLASSE OPERÁRIA NA HISTÓRIA LATINO-AMERICANA: Ricardo Antunes – Agnaldo dos Santos – Sean Purdy – Mauro Iasi
17:00 h. (AG): ESQUERDA, IGREJAS, DIVERSIDADE SEXUAL E HOMOFOBIA: Laerte – Horacio Gutiérrez – Jean Wyllys – Maria Fernanda Pinto
17:00 h. (CPJ): DILEMAS DA UNIVERSIDADE NA AMÉRICA LATINA: Gladys Beatriz Barreyro – Afrânio Catani – César Minto – João Flavio Moreira
17:00 h. (RXCP): PARAGUAI: DA TRÍPLICE ALIANÇA A ITAIPU: Cristiana Vasconcelos – Dorival Gonçalves – Brás Batista Vaz – Filipe Canavese
19:30 h. (AH): AMÉRICA LATINA, A CRISE MUNDIAL E A ESQUERDA: Plínio de Arruda Sampaio – Jorge Altamira – Ricardo Canese – Valter Pomar
19:30 h. (AG): DROGAS, NARCOTRÁFICO E CAPITALISMO NA AMÉRICA LATINA: Henrique Carneiro – Julio Delmanto – Rosana Schwartz – José Arbex
19:30 h. (CPJ): A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO NO SÉCULO XXI: Fernando Torres Londoño – Lucelmo Lacerda – Valéria Melki Busin – Jung Mo Sung
AH: Anfiteatro de História / AG: Anfiteatro de Geografia/ CPJ: Sala Caio Prado Júnior / RXCP: Sala Reinaldo Carneiro Pessoa
Inscrições On-Line: www.esquerdaamlatina.fflch.usp.br    
Apoio: GMarx – NEPHE – CEMOP - Mouro     
Entrada Franca   Serão fornecidos certificados de freqüência
Comissão Organizadora: Lincoln Secco – Osvaldo Coggiola – Rodrigo Ricupero – Jorge Grespan – Marcos A. Silva – Francisco Alambert
Co-Organização: PROLAM (Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina) – USP

Mostra Paralela
ESQUERDAS DE CINEMA – IMAGENS DAS AMÉRICAS LATINAS

(Ciclo de filmes)
Coordenação geral: Marcos Silva (FFLCH/USP) e
Thiago de Faria Silva (Rede de ensino básico e fundamental
 da Prefeitura de São Paulo)
MÉXICO - O anjo exterminador, de Luis Buñuel (1962), comentado por Marcos Silva (FFLCH/USP).
ARGENTINA - La hora de los hornos, de Pino Solanas (1968), comentado por Mauricio Cardoso (FFLCH/USP).
BRASIL - Memórias do inconsciente, de Leon Hirzsman (1986), comentado por Nelson Tomelin (UFPA).
CUBA - Guantanamera, de Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabio (1995), comentado por Marco Aguiar (UNIFAC).
URUGUAI - O banheiro do Papa, de Cesar Charlone (2005), comentado por Gilberto Maringoni (Fundação Casper Libero).
BRASIL – Videolência, do Núcleo de Consciência Alternativa (2009), e Qual Centro?, do Nossa Tela (2010), comentados por Thiago de Faria Silva (Rede de ensino básico e fundamental da Prefeitura de São Paulo)
CHILE - Dawson Ilha 10: a verdade sobre a ilha de Pinochet, de Miguel Littín (2009), comentado por Helio Costa Jr. (UFAC)
ARGENTINA - Cómplices del silencio, de Stefano Incerti (2010), comentado por Darcio Argento (Pesquisador autônomo).
COLÔMBIA -  Los Infiltrados (2011), comentado por Neusah Cerveira (Rede estadual de ensino básico e fundamental do Rio Grande do Norte)

terça-feira, 8 de maio de 2012

POR FAVOR, CUIDE DA MAMÃE...


Recentemente chegou às minhas mãos um livro da autora sul-coreana Kyung Sook Shin intitulado “Por Favor, Cuide da Mamãe”. O livro me emocionou de diversas formas e uma delas foi pela universalidade dos princípios que regem as relações afetivas no interior da família. Gostaria neste momento em que, de uma forma ou de outra, paramos para pensar em nossas mães, de convidá-lo a refletir comigo a respeito de alguns desses princípios.

O primeiro deles é a respeito do conhecimento sobre o outro: quem efetivamente é a nossa mãe? Não pergunto sobre o estereótipo de mãe cantado por aí. Pergunto a respeito da mulher que nasceu e cresceu em um determinado tempo e espaço e por eles foi influenciada. Pergunto sobre uma pessoa que tem preferências, mas poucas escolhas e que o tempo todo abre mão de seu próprio bem-estar, de sua própria felicidade para atender ao interesse quase sempre egoísta do marido e o de proteção dos seus filhos.

