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sábado, 5 de maio de 2012

Conhecendo os parlamentares que votaram contra a Educação na Bahia


MATÉRIA :  PROJETO DE LEI Nº 19.779/2012
REUNIÃO: 11ª SESSÃO EXTRAORDINÁRIA
DATA: 25/04/2012
HORÁRIO: 00:07:40 ÀS 00:15:59
QUORUM: MAIORIA SIMPLES
TOTAL DOS PRESENTES: 63 PARLAMENTARES
NOME
PARTIDO
E-MAIL
VOTO
ADERBAL CALDAS
PP
aderbalcaldas@alba.ba.gov.br
SIM
ADOLFO MENEZES
PSD
amenezes@alba.ba.gov.br
SIM
ADOLFO VIANA
PSDB
adolfoviana@alba.ba.gov.br
NÃO
ALAN SANCHES
PSD
alansanches@alba.ba.gov.br
SIM
ÁLVARO GOMES
PC do B
alvarogomes@alba.ba.gov.br
ABSTENÇÃO
ANGELA SOUSA
PSD
angelasousa@alba.ba.gov.br
SIM
ANGELO CORONEL
PSD
acoronel@alba.ba.gov.br
SIM
AUGUSTO CASTRO
PSDB
augustocastro@alba.ba.gov.br
NÃO
BIRA CORÔA
PT
biracoroa@alba.ba.gov.br
SIM
BRUNO REIS
PRP
brunoreis@alba.ba.gov.br
NÃO
CACÁ LEÃO
PP
cacaleao@alba.ba.gov.br
SIM
CAPITÃO TADEU
PSB
capitaotadeu@alba.ba.gov.br
NÃO
CARLOS BRASILEIRO
PT
depcarlosbrasileiro@alba.ba.gov.br
SIM
CARLOS GEILSON
PTN
depcarlosgeilson@alba.ba.gov.br
NÃO
CARLOS UBALDINO
PSD
carlosubaldino@alba.ba.gov.br
SIM
CEL GILBERTO SANTANA
PTN
coronelgilbertosantana@alba.ba.gov.br
NÃO
CLAUDIA OLIVEIRA
PSL
claudiaoliveira@alba.ba.gov.br
SIM
DELEGADO DERALDO DAMASCENO
PSL
deraldodamasceno@alba.ba.gov.br
SIM
ELMAR NASCIMENTO
PR
elmar@alba.ba.gov.br
NÃO
EUCLIDES FERNANDES
PDT
euclidesfernandes@alba.ba.gov.br
SIM
EURES RIBEIRO
PV
euresribeiro@alba.ba.gov.br
SIM
FABRÍCIO FALCÃO
PC do B
dep.fabricio@alba.ba.gov.br
NÃO VOTOU
FÁTIMA NUNES
PT
fatimanunes@alba.ba.gov.br
SIM
GILDÁSIO PENEDO FILHO
PSD
gpenedo@alba.ba.gov.br
SIM
GRAÇA PIMENTA
PR
gracapimenta@alba.ba.gov.br
NÃO
HERBERT BARBOSA
DEM
herbertbarbosa@alba.ba.gov.br
NÃO
IVANA BASTOS
PSD
ivanabastos@alba.ba.gov.br
SIM
J. CARLOS
PT
jcarlos@alba.ba.gov.br
SIM
JOÃO BONFIM
PDT
jbonfim@alba.ba.gov.br
SIM
JOSEILDO RAMOS
PT
joseildoramos@alba.ba.gov.br
SIM
KELLY MAGALHÃES
PC do B
dep.kelly@alba.ba.gov.br
ABSTENÇÃO
LEUR LOMANTO JÚNIOR
PMDB
leurlomantojr@alba.ba.gov.br
NÃO
LUCIANO SIMÕES
PMDB
NÃO
LUIZ AUGUSTO
PP
SIM
LUIZA MAIA
PT
NÃO
LUIZINHO SOBRAL
PTN
NÃO
MARCELINO GALO
PT
SIM
MARCELO NILO
PDT
NÃO VOTOU
MARIA DEL CARMEN
PT
SIM
MARIA LUIZA
PSD
SIM
MARIA LUIZA LAUDANO
PSD
SIM
MÁRIO NEGROMONTE JÚNIOR
PP
SIM
NELSON LEAL
PSL
SIM
NEUSA CADORE
PT
SIM
PASTOR JOSÉ ARIMATÉIA
PRB
NÃO VOTOU
PASTOR SGT ISIDÓRIO
PSB
SIM
PAULO AZI
DEM
NÃO
PAULO RANGEL
PT
SIM
PEDRO TAVARES
PMDB
NÃO
REINALDO BRAGA
PR
NÃO VOTOU
ROBERTO CARLOS
PDT
NÃO VOTOU
ROGÉRIO ANDRADE
PSD
SIM
RONALDO CARLETTO
PP
SIM
ROSEMBERG PINTO
PT
NÃO VOTOU
SANDRO RÉGIS
PR
NÃO
SIDELVAN NOBREGA
PRB
SIM
TARGINO MACHADO
PSC
NÃO
TEMÓTEO BRITO
PSD
NÃO  VOTOU
TOM ARAUJO
DEM
NÃO
VANDO
PSC
NÃO
YULO OITICICA
PT
SIM
ZÉ NETO
PT
SIM
ZÉ RAIMUNDO
PT
SIM
TOTAIS DA VOTAÇÃO
SIM  – 33
NÃO – 19
ABSTENÇÃO – 2
TOTAL – 56

