Em Brasília, centro político nevrálgico do pais,10.000 professores numa greve de 45 dias, a mais longa paralisação do Brasil em 2012. Segundo
os trabalhadores na educação, o governo do DF se recusa a negociar e
professores decidem manter greve, mesmo com decisão da justiça que manda 80%
voltar ao trabalho.
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segunda-feira, 30 de abril de 2012
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1º de maio, um confronto com o Estado repressivo
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Foto: correiocidadania.com.br |
POR WALDEMAR ROSSI*
SEXTA, 27 DE ABRIL DE 2012
No
século 19 (anos 1800), a classe operária européia e estadunidense era
brutalmente reprimida pela polícia porque reivindicava jornada de trabalho de 8
horas diárias – contra as 12, 15 ou até 18 horas de trabalho nas fábricas. Em
pleno século 21, essa repressão continua sendo praticada pelos Estados
capitalistas, agora estendidas aos trabalhadores pelo mundo inteiro. As greves
e manifestações populares massivas são brutalmente reprimidas na Europa,
África, Ásia e Américas, revelando que os Estados burgueses estão cada vez mais
a serviço dos interesses do capital, desprezando os mais elementares direitos
dos povos. Se não bastasse garantir pela força de leis injustas - portanto
ilegítimas - o crescimento da exploração sobre os trabalhadores, ainda colocam todo
seu aparato policial e militar para sufocar justos movimentos de contestação
contra o desrespeito aos seus direitos inalienáveis. Manifestantes vêm sendo
agredidos, presos e assassinados em vários cantos do mundo. A repressão se dá
na mesma proporção em que avançam os ataques e a eliminação dos direitos
trabalhistas e populares. No mundo do século 21, a barbárie vai sendo
implantada ocupando o lugar da justiça e da verdadeira democracia.
No
Brasil, as coisas não são diferentes. Apenas se revelam em suas
particularidades próprias. A ambição desmedida pela concentração das terras por
grandes empresas que visam o agronegócio exportador e a produção do etanol vem
ocasionando invasões das áreas indígenas e quilombolas; os jagunços,
verdadeiras quadrilhas de bandidos, continuam dizimando as principais
lideranças indigenistas, como foi o caso do cacique guarani-Kaiowá, Marco
Veron, no Mato Grosso do Sul, assassinado diante de seus filhos. Nos últimos
anos, foram constatados 248 assassinatos de indígenas. Quantos ainda são
desconhecidos por este Brasil afora? E, o que é rigorosamente absurdo, 423
indígenas estão presos nas cadeias brasileiras, pelo crime de defender suas
terras e vidas, enquanto os criminosos e seus mandantes, os empresários,
continuam impunes. A Justiça e a Polícia Federal nada ou quase nada fazem para,
realmente, investigar, julgar e punir os criminosos. A demarcação das terras
indígenas, assim como dos quilombolas (também reprimidos e assassinados),
continua letra morta na nossa Constituição.
Comprometido
com a FIFA e o COI em garantir as obras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas em
nosso país, o governo brasileiro, além de bancar a construção desses “elefantes
brancos” com dinheiro do orçamento público federal, vai promovendo remoções de
milhares de famílias pobres obrigando-as a deixar suas moradias, sem qualquer
garantia oficial, sem destino certo. Tudo isto para garantir melhores condições
aos turistas que aqui possivelmente desembarcarão, à custa de piores condições
de moradia e de vida para o povo. Quando as famílias prejudicadas pelas
remoções protestam, governantes colocam suas polícias com todo seu arsenal
repressivo para “garantir a ordem” dos interesses das grandes construtoras,
financiadoras das campanhas eleitorais dos partidos políticos, governadores,
senadores e deputados. A truculência das polícias estaduais e municipais vem
ocorrendo com freqüência sobre milhares de famílias que habitam em terrenos
devolutos (propriedade do Estado) e que deveriam ser usadas prioritariamente para
sua função social, como manda a Constituição brasileira. Fatos como o da
expulsão de Pinheirinhos, em São José dos Campos – SP, se dão com freqüência e
tal brutalidade que vêm merecendo a condenação até mesmo de setores da mídia
burguesa.
A
repressão do Estado vem se fazendo presente contra os operários da construção
civil que se unem e lutam contra as precárias condições de alojamento, de
alimentação e de trabalho, nas obras das barragens que estão sendo construídas
na Amazônia. Além das truculentas polícias estaduais, a presidente Dilma
colocou a Força Nacional de Segurança para reprimir grevistas (*). A violência
oficial vai além e se estende para os habitantes das áreas que serão inundadas
expulsando milhares de famílias que ali residem e trabalham há dezenas de anos.
Não se
pode ignorar que os responsáveis por tantos crimes são, além dos exploradores
das terras urbanas e rurais, os membros dos Três Poderes do Estado, tanto em
nível federal, quanto estadual e municipal. Juízes vêm concedendo ordens de
despejo em total desrespeito às leis e à própria Constituição, ordenando o uso
da força para garantir suas “sentenças”; ministros de instâncias superiores da
Justiça são acusados de favorecimento ao capital; presidentes da República se
mancomunam com os exploradores e agem como se fossem donos absolutos do país,
traindo o povo e a nação; governadores e prefeitos seguem o mesmo caminho;
Congresso Nacional e Assembléias Legislativas legislam contra os interesses do
povo, em favor das grandes empresas.
A
insatisfação pelo caos reinante vem gerando reações de parcelas significativas
de trabalhadores do campo e da cidade. É neste clima de insatisfações e de
revoltas que celebraremos o 1º de Maio de 2012. As manifestações de caráter
classista estarão, em todo o país, denunciando tanta falcatrua e tantos crimes,
num amplo movimento de retomada, ainda que modesto, do seu protagonismo em
busca de profundas mudanças nas políticas públicas e em defesa dos direitos
populares.
(*) A
Força Nacional de Segurança é obra do “operário presidente” Luiz Inácio Lula da
Silva. Foi criada por decreto-lei no ano de 2005, quando uma unidade motorizada
(ou montada) do Exército, sediada na cidade de Campinas (SP), foi transformada
em unidade de infantaria para atuar em “defesa da ordem interna”. Isto é, Lula
colocou o Exército para reprimir trabalhadores.
*Waldemar
Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da
Arquidiocese de São Paulo.
Fonte: Correio da Cidadania
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Mini história da educação no Brasil
Para refletir sobre a Educação!
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sábado, 28 de abril de 2012
A Greve dos professores do Estado da Bahia continua
Lançamento de "O método histórico de Karl Marx"
"O
método histórico de Karl Marx" é um texto de Paul Lafargue traduzido pela
primeira vez para o português. Trata-se de uma polêmica contra as concepções
burguesas de justiça, bondade, alma e Deus e também contra os preconceitos dos
"socialistas" e anarquistas. Uma polêmica na qual Lafargue defende o
socialismo científico e o método materialista, histórico e dialético de Marx.
