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segunda-feira, 26 de março de 2012

Primeira travesti a fazer doutorado no Brasil defende tese sobre discriminação

Luma Andrade descreve o preconceito sofrido por travestis na rede pública de ensino e aponta lacunas na formação de professores; defesa será em julho.

Daniel Aderaldo, iG Ceará | 24/03/2012 08:00

Luma, primeira travesti brasileira a defender
 uma tese de doutorado.
Antes de se tornar supervisora regional de 26 escolas públicas e ingressar no doutorado em Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Luma Andrade assinou o nome João por 30 anos, foi rejeitada pelos pais na infância, discriminada na escola e, mais tarde, no trabalho.

Na tese de quase 400 páginas que irá defender em três meses, a primeira travesti a cursar um doutorado no Brasil relata a discriminação sofrida por pessoas como ela na rede pública de ensino. Ela também aponta lacunas na formação dos professores.

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Criança nos anos de 1970, no município de Morada Nova, a 170 quilômetros de Fortaleza, o único filho homem de um casal de agricultores, era João, mas já se sentia Luma. Em casa, escondia-se para evitar ser confrontada. Na escola, apanhava dos meninos por querer parecer uma menina. Em uma das vezes que foi espancada, aos nove anos, queixou-se com a professora e, ao invés de apoio, ouviu que tinha culpa por ser daquele jeito.

Mais tarde, já com cabelos longos e roupa feminina, sofria de segunda a sexta-feira na chamada dos alunos, ao ser tratada pelo nome de batismo. Não se reconhecia no uniforme masculino que era obrigada a usar. Evitava ao máximo usar o banheiro. Aturava em silêncio as piadas que os colegas insistiam em fazer. “Se a travesti não se sujeitar e resistir, acaba sucumbindo”, lamenta.

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Luma se concentrou nos estudos e evitou os confrontos. "Tem momento que a gente quer desistir. Eu não ia ao banheiro urinar, porque eu queria usar o feminino, mas não podia. Então eu me continha e, às vezes, era insuportável”, relembra. Mas ela concluiu o ensino médio e, aos 18 anos, entrou na universidade. Quando se formou aos 22, já dava aulas e resolveu assumir a homossexualidade. Quando contou que tinha um namorado, foi expulsa de casa.

Em 2003, já com o título de mestre, prestou concurso para lecionar biologia. Eram quatro vagas para uma escola estadual do município de Aracati, a 153 quilômetros de Fortaleza. Apenas ela passou. Contudo, o diretor da escola não a aceitou. Luma pediu a intervenção da Secretaria de Educação do Estado e conseguiu assumir o posto.

“Eu não era tida como um bom exemplo”. Durante o período de estágio probatório, tentaram sabotar sua permanência na escola. “Uma coordenadora denunciou que eu estava mostrando os seios para os alunos na aula”. Luma havia acabado de fazer o implante de proteses de silicone. “Eu já previa isso e passei a usar bata para me proteger, esconder. Eu tinha certeza que isso ia acontecer”.

Anos depois, Luma assumiu um cargo na Coordenadoria Regional de Desenvolvimento de Educação de Russas, justamente a região onde nasceu. Como supervisora das escolas estaduais de diversos municípios, passou a interceder em casos de agressões semelhantes ao que ela viveu quando era estudante.

“Uma diretora de escola fez uma lista de alunos que, para ela, eram homossexuais. E aí mandou chamar os pais, pedindo para que eles tomassem providências”. A providência, segundo ela, foi “muito surra”. “O primeiro que foi espancado me procurou”, lembra. Luma procurou a escola. Todos os gestores e professores passaram por uma capacitação para aprender como lidar com a sexualidade dos estudantes.

Um ano depois, em 2008, Luma se tornou a primeira travesti a ingressar em um doutorado no Brasil. Ela começou a pesquisar a situação de travestis que estudam na rede pública de ensino e constatou que o caso da diretora que levou um aluno a ser espancado pelos pais e todas as outras agressões sofridas por homossexuais tinham mesma a origem.

“Comecei o levantamento das travestis nas escolas públicas. Eu pedia para que os gestores informassem. Quando ia averiguar a existência real do travesti, os diretores diziam: ‘tem aquele ali, mas não é assumido’. Percebi que estavam falando de gays”, relata.

A partir desse contato, Luma trata em sua tese de que as travestis não podem esboçar reações a ataques homofóbicos para concluir os estudos.

Mas também sugere que os cursos de graduação em licenciatura formem profissionais mais preparados não apenas para tratar da homossexualidade no currículo escolar, mas também como lidar com as especificidades de cada pessoa e fazer da escola um lugar sem preconceitos.

“Cada pessoa tem uma forma de viver. Conforme ela se apresenta, vai se comunicar e interagir. O gay tem uma forma de interagir diferente de uma travesti ou de uma transexual. O não reconhecimento dessas singularidades provoca uma padronização. A ideia de que todo mundo é ‘veado’”.