Bahia: Governo da propaganda


Estudantes da UNIFESP em GREVE publica nota


Nota Oficial sobre a Ocupação da Diretoria Acadêmica

É de conhecimento de todos que os estudantes da Universidade Federal de São Paulo-Campus Guarulhos estão em greve há 42 dias. Também é conhecimento de todos os motivos que movem a nossa mobilização, que partem tanto dos problemas infraestruturais decorrentes de uma expansão sem qualidade, quanto da crise institucional e política que o Campus da Unifesp Guarulhos enfrenta hoje.
Estamos paralisados com o intuito de alcançar uma negociação efetiva no que tange as nossas pautas mínimas, estas que giram em torno de condições básicas de funcionamento de um ambiente universitário, como salas de aula suficientes, ampliação do espaço da biblioteca, laboratórios de pesquisa e informática, moradia estudantil, creche para estudantes e funcionários, etc., muitas dessas questões que poderiam ser sanadas com a construção do nosso prédio central. Entendemos, ainda, que essas condições refletem uma expansão universitária sem planejamento, em que espaços inicialmente provisórios se tornam permanentes, assim como a má gestão e falta de transparência dos responsáveis.
Além disso, nos mobilizamos contra a criminalização do movimento estudantil, que inicialmente se baseava nos processos enfrentados por 48 estudantes, mas que nesse momento tem ganhado maior expressão tendo em vista os últimos acontecimentos ocorridos. No Ato Unificado do dia 22 de abril em frente à Reitoria da Unifesp, fomos recebidos pela Tropa de Choque e aguardamos por quatro horas para conseguir entregar a nossa pauta de reivindicações ao reitor. Aqui no campus, cotidianamente, temos percebido ações frequentes por parte da Diretoria Acadêmica que caminham no mesmo sentido, como o fechamento de espaços da universidade antes do horário previsto, a utilização de e-mail institucional para campanha contra a greve, a vigilância da mobilização estudantil  e o encaminhamento de boletins de ocorrência contra o mesmo.
Hoje, ainda, pudemos acompanhar na reunião da Congregação o encaminhamento de uma Comissão de Sindicância para avaliar a mobilização dos estudantes com um possível processo punitivo contra os alunos, o que consideramos uma incoerência diante da formação de uma Comissão de Intermediação com os estudantes em greve para a mediação dos atuais conflitos. No entanto, permanecemos abertos e dispostos a manter a reunião de amanhã prevista com a referente Comissão para melhor esclarecermos nosso posicionamento e intenções.
Isso pode ser verificado na prática quando nos mostramos dispostos a dialogar com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) hoje, em reunião solicitada pelos estudantes no campus. Consideramos um avanço a abertura com tal instância, mas após a solicitação de uma reunião de negociação com o Reitor para a próxima semana, fomos informados que o mesmo está disposto a se reunir com a Comissão de Negociação em São Paulo somente após o término da greve. No entanto, entendemos que a greve estudantil é um instrumento legítimo de reivindicação, e a saída da mesma anterio rmente a qualquer negociação é não ter garantia que nossas reivindicações sejam atendidas, e tal ação é uma clara medida para desmobilizar o movimento dos estudantes.
Tendo em vista a atual conjuntura, avaliamos em Plenária do Comando de greve, instância legítima deliberada em Assembleia Geral dos estudantes, a necessidade de uma radicalização do movimento estudantil que pudesse responder aos recentes ataques e pressionar uma negociação urgente com a Reitoria. A alternativa proposta e deliberada foi a atual Ocupação da Diretoria Acadêmica, como forma de evidenciar o engessamento das estruturas de poder da Unifesp e paralisar as atividades do Campus Guarulhos no sentido de inverter a correlação de forças a nosso favor.
Por fim, reiteramos que constituímos aqui um movimento pacífico , mas que vê a Ocupação como instrumento político necessário para o encaminhamento de nossas conquistas visto a intransigência da Reitoria e Diretoria Acadêmica.