Logo em sua introdução Lafargue
esgrima com clareza e simplicidade:
«Por aproximadamente meio
século, Marx propôs um novo método de interpretação da História, o qual ele e
Engels aplicaram em seus estudos. É compreensível que os historiadores, os
sociólogos e os filósofos, temendo que o pensador comunista 'corrompesse suas consciências',
fazendo-os perder os favores que recebiam da burguesia, resolvessem ignorá-lo.
Mas é estranho que alguns socialistas hesitem em usar tal método, por temor de,
possivelmente, chegar a conclusões que comprometam suas idéias burguesas, pelas
quais são prisioneiros pela ignorância.»
Longe de criar um manual
sistemático e estático passível de ser aplicado a qualquer situação e tempo
histórico, o método de Marx possui características dialéticas e isto dificulta
sua apreensão para aqueles "socialistas" de academia que não o buscam
utilizar para interagir de forma revolucionária com o movimento da luta de
classes.
Por fim acrescentaríamos que
esta obra de Lafargue se insere com toda legitimidade na lista já composta
pelas obras: «Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico», de Engels e pelo
«O papel do indivíduo na História», de Plekanov, na lista dos clássicos
marxistas a serem mais do que lidos, estudados.
Governo Federal desmascara Governadores e mostra que há dinheiro para pagar os 22%
Educação: União
repassa recurso extra do Fundeb.
O
ajuste da Complementação ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi divulgado. A
Portaria 437/2012 do Ministério da Educação (MEC), publicada no Diário Oficial
da União (DOU) nesta segunda-feira, 23 de abril, define o crédito para os dez
Estados contemplados.
O
ajuste anual se refere à apuração da receita disponibilizada pelos Estados ao
Fundeb no exercício anterior com a arrecadação efetivada. A medida atinge
Municípios e Estados que receberam os recursos da complementação da União ao
Fundo. Em 2011 foram: Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba,
Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
Pela
análise da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o ajuste difere dos anos
anteriores por acarretar a realização de créditos nas contas do Fundeb, o que
beneficia 1.923 Municípios, no montante de mais de R$ 1,1 bilhão.
O Rio
Grande do Norte, apesar de ter recursos a receber referente a 2011, não consta
na lista dos beneficiados com recursos federais em 2012. Contudo, o crédito a
receber decorrente do ajuste é de R$ 27,7 milhões.
O
presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressalta que o crédito estendido a todos os
Estados deve-se ao fato de a União ter retirado do montante da complementação
ao Fundeb 10% para o piso salarial, cerca de R$ 866 milhões – medida que atende
a Lei 11.738/2008. Como o recurso não foi utilizado para assistência financeira
ao piso, o governo federal tem a obrigação de repassá-los, agora, por ocasião
do ajuste, de forma a cumprir com o dispositivo constitucional que criou o
Fundeb.
Entenda
o ajuste
De
acordo com os dados publicados pelo MEC, a receita total de Estados e
Municípios no Fundeb em 2011 superou a previsão, que era de R$ 88 bilhões, e
chegou a R$ 90,8 bilhões.
Com os
novos dados, o MEC teve de refazer o cálculo do montante de recursos do Fundeb,
dos valores aluno/ano e complementação da União. Com o aumento da receita, a
complementação ao Fundo, que foi de R$ 8,8 bilhões em 2011, ficou abaixo dos
10% do total da arrecadação de Estados e Municípios previstos pela Lei do
Fundeb.
A CNM
alerta ainda aos gestores municipais e estaduais que tomem conhecimentos dos
lançamentos a crédito em suas contas, e reorganizem o planejamento da área da
Educação.
Metade dos brasileiros não terminou o ensino fundamental, diz IBGE
A matéria não se propõe a determinar as causas que levaram às estatísticas, mas que os números sejam comparados e refletidos com as condições materiais em que estão envolvidos os agentes sociais do processo (professores e alunos) e o próprio sistema educacional, voltado para a privatização da educação. Portanto, não se trata de mera coincidência a luta por uma educação para além do mercado, tal qual leva a cabo os governos municipais, estaduais e federal no Brasil.
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Segundo o Censo 2010, 966 mil crianças estão fora da escola (Foto: Reprodução/Globo Nordeste) |
Segundo
Censo 2010, quase 1 milhão de crianças estava fora da escola.
Número
de estudantes com superior completo cresceu 80% em uma década.
Dados
do Censo 2010 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) revelam que, naquele ano, metade da população brasileira com 10 anos ou
mais de idade não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto.
Segundo o instituto, o número de pessoas nessa condição era de 65,1% em 2000, e
caiu para 50,2% dez anos depois.
Por
outro lado, no mesmo período o número de brasileiros que terminou o ensino superior
cresceu 80%. Em 2010, 7,9% da população tinha esse grau de instrução, contra
4,4% em 2000.
A
região Nordeste é a que tem o nível mais baixo de instrução: 59,1% da população
com o fundamental incompleto e 4,7% com superior completo. No outro extremo,
44,8% dos habitantes do Sudeste tinham cursado apenas parte do fundamental,
quanto 10% tinha nível superior.
O Censo
2010 do IBGE mostrou também que 966 mil crianças e adolescentes de entre 6 a 14
anos não estavam matriculados na escola, o que representa 3,3% da população
nessa faixa etária. Já entre os jovens de 15 a 17 anos, o número foi bem maior:
16,7%. Apesar de a porcentagem de exclusão escolar ter caído (em 2000, o índice
era 22,6%), o número ainda está longe da meta do governo de ter, até 2022, 98%
de todas as crianças e jovens de 6 a 17 anos na escola.
Fonte: G1, em São Paulo
sexta-feira, 27 de abril de 2012
MP move ação que exige pagamento do piso nacional aos professores do Piauí
![]() |
Foto: ncst.org.br |
Sexta-feira,
20 de Abril de 2012 - 12:34h
Os
promotores de Justiça Fernando Ferreira dos Santos, Leida Maria Oliveira Diniz
e Maria Esther Ferraz de Carvalho assinaram juntos ação civil pública contra o
Estado do Piauí, requerendo determinação judicial para que seja cumprida a Lei
do Piso Nacional do Magistério, que estabelece o pagamento de R$ 1.451 aos
docentes. Os professores da rede pública estadual de ensino estão em greve há
50 dias.
O
Ministério Público considera que a educação, como processo de desenvolvimento
do potencial humano, "é um direito público irrenunciável, requisito para
promoção da dignidade das pessoas. O governo deve garantir o acesso pleno e
igualitário ao ensino público, alocando os recursos necessários, sobretudo para
a educação fundamental".
A
promotora Leida Diniz, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da
Infância e da Juventude ressalta que a legislação federal promove a existência
de condições adequadas de trabalho, além da implementação do piso salarial
profissional nacional.
