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sábado, 2 de fevereiro de 2013
A relação entre o negro e a polícia
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Semana Nacional – Memória e Direitos Humanos
1º a 6 de abril 2013
![]() |
| Foto: Agência Brasil. |
O Núcleo de Preservação da
Memória Política convida a todas as entidades da sociedade civil que lutam pela
defesa dos Direitos Humanos e pelo direito à Memória e à Verdade a participar
da organização da primeira Semana Nacional de Memória e Direitos Humanos, de 1
a 6 de abril, quando serão realizados eventos em todo o país.
Em 2010, as Nações Unidas
aprovaram que 24 de março deve ser lembrado como o Dia Internacional da Verdade
para as vítimas das violações de Direitos Humanos. Na Argentina, a data coincide
com o aniversário do golpe de Estado de 1976 – o que reforça o caráter de
denúncia desta data no país vizinho. No Brasil, a celebração do 24 de março
ainda não se tornou uma prática. Entretanto, a defesa e a promoção dos Direitos
Humanos são cada vez mais necessárias.
Em nosso país, observa-se uma
crescente indignação com as contínuas violações perpetradas pelas organizações
do Estado no trato das questões de cunho nitidamente social. As mobilizações de
entidades representativas da sociedade civil, através das redes sociais e de
manifestações públicas, demonstram disposição para defender as comunidades,
grupos sociais e profissionais atingidos por tais ataques.
A crescente criminalização de
movimentos populares somada à impunidade, herdeira da época da ditadura que
assolou o país, são ingredientes que perpetuam uma política de desrespeito aos
mais elementares Direitos Humanos. Por outro lado, é importante que
reconheçamos que o Brasil, por ser o único país do Continente que viu os casos
de tortura infringidas por agentes do Estado aumentarem após o fim da ditadura
civil-militar, vive ainda - ao contrário dos países vizinhos - um processo de
transição para uma Democracia plena.
A instalação da Comissão
Nacional da Verdade, aliada à formação de diversos movimentos similares pela
Verdade, no âmbito regional, estadual, municipal e por associações estudantis e
profissionais, valorizam este momento político e nos estimulam para a ação.
Propiciar um debate democrático
sobre a necessidade de se construir uma memória pública desse período da
história nacional e consolidar a defesa intransigente dos direitos humanos na
opinião publica é para nós um passo imprescindível.
Por esta razão, o Núcleo de
Preservação da Memória Política, que compartilha dessas preocupações com
diversos parceiros em suas atividades cotidianas, visualiza a organização desta
Semana Nacional em Defesa dos Direitos Humanos e pela Verdade como uma ação
política importante e necessária.
Nesse sentido, propomos a todos
que têm a consciência atenta à Memória e aos Direitos Humanos que articulem
eventos na semana de 1º a 6 de abril, mobilizando os diversos setores da
população brasileira sensíveis à defesa desses valores. Queremos tomar parte
nessas iniciativas dando ampla divulgação à sua realização.
Em breve, lançaremos o site da
Semana Nacional em Defesa dos Direitos Humanos e pela Verdade, onde eventos
poderão ser cadastrados por organizações e pessoas que aderirem à proposta,
assim como ser consultada a programação completa de todos os eventos espalhados
pelo país.
Inúmeros
eventos relacionados com o golpe de 1964 e com a ditadura implantada a partir
dele estão sendo planejados para o período de 1 a 6 de abril de 2013. O Arquivo
do Estado disponibilizará um milhão de documentos do DEOPS. O NEILS (Núcleo de
Estudos de Ideologia e Lutas de Sociais) e o GEILC/MP toparam realizar e
estimular a realização de eventos (debates, exposições, mesas-redondas,
conferências, projeção de filmes...). O importante é que a roda viva do
cotidiano não nos faça deixar isso para a última hora ou nos faça adiar esta
manifestação.
Participe desta luta conosco!
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sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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Ministério do Trabalho cancela Imposto Sindical de servidores públicos
Através da Instrução Normativa nº 1/2013, publicada no
Diário Oficial da União de 15 de janeiro, o Ministério do Trabalho e
Emprego-MTE tornou sem efeito a cobrança de contribuição sindical de servidores
públicos instituída em setembro de 2008.
CARLOS LUPI
Da Redação
30-01-2013 22:33
Essa medida do MTE vale para os
servidores federais, estaduais e municipais. E coloca na ordem do dia uma velha
polêmica entre organizações de esquerda em todo o país que sempre se
posicionaram contra a cobrança desse imposto.
Criado no governo Getulio Vargas,
é público que essa contribuição compulsória, que corresponde a um dia de
trabalho do empregado, de maneira geral sempre foi usada para financiar
"sindicatos de gaveta", burocratas e pelegos de toda ordem. Com a
consciência de que todo mês de março uma boa quantidade de dinheiro dos
trabalhadores entra de qualquer maneira nos cofres dos sindicatos, centenas de
dirigentes dão as costas às lutas e aos seus próprios financiadores e apoiam
abertamente os patrões, seja no setor público ou privado. Isto ocorre porque o
trabalhador desconta o imposto independentemente de ser filiado ou não ao
sindicato de sua categoria.
Para que se tenha uma pequena
ideia do peso desse imposto, matéria do Estadão aponta que ele está na casa dos
dois bilhões de reais/ano. E é rateado da seguinte maneira, sem que sequer haja
obrigação legal de prestação de contas do mesmo:
-60% do valor vai para o Sindicato
-15% vai para a federação de
trabalhadores
-5% vai para a confederação de
trabalhadores
-20% vai para o Ministério do
Trabalho e Emprego, que faz o repasse ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
Com a medida do MTE, essa
"boquinha" no setor público acaba.