Comando de Greve dos Estudantes
Campus Guarulhos/Unifesp

Paulo Freire e luta cotidiana dos professores


A Copa do Mundo é nossa...


LUTE SINDICATO publica Moção de Repúdio ao legislativo baiano

A greve dos professores do estado da Bahia tem sido uma aula, cujo conteúdo deve ser aprendido por todos os educadores e pela sociedade. Por um lado, aula de coragem e rebeldia por parte dos docentes engajados no movimento grevista; por outro lado, de posicionamentos e atitudes indignas e vergonhosas por parte do poder público estadual e seus aliados.
Entre os protagonistas dessa triste aula destacam-se os representantes políticos da região sudoeste no legislativo estadual. Os referidos deputados, apesar de portarem o diploma de professores, são indignos de exercerem esse nobre ofício, considerando que a lição que transmitiram compromete o nome da categoria, envergonha os docentes.
Triste aula essa que ensina indivíduos a serem, não criaturas livres, socialmente responsáveis e conscientes politicamente, mas submissas, obedientes a regras injustas e a esquemas políticos que ferem os direitos que os trabalhadores lutaram arduamente para conquistar.
Tais indivíduos, bem como seus seguidores na esfera municipal, não deveriam mais se atrever a falar em “defesa da educação”; “importância do professor;” “preocupação com os alunos e com o movimento estudantil”. Falta-lhes idoneidade para “levantar esta bandeira”.
Não podemos esquecer essa aula que nos possibilitou entender melhor: a diferença entre o discurso e a prática; os limites impostos pela fidelidade partidária; os passos necessários para tornar-se capacho do governo, mesmo que isso implique em deixar de ser um representante político comprometido com a defesa dos interesses da sociedade.
Para concluir, é ilustrativo lembrar que, na Grécia antiga, as camadas poderosas, compostas pelos proprietários de terras, tinham a seu lado, serviçais, lacaios, chamados SICOFANTAS, que vigiavam seus pomares e quando os pobres tentavam roubar uma fruta para saciar a fome, eles gritavam para avisar aos seus patrões, defendendo-os e se voltando contra aqueles que faziam parte da mesma esfera social que eles, em troca de recompensas materiais e prestígio junto aos poderosos.
Esse papel, guardadas as diferenças históricas, infelizmente, não desapareceu. Muitos políticos estão aí, dizendo que defendem os interesses do povo, quando, na verdade, estão fazendo papel de Sicofantas. No entanto, é bom lembrar que o fruto da educação é tão doce que nos faz querer invadir esse pomar e, certamente, não haverá lacaio que nos impeça.

Vitória da Conquista, 03 de maio de 2012.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Universidades da região amazônica podem se transformar em faculdades


A resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que obriga as instituições de ensino superior, federais e privadas, a terem dois cursos de mestrado e quatro de doutorado até 2016 para manterem o título de universidade mobiliza o sistema de ensino superior da Região Norte.

O alerta sobre as dificuldades para se cumprir a meta foi dado por Selma Baçal, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que destacou a ausência de cursos de doutorado em parte das universidades federais presentes na Região Norte do Brasil.