A tese de Luma já passou por duas qualificações. Ela está em fase final, corrigindo alguns detalhes e vai defendê-la em julho, na UFC, em Fortaleza.

sexta-feira, 23 de março de 2012

MOÇÃO DA ADUNICAMP, DCE E STU: Em defesa da universidade pública

Aos membros do Conselho Universitário e ao conjunto da comunidade acadêmica da Unicamp

As entidades signatárias desta MOÇÃO – que representam os docentes, estudantes e funcionários da Unicamp – reafirmam seus compromissos na defesa de uma Universidade pública na qual o ensino, a pesquisa e a reflexão em seu interior estejam permanentemente voltados para o desenvolvimento do trabalho científico, o aprofundamento do pensamento crítico e a realização dos interesses coletivos.
Com certeza, a realização destes objetivos impõe a existência de uma estrutura de poder aberta ao pluralismo de pensamento e voltada à resolução de conflitos no seu interior por meio do debate franco, aberto e permanente. Repudiado pelo conjunto da sociedade brasileira, o autoritarismo e o arbítrio são incompatíveis com o contexto e o funcionamento de uma comunidade que se justifica e se fundamenta no trabalho da razão e no confronto das ideias. Reivindicada pelo conjunto da sociedade brasileira, a democratização também deve estar plenamente integrada ao espaço da universidade. Sem isto a universidade estará incapacitada de desenvolver plenamente seus objetivos programáticos, potencialidades e finalidades. Neste sentido, caberá à comunidade acadêmica, no exercício de sua vontade política, empenhar-se pela aplicação dos princípios da gestão democrática na universidade, tal como estão assegurados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96).
Impõe-se reconhecer que a Universidade Estadual de Campinas – classificada entre as três mais conceituadas universidades da América Latina e que ao longo da ditadura militar (1964-1985) participou da luta pela redemocratização do país – não é, em matéria de gestão de poder, exemplar no plano de sua democracia interna. Prova inequívoca deste fato são duas recentes decisões da Reitoria. Apoiada em regimentos anacrônicos, recusando o diálogo e a conciliação democráticos, deixando de lado a transparência das decisões, ignorando o direito ao contraditório e à ampla defesa a membros de sua comunidade em processos administrativos – exigências indispensáveis ao enfrentamento e à superação de conflitos internos –, a Reitoria da Unicamp, em fins de 2011, apelou para sanções disciplinares contra os trabalhadores técnico-administrativos e, às vésperas do início deste ano letivo, aplicou punições disciplinares a estudantes por eventos ocorridos na moradia estudantil em março de 2011.
A Adunicamp, o DCE e o STU endossam as MOÇÕES da Congregação da Faculdade de Educação e do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – aprovadas por unanimidade – bem como as MOÇÕES do Grupo de Estudos e Pesquisas “História, Sociedade e Educação no Brasil” (Histedbr), do Centro de Estudos Marxistas (Cemarx) e da Associação Nacional dos Pós-graduandos (ANPG), que são unânimes no reconhecimento de que os recentes atos da Reitoria da Unicamp constituem-se uma inaceitável ofensa aos direitos fundamentais dos punidos e à liberdade de manifestação e expressão – condições e exigências decisivas para a realização dos objetivos, valores e finalidades da Universidade.
Com base no exposto acima, conclamamos os membros do CONSELHO UNIVERSITÁRIO – que se reúnem no próximo dia 27 de março – que solicitem ao Magnífico Reitor, Prof. Dr. Fernando Costa que, no espírito da melhor tradição da Unicamp, revogue as recentes punições contra funcionários e estudantes.
Campinas, 19 de março de 2012.
Adunicamp, DCE e STU
Fonte: Adunicamp

quinta-feira, 22 de março de 2012

Adeus, Professor Aziz Ab´Saber

"Ontem, por volta das 22h, um funcionário da Faculdade de Filosofia passou avisando aos poucos que restavam que a biblioteca estava fechando. Desci as escadas e, como sempre, vi o professor Aziz Ab´Saber sentado em uma mesa de canto lendo, com a ajuda de uma lupa, um livro de quase mil páginas. As luzes da biblioteca estavam se apagando, mas ele insistia em continuar, resistindo no limite da desobediência. 

Nos últimos anos, vi essa cena muitas vezes e ontem, por um segundo, sorri por simpatia daquele professor que não precisava estar ali, numa quinta-feira de chuva, enfrentando uma tarefa que parecia superar as suas forças. Hoje à noite cheguei nessa mesma biblioteca e a mesa estava vazia. Nenhuma nota de falecimento. Tudo funcionava normalmente, impelido por uma corrente de normalidade que nos oprime e contra a qual ele dedicou a sua vida, com grandes obras e pequenos gestos como esse, de resistir diante de um livro, sob uma mesa no escuro. 

Talvez seja o prenúncio dos tempos que se iniciam numa USP que certamente não foi a que ele conheceu."
(Maria Carlotto, aluna da FFLCH-USP) 

Restaurante Universitário da Uesb é motivo de reclamação por parte dos estudantes