Hoje pergunto a você: será que conhece a sua mãe? Consegue enxergar a felicidade dela independente da sua? Isso não é uma tarefa fácil, pois nos acostumamos a ver os outros sempre através das nossas lentes e somos incapazes de ver de frente, sem medo, quem é o outro e, portanto, do que ele realmente precisa.

Sua mãe não nasceu no mesmo dia que você e é preciso ter isso muito claro para que possa enxergá-la independente da tua existência e para que deixe de responsabilizá-la por tua vida, seja isso para o bem ou para o mal. Pergunto: será que conhecemos nossa mãe? O que a deixa feliz, a acalma? Podemos dizer nossa mamãe é feliz? Foi feliz?

O segundo princípio é sobre a necessidade de escutar o outro: por que é tão difícil escutar o que sua mãe diz? Em uma sociedade que supervaloriza a juventude, a experiência de vida soa como um barulho irritante que parece querer impedir tudo o que é divertido e prazeroso. A voz da mãe alertando para as más companhias, para a violência das madrugadas, para a correria do trânsito, para evitar as drogas não tem espaço entre os infindáveis apelos do consumo da alegria.

Pergunto a você, então, o que tem te impedido de ouvir o que sua mãe fala? Tem tido tempo e paciência de sentar e escutar tudo o que sua mãe precisa dizer?

Nem tudo que ela disser poderá ser verdadeiro, justo ou real, isso é fato, mas não custa nada afiarmos os ouvidos, abrir o coração e nos despirmos de preconceitos para escutar o que realmente foi dito e não somente o que queremos escutar.

O terceiro princípio é a respeito da noção da passagem do tempo: como você pensa e age à medida que sua mãe envelhece (e com a velhice aparecem suas “manias”, inseguranças, desequilíbrios, falta de força, as dores que começam e insistem em permanecer etc.)?

A minha esposa conta que em sua adolescência uma das experiências que mais a marcou foi presenciar a avó de uma amiga se olhando no espelho e dizendo: “ _ Um dia você é jovem e no outro descobre que envelheceu”. Daquele dia em diante decidiu que o tempo não passaria por ela sem que soubesse em que estágio da vida estava. O tempo passa para todos, mas sua mãe envelhecerá primeiro do que você. E eu pergunto: você está preparado para isso? Saberá respeitar a passagem do tempo, celebrando a existência de quem conseguiu sobreviver a juventude?

Por fim, segundo Kyun Sook Shin, a palavra “Mamãe”, apesar de familiar, esconde um apelo: por favor, tome conta de mim, pare de gritar comigo e faça um afago na minha cabeça, fique do meu lado, tenha eu razão ou não.

Você está pronto para isso? Está pronto para se doar a quem, certa ou errada, fada ou monstro, foi quem procurou as formas de garantir que sobrevivesse aos primeiros anos de vida e alçasse os primeiros voos? Se sim, corra para celebrar com a sua mãe o seu dia. Se não, comece a partir de hoje a praticar os princípios do conhecimento, da escuta e da passagem do tempo como exercício para se tornar uma pessoa melhor.

REGINALDO DE SOUZA SILVA, Doutor em Educação Brasileira, professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Email: reginaldoprof@yahoo.com.br

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Por que não se investe em educação pública no Brasil

Material é uma compilação de vídeos postados no youtube que expõem, por meio de discursos do senador Cristovam Buarque, do jornalista Alexandre Garcia e da professora Amanda Gurgel, a situação que se encontra há anos a educação no Brasil. Este vídeo é parte de uma apresentação preparada pela segunda turma de pós-graduação em Gestão Pública para Resultados da Universidade Estadual de Minas Gerais -- UEMG. Assista!

sábado, 5 de maio de 2012

194 anos do nascimento de Marx


194 anos atrás hoje, em Trier, Alemanha, nasceu uma das maiores figuras da história mundial: o pai ideológico do socialismo científico e do comunismo. Fundador da teoria revolucionária do proletariado mundial, filósofo, historiador, sociólogo, economista, escritor e pensador Karl Marx.
A pouco homens se deve tanto o progresso e o futuro da classe trabalhadora. Ele foi o primeiro a dar uma base científica para o socialismo e, portanto, para o que o movimento proletário.
Foi um revolucionário que dedicou cada pensamento e palavra na luta para a transformação prática do mundo; pioneiro na compreensão dos mecanismos fundamentais que regem o funcionamento da sociedade moderna, cuja obra final foi O Capital.
Suas obras estão entre os mais valiosos tesouros da humanidade, são uma leitura necessária e exigida para todos os revolucionários do mundo.
Junto com seu amigo e companheiro Friedrich Engels, Marx argumentou cientificamente o papel histórico do proletariado e se tornou um grande pensador de seu tempo, uma das mentes mais excepcionais que a humanidade já conheceu.
Karl Marx foi um gigante da teoria e da prática revolucionárias, e, acima de tudo, um revolucionário. Vai viver ao longo dos séculos, e com o seu nome, o seu trabalho", como Engels afirmou em seu túmulo.
Fonte: Granma, 04/05/2012.