"Este é um drama que vivem os reitores e pró-reitores de pós graduação, cujas instituições correm o risco de passar para categorias de faculdades isoladas", afirmou ela, ao participar da mesa-redonda "Pós-graduação Stricto Sensu: Demanda Amazônica", evento que encerrou a programação da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizada entre os dias 27 e 29 de abril no campus avançado da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), na cidade de Oriximiná (PA). Além de Selma Baçal participaram da mesa-redonda Claudio Guedes Salgado, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Rodrigo da Silva, professor da Ufopa.
Entre as instituições citadas por Selma Baçal que precisam se estruturar para atingir as metas obrigatórias para 2016 estão universidades como a Federal do Acre e de Roraima, por exemplo. Ambas não têm cursos de doutorado e precisam organizá-los em um curto espaço de tempo, tarefa difícil dada a falta de professores com grau de doutor para lecionarem, entre outros problemas do ensino superior na região. Segundo ela, dois grandes desafios se impõem para o sistema de ensino superior: a formação, atração e fixação de recursos humanos e a obtenção de recursos para bolsas e infraestrutura para ensino e pesquisa.
Carências da região - Em sua apresentação, Rodrigo da Silva, da Ufopa, pontuou as dificuldades enfrentadas pela região amazônica no desenvolvimento de um sistema de pós-graduação mais robusto. "Curso de pós não se faz sem ter uma base científica, sem ter pesquisa de qualidade instalada. Qualidade se faz com a natureza humana de que a gente dispõe nesses cursos, mas é preciso estabelecer condições de pesquisa adequadas", destacou.
"Temos de assumir as dificuldades que temos, e são muitas. Precisamos da união dos nossos gestores de universidades, que devem correr atrás dessa capacitação de infraestrutura física para garantir velocidade maior em termos de ganhos de quantidade e qualidade nas pesquisas", acrescentou. Par ele, um dos principais desafios é atrair doutores para as instituições da região, capazes de formar grupos de pesquisa nas diferentes áreas do conhecimento. Mas convencer os pesquisadores a irem para a Região Norte depende de fornecer condições adequadas de trabalho. "Em Manaus, por exemplo, só no ano passado chegou a banda larga de verdade, ou seja, com qualidade, e ainda assim existem dificuldades nas conexões", exemplificou.
O professor também falou da grande dificuldade de separar laboratórios de pesquisa para uso da graduação. "Temos de qualificar nossos graduandos, trazer desde cedo os alunos para dentro dos laboratórios de pesquisa", recomendou. Outro problema é que muito ainda precisa ser construído na Amazônia. "Tem doutores que querem chegar na região e já produzir. Não querem chegar e ter que construir prédios", disse, acrescentando que existe ainda um problema político. Quando muda a administração, é comum mudarem também os pesquisadores de instituição, depois dos docentes terem lutado para constituir um centro de pesquisa.
Ele também falou que os quesitos de produtividade das agências de fomento não levam em conta as horas de esforço e trabalho que um pesquisador tem para constituir um novo centro de pesquisa em uma universidade. "Aqui no Norte temos uma série de dificuldades que não são levados em conta: quantos laboratórios você teve de ajudar a montar?", questionou. "Na nossa região, temos de formar as pessoas, não adianta achar que vamos ganhar em quantidade e qualidade trazendo pessoas do Centro-Sul, mas nada disso é levado em conta. Orientamos alunos da iniciação científica júnior, mas não tem espaço para colocar esse dado no Lattes", comentou.
Ainda sobre a questão de infraestrutura, Silva lembrou que a Ufopa, por exemplo, conseguiu uma série de equipamentos, mas vários ainda estão encaixotados porque não há local construído para serem instalados. "Também faltam técnicos para manipular e fazer a manutenção dos equipamentos. Precisamos de planejamento e reconhecimento dos gestores dos institutos de pesquisa para que invistam nisso", prosseguiu.
O pesquisador também lamentou a situação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), que ainda não conseguiu garantir um volume estável no orçamento, e deu como contra-exemplo a fundação do Amazonas (Fapeam), que já assegura percentuais constantes da receita do Estado para financiar suas atividades. Acrescentou, ainda, que a atual política do CNPq de vincular os editais com as Faps está prejudicando os estados com fundações ainda não consolidadas. "Em uma Fap nova, o CNPq deveria entrar com um aporte maior. Os grandes editais, ficam limitados à Fapemig, Faperj e Fapesp", apontou, citando as fundações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Outro problema para os bolsistas de pós-graduação da Região Norte está no fato de os editais não contemplarem as necessidades regionais, especialmente a questão da logística. Os pesquisadores precisam fazer, em geral, muito trabalho de campo, mas as agências de fomento não financiam de maneira adequada as despesas com transporte, um aspecto crítico para quem mora na Região Norte. "Ter editais mais específicos, direcionados para a Região Norte podia ajudar", analisou, citando a questão também da pesquisa interdisciplinar, uma característica dos grupos de pesquisa da região, dada a complexidade das questões relacionadas à Amazônia.
A expansão - Como coordenador da mesa-redonda, Claudio Guedes Salgado comparou números nacionais com os indicadores da Região Norte no que se relaciona a pós-graduação. Enquanto no Sudeste o maior número de bolsas é concedido para a área de saúde, no Norte são para as áreas biológica e humanas, segundo dados levantados junto à Capes. Ele contou ainda que, no ano 2000, a Capes concedeu 20.490 bolsas no total, sendo 311 delas para a Amazônia, e 13.535 para o Sudeste. Em 2010, o total de bolsas foi de 58.107, sendo 4.501 delas para a Amazônia e 26.760 para o Sudeste.
Também se expandiu o número de programas de pesquisa. Em 2000, eram 1.440 programas no Brasil, 39 deles na Amazônia e 865 no Sudeste. Dez anos depois, o total de programas, no nível nacional, era de 2.840 - 186 deles na Amazônia e 1.381 no Sudeste. "Houve avanço no número de bolsas, mas esse avanço não necessariamente se reflete mudança na equidade existente entre as diferentes regiões", comentou.
"Está havendo expansão na região amazônica, surgindo cursos novos, mas a qualidade é um problema", destacou. Na região amazônica não há cursos com nota máxima da Capes, que é sete, durante o período 2000 a 2010, enquanto no Sudeste havia 18 cursos nota sete em 2000, e 97 em 2010. Salgado disse que existe um grupo de pessoas que defende que qualidade se atinge no longo prazo. "Mas temos de acelerar, transformá-lo em médio ou curto prazo", prosseguiu.
Ele também destacou que 55% dos recursos aplicados pelo CNPq foram para o Sudeste e 3,34% para os estados do Norte. Os indicadores mostram que os recursos para o Norte aumentam, mas o percentual dos investimentos feitos na região em relação ao total se mantém na casa dos 2% a 3%. "Há demanda, pois vemos que os projetos estão sendo enviados. Os indicadores mostram que cerca de 3% dos projetos enviados para os editais CNPq, em média, são do Norte. Precisamos discutir como podemos alterar esse quadro", afirmou.
(Janaína Simões - SBPC)