Leia, abaixo, a íntegra da
Instrução Normativa que tornou sem efeito a cobrança do imposto sindical para
os servidores públicos:
14-1-2013 – Diário Oficial da
União
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 1, DE 14
DE JANEIRO DE 2013
O MINISTRO DE ESTADO DO
TRABALHO E EMPREGO, no uso das suas atribuições legais e tendo em vista o
disposto no inciso II do parágrafo único do art. 87 da constituição, e
CONSIDERANDO o teor do Despacho
do Consultor-Geral da União nº 379/2011, que aprovou o DESPACHO Nº 96/2010/FT/CGU/AGU,
recomendando providências para tornar sem efeito a Instrução Normativa nº 1, de
3 de outubro de 2008, expedida pelo Ministro de Estado do Trabalho e Emprego;
CONSIDERANDO que o tema foi
novamente submetido à análise da Consultoria-Geral da União em outubro de 2012,
oportunidade em que foi ratificado o entendimento por meio do Parecer nº
09/2012/MCA/CGU/AGU, aprovado pelo Despacho do Consultor- Geral da União nº
003/2013;
CONSIDERANDO que a Consultoria
Jurídica deste Ministério manifestou-se por meio da NOTA Nº
243/2012/CONJURMTE/CGU/AGU no sentido de que sua atuação é subordinada
tecnicamente aos ditames delineados pela Consultoria-Geral da União e que,
nessa linha, igualmente recomenda a providência sugerida;
CONSIDERANDO que tramita no
Congresso Nacional projeto de decreto legislativo destinado a sustar a
Instrução Normativa nº 1, de 2008, com fundamento no excesso do exercício do
poder regulamentar, conforme está previsto no art. 49, V, da Constituição;
CONSIDERANDO, ainda, a competência
do Ministério do Planejamento, orçamento e Gestão para eventual edição de ato
que vise regulamentar a cobrança de contribuição sindical dos Servidores
Públicos; resolve:
Art. 1º Tornar sem efeito a
Instrução Normativa nº 1, de 30 de setembro de 2008, publicada no Diário
Oficial da União de 03 de outubro de 2008, Seção 1, p. 93.
Art. 2º Esta Instrução
Normativa entra e vigor na data de sua publicação.
CARLOS DAUDT BRIZOLA
(IN que fica sem efeito a
partir de hoje)
Leia a INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº
1, tornada sem efeito, DE 30 DE SETEMBRO DE 2008, que trata da cobrança do
imposto sindical para os servidores púbicos:
Dispõe sobre a cobrança da
contribuição sindical dos servidores e empregados públicos.
O MINISTRO DE ESTADO DO
TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, II, da
Constituição Federal; e
CONSIDERANDO a competência
estabelecida no artigo 610 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que
permite a este Ministério a expedição de instruções referentes ao recolhimento
e à forma de distribuição da contribuição sindical;
CONSIDERANDO a necessidade de
uniformizar o procedimento de recolhimento da contribuição sindical, prevista
nos artigos 578 e seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), pela
administração pública federal, estadual e municipal;
CONSIDERANDO que a exclusão dos
servidores estatutários do recolhimento da contribuição sindical viola o
princípio da isonomia tributária, previsto no art. 150, II da Constituição
Federal de 1988;
CONSIDERANDO que os acórdãos
proferidos nos RMS 217.851, RE 146.733 e RE 180.745 do Supremo Tribunal Federal
determinam que ”facultada a formação de sindicatos de servidores públicos (CF,
art. 37, VI), não cabe excluí-los do regime da contribuição legal compulsória
exigível dos membros da categoria”;
CONSIDERANDO que o Superior
Tribunal de Justiça, no mesmo sentido do Supremo Tribunal Federal, vem dispondo
que ”A lei que disciplina a contribuição sindical compulsória (imposto
sindical) é a CLT, nos arts. 578 e seguintes, a qual é aplicável a todos os
trabalhadores de determinada categoria, inclusive aos servidores públicos”,
conforme os acórdãos dos Resp 612.842 e Resp 442.509; e
CONSIDERANDO que os Tribunais
Regionais Federais também vêm aplicando as normas dos art. 578 e seguintes da
CLT aos servidores e empregados públicos, resolve:
Art. 1º Os órgãos da
administração pública federal, estadual e municipal, direta e indireta, deverão
recolher a contribuição sindical prevista no art. 578, da CLT, de todos os
servidores e empregado públicos, observado o disposto nos artigos 580 e
seguintes da Consolidação das Leis do Trabalho.
Art. 2º Esta Instrução
Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: Sindjus/DF
Ler mais no Dever de Casa
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sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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O magistério estadual em 2012
![]() |
| Foto: Blog do Adylson Machado |
Juliana Brito
31/01/13
Estamos chegando na Bahia ao
final de um dos mais difíceis anos letivos, o de 2012, em que ocorreu uma das
greves mais longas e dramáticas do magistério estadual. Os professores lutaram,
sem sucesso, pela implementação de uma lei que desde 2008 continua a ser
ignorada e desrespeitada, a Lei Nacional do Piso do Magistério. Nesse período,
muita coisa não aconteceu nas escolas baianas, entre elas: aprendizagens
significativas e valorização dos profissionais da educação.
Tenho uma incômoda certeza, que
a função social da escola tem sido apenas a de ser um cárcere provisório para
nossas crianças e jovens. Não há uma preocupação real da sociedade do que se
faz e se aprende nos ambientes escolares, apenas querem que os meninos fiquem
"guardados lá dentro", de preferência, o maior tempo possível.
Aceita-se a extensão interminável dos dias de aula, por não contarem com nenhum
outro espaço de convivência e sociabilidade para seus filhos. Quem está lá
dentro, militando pela causa, luta contra a correnteza, sonhando em produzir um
outro tipo de educação, no entanto, muitos já não conseguem nadar e se entregam
as ondas do desânimo e da alienação, quando não submergem de vez, morrendo
afogados. Há muitos mortos-vivos nas escolas. Como gerar vida e esperança nessa
conjuntura?