"A
legislação brasileira avançou no sentido de propiciar a melhoria da qualidade
do ensino, estabelecendo como diretrizes a serem adotadas nos estatutos e
planos de carreira do Magistério Público a valorização profissional, dispondo
entre outras condições a formação continuada e atualização do professor, tempo
reservado para estudos, planejamento e avaliação no regime de trabalho,
processo de evolução na carreira que valorizem a titulação e o bom
desempenho", afirmou a promotora acrescentando que deve ser
"conferida prioridade absoluta à proteção de crianças e
adolescentes".
Os
promotores de Justiça argumentam ainda que a análise do movimento grevista não
deve se limitar à ausência dos professores nas salas de aula, e considerar a
ineficiência dos poderes públicos, que gera deficiências no sistema
educacional, não permite que as escolas possuam a estrutura e os
recursosadequados e prejudica a qualidade do ensino.
"Impossível
atirar sobre os professores o déficit da educação básica. O descumprimento da
lei do piso dos professores significa grave retrocesso social e a destinação de
uma escola pública apenas para os pobres, significativamente deteriorada, e de
qualidadeinferior, apenas para uma classe: justamente as crianças e
adolescentes marginalizadas e excluídas econômica e socialmente", apontam
os representantes do Ministério Público.
O
Supremo Tribunal Federal confirmou a constitucionalidade da Lei do Piso
Nacional do Magistério em outubro de 2011. Segundo o voto do relator, não é
possível presumir falta de recursos para o pagamento do piso. "Em
especial, eventuais insuficiências poderão ser supridas por recursos do Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) e pela União, cujas
consideráveis receitas incluem recursos das contribuições sociais destinadas à
educação." A própria lei estabelece mecanismos para a complementação. O
ente federativo que não tiver disponibilidade orçamentária deve remeter solicitação
fundamentada ao Ministério da Educação, com planilha de custos que comprove a
necessidade.
Além do
pagamento do piso nacional aos professores da rede estadual, o Ministério
Público requereu também que o Estado do Piauí preste contas em relação aos
recursos do Fundeb, com especificação de receitas e despesas. (SINTE-PI,
20/04/12)
Fonte: CNTE
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SOBRE A GREVE DOS PROFESSORES
25/abr/2012
. 10:20
Israel Nunes*
professor.israelnunes@gmail.com
O
pronunciamento judicial nada diz em relação à legitimidade dos interesses
defendidos pelos trabalhadores.
Um meio
muito comum ultimamente de tentar esgotar politicamente as lutas dos
trabalhadores em prol de melhores condições de vida é a judicialização do
conflito. Isso tem ocorrido com bancários, policiais militares, operários da
construção civil e, recentemente, com os professores.
Trabalhadores
da iniciativa privada ou do setor público têm as suas reivindicações ocultadas
por uma disputa judicial que desloca o centro do conflito das reivindicações
objetivas para uma discussão sobre a legalidade ou não da greve, ou para ações
em que se discute a posse, como no caso dos interditos proibitórios ajuizados
na Justiça do Trabalho ou comum.
Esta
tática, de judicializar o conflito, além de tentar deslocar o cerne da questão,
passa a ideia para a opinião pública de que as reivindicações serão apreciadas
por um órgão “imparcial”: o Poder Judiciário.
Ledo
engano. O pronunciamento judicial nada diz em relação à legitimidade dos
interesses defendidos pelos trabalhadores, mas sim, e de maneira duvidosa às
vezes, sobre aspectos relativos à legitimidade das formas de luta. Ou seja: do
ponto de vista do conteúdo, a discussão não será sepultada, embora do ponto de
vista da forma a greve ou o piquete possam ser sepultados.
E o
aumento de cerca de 22% que os professores pretendem é absolutamente injusto.
Porque é pouco.
Muitos
países com economia pífia diante da nossa têm níveis de escolaridade mais
elevados do que o Brasil. Em muitas outras nações o professor é um profissional
mais valorizado do que é no Brasil. É uma situação vergonhosa. É humilhante,
melhor dizendo. Humilhante para os brasileiros, humilhante para o Brasil,
humilhante para os professores.
É,
induvidosamente, uma necessidade inadiável vincular pelo menos 10% do PIB para
a educação pública.
A
transformação social que os governos progressistas do ex-presidente Lula e da
presidenta(e) Dilma tanto almejam passa, de maneira indiscutível, pela
valorização dos profissionais da educação. No âmbito do Estado da Bahia, a
coisa não é diferente, visto que temos um Governador de um partido ligado aos
interesses dos trabalhadores.
É uma
questão do Estado Brasileiro e que deve ser tratada desse modo. A construção da
cidadania e da noção de soberania popular, se é que ainda se pode falar de
soberania no plano internacional, depende da construção de um povo educado,
visto que a educação possui um caráter nitidamente emancipatório. O professor
desempenha esse papel crucial. Com o perdão do exagero: se o matarmos de fome,
a quem recorreremos?
Ao
Poder Judiciário? Talvez, para declarar a ilegalidade da morte por inanição, quem
sabe…
Devemos
ser razoáveis e aproveitar a oportunidade para corrigir logo esse erro
histórico, concedendo de imediato 22% aos professores estaduais e destinando
10% do PIB nacional para a educação.
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Indicativo de Greve na Rede Municipal de Ensino de Vitória da Conquista
Os professores da rede
municipal de ensino de Vitória da Conquista votaram o indicativo de greve na
assembleia desta quarta-feira, 25, ocorrida no Salão Arquidiocesano Dom
Climério, conforme programação da Primeira Semana Municipal em Defesa e
Promoção da Educação Pública.
A categoria está indignada com
o fato de a prefeitura municipal descumprir a Lei nº 1762/2011, do Estatuto do
Magistério. Lei que a própria administração instituiu em 30 de junho de 2011.
Também, pelos gestores estarem tentando impedir a mobilização da categoria.
Estes acionaram o Ministério Público para embarreirar a realização Primeira
Semana Municipal, evento proposto pela Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação (CNTE) e que vem debatendo a melhoria da educação.
Para o professor Marivan
Pereira, da Escola Municipal Edvanda Maria Teixeira, o movimento dos
professores é extremamente necessário. “Nós estamos dispostos a cumprir todo o
cronograma proposto pelo sindicato. Isso vai ser enriquecedor para o professor.
Acho que o indicativo de greve foi votado em um momento oportuno. Eu, por
exemplo, já perdi muitos benefícios e, como comentei na assembleia, o que mais
a categoria deverá perder para tomar uma providência?”
A aprovação, ou não, da greve
deverá ocorrer na próxima assembleia, agendada para sexta-feira, 04, um dia
após a reunião de negociação do SIMMP com o governo, na qual será discutida a
jornada de trabalho do magistério municipal. Os docentes requerem o cumprimento
integral da Lei do Piso Salarial Nacional, que estabelece 2/3, no máximo, para
interação com os alunos e 1/3 para estudos e planejamento.