Jequié: a greve dos professores estaduais CONTINUA


Seminário Internacional - "90 anos de movimento comunista no Brasil",


Por iniciativa do Núcleo de Estudos de Ontologia Marxiana (NEOM) - constitutivo do Grupo de Pesquisa Cultura e Política do Mundo do Trabalho -, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas,  ocorrerá entre os dias 13 e 17 de agosto de 2012, em Marília/SP, o Seminário Internacional - "90 anos de movimento comunista no Brasil", que contará com a presença de importantes intelectuais do Brasil e do exterior, especialistas nos temas propostos.

Graças ao esforço teórico-militante de alunos e professores do Grupo de Pesquisa Cultura e Política do Mundo do Trabalho, a Unesp de Marília se transformou em uma referência para a discussão da obra marxiana, dos pensadores marxistas e do movimento revolucionário internacional. Nos últimos dez anos foram realizados vários eventos que tiveram como mote central a perspectiva teórica referida. Os seminários sobre "Teoria Política do Socialismo", realizados a cada dois anos, já fazem parte da agenda de pesquisadores-militantes que projetam em seus horizontes teórico-práticos a perspectiva da plena emancipação humana. Além destes seminários de "maior envergadura", outros, discutindo temas contingenciais também foram organizados. Com um público cada vez maior - são os maiores eventos realizados pelo campus de Marília, com média de 500 inscritos, além dos ouvintes - tais atividades demonstram e comprovam a emergência e urgência dos temas tratados. Perseguindo a mesma senda, estamos organizando este ano uma comemoração aos "90 anos de batalhas teórico-práticas" dos comunistas brasileiros. Para tanto, contaremos com a presença de convidados que, em muitos casos, se "confundem com a própria história a ser discutida", pois fizeram e fazem parte, organicamente, de tal processo.