Por Cláudio Marques
Entre as principais queixas estão o alto valor pago pela comida e a inexistência de café da manhã e janta.
Integrante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Uesb, Laysa de Gouveia, ressalta que os estudantes da universidade que não são de Vitória da Conquista "têm de se manter na cidade “pagando aluguel, água, energia, internet”, e que, além disso, ainda têm de pagar por um bandejão no valor de R$3,80.
“Temos que lembrar que estamos numa universidade pública, que tem que dá condições para que o estudante se mantenha nela”, destaca Laysa de Gouveia.
O ativista e estudante de Direito, Alexandre Garcia, ressalta que as universidades estaduais de Santa Cruz e de Feira de Santana, na Bahia, vendem o bandejão no valor de um real e afirma que “já existem universidades que servem almoço de graça aos estudantes, a exemplo da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB)”.
Administrador do restaurante universitário há 2 anos e 6 meses, Gilberto Tigre reconhece que o valor atual tanto do quilo quanto do bandejão é inacessível para grande parte dos estudantes, mas ressalta que a queda do preço da comida não depende exclusivamente dele.
“Eu reconheço que para o aluno é caro. Mas a gente espera exatamente o subsídio do governo”, explica Gilberto.
O pró-reitor de administração da Uesb, Allen Krystiano, confirma que a universidade não subsidia a alimentação. “A gente está até estudando internamente via extensão uma forma de direcionar parte do recurso para subsidiar a alimentação. É de se pensar dentro do bojo do recurso da extensão fazer isso.”
Atualmente, a Uesb conta com cerca de nove mil estudantes e 43 cursos de graduação distribuídos nos períodos da manhã, tarde e noite. No entanto, o restaurante universitário serve apenas uma refeição diária, que é o almoço.
“Têm pessoas que estão trabalhando o dia inteiro, saindo dos seus trabalhos para vir para Uesb à noite estudar e qual a alimentação que essas pessoas estão tendo? Salgadinhos e lanches”, reclama o estudante Alexandre Garcia.
Gilberto Tigre diz já ter pensado em servir café da manhã e janta. Mas, segundo ele, sem o subsídio da Uesb a disponibilização de tais refeições fica impossibilitada devido aos inúmeros quiosques que já comercializam lanches dentro da universidade.
A resolução desse impasse, que já dura alguns anos, depende em grande parte da administração da Uesb. O orçamento anual da universidade é de cerca de 160 milhões de reais, maior até mesmo do que o de várias cidades brasileiras.
Por essa razão, o movimento estudantil não acredita na justificativa da Uesb de que é necessária uma ajuda externa do governo do estado para que o restaurante universitário venha a ser subsidiado. O que falta, segundo o movimento, é uma melhor distribuição desse recurso.
INAUGURAÇÃO - Em 2005, ano em que foi inaugurado o restaurante, o quilo da comida já chegou a custar 6 reais e 90 centavos e o bandejão 2 reais e 70 centavos. No horário noturno, segundo a assessoria da Uesb, ainda servia-se sopa quente, caldos variados, pizza, salgados, sucos, cachorro-quente e, a preço de 70 centavos, café com leite e pão com manteiga.

UESB firma convênio com escola de idiomas

por Raisa Casemiro
O conhecimento de línguas estrangeiras é indispensável para alcançar o sucesso acadêmico e profissional. Pensando nisso, a Uesb realiza parceria com uma instituição particular que oferece cursos de línguas. Professores e servidores da Universidade, bem como seus dependentes, serão favorecidos com desconto de 40% em qualquer um dos cursos oferecidos pela instituição.
O convênio estabelecido através da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex) também traz benefícios aos estudantes da Universidade. Sete bolsas integrais de estudo foram concedidas a alunos de baixa renda e moradores da Residência Universitária. Descontos especiais serão oferecidos ainda aos demais discentes.
A instituição oferece aulas de inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e português, além de cursos preparatórios para provas de proficiência de mestrados e doutorados. Para obter o desconto é necessário levar um comprovante oficial de vínculo com a Uesb, como atestado de matrícula ou contracheque.

Para obter outras informações sobre matrícula, cursos e descontos, entre em contato com a Proex pelo telefone (77) 3424-8603.

quarta-feira, 21 de março de 2012

VI Encontro de História: História e Linguagens: Domínios e Diálogos

Entre os dias 24 a 27 de abril acontecerá o VI Encontro de História: História e Linguagens: Domínios e Diálogos. O Encontro de História é um evento de extensão organizado pelo Colegiado História do Departamento de Ciências Humanas, da Universidade do Estado da Bahia, campus VI / Caetité. É oferecido anualmente. Constitui-se, hoje, em um dos principais eventos da área de história dos cursos de graduação da UNEB. O evento tem uma programação variada, oferecendo uma conferência de abertura, mesas-redondas, minicursos, sessões de comunicações (apresentação de trabalho), sessões de exibição de filmes (CINEdebate) e atividades culturais.

2.2. Prazos para inscrição:
a) Ouvinte geral - Online, via internet: 22 de fevereiro a 10 de abril / Presencial, no Colegiado de História: 22 de fevereiro a 24 de abril;
b) Comunicações: 22 de fevereiro a 23 de março (sábado);
c) Minicurso: Online, via internet: 22 de fevereiro a 10 de abril / Presencial, no Colegiado de História: 22 de fevereiro a 24 de abril (até atingir o limite de 30 ouvintes por minicurso);

100 anos de Camillo de Jesus Lima

A exposição “100 anos de Camillo de Jesus Lima”, que esteve no Museu Pedagógico da UESB no final do ano passado, estará agora acessível no Serviço Social do Comércio (SESC) de Vitória da Conquista. A mostra, que faz uma homenagem a vida e obra do poeta, político, jornalista e professor, estará no SESC no período de 4 a 30 de abril.
Logo após, a exposição irá para Caetité, cidade natal de Camillo de Jesus Lima, onde será sediada pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Este evento é apoiado pela UESB, pelo SESC e pela Casa da Cultura de Vitória da Conquista.
INFORMAÇÕES: 77 3426-3131 SESC CONQUISTA

Amargosa paga Piso dos Professores de R$ 1.789,83 e 22 % para todos os níveis

Se é possível para uma cidadezinha como Amargosa, por que não para as demais? Uma decisão política?