Me constrange ver a passividade
dos pais e dos próprios alunos quanto às migalhas que lhes são oferecidas. Sei,
que essa atitude é historicamente construída e reforçada por todos os veículos
possíveis, mas sempre me assusto com o grau de mansidão e passividade das
pessoas. De tanto ouvirem que não são, que não podem, acham que não merecem
algo melhor. As leis permanecem como letras mortas e só servem para proteger a
propriedade privada; as instituições com seus burocratas hipócritas fingem
funcionar; o Legislativo não fiscaliza; o Executivo e o Judiciário não defende
o direito e a justiça etc.
Apesar de tudo isso, há nas
escolas baianas muitas veias pulsando, cabeças pensantes, corações que sentem e
ousam sonhar, jovens de potencial e personalidade que não se entregam e teimam
em continuar vivos e querendo aceitação, acolhimento, valorização, anseiam por
alguém que lhes digam "vocês podem mais", "vocês merecem
mais" e que lhes ensinem conhecimentos pertinentes. Nunca uma educação
emancipadora foi tão necessária como agora!
31/01/13 Ainda falta
21 dias para o encerramento do ano letivo de 2012.
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sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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Por que os impérios Facebook e Apple estão fadados a cair
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| Foto: GOIABA (Goiabarea)/Flickr |
Por John Naughton
Nada dura para sempre: se a história tem uma lição a nos dar, é
essa. É um pensamento que vem da releitura do volume magistral de Paul Kennedy,
Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que ele mostra que nenhuma das
grandes nações-Estados da história — Roma; a Espanha imperial em 1600; a França
em suas manifestações Bourbon e bonapartista; a República Holandesa em 1700; a
Grã-Bretanha em sua glória imperial — conseguiram manter sua ascendência global
por muito tempo.
O que isso tem a ver com a
tecnologia? Bem, é uma maneira útil de pensarmos sobre duas das grandes
potências tecnológicas mundiais. A primeira é a Apple. Na semana passada houve
uma verdadeira torrente de reação histérica a seu balanço trimestral, juntamente
com especulações febris sobre seu futuro. O mundo está hipnotizado há anos pela
metamorfose da Apple de uma fabricante de computadores quase falida em uma
gigante corporativa que atualmente, em alguns dias, é a companhia mais valiosa
do mundo, com reservas de caixa maiores que o PIB anual de alguns países. Mas,
assim como com todas as curvas de crescimento inexorável, a pergunta nos lábios
de todo comentarista é: a Apple atingiu o pico?
Se você acha que “histérica” é
um pouco duro, avalie isto: apesar de a Apple não ter vendido os 50 milhões de
iPhones previstos para o trimestre (ela “só” vendeu 47,8 milhões) e as vendas
de seus computadores Mac terem caído um pouco, de todo modo o resultado
trimestral significa que, em 2012, a Apple faturou mais que qualquer outra
corporação em todos os tempos. E até o rendimento supostamente decepcionante de
13,1 bilhões de dólares foi o quarto maior de todos os tempos, segundo a mesma
medição. E a reação do mercado de ações a essa notícia? O preço da ação caiu
10% após o pregão.
Depois há a rede social
Facebook, com seus bilhões de usuários, que também é o foco de muitos
comentários excitados. Recentemente, o império de Mark Zuckerberg lançou sua
última arma mortífera com o nome atraente de Graph Search (busca gráfica). O
novo instrumento do Facebook é apenas um algoritmo que encontra informações na
rede de amigos de uma pessoa e complementa os resultados com acertos da máquina
de buscas Bing da Microsoft, mas ao ler alguns comentários sobre ela você
pensaria que Zuckerberg e Co. tivessem inventado uma máquina de movimento
perpétuo ou uma passagem sem escalas para o inferno.
“A nova máquina de buscas do
Facebook tenta construir muros ao redor da internet e manter sua horda dentro
dos portões”, escreveu o webmaster de uma respeitada revista online. “É um
pesadelo, e provavelmente vai dar certo.”
Na verdade, é a última
tentativa do Facebook de se tornar a AOL de hoje. E afinal ela vai falhar pelo
mesmo motivo que a tentativa da AOL de encurralar os usuários em seu jardim murado
falhou: a internet mais ampla é simplesmente diversificada, inovadora e
interessante demais. Mas, como o Facebook ocupa um lugar tão grande na
consciência do público neste momento, é difícil mantê-lo em perspectiva. E é
por isso que o livro de Kennedy é uma leitura tão salutar.
Assim, o que precisamos lembrar
enquanto percorremos os atuais comentários superaquecidos sobre Apple e
Facebook é que nada dura para sempre. Estou neste ramo há tempo suficiente para
lembrar uma época em que a Microsoft era pelo menos tão predominante e
assustadora quanto essas duas empresas são hoje. Avance algumas décadas e a
Microsoft continua aí, mas hoje é uma gigante em dificuldades — rentável, mas
não mais inovadora, tentando (até agora sem sucesso) pôr um pé no mundo pós-PC,
do celular e baseado na nuvem.
Embora o eclipse da Apple e do
Facebook seja inevitável, o momento e as causas de seus eventuais declínios
serão diferentes. A força atual da Apple é que ela realmente faz coisas que as
pessoas ficam desesperadas para comprar e com as quais a empresa tem lucros
enormes. A lógica inexorável do negócio de hardware é que esses lucros vão
declinar com o aumento da concorrência, então a Apple será menos rentável em
longo prazo. O que determinará seu futuro é se ela poderá inventar novos
produtos que criem um mercado, como iPod, iPhone e iPad.