Além dos debates teóricos, tais eventos promovem (re) encontros pessoais extramente férteis, onde estudantes/pesquisadores trocam idéias, compartilham experiências que, muitas vezes, desdobram-se em grandes amizades. Além do que, sempre é muito bom rever os antigos amigos. É isso! Além de tudo, é um momento de encontro cultural.

Por tudo isso temos o prazer de convidá-lo para o nosso evento!!!!

Agende-se, programe-se, envie um trabalho. Visite a página do nosso evento em  http://www.inscricoes.fmb.unesp.br/principal.asp


Abaixo, elencamos os nomes dos palestrantes confirmados para nosso evento.

Anderson Deo
(pela organização).
Anderson Deo (Unesp/Marília)
Angélica Lovatto (Unesp/Marília)
Angelo Priori (UEM)
Antonino Infranca (Barcelona/Itália)
Antonio Carlos Mazzeo (UNESP/Marília)
Bernardete W. Aued (UFSC)
Candido Giraldez Vieitez (Unesp/Marília)
Carlos Eduardo Jordão (Unesp/Assis)
Cel. Sued Lima (Coronel-Aviador Reformado/FAB)
Cláudio Lopes Maia (UFG)
Décio Saes (Universidade Metodista de São Bernardo do Campo)
Fátima Cabral (Unesp/Marília)
Giovanni Alves (Unesp/Marília)
Isabel Monal (Universidad de La Habana/Cuba)
Jair Pinheiro (Unesp/Marília)
José Paulo Netto (UFRJ)
Leila Escorsim (UFRJ)
Lincoln Secco (USP)
Lúcio Flávio de Almeida (PUC-SP)
Marco Aurélio Santana (UFRJ)
Marcos Del Roio (UNESP/Marília)
Maria Orlanda Pinassi (Unesp/Araraquara)
Marly Vianna (UFSCar/UNIVERSO)
Marta Harnecker (Venezuela)
Mauro Iasi (UFRJ)
Miguel Vedda (UBA/Argentina)
Paulo Douglas Barsotti (FGV-SP)
Paulo Ribeiro da Cunha (Unesp/Marília)
Ricardo Antunes (Unicamp)
Sergio Lessa (UFAL)
Virgínia Fontes (UFF)

Hitler se irrita contra a greve dos professores

O vídeo a seguir foi ressincronizado e legendado, originalmente postado por Marco Braga sobre os últimos acontecimentos da Greve dos Professores do Distrito Federal. Mas, que tem a cara da Greve dos Professores do Estado da Bahia, isso tem. Mais uma vez Marx tem razão: a luta é universal, pois também o é a opressão. A burguesia, quer esteja no Palácio do Planalto ou no Palácio de Ondina, já não tem nem mesmo criatividade e se copia. Imperdível! Pela criatividade e pelo senso crítico e sensibilidade política. Vale a pena assistir. Qualquer semelhanças entre os führer não terá sido mera coincidência.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Grande Ato em defesa da Educação no Estado da Bahia


A relação Educação e Corrupção


LUTE Convoca Assembléia Geral

ATENÇÃO!
ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DOS
TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
DA REDE ESTADUAL

PAUTA:

INFORMES;
AVALIAÇÃO DA GREVE;
O QUE OCORRER.

LOCAL: AUDITÓRIO DO CENTRO INTEGRADO - CIENB - Av. Frei Benjamim - B. Brasil
DIA: 03/05/2012 (QUINTA-FEIRA)
HORÁRIO: 14:00 HORAS

Jaques Wagner é recebido com vaias pelos professores de Irecê


Por Rosa Araujo
30/04/2012 12h13

Os professores estaduais da cidade de Irecê e regiões próximas participaram de uma manifestação no sábado (28), aproveitando a presença do governador Jaques Wagner na cidade.

O governador estava na cidade visitando a 14ª ExpoAgri e foi recebido com vaias, apitaço e pressão por conta do não cumprimento do acordo que previa reajuste salarial de 22,22%.

