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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Escolinha de cientistas

Editoras científicas e empresas especializadas dão cursos de escrita de artigos científicos para pesquisadores, que alegam que não aprenderam a escrever artigos na universidade mas são cobrados para publicar



SABINE RIGHETTI 
DE SÃO PAULO
Universidades brasileiras estão empenhadas em capacitar seus cientistas para escreverem artigos científicos para revistas renomadas. Os cursos, na maioria das vezes, partem das próprias editoras de revistas científicas, interessadas em receber textos de melhor qualidade. 
Isso diminuiria o trabalho e o tempo entre o artigo recebido e o publicado (o que pode levar de meses a anos). Já as universidades têm interesse nos cursos para melhorar seus indicadores. Quanto mais artigos emplacados em revistas de alto impacto (amplamente citadas por outros pesquisadores), melhor a instituição aparece nos rankings universitários internacionais.
A Folha acompanhou um dos cursos, ministrado recentemente pela editora científica Springer, na Unesp (Universidade Estadual Paulista), para 80 membros de comissões de pesquisa e de programas de pós-graduação.

EM TÓPICOS
Entre os temas ensinados, há desde "faça títulos curtos" a "escreva seu artigo científico como se estivesse contando uma história a alguém".
"Mesmo quando você escreve sobre algo complicado, deve torná-lo o mais simples possível para que o maior número de pessoas entenda", ensina Warren Raye, da Springer, no curso na Unesp.
Raye também discorreu sobre como escolher um periódico para publicar um artigo, sugeriu maneiras de responder um parecer (quando o artigo é devolvido pela revista científica) e passou um bloco inteiro falando sobre ética nas publicações científicas. "Não faça múltiplas submissões de artigos nem plágios e não falsifique ou fabrique dados", ensinou Raye. O curso da Springer foi ministrado para plateias lotadas também em instituições como USP, Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). 
O interesse dos cientistas por esse tipo de oficina é compreensível. "Os pesquisadores nunca foram ensinados a escrever de maneira técnica, muito menos em inglês", explica a bióloga e ex-editora da "Science" Márcia Elblink. 
Ela é uma das fundadoras da empresa Publicase, que, segundo ela, é a primeira especialista em treinar cientistas para escreverem dissertações, teses e artigos no país. A empresa surgiu em 2007, época em que o país "acordou" para a necessidade de aumentar a publicação de artigos na academia.

COBRANÇA
"Realmente não temos um treinamento específico na universidade e somos cobrados para publicar", analisa a veterinária Flávia Verechia Pereira, da Unesp. Ela participou do curso da Springer e disse que "gostou muito".
Para Elblink, da Publicase, a falta de capacitação na redação científica não é um problema apenas do Brasil. "Mas as universidades de ponta do mundo têm centros para ajudar os autores e tirar dúvidas", diz a especialista. 
Hoje, a demanda de universidades, de hospitais privados e de empresas pelos cursos de redação científica é tanta que a agenda de 2011 da Publicase fechou em maio. Uma semana de treinamento intensivo (40 horas) sobre "como escrever um artigo para uma revista de alto impacto", por exemplo, sai por R$ 12 mil por pessoa. Mas há cursos mais curtos.
"Escrever um artigo é uma questão de treino. Como correr uma maratona", completa Andrea Kaufmann-Zeh, que também é da empresa.
Fonte: São Paulo, domingo, 30 de outubro de 2011 

domingo, 30 de outubro de 2011

A Autonomia da USP!