O Prefeito de Amargosa, em reunião ontem (13) com a classe, oficializou que aplicará o percentual de 22,22% no atual salário dos Professores de Amargosa. O piso praticado pelo município, em 2011, já era maior do que o piso estipulado pelo MEC para 2012. O piso de um professor da rede municipal de Amargosa, em 2011, com formação apenas em Ensino Médio, foi de R$ 1.464,00, ou seja, maior que o estipulado para o ano de 2012 pelo Ministério da Educação, que é de R$ 1.451,00. Em 2012, com reajuste dado pelo prefeito, o Piso Municipal será de R$ 1.789,92.
Vale salientar que este piso é para professores que tem apenas formação em nível médio, para os graduados e pós graduados, que representam mais de 95% da categoria, os pisos serão de R$ 2.058,41 e R$ 2.264,25, respectivamente. Essa é uma postura diferente do que tem posicionado alguns Governadores e Prefeitos, e da própria APLB que nesta quarta-feira (14) até sexta (16) estará fazendo paralisação em defesa do Piso Nacional dos Professores. Além do piso, os professores têm garantido, no plano de carreira, outros ganhos significativos, tais como avanço vertical sem interstício, que pode elevar os seus vencimentos básicos em mais 50%, abono por atividade complementar no valor de R$ 223,74 para todos os professore com jornada integral, além das seguintes gratificações: Gratificação de incentivo a qualificação profissional, que pode chegar a 40% do vencimento; Gratificação de 10% para os professores que se deslocam da zona urbana para a zona rural; Gratificação por tempo de serviço, que pode chegar a 30%; Gratificação de 15% pelo exercício de docência com alunos portadores de necessidades especiais.
Essas ações fazem parte de uma política de valorização dos professores que vem acontecendo desde 2005, na administração do Prefeito Valmir Sampaio e sem precedentes na história da educação desse município. São estas ações aliadas a outras políticas que colocaram a educação como prioridade e vem promovendo resultados significativos na qualidade da educação municipal, a exemplo da redução da evasão de 9% para apenas 1%, da aprovação de 2004 que era de 59% e em 2011 chegamos a 89%.

terça-feira, 20 de março de 2012

Harvey explica a crise atual do capitalismo

Muy didático e político! Vale a pena ver.

Simpósio Internacional: A ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA

História, Presente, Perspectivas

Universidade de São Paulo – FFLCH – Departamento de História
11, 12 e 13 de setembro de 2012 (9 às 22 horas)

Programação
3ª. feira 11 de setembro
09:00 h. (AH): DO PETISMO AO LULISMO: O PT ONTEM E HOJE: André Singer – Lincoln Secco – Tales Ab´Saber – Cyro Garcia
09:00 h. (AG): ESQUERDA, DITADURAS E DIREITOS HUMANOS: Pedro Pomar – Jorge Souto Maior – Olgária Matos – Sergio Adorno
09:00 h. (CPJ): INTELECTUAIS E MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Bernardo Ricupero – Lidiane Soares Rodrigues – Marcos Napolitano – Maurício Cardoso
14:00 h. (AH): O COMUNISMO NA HISTÓRIA DO BRASIL: Milton Pinheiro – Apoena Cosenza – Frederico Falcão – Marly Vianna
14:00 h. (AG): CHINA E A AMÉRICA LATINA: Wilson N. Barbosa – Marcos Cordeiro Pires – Luis Antonio Paulino – Vladimir Milton Pomar
14:00 h. (CPJ): CUBA: PASSADO E PRESENTE DA REVOLUÇÃO: Luiz E. Simões de Souza – Joana Salem – Silvia Miskulin – José R. Mao Jr.
17:00 h. (AH): RECURSOS NATURAIS, ENERGIA E INTEGRAÇÃO CONTINENTAL: Ildo Sauer – Ariovaldo U. de Oliveira – Mónica Arroyo – Raimundo Rodrigues Pereira
17:00 h. (AG): PROGRAMAS SOCIAIS COMPENSATÓRIOS: SAÍDA DA POBREZA?: Ruy Braga – Eduardo Januário – Maria Cristina Cacciamali – Fúlvia Rosenberg
17:00 h. (CPJ):  PERU, EQUADOR, BOLÍVIA: INDIANISMO E COSMOVISÃO ANDINA: Vivian Urquidi – Enrique Amayo – Tadeu Breda – Mónica Bruckmann
19:30 h. (AH): A LUTA DOS ESTUDANTES NA AMÉRICA LATINA: Clara Saraiva – Alejandro Lipcovich – Lucia Sioli – Mario Costa
19:30 h. (AG): AMÉRICA LATINA NA GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL: André Martin – Leonel Itaussu A. Mello – Rodrigo Medina Zagni – Manoel Fernandes
19:30 h. (CPJ): O COMUNISMO NA AMÉRICA LATINA: Antonio C. Mazzeo – Marcos Del Roio – Victor Vigneron – Kennedy Ferreira