O Facebook, por outro lado, não
faz nada. Apenas oferece um serviço online que, por enquanto, as pessoas
parecem valorizar. Mas para ganhar dinheiro com esses usuários e satisfazer os
cidadãos de Wall Street ele precisa se tornar cada vez mais intruso e
manipulador. Em outras palavras, está condenado a um excesso de intrusão. E é
por isso que, no final, se tornará uma nota de rodapé na história da internet.
Exatamente como a Microsoft, na verdade. Sic transit gloria.
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sexta-feira, fevereiro 01, 2013
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terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Em livro, Assange dispara contra governos, Google e Facebook
ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO
26/01/2013
Cuidado: você está sendo
vigiado e manipulado. Essa é a mensagem que fica da leitura de
"Cypherpunks, Liberdade e o Futuro da Internet", novo livro de Julian
Assange.
Criador e editor-chefe do
polêmico WikiLeaks, grupo que revelou documentos secretos dos EUA, Assange, 41,
está há mais de seis meses na Embaixada do Equador em Londres. Apesar de ter
obtido asilo político no país sul-americano, ele é ameaçado de prisão pelo
Reino Unido caso deixe a missão diplomática.
"Cypherpunks" diz
respeito a um movimento que defende o uso da criptografia (a comunicação por
códigos) na internet como forma de garantir privacidade e escapar dos controles
de governos e corporações. O livro reproduz um debate entre Assange e três
companheiros ocorrido em 20 de março de 2012, quando o jornalista australiano
estava em prisão domiciliar no Reino Unido.
"É preciso acionar o
alarme. Esse livro é o grito de advertência de uma sentinela na calada da
noite", escreve Assange na introdução.
Google, Facebook, Amazon,
cartões de crédito, governo dos EUA: a metralhadora giratória do texto ataca
poderes políticos e econômicos e faz parecer brincadeira de criança a
imaginação de George Orwell.
"A internet, nossa maior
ferramenta de emancipação, está sendo transformada no mais perigoso facilitador
de totalitarismo que já vimos. A internet é uma ameaça à civilização
humana", afirma o editor, que enxerga uma militarização do ciberespaço:
"Quando nos comunicamos pela internet ou por telefonia celular, nossas
trocas são interceptadas por organizações militares de inteligência. É como ter
um tanque de guerra dentro do quarto", diz.
No livro, o Google é apontado
como "a maior máquina de vigilância que já existiu". O debate
argumenta que as agências de espionagem dos EUA têm acesso a todos os dados
armazenados por Google e Facebook --vistos como "extensões dessas
agências".
"É uma maluquice imaginar
que entregamos nossos dados pessoais a essas empresas e que elas se
transformaram basicamente em uma polícia secreta privatizada", afirma
Jacob Appelbaum, fundador da Noisebridge.
Já Andy Müller-Maguhn, do Chaos
Computer Club, considera que Visa, MasterCard e PayPal (que boicotam o
WikiLeaks) estão forçando uma "situação de monopólio".
Segundo ele, comunicados
diplomáticos americanos revelaram que o governo russo não conseguiu fazer com
que as transações dos cartões MasterCard e Visa realizadas dentro da Rússia
fossem processadas no próprio país.
"Quando Putin sair para
comprar uma Coca, 30 segundos depois Washington já estará sabendo", diz
Assange.
No debate transcrito, surgem
temas como censura, direito autoral e pornografia infantil. E são relatados
casos de softwares que, por exemplo, impedem que funcionários tenham acesso a
sites de sindicatos que informem sobre seus direitos trabalhistas.
A discussão de Assange e seus
três companheiros segue às vezes de forma um tanto caótica. Apesar de um certo
esforço de didatismo, alguns trechos mereceriam maior profundidade e
contrapontos mais sólidos.
O tom de conversa de bar ajuda
a leitura, mas deixa muitas lacunas de conteúdo. Cheio de declarações
grandiloquentes --muitas delas sem apresentar comprovações--, o livro pode ser
um ponto de partida para um debate. "Os segredos dos poderosos são
mantidos em segredo dos que não têm poder", afirma Assange. Quem pode
contestar?
CYPHERPUNKS - LIBERDADE E O
FUTURO DA INTERNET
AUTOR Julian Assange (com Jacob
Appelbaum, Andy Müller-Maguhn e Jérémie Zimmermann)
EDITORA Boitempo Editorial
QUANTO R$ 29 (168 págs.)
AVALIAÇÃO bom
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terça-feira, janeiro 29, 2013
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Encontro Mundial de Economia Política na UFSC
Evento acontece nos dias 24,25 e 26 de maio de 2013
Por Elaine Tavares*
23.01.2012 - Intelectuais
marxistas de mais de 40 países de todo o planeta estarão em Florianópolis, em
maio de 2013, para a Oitava Reunião Anual da Associação Mundial de Economia
Política (WAPE - World Association for Political Economy), organizada pelo Instituto
de Estudos Latino-Americanos da Universidade Federal de Santa Catarina
(IELA-UFSC), sob a coordenação dos economistas e professores da Universidade
Federal de Santa Catarina, Nildo Ouriques e Lauro Mattei. Nesse encontro, se
discutirá o destino da economia no mundo sob a perspectiva da economia
marxista, num esforço de sedimentar um diagnóstico mundial sobre a atual crise
capitalista.
A WAPE é uma instituição com
crescente visibilidade mundial entre os economistas e nasce em 2006, na cidade
de Hong Kong, China, justamente com o objetivo de debater sistematicamente a
interpretação marxista do capitalismo, reunindo economistas de todo o mundo que
trabalhem com o paradigma da teoria do valor e do socialismo. Em pouco tempo
logrou filiar economistas de todos os continentes e já realizou sete encontros
mundiais, com o objetivo de socializar os estudos, as experiências políticas e
compromissados com a superação da economia capitalista que hoje hegemoniza a
compreensão do mundo.