Após a assembleia, ainda pela
manhã, os profissionais da educação se dirigiram para a porta da prefeitura,
onde realizaram uma manifestação.
Vereadores votam contra audiência pública
Ainda nesta quarta-feira, no
turno vespertino, os educadores participaram de uma discussão acerca do
investimento dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. A proposta era
que o debate acontecesse em uma Audiência Pública. No entanto, os vereadores da
Bancada de Situação, unanimemente, votaram contra o requerimento feito pelo
vereador Arlindo Rebouças, Presidente da Comissão de Educação da Câmara.
“Estou pasma ante a truculência
do Governo, ‘nunca antes na historia desse município’ um requerimento de um
vereador para uma audiência pública tinha sido rejeitado. Acredito que o
Prefeito fez muita pressão para coibir as nossas atividades. Nós já havíamos
negociado, anteriormente, com os vereadores Arlindo e Alexandre, pessoas muito
comprometidas e que, historicamente, mantiveram uma boa relação comigo.
Acredito que a câmara tem boas intenções, mas, vacilaram nessa questão”,
destacou a presidente do SIMMP, Geanne Oliveira.
O sindicato havia convidado a Secretaria
Municipal de Educação, os vereadores Alexandre Pereira e Arlindo Rebouças e
representantes da Associação dos Docentes Universitários (ADUSB), do LUTE e da
UESB para participarem da audiência. O professor Márcio Freudenthal também foi
convocado a fazer parte da mesa, representando a base.
Durante o encontro, o vereador
Arlindo Rebouças solicitou do SIMMP o envio de uma denúncia sobre o
descumprimento da lei pela prefeitura, que deverá ser encaminhada para a
Comissão de Educação da Câmara.
Fonte: Simmp
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
Representante da DIREC-20 suporta indignação de professores do Estado
![]() |
Praofessora Silvanei: "Este é o governo do terror". |
Depois de declararem em assembleia a permanência da greve e de desferirem críticas corrosivas ao governo Wagner e a todos os deputados baianos, os professores grevistas fizeram uma breve manifestação pública nas ruas centrais, com apitaços e palavras de ordem, e se dirigiram à Direc-20, que foi literalmente ocupada.
Lá, no auditório, “conversaram” com o diretor regional de educação, Ricardo Costa, que teve de enfrentar uma enxurrada de perguntas – algumas delicadas, outras nem tanto – dos grevistas, muitos dos quais estavam contrariados com a decisão do governo de cortar os salários dos professores que aderiram à paralisação e reclamavam do que consideraram uma “prática de terror” contra os diretores escolares.
Para acessar à entrevista por completo, clicar Blog do Fábio Sena
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
Na hora do "vamos ver" é que a verdade emerge
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A lógica mercantil na Educação
Por: Daniel Toscano
López*
CiudadCCS, 22/04/12
La educación no sólo en Chile, sino en América latina
y en el mundo está adoptando hoy en día procedimientos y formas de organización
provenientes tanto de prácticas burocráticas como de los principios del
mercado. En el caso de Colombia y en varios países, tales prácticas y
principios se concretan en un discurso de “gestión de la calidad” y en la
pretensión de un sistema de aseguramiento de la misma.
La superimposición narrativa del dispositivo de
gestión de la calidad ha terminado por hacer creer ingenuamente que por el
hecho de reducir los procesos educativos a estadísticas, estándares, gráficas y
registros, y por efectuar el ritual burocrático de llenar formatos y aplicar
exámenes, la realidad educativa está bien intervenida. No obstante, de toda
esta hiperinflación se rescata la sensación de control y seguridad. Tal
dispositivo no natural.
Hace creer que con la reforma que pretende introducir
a través de leyes, como en el caso colombiano la Ley 30 de Educación Superior
del año 1992, las comunidades educativas avanzan hacia el progreso.
En Colombia el núcleo del debate educativo gira
alrededor de la reforma a la Ley 30, cuya idea es inyectar dinero de las
empresas privadas a la universidad tanto pública como privada en un gesto de
apoyo a los deficitarios recursos del Estado. Percibo en esto una suerte de
paradoja que no se puede dejar de lado:
Si el ánimo de lucro de las empresas privadas entra a
llenar los vacíos de una educación que todavía tiene serios problemas de
calidad, pues siguiendo la lógica de la acreditación, menos de la mitad de
universidades colombianas están acreditadas, ¿Cómo es que la falta de calidad
se convierte en un argumento esgrimido para que lo mercantil entre en lo
educativo? No se supone que el mismo sistema que asegura la calidad debe
fomentarla, en vez de hacerla cada vez más deficitaria.
Pues, mientras siga estándolo, siempre estará abierta
la puerta para que más capital privado entre a asegurarla. Si hay falta de
calidad es porque el sistema mismo no ha podido “asegurar la calidad”, esa
misma calidad que es el resorte principal que conduce al desarrollo económico,
social y cultural de un país.
El discurso empresarial de la calidad es portador de
una “buena nueva”: parece contener la alquimia que transformará los procesos
pedagógicos, investigativos, académicos, lúdicos y didácticos en exitosos. Se
presenta como la fórmula mágica que sacará a la educación del terreno fangoso
en que se encuentra; sin embargo, cuando la experiencia pedagógica y el hecho
educativo se agrupan en datos estadísticos y en registros casi notariales,
procedimientos más de la economía y la burocracia política, entonces la
educación se convierte en una mercancía más, que debe ser exhibida ante la
vitrina de la sociedad de consumo.
Así, el ámbito de la educación se convierte en un
escaparate en donde se venden los valores del mercado. Al igual que cualquier
producto que uno encuentra en el supermercado, la educación pasa a ser un
objeto etiquetado con el rótulo de “calidad” que se vende al mejor postor.
Naturalmente que la calidad es un bien encomiable y
deseable que se debe perseguir, no obstante, cuando la voz del discurso de la
calidad educativa es la de un modelo económico de corte neoliberal éste se
erige en un saber de vanguardia que en nombre de un modelo verdadero de
certificación pretende filtrar, jerarquizar y ordenar el escenario de la vida
escolar marcando con sus ritmos nuestras tareas, desde las más triviales hasta
las más sublimes.
Con el discurso y “sistema de aseguramiento de la
calidad” se enmascara lo particular, local, disperso y discontinuo que vertebra
lo humano de las universidades y colegios, se refuerzan los mecanismos de
vigilancia y control, proliferan medidas preventivas, cautelares y
sancionatorias. Es un precio alto para la sociedad en general en el afán de
asegurar y controlar de un modo artificial lo que debería darse de un modo
natural y menos excluyente y desigual para todos.
El caso de Chile no es menos dramático que el
colombiano. También encontramos efectos de la invasión de la lógica del mercado
sobre lo educativo, tal como lo advierte el pensador francés Christian Laval.