Os professores estavam com camisa cobrando o acordo e com narizes de palhaço. Categoria permanece em greve por tempo indeterminado.

terça-feira, 1 de maio de 2012

A Presidente Dilma e o 1º de Maio: a miséria de um discurso


Foto: Wilson Dias/ABr, para a Jovem Pan
José Rubens Mascarenhas de Almeida

Assisti ao pronunciamento da Presidente Dilma Rousseff, ontem (30/12/2012), cuja razão formal foi o 1º de Maio (Dia do Trabalhador). Prostrei-me de frente à televisão sem esperanças de ouvir nada de novo, confesso, já que o referencial político do atual governo nada tem a ver com a nomenclatura dos partidos (sou tentado a rotular de agremiações) que hegemonizam.
Mas, tratava-se do 1º de Maio, dia da maior referência da classe trabalhadora por tudo o que representa, política e historicamente, e cedi à tentação.
Ouço cada palavra e minha indignação cresce. Mas, isso não acontece porque tenha me surpreendido. Não. Desde o começo dessa reflexão adiantei que não esperava nada de novo, no entanto não esperava um discurso tão irremediavelmente miserável: o governo representante do “Partido dos Trabalhadores” fazer um discurso no dia do Trabalhador, cujo conteúdo nada tem daquilo que propõe. Até mesmo as raízes históricas do PT foram desrespeitadas. Vejamos:
a) O discurso insosso, inodoro e com gosto de chuchu que ouço não é o de um partido que se entenda por "dos trabalhadores", aliás, não é de nenhum partido ou de é de todas as agremiações que acompanham o fisiológico governo neoliberal (por mais que digam que este tenha expirado) da presidente Dilma Rousseff.
b) O escopo lógico para um discurso do dia do trabalhador deveria ser o de enaltecimento dos feitos da classe trabalhadora, de sua história de lutas, de sua trajetória para não se submeter  à exploração do capital e da luta contra os mecanismos de dominação da sua classe antagônica: a burguesia. Seria a lógica para qualquer discurso que realmente entendesse a luta dos trabalhadores e que falasse desse locus. Mas não. O Executivo brasileiro faz um discurso, em rede nacional de radio e televisão, no Dia do Trabalhador para falar de um monte de coisa que nada tem a respeito da classe que vive do trabalho. Pelo contrário, o conteúdo da sua fala é tipicamente tecnocrático – como tem sido os governos do sindicalpetismo.
c) O discurso da chefe do Executivo brasileiro falou da ótica gerencial de qualquer empresa, um discurso tecnocrático – daqueles que se dão ao luxo de ver em tudo problemas técnicos e mais nada) –, subsumindo a política pela burocracia, contendo garfes também irremediáveis, a exemplo de “cuidar do desenvolvimento das pessoas significa lutar por uma saúde melhor pros brasileiros pobres de classe media”; “Enxergá-lo também, como consumidor, com condição de comprar todos os bens e serviços que sua família precisa pra viver de maneira cômoda e feliz”. Para a Presidente viver feliz é viver consumindo, acriticamente. Para ela o mundo ideal – e real - é o dividido entre produtores e consumidores: “É bom também que você consumidor faça prevalecer seus direitos” e “Quando atingirmos esse patamar, nossos produtores vão poder produzir e vender melhor e nossos consumidores vão poder comprar e pagar com mais tranquilidade”. Por fim, a fala presidencial dá a conotação que tem de uma economia sólida e defende a fração burguesa no poder (a financeira): “Nos últimos anos, o nosso sistema bancário é um dos mais sólidos do mundo, está entre os que mais lucraram. Isso tem lhes dado força e estabilidade. O que é bom para economia” [1]. Faltou-lhe o discernimento e compromisso ideológico com suas raízes para asseverar "economia burguesa).
No discurso presidencial do Dia Internacional do Trabalhador, a memória e a história das lutas operárias foram as grandes ausentes, quer seja em escala nacional, quer na mundial. Sequer a origem da comemoração foi lembrada, quando o discurso formal se justificava por este motivo. Mas, NADA! No discurso para o 1º de Maio da chefe do Executivo Nacional do Brasil, o Dia do Trabalhador foi transformado no Dia do Consumidor! LAMENTÁVEL!
d) Por outro lado, pasmem, o conteúdo do discurso presidencial da representante maior do “partido dos trabalhadores” no 1º de Maio versou sobre o mundo ideal da burguesia, sobre a fantasia da conciliação de classes e encenou um “ferrenho combate” aos juros altos no Brasil. Enfim, um discurso alienado, previsível e miserável, irremediavelmente miserável. TRISTE!

[1] O discurso da presidente, na íntegra, está publicado na JOVEM PAN.