Os encontros da WAPE sempre
foram realizados na Europa, Estados Unidos e Ásia, mas a partir de 2012
privilegiou a América Latina, realizando o primeiro encontro no México. Agora,
aprofundando ainda mais as relações com o continente latino-americano realizará
a oitava reunião no Brasil. Nessa edição, além da apresentação de estudos e
análises dos movimentos políticos existentes no mundo, a WAPE contará com ampla
participação de sindicatos, partidos políticos, e todos os interessados em
assumir uma posição crítica diante dos problemas contemporâneos.
Ao longo dos últimos anos a
WAPE consolidou uma clara audiência mundial e ganha a cada dia mais importância
como fonte de crítica e construção de alternativas para um mundo em rápida e
conflituosa mudança. "A reunião do México representou uma nova e
importante iniciativa na região latino-americana e, agora, para nós,
brasileiros, a realização desta reunião em solo nacional é mais uma
demonstração das possibilidades de protagonismo mundial no terreno intelectual
que não podemos desperdiçar. No momento em que o mundo vive uma grave crise
econômica, política e social, a visita de importantes economistas de todas as
partes do mundo nos ajudará a desenvolver ainda mais nossa capacidade de pensar
criticamente a posição do Brasil nas relações internacionais", diz Nildo
Ouriques, membro do IELA e coordenador do encontro no Brasil.
O IELA-UFSC é o primeiro
organismo em uma universidade pública brasileira dedicado exclusivamente ao
estudo da América Latina. É, portanto, fruto de um trabalho acumulado no
interior da universidade e incorpora atualmente o esforço de vários professores
que, ao longo de muitos anos, dedicaram-se aos estudos latino-americanos. A
tarefa de pensar crítica e sistematicamente a realidade latino-americana
comporta iniciativas como as Jornadas Bolivarianas – nesse ano a nona edição -
e a Rede Brasileira de Estudos Latino-Americanos (REBELA) que publica a revista
eletrônica atualmente na quarta edição e congrega pesquisadores sobre temas
latino-americanos de 10 universidades brasileiras. O portal eletrônico já
supera a casa dos 1,6 milhão de acessos e são muitas as obras publicadas com
selo próprio, entre as quais se destaca a importante Pátria Grande. Biblioteca
do Pensamento Crítico Latino-Americano, coleção recentemente lançada e que
divulga no país os clássicos do pensamento crítico na sociologia, economia,
história e ciência política, ainda inéditos no Brasil. A confiança que a
diretoria da WAPE depositou no Instituto está justamente baseada em minuciosa
análise realizada sobre o trabalho realizado ao longo dos oito anos de
existência dessa experiência na UFSC.
Assim, a UFSC abre suas portas
para esse importante encontro nos dias 24, 25 e 26 de maio de 2013,
proporcionando a oportunidade para que os cientistas sociais em geral, e os
economistas em particular, possam acompanhar a fronteira do conhecimento e
contribuir com o avanço da economia política como área especifica do saber. Da
mesma forma, o encontro é também uma oportunidade para ampliar o horizonte do
debate sobre a ciência econômica para além dos limites impostos pela grande
imprensa e pelo pensamento dominante nas universidades. "As universidades
brasileiras se beneficiarão de maneira particular com a presença de centenas de
economistas de todos os continentes em Santa Catarina, na UFSC, o que
representará a oportunidade para superar os limites impostos pelo academicismo
que ainda domina em grande parte os esforços teóricos de economistas que
trabalham nestas instituições. Trata-se de um esforço político decisivo num
momento de crise mundial que sempre implicou em renovação intelectual, a
exemplo de 1929 quando nasce, de fato, a chamada revolução keynesiana",
diz Ouriques.
O encontro anual da WAPE
sintetiza o esforço de todos aqueles que nos estreitos muros das universidades
pensam a economia como ciência social e, além disso, defendem o compromisso da
disciplina como um instrumento em favor da nação e da superação dos problemas
inerentes aos países subdesenvolvidos e dependentes. Nesta direção, é
fundamental a participação de organismos e entidades da sociedade civil
interessadas na ampliação e vitalização da disciplina economia política.
Em função de seu caráter a WAPE
realiza seus encontros apenas com os seus associados. No entanto, aqui no
Brasil, as conferências serão de livre acesso para a comunidade da UFSC,
militantes sociais e sindicalistas. Dessa forma, o encontro oferecerá aos estudantes
e professores da UFSC, assim como à militância social e popular do país uma
oportunidade única de diálogo com os mais importantes pensadores marxistas do
mundo.
O encontro da WAPE será
precedido por uma atividade organizada pelo Iela destinada a discutir temas da
América Latina e a atualidade de Marx no
continente.
A programação completa será
divulgada nos próximos dias.
*Jornalista.
Informações no blog do Encontro
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terça-feira, janeiro 29, 2013
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Revista Aurora convida para publicação de trabalhos
A próxima edição da Revista
Aurora terá como temática da Seção Dossiê “Pensamento Social e Políticas Públicas”.
Também receberá trabalhos referentes às seções Miscelânea e Especial (poderão
ser publicados trabalhos variados nessas seções, tanto artigos quanto
resenhas), conforme as Normas de Publicação.
Dentro da perspectiva
“Pensamento Social e Políticas Públicas”, os trabalhos devem abordar fenômenos
atinentes, principalmente, às seguintes indicações:
A linha de pesquisa investiga,
numa perspectiva interdisciplinar e pluralística, diferentes dimensões de
processos socioculturais presentes nas sociedades contemporâneas. Trata,
sobretudo, de enfatizar aspectos articulados em torno da mudança e da
continuidade, refletidos na dimensão do pensamento social, das políticas
públicas, da cultura e da ruralidade:
a. Pensamento social: elites intelectuais,
religiosas e políticas; questões e dilemas da formação da Sociologia no Brasil;
História das Ciências Sociais; religião e sociedade;
b.Políticas Públicas, Cidadania
e Justiça Social: Racionalidades, democracia, reconhecimento e processos
jurídicos; Análise de políticas públicas de segurança, ambientais; geografia do
crime e da violência; sociologia da violência e das instituições penais;
c. Sociologia da arte e da cultura: cinema,
literatura, teatro, moda, consumo, jornalismo, música, indústria cultural e
comunicação de massa, expressões culturais populares, tradição e folclore;
d. Sociologia rural, questão agrária e movimentos
sociais: ruralismo e ruralidade; questão agrária; reforma agrária, movimentos
sociais no campo e na cidade, assentamentos rurais.