Él, refiriéndose a la educación y, particularmente, a los nefastos efectos que
conlleva subsumir ésta a la lógica administrativa, comenta: “la escuela y la
universidad deben convertirse en cuasi empresas que funcionen según el propio
modelo de las marcas privadas y se sometan a la exigencia del máximo rendimiento”
(Laval, 2004: 42).
El agobiante endeudamiento de las familias chilenas en
su lucha por el acceso a una educación que se supone de calidad. El también
esfuerzo por parte de las universidades que tienen que ajustarse a estándares y
condiciones de calidad que terminan por convertirlas en lo que sospechosamente
desvela el adagio “dime de qué presumes y te diré de qué careces”.
Los encomiables propósitos de promover la
investigación, la capacitación y cualificación de los maestros, la mejora en la
cobertura educativa, la equidad en el acceso y la oportunidad real de educarse
naufragarán siempre si no se ve a la educación como un proceso y sí como un
producto inmediato.
La escuela y la educación no son una empresa, y la
calidad es un concepto tan equívoco y tan escaso en la realidad educativa de
Chile, de Colombia y de tantos otros países hermanos que hay que pensarlo con
detenimiento. Lo importante es que la calidad no puede darse como algo dado y
evidente.
Hay que ver si calidad tiene que ver también con la
calidad de vida de las personas, con la calidad del conocimiento en términos de
aprender a ser críticos, con la calidad del trato entre maestro y alumno, con
la calidad de seres humanos respetuosos de las diferencias y no como un simple
rótulo que se llena de acuerdo al interés o estrategia política del momento.
(*) Magíster en Filosofía y en Estudios Políticos
Investigador del Instituto Pensar de la Pontificia Universidad Javeriana,
Bogotá.
http://www.aporrea.org/educacion/a142278.html
Fonte: Revista
Libre Pensamiento
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quarta-feira, abril 25, 2012
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Megaeventos e violação de Direitos Humanos no Brasil
O povo brasileiro, como todos
os povos do mundo, pratica e ama os esportes. Talvez mais que outros povos do
mundo, os brasileiros têm grande paixão pelo futebol. Como também amam suas
cidades e recebem com grande hospitalidade e alegria aqueles que, de todas as
partes do mundo, vêm nos visitar e conhecer nossa riqueza cultural, nossa
música, nosso patrimônio histórico, nossa extraordinária diversidade ambiental,
nossas alegrias e também nossas mazelas – a maior das quais é a dramática
injustiça social e ambiental que constitui lamentável marca da história e da
realidade atual deste imenso país.
Um Dossiê sobre a Copa do Mundo
2014, que será sediada por 12 cidades brasileiras (Manaus, Cuiabá, Fortaleza,
Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo,
Curitiba, Porto Alegre), e sobre as Olimpíadas 2016, que se realizarão na
cidade do Rio de Janeiro, deveria ter como tema central a prática do esporte,
das relações pacíficas, culturais e esportivas entre todos os povos do planeta
Terra. Deveria falar de nossa alegria de termos sido escolhidos para sediar
estes dois grandes eventos.
Mas não é disso que trata este
Dossiê. Preparado pela Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e das
Olimpíadas, ele fala do lado obscuro destes megaeventos. Ele fala de dezenas de
milhares de pessoas (170 mil, segundo estimativas conservadoras), cujo direito
à moradia está sendo violado ou ameaçado. Ele fala de milhões de cidadãos a
quem o direito à informação e à participação nos processos decisórios tem sido atropelado
pelas autoridades constituídas, assim como por entidades privadas (Comitê
Olímpico Internacional, Comitê Olímpico Brasileiro, comitês organizadores
locais dos eventos) e grandes corporações, a quem os governos vêm delegando
responsabilidades públicas. Ele fala de desrespeito sistemático à legislação e
aos direitos ambientais, aos direitos trabalhistas e ao direito ao trabalho.
Acesse seu conteúdo por
completo clicando aqui: Dossiê
da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa.
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quarta-feira, abril 25, 2012
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História, Presente, Perspectivas: a esquerda na América Latina
A ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA
História, Presente, Perspectivas
Simpósio Internacional
Universidade de São Paulo – FFLCH – Departamento de História
11, 12 e 13 de setembro de 2012 (9 às 22 horas)
Programação
3ª. feira 11 de setembro
ABERTURA: Emília Viotti da Costa
09:00 h. (AH): DO PETISMO AO LULISMO: O PT ONTEM E HOJE:
André Singer – Lincoln Secco – Tales Ab´Sáber – Cyro Garcia
09:00 h. (AG): ESQUERDA, DITADURAS E DIREITOS HUMANOS: Pedro
Pomar – Jorge Souto Maior – Olgária Matos – Sergio Adorno
09:00 h. (CPJ): INTELECTUAIS E MARXISMO NA AMÉRICA LATINA:
Bernardo Ricupero – Lidiane Soares Rodrigues – Marcos Napolitano – Maurício
Cardoso
14:00 h. (AH): O COMUNISMO NA HISTÓRIA DO BRASIL: Milton
Pinheiro – Apoena Cosenza – Frederico Falcão – Marly Vianna
14:00 h. (AG): CHINA E A AMÉRICA LATINA: Wilson N. Barbosa –
Marcos Cordeiro Pires – Luis Antonio Paulino – Vladimir Milton Pomar
14:00 h. (CPJ): CUBA: PASSADO E PRESENTE DA REVOLUÇÃO: Luiz
E. Simões de Souza – Joana Salém – Silvia Miskulin – José R. Máo Jr.
17:00 h. (AH): RECURSOS NATURAIS, ENERGIA E INTEGRAÇÃO
CONTINENTAL: Ildo Sauer – Ariovaldo U. de Oliveira – Mónica Arroyo – Raimundo
Rodrigues Pereira
17:00 h. (AG): PROGRAMAS SOCIAIS COMPENSATÓRIOS: SAÍDA DA
POBREZA?: Ruy Braga – Eduardo Januario – Maria Cristina Cacciamali – Fúlvia
Rosenberg
17:00 h. (CPJ): PERU,
EQUADOR, BOLÍVIA: INDIANISMO E COSMOVISÃO ANDINA: Vivian Urquidi – Enrique
Amayo – Tadeu Breda – Mónica Bruckmann
17:00 h. (RXCP): LÍNGUAS E LITERATURAS: DISCURSOS DE
RESISTÊNCIA: Elvira Narvaja de Arnoux – Graciela Foglia – Adrián Fanjul – Pablo
Gasparini
19:30 h. (AH): A LUTA DOS ESTUDANTES NA AMÉRICA LATINA:
Clara Saraiva – Alejandro Lipcovich – Lucia Sioli – Mario Costa
19:30 h. (AG): AMÉRICA LATINA NA GEOPOLÍTICA INTERNACIONAL:
André Martin – Leonel Itaussu A. Mello – Rodrigo Medina Zagni – Manoel
Fernandes
19:30 h. (CPJ): O COMUNISMO NA AMÉRICA LATINA: Antonio C.