4ª. feira 12 de setembro
09:00 h. (AH): VENEZUELA E A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA: Rafael Duarte Villa – Gilberto Maringoni – Flávio Benedito – Flavio Mendes
09:00 h. (AG): REDES SOCIAIS, AÇÃO DIGITAL E ATIVISMO POLÍTICO: Sergio Amadeu – Raphael Tsavkko – Rodrigo Vianna – Luiz Carlos Azenha
09:00 h. (CPJ): BOLÍVIA: DA ASSEMBLÉIA POPULAR A EVO MORALES: Everaldo Andrade – Diego Siqueira – Christian Henkel – Igor Ojeda
14:00 h. (AH): O MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Michael Löwy – Osvaldo Coggiola – Luiz Bernardo Pericás – Carlos Guilherme Mota
14:00 h. (AG): MÉXICO: DE ZAPATA AO ZAPATISMO: Waldo Lao Sánchez – Igor Fuser – Jorge Grespan – Azucena Jaso
14:00 h. (CPJ): EDITORAS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA: Marisa Midori – Flammarion Maués – Rogerio Chaves  – Sandra Reimão
17:00 h. (AH): O ANARQUISMO NA AMÉRICA LATINA: Edson Passetti – Marcos A. Silva – Ricardo Rugai – Margareth Rago
17:00 h. (AG): A ESQUERDA E O POPULISMO: Maria Helena Capelato – Maria Ligia Prado – Antonio Rago – Fernando Sarti Ferreira
17:00 h. (CPJ): COLÔMBIA: DA “VIOLÊNCIA” À GUERRA SEM FIM: Antonio Carlos R. de Moraes – Yuri Martins Fontes – Ana Carolina Ramos – Pietro Lora Alarcón
19:30 h. (AH): O MARXISMO NO BRASIL: Paulo Arantes – Dainis Karepovs – Armando Boito – Ricardo Musse
19:30 h. (AG): LUTA ARMADA NO BRASIL: UM BALANÇO: Carlos Eugênio Clemente – João Quartim de Moraes – Ivan Seixas – Antonio R. Espinosa
19:30 h. (CPJ): FEMINISMO E SOCIALISMO NA AMÉRICA LATINA: Vanina Biasi – Cecília Toledo – Sara Albieri – Janete Luzia Leite

5ª. feira 13 de setembro
09:00 h. (AH): PIQUETEIROS, FÁBRICAS OCUPADAS, SUJEITOS E MÉTODOS DE LUTA: Néstor Pitrola – Josiane Lombardi – Atenágoras Teixeira Lopes – Rodrigo Ricupero
09:00 h. (AG):  A ESQUERDA E O MEIO-AMBIENTE: Francisco del  Moral Hernández  – Mauricio Waldman – Ana Paula Salviatti – Gilson Dantas
09:00 h. (CPJ): SOCIALISMO E SOCIAL-DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA: Adalberto Coutinho – Gonzalo Rojas – Jorge Raffo – Claudio Batalha
14:00 h. (AH): A LUTA PELA TERRA NA AMÉRICA LATINA: Gilmar Mauro – Larissa Bombardi – Horacio Martins de Carvalho – Valeria De Marcos
14:00 h. (AG): A FRENTE DE ESQUERDA NA ARGENTINA (E O BRASIL): Luis Mauro S. Magalhães – Pablo Rieznik – Valério Arcary – João Batista Araujo “Babá”
14:00 h. (CPJ): AMÉRICA LATINA: IMUNE À CRISE?: José Menezes Gomes – Plínio de Arruda Sampaio Jr. – Leda Paulani – Ramón Peña Castro
17:00 h. (AH): A CLASSE OPERÁRIA NA HISTÓRIA LATINO-AMERICANA: Ricardo Antunes – Agnaldo dos Santos – Sean Purdy – Mauro Iasi
17:00 h. (AG): ESQUERDA, IGREJAS, DIVERSIDADE SEXUAL E HOMOFOBIA: Laerte – Horacio Gutiérrez – Jean Wyllys – Maria Fernanda Pinto
17:00 h. (CPJ): DILEMAS DA UNIVERSIDADE NA AMÉRICA LATINA: Gladys Beatriz Barreyro – Afrânio Catani – César Minto – João Flavio Moreira
19:30 h. (AH): AMÉRICA LATINA, A CRISE MUNDIAL E A ESQUERDA: Plínio de Arruda Sampaio – Jorge Altamira – Ricardo Canese – Valter Pomar
19:30 h. (AG): DROGAS, NARCOTRÁFICO E CAPITALISMO NA AMÉRICA LATINA: Henrique Carneiro – Julio Delmanto – Rosana Schwartz – José Arbex
19:30 h. (CPJ): A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO NO SÉCULO XXI: Zilda Iokoi – Lucelmo Lacerda – Valéria Melki Busin – Jung Mo Sung

AH: Anfiteatro de História / AG: Anfiteatro de Geografia/ CPJ: Sala Caio Prado Júnior
Inscrições On-Line: www.esquerdaamlatina.fflch.usp.br    

Apoio: GMarx - NEPHE      Entrada Franca   Serão fornecidos certificados de freqüência
Comissão Organizadora: Lincoln Secco – Osvaldo Coggiola – Rodrigo Ricupero – Jorge Grespan – Marcos A. Silva – Francisco Alambert
Co-Organização: PROLAM (Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina) - USP

Livramento: O que temos a comemorar?