Os trabalhos devem ser
submetidos pelo sistema, online, clicando AQUI.
Resenhas podem ser submetidas
pelo e-mail: aurora.revista@gmail.com.
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terça-feira, janeiro 29, 2013
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Resgate da História e memória não oficiais das Ligas Camponeses
O Memorial
Fundada em 2006, e com sede no
Povoado de Barra de Antas, município de Sapé – PB, a ONG MEMORIAL DAS LIGAS
CAMPONESAS nasce do empenho de um coletivo formado por Trabalhadores e
Trabalhadoras do Campo, com a efetiva colaboração de agentes pastorais (principalmente
da CPT), de militantes de movimentos sociais populares do campo, de professores
e estudantes extensionistas ligados à UFPB e de outros profissionais
comprometidos com a causa camponesa, tendo como objetivos, entre outros:
Preservar a memória histórica
das Ligas Camponesas – seus fundadores, seus protagonistas, sua trajetória de
lutas, seu legado de combatividade e de esperança.
Pesquisar, registrar,
socializar e debater percursos biográficos de lideranças das Ligas Camponesas,
bem como das lutas e conquistas coletivas, na região.
Sensibilizar os Trabalhadores e
Trabalhadoras do Campo, em especial as novas gerações dos Acampamentos e
Assentamentos da Reforma Agrária, a partir dos trabalhos de Educação Popular e
de Extensão Popular, realizados em dezenas de Assentamentos da região, a
começar pelo Acampamento de Barra de Antas, no município de Sape – PB, em vista
do efetivo compromisso com a promoção e solidariedade com a causa camponesa.
Priorizar o processo de
formação contínua dos Trabalhadores e Trabalhadoras, tanto do ponto de vista
formal (por ex.: por meio da criação, em Barra de Antas, de uma unidade Escola
Família Agrícola) e não-formal, sempre no horizonte da integralidade e da
construção de uma nova sociedade, de modo contínuo e alternativo aos valores
dominantes.
Firmar parcerias com coletivos
nordestinos envolvidos com pesquisas e estudos que priorizem saberes e práticas
camponesas de convivência com o semiárido;
Promover, apoiar e subsidiar as
iniciativas de lutas das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Campo, das Águas
e das Florestas, em defesa de seus direitos e do respeito à dignidade da
Mãe-Terra.
Sobretudo nos últimos anos, a
ONG MEMORIAL DAS LIGAS CAMPONESAS vem se empenhando mais diretamente em
assegurar as seguintes atividades:
A gravação de dezenas de
entrevistas com Trabalhadores e Trabalhadoras que participaram ou que
conheceram, de algum modo, a trajetória de João Pedro Teixeira e as lutas
camponesas das Ligas, na Paraíba. Gravações feitas, em sua quase totalidade,
por Irmã Tonny (Antônia Van Ham), posteriormente convertidas em livro,
organizado pela Irmã Tonny e outras pessoas, intitulado Memórias do Povo: João
Pedro Teixeira e as Ligas Camponesas da Paraíba – deixem o povo falar. João
Pessoa: Ideia, 2005.
As comemorações anuais, a cada
dia 2 de abril (data do assassinato de sua figura de maior referência – JOÃO
PEDRO TEIXEIRA -), oportunidade em que também se faz memória e se presta
homenagem, não apenas a João Pedro, como também a outras figuras emblemáticas
das Ligas (João Alfredo, Pedro Fazendeiro, Elizabeth Teixeira), bem como a
tantos outros lutadores e lutadoras do Povo que contribuíram – não poucos, com
sua própria vida! – para a defesa e promoção da causa camponesa, na Paraíba, no
Nordeste, no Brasil e no mundo.
A luta e conquista (ainda com
pendência jurídica) da desapropriação de 7 hectares, no Povoado Barra de Antas,
área em que se encontra a casa em que moraram João Pedro Teixeira e Elizabeth
Teixeira e seus onze filhos e filhas;
A luta e solidariedade aos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Acampamento de Barra de Antas (próximo à casa
em que moraram João Pedro e família), que vivem acampados há 14 longos anos, em
função do extremamente moroso processo de desapropriação da área ocupada;
Luta pelo tombamento da
referida casa de João Pedro e família;
Organização e divulgação do
acervo sobre as Ligas Camponesas e seus protagonistas;
Sequência de passos visando à
criação, no local desapropriado, de uma unidade da conhecida proposta “Escola
Família Agrícola” (EFA), com a participação ativa do conjunto dos Trabalhadores
e Trabalhadoras da região.
Esforço de dotar a referida
área da necessária infraestrutura, inclusive de acesso ao local;
Exercitar o debate contínuo e
estimular o intercâmbio com outras organizações camponesas da região e do país,
também por meio da internet.
Site: ligascamponesas.org.br
E-mail: contato@ligascamponesas.org.br
Site: ligascamponesas.org.br
E-mail: contato@ligascamponesas.org.br
Postado por
Forum Universitário Permanente da UESB
às
terça-feira, janeiro 29, 2013
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Cadastrar voluntários para a Copa: ridículo papel a que se presta a UNE
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| Foto: esmaelmorais.com.br |
UNE vai ajudar a inscrever voluntários para Copa das Confederações.