Mazzeo – Marcos Del Roio – Victor Vigneron – Kennedy Ferreira
4ª. feira 12 de setembro
09:00 h. (AH): VENEZUELA E A REVOLUÇÃO BOLIVARIANA: Rafael
Duarte Villa – Gilberto Maringoni – Flávio Benedito – Flavio Mendes
09:00 h. (AG): REDES SOCIAIS, AÇÃO DIGITAL E ATIVISMO
POLÍTICO: Sergio Amadeu – Raphael Tsavkko – Rodrigo Vianna – Luiz Carlos Azenha
09:00 h. (CPJ): BOLÍVIA: DA ASSEMBLÉIA POPULAR A EVO
MORALES: Everaldo Andrade – Diego Siqueira – Cristian Henkel – Igor Ojeda
14:00 h. (AH): O MARXISMO NA AMÉRICA LATINA: Michael Löwy –
Osvaldo Coggiola – Luiz Bernardo Pericás – Carlos Guilherme Mota
14:00 h. (AG): MÉXICO: DE ZAPATA AO ZAPATISMO: Waldo Lao
Sánchez – Igor Fuser – Jorge Grespan – Azucena Jaso
14:00 h. (CPJ): EDITORAS DE ESQUERDA NA AMÉRICA LATINA:
Marisa Midori – Flamarion Maués – Rogerio Chaves – Sandra Reimão
14:00 h. (RXCP): CIÊNCIA E TECNOLOGIA: UMA PERSPECTIVA DE
ESQUERDA: Renato Dagnino – Carlos Sanches – Ciro Teixeira Correa – Marcos
Barbosa de Oliveira
17:00 h. (AH): O ANARQUISMO NA AMÉRICA LATINA: Edson
Passetti – Marcos A. Silva – Ricardo Rugai – Margareth Rago
17:00 h. (AG): A ESQUERDA E O POPULISMO: Maria Helena
Capelato – Maria Ligia Prado – Antonio Rago – Fernando Sarti Ferreira
17:00 h. (CPJ): COLÔMBIA: DA “VIOLÊNCIA” À GUERRA SEM FIM:
Antonio Carlos R. de Moraes – Yuri Martins Fontes – Ana Carolina Ramos – Pietro
Lora Alarcón
17:00 h. (RXCP): SOCIALISMO E ANTIIMPERIALISMO NA AMÉRICA
LATINA: Vitor Schincariol – Carlos César Almendra – Fabio Luis – Alexandre
Hecker
19:30 h. (AH): O MARXISMO NO BRASIL: Paulo Arantes – Dainis
Karepovs – Armando Boito – Ricardo Musse
19:30 h. (AG): LUTA ARMADA NO BRASIL: UM BALANÇO: Carlos
Eugênio Clemente – João Quartim de Moraes – Ivan Seixas – Antonio R. Espinosa
19:30 h. (CPJ): FEMINISMO E SOCIALISMO NA AMÉRICA LATINA:
Fernanda Estima – Cecília Toledo – Sara Albieri – Janete Luzia Leite
5ª. feira 13 de setembro
09:00 h. (AH): PIQUETEIROS, FÁBRICAS OCUPADAS, SUJEITOS E
MÉTODOS DE LUTA: Néstor Pitrola – Josiane Lombardi – Atenágoras Teixeira Lopes
– Rodrigo Ricupero
09:00 h. (AG): A
ESQUERDA E O MEIO-AMBIENTE: Francisco del Moral Hernández – Mauricio Waldman –
Ana Paula Salviatti – Gilson Dantas
09:00 h. (CPJ): SOCIALISMO E SOCIAL-DEMOCRACIA NA AMÉRICA
LATINA: Adalberto Coutinho – Gonzalo Rojas – Lúcio Flavio de Almeida – Claudio
Batalha
14:00 h. (AH): A LUTA PELA TERRA NA AMÉRICA LATINA: Gilmar
Mauro – Zilda Iokoi – Horacio Martins de Carvalho – Valeria De Marcos
14:00 h. (AG): A FRENTE DE ESQUERDA NA ARGENTINA (E O
BRASIL): Luis Mauro S. Magalhães – Pablo Rieznik – Valério Arcary – João
Batista Araújo “Babá”
14:00 h. (CPJ): AMÉRICA LATINA: IMUNE À CRISE?: José Menezes
Gomes – Plínio de Arruda Sampaio Jr. – Leda Paulani – Ramón Peña Castro
17:00 h. (AH): A CLASSE OPERÁRIA NA HISTÓRIA
LATINO-AMERICANA: Ricardo Antunes – Agnaldo dos Santos – Sean Purdy – Mauro
Iasi
17:00 h. (AG): ESQUERDA, IGREJAS, DIVERSIDADE SEXUAL E
HOMOFOBIA: Laerte – Horacio Gutiérrez – Jean Wyllys – Maria Fernanda Pinto
17:00 h. (CPJ): DILEMAS DA UNIVERSIDADE NA AMÉRICA LATINA:
Gladys Beatriz Barreyro – Afrânio Catani – César Minto – João Flavio Moreira
17:00 h. (RXCP): PARAGUAI: DA TRÍPLICE ALIANÇA A ITAIPU:
Cristiana Vasconcelos – Dorival Gonçalves – Brás Batista Vaz – Filipe Canavese
19:30 h. (AH): AMÉRICA LATINA, A CRISE MUNDIAL E A ESQUERDA:
Plínio de Arruda Sampaio – Jorge Altamira – Ricardo Canese – Valter Pomar
19:30 h. (AG): DROGAS, NARCOTRÁFICO E CAPITALISMO NA AMÉRICA
LATINA: Henrique Carneiro – Julio Delmanto – Rosana Schwartz – José Arbex
19:30 h. (CPJ): A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO NO SÉCULO XXI:
Fernando Torres Londoño – Lucelmo Lacerda – Valéria Melki Busin – Jung Mo Sung
AH: Anfiteatro de História / AG: Anfiteatro de Geografia/
CPJ: Sala Caio Prado Júnior / RXCP: Sala Reinaldo Carneiro Pessoa
Inscrições On-Line: www.esquerdaamlatina.fflch.usp.br
Apoio: GMarx – NEPHE – CEMOP - Mouro
Entrada Franca Serão
fornecidos certificados de freqüência
Comissão Organizadora: Lincoln Secco – Osvaldo Coggiola – Rodrigo
Ricupero – Jorge Grespan – Marcos A. Silva – Francisco Alambert
Co-Organização: PROLAM (Programa de Pós-Graduação em
Integração da América Latina) - USP
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Quanto vale o seu diploma?