Por Cláudio Marques*
O anúncio de que a empresa Cabral Mineração, subsidiária da australiana Cabral Resources, vai explorar minério de ferro possivelmente na Serra do Gergelim, próxima ao distrito de Iguatemi, e que ainda terá uma unidade da empresa em Livramento de Nossa Senhora, capaz de gerar 850 vagas de emprego, deixou grande parte dos moradores do município eufóricos e esperançosos em melhorar de vida.
A população vê com bons olhos a chegada da mineradora multinacional na região e acredita que a inércia, a miséria, a pobreza (mais da metade da população), que assolam o município durante décadas, devem chegar ao fim ou ao menos ser amenizadas.
No entanto, é preciso revisitar a história brasileira e perceber que nossas riquezas estão sendo saqueadas desde o período colonial pelos países ricos à custa da exploração do trabalhador brasileiro, com a conivência da oligarquia, dos empresários e do Estado burguês brasileiro, sem retorno social para o nosso povo. O processo de rapinagem pelas empresas estrangeiras tem sido tão violento ao longo do tempo que grande parte de nossa cobertura vegetal fora devastada e os nossos rios e mananciais, contaminados.
Não precisa ser especialista do sistema capitalista para entender que a maior parte da riqueza gerada por mineradoras multinacionais fica concentrada nas mãos de empresários estrangeiros. Como bem sabem os países pobres da África e América Latina, que há mais de cinco séculos veem suas riquezas serem saqueadas, multinacionais ou transnacionais são grandes empresas que se apropriam dos recursos naturais de países pobres e de países em desenvolvimento econômico, mandam para o seu país de origem, depredam o meio ambiente, exploram mão de obra barata e ainda, por consequência, prejudicam a saúde da população.
Historicamente, para o trabalhador brasileiro, que é o grande produtor, por exemplo, de toda a riqueza material do país, não sobra nada a não ser um ou dois salários mínimos, que impede sua ascensão social, e uma jornada de trabalho exaustiva. Desde os índios, passando pelos negros africanos (mão de obra por muito tempo escravizada), o trabalhador brasileiro vem sendo explorado, subjugado e repreendido pelos países imperialistas com a complacência das classes dirigentes brasileiras, que se utilizam da polícia para a manutenção de seus privilégios.
O exorbitante investimento feito pela companhia australiana, na ordem de R$2,2 bilhões, demonstra a grandiosidade da obra e o quanto ela deve lucrar com a exploração de nossas riquezas naturais, sob a subserviência do prefeito de Livramento e do estado burguês baiano, responsável por oferecer um pacote de incentivos, inclusive o financiamento em bancos públicos e redução de tributos estaduais por 72 meses. Esse tributo pago ao governo, é bom lembrar, é irrisório quando comparado à lucratividade da empresa.
Em 2008, movimentos sociais, igrejas, ONGs, Pastorais, Sindicatos e Associações e representantes de vários municípios baianos denunciaram, em manifesto, que as mineradoras chegam à região “trazendo promessas de riqueza com a geração de empregos para os municípios”. Porém, diz o manifesto, “diversos exemplos de empreendimentos do setor em todo o estado comprovam que estes postos de trabalho ocorrem apenas no período de implantação das empresas, sendo posteriormente reduzidos para um número muito pequeno que exigem mão de obra especializada, nem sempre encontrada na região”.
Desse modo, acreditar que o município de Livramento terá progresso social com a chegada de uma mineradora multinacional é o mesmo que acreditar que as extensas propriedades de manga e maracujá geram desenvolvimento social ao município.
Pelo contrário, geram subempregos (diária de cerca de R$12 reais, ausência de recolhimento dos encargos sociais e previdenciários, FGTS), com jornadas de trabalho exorbitantes nos períodos da safra, destroem e poluem o meio ambiente (envenenamento da fauna e flora, decorrente da aplicação desregrada e abusiva de defensivos agrícolas e outros produtos químicos utilizados na indução da frutificação), esgotam o nosso bem maior, que é a água (atualmente o município passa por racionamento), e prejudicam a saúde da população com a contaminação dos alimentos por agrotóxicos.
Estima-se que o faturamento anual da produção obtida com a irrigação gire em torno de R$1 bilhão, mas toda essa riqueza fica concentrada nas mãos da elite agrária. A Prefeitura, por sua vez, tem participação zero no resultado da produção.
Nesse sentido, a disputa entre o prefeito e ex-prefeito de Livramento para provar a paternidade da vinda da empresa de mineração para o município, visando conquistar resultados positivos aos seus candidatos nas eleições municipais deste ano, é tola e impensável. Ao invés de proteger as riquezas de nossas terras e, com elas, sustentavelmente, alavancar o desenvolvimento social do município estão, na verdade, dando-as de mãos beijadas para o capital externo.
Por outro lado, a geração de empregos, discurso propalado por multinacionais a fim de viabilizar sua expropriação das riquezas dos países, não provoca emancipação do trabalhador: ao contrário, ele permanece na sua condição de explorado na sociedade e se perpetua como gerador de riqueza para as classes dominantes.
Não obstante isso, o gestor atual e o anterior, ao defenderem a vinda da mineradora para o município, contribuem com a dilapidação do meio ambiente (desde alterações na paisagem, contaminação da água, a qualidade do ar e do solo, poluição sonora, até a destruição de espécies animais e vegetais) e da saúde dos trabalhadores e moradores da região (o pó da extração mineral suspenso no ar causa, nas pessoas que têm contato permanente com ele, doenças respiratórias gravíssimas).
Em Caetité (embora lá a extração seja de urânio, os impactos ambientais e sociais são bem parecidos com o da exploração de jazida de minério de ferro) um estudo da Plataforma Dhesca Brasil denunciou uma provável contaminação da água que abastece a região ao entorno da mina de urânio no município e impactos no meio ambiente e na saúde dos moradores. Vários poços foram fechados, em 2008, após um estudo solicitado pelo Greenpeace detectar alto índice de radioatividade da água, acusação comprovada pelo Instituto de Gestão das Águas e Clima (INGÁ).
A população agora teme beber água contaminada, produzir alimentos e não ter como vendê-los e ainda conviver com a iminência de cânceres. O progresso econômico, devido à grande exploração de urânio, ao contrário do que diz a burguesia, não vem acompanhado de progresso social: a riqueza fica concentrada nas mãos de poucos empresários.
A princípio, não se sabe se vai haver reuniões com a população de Livramento para dar esclarecimentos sobre a exploração de jazida de minério de ferro na região. Uma obra dessa magnitude exige, antes de qualquer coisa, uma discussão aprofundada com a participação de especialistas, de órgãos ambientais e de saúde, além do acompanhamento de órgãos de defesa dos direitos humanos, caso haja, por exemplo, remoção forçadas de famílias na região.
Não podemos esquecer que, historicamente, a atividade de mineração é a que tem mostrado o nível mais baixo de compromisso social e ambiental em comparação, por exemplo, com a exploração de petróleo. É um dos setores mais conservadores e mais resistentes a ajustes ambientais. No caso do minério de ferro, o de melhor aproveitamento, como relatou o site O Mandacaru, 60% da produção vira lixo. E todo o descarte, com seu potencial de degradação e danos à saúde é lançado no meio ambiente.
Segundo o professor de Engenharia Ambiental da PUC, do Rio, Carlos Gabaglia, a mineração é a atividade econômica líder de poluição tóxica nos Estados Unidos, responsável por quase metade da poluição industrial relatada no país. No Brasil, de acordo com ele, a participação da mineração na poluição é possivelmente maior, em função da posição relativa dessa atividade na produção econômica nacional e de uma fiscalização mais frouxa. E acrescenta: “quem desejar mesmo ver o intenso grau de degradação ambiental causado por minas de ferro, basta ir a cidades como Itabirito, em Minas Gerais”.
Com base em experiências passadas e presentes, a exemplo de Caetité, não resta dúvida de que a grande beneficiadora dessa exploração de jazida de minério de ferro na região será a mineradora multinacional. Qualquer especialista ambiental sabe que os danos gerados nas áreas onde são desenvolvidas mineração são irreversíveis. A destruição ambiental e, consequentemente, a enfermidade de nossa saúde serão os principais legados deixados por ela.
Portanto, não temos nada a comemorar. A lucratividade oriunda da extração mineral ficará nas mãos de uma minoria e os prejuízos ambientais para toda a população atual e também futura. Sem uma revolta e contestação popular a nível nacional nossas riquezas naturais continuarão sendo usurpadas por grandes corporações capitalistas a troco de dependência econômica, depredação ambiental e perpetuação da pobreza dos trabalhadores.
(*) Graduando do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)