25 de Janeiro de 2013 •
18h59
A União Nacional dos Estudantes
(UNE) anunciou hoje (25) adesão à campanha de voluntariado para a Copa do Mundo
de 2014. Na terça-feira (22), o governo federal lançou o Programa Brasil
Voluntário, para selecionar interessados em trabalhar na Copa das Confederações,
neste ano, e na Copa do Mundo de 2014. As inscrições ficam abertas até o dia 16
de fevereiro e podem ser feitas por meio da internet. Os estudantes apoiam a
iniciativa e pretendem percorrer as universidades brasileiras para incentivar
as inscrições.
Durante o 8ª Bienal de Arte e
Cultura da UNE, o diretor de Esportes da entidade, Patrique Lima, disse ver os
eventos esportivos como espaços para promover o país e a integração pelo
esporte. 'Queremos incentivar os estudantes a se voluntariarem. A Copa deixará
para nós um grande legado, em todos os setores, não apenas Educação Física,
Fisioterapia, todas as áreas estarão envolvidas. Vamos convocar o maior número
de estudantes possível', disse. o dirigente estudantil.
O assessor da Secretaria
Executiva de Relações Institucionais da Secretaria Extraordinária da Copa do
Mundo do Estado de Pernambuco, Marcos Nunes, disse que a participação dos
estudantes é fundamental e afirmou que para além dos eventos, a intenção é que
seja formada uma cultura do voluntariado no Brasil, 'É uma cultura que queremos
que permaneça para outras situações, em desastres naturais, abrigos e outras'.
As inscrições ficam abertas até
o dia 16 de fevereiro. Na fase inicial de preparação e treinamento dos
voluntários serão investidos R$ 30 milhões. Inicialmente, serão selecionadas
sete mil pessoas para atuar nas seis cidades sede da Copa das Confederações.
Mais 4,9 mil voluntários participarão das cerimônias de abertura e encerramento
em Brasília e no Rio de Janeiro. Depois, serão selecionados mais 50 mil
voluntários para trabalhar na Copa do Mundo em 2014.
Os voluntários selecionados
para trabalhar na Copa das Confederações, em junho deste ano, e na Copa do
Mundo de 2014, pelo Programa Brasil Voluntário, não receberão remuneração e
terão direito apenas a uniforme, alimentação, passe para transporte e seguro de
responsabilidade civil e acidentes pessoais. Aqueles que concluírem o
treinamento receberão certificado emitido pela Universidade de Brasília (UnB).
Em Olinda, para incentivar as
inscrições, a organização da bienal instalou um computador exclusivamente para
isso no centro das atividades. A estudantes Camila Efraim, UniBahia, em
Salvador, se interessou em participar. 'Não vou perder tempo, tem número
limitado de candidatos, quanto mais rápido fizer inscrição, melhor', brinca.
Ela participou como voluntária no Campeonato Mundial de Judô, em outubro do ano
passado, em Salvador e recomenda: 'Aprendi muito, fiz contatos tanto no Brasil
quanto de fora do país. É muito bacana participar de outras culturas e aprender
a administrar situações adversas'.
Fonte: Terra
- Esportes
sábado, 26 de janeiro de 2013
STF define que um terço da jornada dos docentes seja fora da aula
Definição da carga horária dos professores na lei do piso nacional
havia sido questionada na Justiça
Naiara Leão
O Supremo Tribunal Federal
(STF) julgou constitucional a reserva de um terço da carga horária de
professores para a realização de atividades extraclasse, como planejamento
pedagógico. A lei que fixa a carga horária e um piso nacional para os
professores foi questionada na Justiça pelos estados do Ceará, Mato Grosso do
Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com a decisão, o professor que
cumpre jornada de 40 horas semanais, tem de ficar pelo menos 13 horas em
atividades fora da sala de aula.
No início do mês, o Supremo se
posicionou a favor do piso salarial da categoria, que deve ser calculado sem
contar benefícios, como bônus e gratificação. Na ocasião, os ministros não
formaram consenso sobre a questão da carga horária e decidiram esperar o
presidente Corte Cezar Peluso.
Nesta quarta, o plenário
retomou o julgamento da carga horária do magistério e o ministro Peluso
considerou inconstitucional a definição da jornada de trabalho, empatando o
placar em 5 votos contra a carga horária e 5 a favor. O ministro José Antonio
Dias Toffoli se absteve da votação. Seguindo o voto do ministro relator,
Joaquim Barbosa, o plenário decidiu manter o artigo da lei que separa um terço
das 40 horas semanais de trabalho para realização de atividades fora da sala de
aula, e a Lei do Piso passa a valer na íntegra sem nenhuma alteração.
No entanto, como a decisão
sobre o horário de trabalho não alcançou o quórum de seis votos, não se aplicam
os efeitos vinculantes em relação a esse artigo da legislação, o que significa
que a decisão poderá ser questionada novamente, e outros tribunais poderão
julgar de outras formas. O debate, inclusive, pode voltar novamente para o STF.
Os cinco estados que
questionaram a constitucionalidade da lei 11.738/ 2008 alegam que ela fere o
princípio de autonomia das unidades da federação prevista na Constituição.
Também argumentam que a lei não leva em consideração o orçamento e a quantidade
de trabalhadores de cada unidade da federação. São Paulo tem hoje metade deste
tempo para atividades extraclasse.
Entenda
a controvérsia
Em 2008, o Congresso aprovou
lei que define um piso nacional para os professores e reservava um terço da
carga horária de 40 horas para atividades extracurriculares.
No mesmo ano, governadores de
Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul entraram
com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167 questionando a validade
da lei aprovada no Congresso.
Uma decisão liminar concedida
aos cinco Estados pelo Supremo invalidou o dispositivo que reservava tempo para
atividades fora da sala de aula e considerou que o valor pago como piso poderia
incluir vantagens, além do salário.