Quanto vale
um professor? A resposta a essa pergunta vai depender de outra: A QUEM ela é
feita? Se a um japonês, a resposta será que o professor, que a educação, que a
escola, são de um valor incalculável, já que foi através do investimento maciço
na formação intelectual de seu povo, depois de 1945 que, seu país, destroçado
pela II Guerra Mundial, atingido por duas bombas atômicas, duas décadas depois
já era uma potência econômica, sendo hoje a 2ª maior economia do globo. Se
feita a um sul-coreano, a resposta será a mesma, quase se seguindo a mesma
história se direcionada aos moradores da Suíça, da França, do Canadá, da
Bélgica, Holanda ou de qualquer país hoje dito civilizado. Mas e se a pergunta
for feita a alguém no Brasil? Sim, e para nós, brasileiros, quanto vale a
educação, quanto vale um professor, uma escola, um diploma?
A resposta?
Depende de quando e a quem ela seja feita. Se a um político, por exemplo, a
resposta irá variar de acordo o tempo. Se antes ou depois de sua eleição...
Pois antes de eleito, a educação (e suas duas irmãs gêmeas a saúde e a
segurança pública) são, para o candidato a um cargo eletivo, “a mola mestra que
move o mundo, nada havendo ou de fato vindo a ser senão por ela, com ela,
através dela. Ela, a educação, é a sua diretriz de vida, por ela matando, por
ela morrendo, já que a educação é sua pátria e ele seu combatente mais fiel”.
Mas assim como a lua cheia faz do homem de mau coração, um animalesco
lobisomem, a besta fera que no mau político hiberna ou habita, é libertada aos
primeiros raios de luz da “vida nova”, a de parlamentar, uma vez vitorioso nas
urnas. As promessas são esquecidas, tudo pode ou há de se aguardar um pouco
mais, muito mais, quando o assunto é a educação, a escola, os alunos, os
professores, seus salários, seus planos de carreira, suas vidas, o povo.
500 anos
depois de Cabral, a mando do Rei d. Manoel, o venturoso, ter aqui chegado, as
estratégias de dominação social pouco mudaram. Na verdade, basicamente mudaram
de mãos. Antes eram os lusitanos que nos exploravam, agora somos explorados por
irmãos de pátria. É certo que não se vendem mais negros nos mercados de
escravos, que os indígenas não são mais caçados como feras, em suas matas, é
certo e indubitável que o trabalho imposto cedeu lugar ao salário digno (Ops,
eu disse digno? Desculpem, ato falho). Mas se o chicote real foi aposentado,
hoje ele assume outras feições, o que ao dono da casa grande é muito cômodo. As
senzalas podem até não existirem mais, mas os senhores se multiplicaram e
também seu capatazes, ambos continuando igualmente cínicos e cruéis. Hoje a
casa grande... é o Estado.
Dizer que a
educação liberta, que a educação edifica, constrói, que ela faz do homem
imperfeito um ser melhor, um liberto libertador, é um discurso que já usei.
Usei, não uso mais. Hoje falo da educação, da escola, com muito cuidado, zelo,
ponderação. Hoje penso que a dita educação de qualidade que defendemos como
edificadora, como construtora de seres humanos fieis à ideia de plena
LIBERDADE, de JUSTIÇA SOCIAL, em si, não garante a quem à receba, a titulação
meritória de “homem bom” ou “do bem”. Proponho um exercício simples: Examinem a
formação dos nossos algozes, os ocupantes dos cargos públicos, do legislativo,
chegando ao executivo, passando pelo judiciário. No último caso, o diploma
jurídico é um pré requisito básico, não o sendo nos outros dois. Mesmo assim, o
titulo de Doutor não filtrou de muitos a corrupção inata, não lhe retificou o
desvio de caráter. Não raro, vemos e ouvimos, contrariados, a réus de toga, a
juízes envolvidos com o crime. Nos outros dois casos, das Câmaras municipais
aos cargos de alto escalão, está se tornando cada vez mais rara a presença de
um não diplomado, embora muitos assim ainda existam. Tem se tornado mesmo muito
comum nos cargos públicos eletivos, a presença dos mais diversos diplomados:
são médicos, engenheiros, advogados, professores... Sobre esses últimos, aqui
me detenho. Se temos tantos educadores em nossos cargos políticos, por que a
educação em nosso país ainda vai tão mal? Por que a luta por condições
positivas de trabalho, de uma educação de melhor qualidade, de um salário (verdadeiramente)
digno, tem, desde sempre, de ser exatamente isso: uma luta, uma batalha sem
fim? Falar aos nossos governantes da necessidade de uma educação de qualidade?
Da importância do saber, do bom aprendizado, da escola como um portal para um
mundo melhor, da educação como um direito do cidadão, um DEVER do Estado?
Mas... para que tanto verbo, tanto latim? De tudo isso ELES já sabem. E nos
mostraram saber de tudo isso, nas suas campanhas eleitorais. Sabiam, sabem, mas
uma vez eleitos, comodamente de tudo isso se “esquecem”. A industria da seca
não é a única fonte de votos. A ignorância também elege, também mantém no
poder. Isso já é algo tão claro, TÃO CLARO E CERTO, que nem merece mais tantas
linhas a respeito.
Mas insisto:
quanto vale um professor e seu diploma? Ao mal aluno, nada vale. Pois para ele,
o professor é o entrave às suas eternas manhãs ou tardes de ócio destrutivo ou
de horas e horas e horas... de futebol. Ao senhor de engenho, dono do capital,
que precisa de mão obra barata para colher sua safra ou para simplesmente
vender os seus produtos? Pouco vale, pois a este o trabalhador precisa ter
apenas mãos para plantar, colher e boca para vender ou cobrar. Diploma? Diploma
para quê? Ao traficante, o diploma e o professor são sua ruína, da mesma maneira
que à cafetina, ao gigolô, ao cafetão. A escola, o professor, um diploma, são
entraves na vida de qualquer mal caráter social e estes são muitos, muitos
mesmo, uma verdadeira legião.
Um diploma,
na verdade, não é um passe livre para uma sociedade mais justa. Um diploma, de
fato, é um arma. Nas mãos de um ser humano de bom coração, o conhecimento é a
luz que edifica e liberta; nas mãos de um perverso, de um imoral, do
conhecimento cresce a trave, nasce a treva. E é justamente de posse de tantos
maus conhecimentos, de tanto mal saber,
que os nossos governantes se valem dos diplomas que tem (ou não tem) para
continuar a (des) encaminhar a massa aos campos de trabalho quase forçado,
disfarçada escravidão, com o nosso constitucional e legitimado salário mínimo,
ou aos novos currais, campos para criação de bois em confinamento, de onde seu
sangue é retirado, usado como “óleo para por na máquina do Estado”, a cada nova
eleição, como diriam os titãs, em sua obra “desordem”.
Quanto vale
um professor, quanto vale o meu diploma? Ao que parece vale muito pouco, pois o
Estado não o valoriza; grande parte da população, explorada, não compreende essa situação, não vê o educador
extenuado, a escola mal estruturada, a educação doente, lobotomizados que
foram, graças a tantas propagandas do governo, entre uma novela e outra, entre
um e outro jogo de futebol... No lugar do professor grevista, muitos só veem um
pernóstico de fala difícil, um usurário preguiçoso, que quer ganhar mais
trabalhando menos; ao invés da escola vazia, esvaziada, vê apenas uma creche
fechada, para onde não podem mandar os seus filhos ao longo do dia.