domingo, 18 de março de 2012

Indústria química tem déficit recorde

Foto: exame.abril.com.br
Domingo 18/3/2012, às 8:28
O setor químico é o retrato mais fiel dos efeitos da baixa produtividade da indústria do País. No ano passado, teve déficit de US$ 25,9 bilhões, o maior da história - em 1990 era de US$ 1,5 bilhão. A grandeza do rombo fica evidente quando se leva em conta que ele é só um pouco menor do que o saldo comercial de 2011 do País, de US$ 29,7 bilhões.

Por trás desse resultado - invisível aos olhos do consumidor final -, que indica uma perda de terreno dos produtos nacionais para os importados, estão problemas antigos do País que passam pelo sistema tributário caótico, infraestrutura deficiente e terminam nos conhecidos juros elevados.
"Os dados que a gente tem apontam para o crescimento do consumo de 6,5% no ano passado, mas a importação cresceu 7,5%", afirma o presidente da Braskem, Carlos Fadigas. "A importação ficou com todo o crescimento e tomou 1% do mercado."
O reflexo desses entraves brasileiros aparece sobretudo no custo da matéria-prima. O gás obtido nos Estados Unidos, por exemplo, é, em média, 20% mais barato do que o brasileiro. O preço da energia cobrado também destoa dos demais países.
"O País tem um problema muito grande. É quase 10% mais caro trazer matéria-prima do Polo de Camaçari para São Paulo do que da Europa para São Paulo, por exemplo", diz Michel Mertens, vice-presidente sênior de áreas químicas da Basf para a América do Sul.
No ano passado, a Basf fechou a fábrica de aminas em Camaçari porque a importação ficou mais vantajosa, mas anunciou a criação de um Complexo Acrílico. O investimento deve somar cerca de US$ 750 milhões e tem previsão de início em 2014.
Fonte: Brfinance

sábado, 17 de março de 2012

CARTA ABERTA DO II ENCONTRO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO – UESB/JEQUIÉ