Neste ano, o novo governador do
Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), afirmou não ter mais interesse na ADI.
Porém, a Justiça impede que um reclamante se desligue oficialmente do processo
em andamento.
Em julgamento no início do mês,
o STF manteve o pagamento do piso sem considerar benefícios, conforme previsto
na lei. Hoje, ele voltou a se posicionar em favor da lei e a fixação da carga
horária de 40 horas com reserva de tempo para atividades extra classe.
Leia também:
- SP terá de dobrar tempo de preparo de aula
- STF: piso do professor se refere a salário base
- Professor tem salário maior se não der aula
- Até 2010, contratação era abaixo do piso
- Faltam professores qualificados
Fonte: Último
Segundo
Prioridades governamentais
Mais uma bizarrice tupiniquim
STJ decide que concurso pode analisar conduta moral de candidato
Tem algum dispositivo para eliminar candidato político eleitoral carreirista? Ou teremos mesmo que acabara com as eleições burguesas?
Candidato a policial foi
barrado após admitir uso de maconha e briga. STJ entendeu que carreira policial
exige 'retidão, lisura e probidade'.
Do G1, em Brasília
O Superior Tribunal de Justiça
(STJ) decidiu que um concurso público pode investigar a conduta social e moral
dos candidatos, indo além da análise sobre antecedentes criminais. A decisão
foi tomada no fim do ano passado e tornada pública nesta sexta-feira (25).
A Sexta Turma do tribunal
analisou pedido de um candidato aprovado em concurso para policial em Rondônia
que foi barrado no curso de formação. Segundo o processo, ele havia admitido,
no formulário de ingresso no curso de formação, uso de maconha e punição por
trabalho comunitário após envolver-se em uma briga.
O Tribunal de Justiça de
Rondônia (TJ-RO) entendeu que era cabível a eliminação do candidato no concurso
em razão desses comportamentos. O candidato, então, entrou com recurso no STJ.
Ao analisar o recurso, a Sexta
Turma entendeu que a investigação social dos concursos pode, sim, ir além de
análise de antecedentes criminais. Ainda segundo o tribunal, o processo aponta
que o candidato apontou que trabalhou numa empresa pública, sendo que a própria
empresa negou a informação.
A defesa do candidato alegou
que apresentou a certidão negativa de antecedentes criminais e que a eliminação
não foi justificada.
Na decisão, a Sexta Turma
afirma que entendimentos anteriores do STJ consideram válidas as investigações
sociais aos candidatos de concursos. A turma afirma ainda que a carreira
policial exige "retidão, lisura e probidade".
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
ONG denuncia monopólio da mídia no Brasil
PARIS (AFP) – A organização
Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou nesta quinta-feira 24 o monopólio
midiático no Brasil, que parece “pouco modificado, 30 anos após a ditadura
militar (1964-1985)”.
A ONG definiu o Brasil como o
“país dos 30 Bersluconi”, em referência ao magnata italiano da mídia e
ex-primeiro ministro italiano.
Uma investigação da RSF,
realizada em novembro e revelada nesta quinta-feira, mostra que fora uma dezena
de grupos que dividem o monopólio da informação principalmente no eixo Rio-São
Paulo, o País “conta com múltiplos meios de comunicação regionais, fragilizados
pela extrema dependência em relação aos grandes centros de poder nos estados”.
“Uma tutela que afeta
diretamente a independência” da imprensa, além de ser um “vetor de insegurança”,
ressalta a organização. A ONG lembra que 11 jornalistas e blogueiros foram
assassinados no Brasil em 2012, o que coloca o país na quinta posição entre as
nações com mais registros de mortes na área. Dois outros foram forçados ao
exílio por questões de segurança.
No ano passado, a Sociedade
Interamericana de Imprensa (SIP) colocou o Brasil na lista dos países mais
perigosos para o exercício da profissão na América Latina, onde 19 assassinatos
de jornalistas foram denunciados, seis deles no Brasil.
Devido a este cenário, a
organização considerou o Brasil como uma espécie de “país dos 30 Bersluconi”.
“O Brasil apresenta um nível de
concentração de mídia que contrasta totalmente com o potencial de seu
território e a extrema diversidade de sua sociedade civil”, explica a ONG de
defesa da liberdade de imprensa.
“O colosso parece ter
permanecido impávido no que diz respeito ao pluralismo, um quarto de século
depois da volta da democracia”, assinala a RSF.
Segundo a ONG, um dos problemas
endêmicos do setor da informação no Brasil é a figura do magnata da imprensa,
que “está na origem da grande dependência da mídia em relação aos centros de
poder”.
“Dez principais grupos
econômicos, de origem familiar, continuam repartindo o mercado da comunicação
de massas”, lamenta a RSF.
Sempre segundo a RSF, a este
sistema se acrescenta a censura na internet e denúncias que levaram ao
fechamento de blogs durante as eleições municipais de 2012.
Nesse sentido, citou o caso do
diretor do Google Brasil, que ficou preso brevemente por não retirar do YouTube
um vídeo que teoricamente atacava um candidato a prefeito.
A organização faz referência a
Fábio José Silva Coelho, que foi preso pela Polícia Federal em setembro passado
a pedido do candidato a prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal.
Para reequilibrar o cenário da
mídia brasileira, a Repórteres Sem Fronteiras recomenda reformar a legislação
sobre a propriedade de grandes grupos e seu financiamento com publicidade
oficial, assim como a melhoria da atribuição de frequências audiovisuais para
favorecer os meios de comunicação e um novo sistema de sanções que não inclua o
fechamento de mídias ou páginas, entre outras medidas.
Fonte: Carta
Capital
Postado por
Forum Universitário Permanente da UESB
às
sexta-feira, janeiro 25, 2013
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