Na verdade,
tem-se a impressão de que travamos hoje a eterna mesma guerra, contra os mesmo
inimigos, com os mesmos poucos soldados, com o costumeiro número de traidores e
traições. Sem falar dos inúmeros professores parasitas (sim, também temos os
nossos demônios internos), que se vendem
ao sistema, aos senhores do engenho, se tornando seus capatazes, nossos carrascos,
por trinta moedas ou um pouco mais, ou simplesmente assistindo a greve do
conforto de seus sofás, deixando aos pés dos outros, o peso da marcha, e os
tiros, vindos de todos os lados, no campo de batalha, bem como o chicote na
face, nas costas, já tão marcadas. Finda a batalha (pois a guerra em si, parece
nunca ter fim), se os grevistas forem derrotados, sobre eles os parasitas hão
de, como sempre, jogar a culpa da incompetência; se o resultado for a vitória,
eles, os sanguessuga, os vampiros, os vermes, pleitearão também os louros da
fama, o manto dos vencedores, a medalha dos combativos heróis.
Os outros não
sei, mas EU sei o valor de se possuir um diploma, ou de vários, como é o meu
caso. Mas confesso que ao ver que tantos, tanto os desvalorizam, às vezes sinto
mesmo vontade de lançar os meus ao inferno, às suas chamas. Aliás, o fiz. A
foto acima é minha. Estes são alguns dos meus diplomas.
Josafá Santos
Josafasantos71@yahoo.com.br
Historiador, Esp. Em Educação
Vit. Da Conquista - BA 24.04.2012
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Música e Revolução: Portugal e a Revolução dos Cravos
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23/04: Dia Mundial do Livro
Para lembrar o Dia Mundial do Livro, celebrado no dia 23 por iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) desde 1996, já está virando costume que livrarias e instituições educacionais promovam ações de incentivo à leitura na data. Palestras e uma feira de livros e palestras realizadas pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) vão marcar a programação na cidade.
Por meio da editora Edufu, a instituição vai disponibilizar ao público mais de 1,2 mil títulos, além de diversas outras publicações cedidas pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias (ABEU), colocadas em um estande coletivo no Bloco 5 O do Campus Santa Mônica. À exemplo da Feira do Livro realizada no mês passado, todas as publicações terão desconto de 50%.
Reflexões sobre as novas tecnologias, como Ipads e smartphones, serão o tema da palestra “Nativos digitais: professores e o processo de aprendizagem”, conduzida pelo professor Gabriel Ferreira Braga. A discussão será seguida de uma apresentação cultural e o encerramento será com o professor emérito da UFU Carlos Rodrigues Brandão, que vai discorrer sobre “O livro em nossas vidas”. Ele é autor e coordenador de cerca de sessenta livros nas áreas de Antropologia, Educação e Literatura. Todos os eventos são abertos ao público.
Segundo o coordenador ação, Helton Luiz de Oliveira, esta é a quarta edição da comemoração que já virou tradição na universidade. “Estamos fazendo mais compacta, porque tivemos a outra feira há pouco tempo, mas faremos algo maior durante a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca, no segundo semestre”, disse.
Crianças confeccionaram livros com tecidos a partir de histórias lidas
Na semana que antecedeu o Dia Mundial do Livro, atividades também lembraram a data que foca os livros infantis. Na Biblioteca Municipal, alunos de 10 a 12 anos de unidades educacionais confeccionam uma página de livros com o uso de tecidos após lerem uma história como parte do projeto Costurando a Leitura. São reproduzidas as ilustrações de diversos gêneros literários, como poesias de Vinícius de Morais (Arca de Noé), o conto “Os Três Porquinhos”, adivinhações, congos e congadas.
Desenvolvido desde 2006, o projeto objetiva incentivar a leitura e a interpretação de histórias. O material produzido pelas crianças é reunido ao longo de quatro meses e posteriormente os livros são doados para Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e para Organizações Não Governamentais (ONGs). Desde o início do projeto, 22 livros foram doados.
Fonte: Correio de Uberlândia
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segunda-feira, abril 23, 2012
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domingo, 22 de abril de 2012
Justiça manda USP devolver R$ 1 mi doado por família de banqueiro
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
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uditório que deixou de levar o nome do banqueiro Pedro Conde após família dele fazer doação de R$ 1 milhão |
A Justiça paulista determinou que a USP devolva o R$ 1 milhão que a família do banqueiro Pedro Conde (1922-2003) doou à Faculdade de Direito do largo São Francisco.
O dinheiro foi usado para reformas feitas na escola.
O pedido de devolução foi feito pela própria família, após a faculdade barrar as homenagens pela doação.
O auditório da faculdade reformado com o dinheiro da doação chegou a ser batizado com o nome do banqueiro. Estava ainda prevista a instalação na escola de um quadro com o retrato de Pedro Conde.
A família alega que as homenagens eram uma contrapartida obrigatória à doação.
Os recursos bancaram também a reforma de banheiros.
A doação foi feita em 2009, quando o atual reitor da USP, João Grandino Rodas, era diretor da faculdade. A doação foi aprovada pela congregação (órgão que representa todos os segmentos da escola).
Um ano depois, com uma nova direção na faculdade e sob pressão de estudantes, o órgão recuou, alegando que não sabia da obrigação de "batismo" do auditório.
Segundo o juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, os doadores não foram informados que a homenagem dependia do aval da congregação.
"Toda essa dinâmica revela indisfarçável descumprimento do encargo [compromisso]" da universidade, escreveu o juiz na sentença.
A família pediu também indenização por danos morais, mas o juiz rejeitou o pedido.
O processo causou debate sobre o uso de doações privadas na instituição pública.
Uma ala diz que a iniciativa é interessante para modernizá-la. Outra entende que o interesse privado pode passar a direcionar atividades de ensino e pesquisa.
O risco de influência privada na universidade, sem regras previamente discutidas, foi um dos argumentos utilizados por alunos da São Francisco para criticar o batismo do auditório da faculdade.
A USP informou ontem que recorrerá. Segundo a assessoria da reitoria, a faculdade havia se comprometido apenas a apresentar à congregação a proposta de batismo do auditório, o que foi feito.
Não havia, disse a assessoria, obrigação de nomear a sala com o nome do banqueiro.
O atual diretor da faculdade, Antonio Magalhães Gomes Filho, não quis falar.
Ano passado, quando a família do banqueiro entrou na Justiça, ele disse: "acho as doações importantes, porque a escola não tem recursos para a modernização necessária. Mas isso tem de ser feito dentro de um regramento".
A divergência no caso foi um dos motivos para troca de críticas recente entre o reitor e a faculdade.
Fonte: Folha
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