Nós professoras/es, coordenadoras/es, gestoras/es da Educação Básica, Secretarias Municipais de Educação, ambientalistas, estudantes de graduação, pesquisadoras/es das Universidades Públicas da Bahia (UESB, UNEB, UESC, UEFS, UFRB, UFBA, IFBA)[1] reunidos/as no II ENCONTRO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO: A construção do projeto político-pedagógico, realizado em 08, 09 10 de março de 2012, na Universidade Estadual Sudoeste da Bahia – Campus Jequié/Bahia, discutimos, refletimos e elaboramos propostas referentes às problemáticas significativas da Educação do Campo.
Este encontro teve como objetivos centrais: a) Contribuir para o processo de construção do projeto político-pedagógico das escolas do campo em parceria com os professoras/es, gestoras/es, e movimentos sociais; b) Aprofundar a reflexão sobre o modelo de escola rural que se consolidou pela precariedade do ensino e da formação de professores, buscando as possibilidades para sua superação.
Por meio destes objetivos o encontro se propôs focar, relacionar e articular a Educação do Campo a partir de sua gênese e contexto histórico, proposições teóricas, fundamentos pedagógicos, políticas públicas, formação de professores, processos e experiências educativas, produção e socialização de conhecimento. Para tanto, isto se consolidou pelos trabalhos realizados nas oficinas e GTS, onde foram abordadas as problemáticas que diz respeito à Educação do Campo e as possibilidades de mediar o trabalho, a produção e a educação neste contexto social.
 Essa metodologia do II Encontro, ao englobar os elementos teórico-práticos da Educação do Campo,  teve  como princípio propositivo o debate e elaboração de propostas para o projeto político-pedagógico das escolas de Educação Básica do Campo do Estado da Bahia, que se materializaram através das seguintes temáticas (oficina e GTS): 1 - Organização da escola e gestão; 2 - Políticas Públicas para Educação do Campo; 3 - Práticas Pedagógicas da escola do campo; 4 - Currículo: escola, campo e contradições sociais; 5 - Educação do Campo e o desafio das classes multisseriadas; 6 – Educação ambiental nas escolas do campo.
Informações da Professora da Uesb/Jequié Fátima Moraes Garcia.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Janela Indiscreta traz Orlando Senna

Vídeo da Nasa mostra 4,5 bilhões de anos de evolução da lua em três minutos

qui, 15 de mar de 2012
Uma simulação feita por cientistas da Nasa mostra como a lua, em 4,5 bilhões de anos de história, se transformou no satélite que vemos atualmente e como cada cratera foi criada por colisões de asteroides e outras forças naturais. O vídeo, que tem a duração três minutos, mostra como cada marca na superfície.

Para a produção do vídeo, foram utilizadas imagens captadas pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que acompanha o satélite natural da Terra. Assista ao vídeo:


Fonte: Brnotícias

quarta-feira, 14 de março de 2012

Estudante processa Facebook

Estudante de direito em Viena, Max Schrems, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação coletada durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas. Assista ao vídeodocumentário:

CONSTRUIR A GREVE NACIONAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO

Foto: jcabrasil.blogspot.com 
PCB (UNIDADE CLASSISTA/ INTERSINDICAL)
12 MARÇO 2012   
Nos dias 14, 15 e 16 de Março, os trabalhadores (as) em educação de todo o país estarão em Greve Nacional pela valorização da Educação Pública e cumprimento da Lei do Piso.

Mesmo com o reconhecimento do STF da legalidade da Lei do Piso, o que se vê é que na maioria absoluta dos Estados os Governos não cumprem a lei e se negam a dialogar com os educadores.

Em 2011 cerca de 15 greves estaduais aconteceram em todas as regiões, algumas com contornos dramáticos e de heróica resistência, como aconteceu no CE e em MG e em todos esses movimentos o paradoxo do crescimento da arrecadação da máquina pública versus a diminuição de investimentos e o consecutivo sucateamento da educação era o contraste mais evidente.

A tônica dos governos para calar as massas foi a repressão, a criminalização e o uso dos Tribunais de Justiça para coibir e decretar o caráter ilegal dos movimentos grevistas; tudo isso numa clara tentativa de sufocar a luta e combater o avanço dos educadores. Mas isso não inibiu a justa luta pela valorização do ensino público, pois tudo o que conquistamos até aqui foi fruto da resistência, da luta e da ousadia em enfrentar o descaso dos Governos neoliberais que insistem na política de desvalorização do ensino público e criminalização dos educadores.

O Governo Federal e seus aliados tem se arrogado a condição de elevar a economia brasileira a 6ª potência mundial, mas não assumem a responsabilidade pelo fato de mais de 25 milhões de brasileiros serem considerados analfabetos funcionais e de que a apenas uma em cada cinco crianças consegue terminar os estudos do ensino básico em tempo estimado para a sua idade.

Os educadores em todo o país são a categoria do funcionalismo público que possuem os piores salários e as piores condições de trabalho, não sendo poucos os casos de doenças funcionais que atingem a maioria desses profissionais.

Somado a tudo isso se junta a prática corriqueira que a mídia sempre utiliza em momentos de campanha salarial, que é a de criminalizar os educadores como se fossem estes os responsáveis diretos pelas mazelas e contradições que a educação pública vem passando, isentando de responsabilidade os Governos locais que não param de arrecadar com a carga tributária e mesmo assim destinam migalhas para o desenvolvimento do ensino.

Por isso a UNIDADE CLASSISTA convoca sua militância e simpatizantes a participarem das atividades regionais da GREVE NACIONAL EM DEFESA DA EDUCAÇÃO que irão ocorrer em todo o País.

PELO PAGAMENTO DA LEI DO PISO NACIONAL;

PELO FIM DAS CONTRATAÇÕES SEM CONCURSO PÚBLICO;

PELA APLICAÇÃO DE 10% DO PIB NA EDUCAÇÃO;

NÃO A CRIMINALIZAÇÃO DOS EDUCADORES E DE SUAS ENTIDADES DE CLASSE.
Fonte: PCB