Lincoln Secco*

Livre Docente em História Contemporânea na USP

Não é comum ver livros como armas. Enquanto no dia 27 de outubro de 2011 a imprensa mostrou os alunos da FFLCH da USP como um bando de usuários de drogas em defesa de seus privilégios, nós outros assistimos jovens indignados, mochila nas costas e livros empunhados contra policiais atônitos, armados e sem identificação, num claro gesto de indisciplina perante a lei. Vários alunos gritavam: “Isto aqui é um livro!”.
Curioso que a geração das redes sociais virtuais apresente esta capacidade radical de usar novos e velhos meios para recusar a violação de nossos direitos. No momento em que o conhecimento mais é ameaçado, os livros velhos de papel, encadernados, carimbados pela nossa biblioteca são erguidos contra o arbítrio.
Os policiais que passaram o dia todo da ultima quinta feira revistando alunos na biblioteca e nos pátios, poderiam ter observado no prédio de História e Geografia vários cartazes gigantes dependurados. Eram palavras de ordem. Algumas vetustas. Outras “impossíveis”. Muitas indignadas. E várias poéticas... É assim uma universidade.
A violação da nossa autonomia tem sido justificada pela necessidade de segurança e a imagem da FFLCH manchada pela ação deliberada dos seus inimigos. A Unidade que mais atende os alunos da USP, dotada de cursos bem avaliados até pelos duvidosos critérios de produtividade atuais, é uma massa desordenada de concreto com salas superlotadas e realmente inseguras. Mas ainda assim é a nossa Faculdade!
É inaceitável que um espaço dedicado á reflexão, ao trabalho, à política, às artes e também à recreação de seus jovens estudantes seja ameaçado pela força policial. Uma Universidade tem o dever de levar sua análise crítica ao limite porque é a única que pode fazê-lo. Seus equívocos devem ser corrigidos por ela mesma. Se ela é incapaz disso, não é mais uma universidade.
A USP não está fora da cidade e do país que a sustenta. Precisa sim de um plano de segurança próprio como outras instituições têm. Afinal, ninguém ousaria dizer que os congressistas de Brasília têm privilégios por não serem abordados e revistados por Policiais. A USP conta com entidades estudantis, sindicatos e núcleos que estudam a intolerância, a violência e a própria polícia.
Ela deve ter autonomia sim. Quando Florestan Fernandes foi preso em 1964, ele escreveu uma carta ao Coronel que presidia seu inquérito policial militar explicando-lhe que a maior virtude do militar é a disciplina e a do intelectual é o espírito crítico... Que alguns militares ainda não o saibam, é compreensível. Que dirigentes universitários o ignorem, é desesperador.

Brasil: Manifesto continental pela retirada das tropas do Haiti


COMPROMISSO DE SÃO PAULO
 
Aba Okipasyon / Aba Minustah
Fora a Ocupação!
 
   Reunidos em Ato Público na Câmara Municipal de São Paulo, vindos de “X” países, cujos governos estão envolvidos na ocupação do Haiti,e, no Brasil, de diferentes Estados, firmamos um compromisso de solidariedade militante com a soberania da nação negra do Haiti.        
    Faz já 7anos que as tropas da “Missão da ONU para a Estabilização do Haiti”-Minustah – estão neste país. São elas responsáveis pela violação da sua soberania, pela agressão aos direitos humanos e repressão a manifestações democráticas, sindicais, estudantis e populares e mortes consideradas efeitos colaterais” de um estado de guerra perpétua. Seus soldados introduziram o cólera,que matou 6 mil pessoas e contaminou  mais de 300. Sobre elas pesam acusações fundadas de violência sexual e estupro de jovens que, como outros crimes, seguem impunes dada à sua imunidade legal.
   No último dia 15 de outubro, o Conselho de Segurança da ONU, insensível às demandas expressas por vários setores em diferentes países e pelo próprio povo haitiano, renovou por mais um ano, o mandato da Minustah (reduzida ao contingente anterior ao terremoto), e ainda “manifestou sua intenção de renovar o mandato da missão para além de 2012” !
  Nós estabelecemos o compromisso de lutar pela retirada imediata das tropas invasoras e exortamos trabalhadores, jovens, democratas, socialistas e comunistas, com suas organizações, a não sair das ruas enquanto não terminar essa operação militar, irmanando-se ao povo haitiano, que exigem respeito à sua soberania, em seguidos protestos contra essa ocupação.
   O Haiti, país pioneiro na abolição da escravidão, cujo povo, há 208 anos atrás, expulsou as tropas coloniais de Napoleão e constituiu a primeira república negra do mundo, pagou um alto preço pela sua independência: 90 milhões em francos-ouro, como compensação às perdas de propriedade – terras e escravos -, à custa da sangria de seus recursos, e uma punição permanente no decurso de sua história. Sofreu inúmeras ocupações militares. A última delas se deu em 2004, quando do golpe em cima do presidente eleito, Aristide, orquestrado pelos interesses imperialistas dos EUA, França e Canadá, na região. Mascarada pela ONU como uma missão de paz, essa ocupação conta com tropas e polícias militares de 40 países, sob o comando do exército brasileiro.
 A MInustah também encobre os interesses imperialistas do governo brasileiro na regiãoe seu comando pretende apresentar cara humana quando, na verdade, facilita ainda mais a exploração vil da mão de obra haitiana pelas multinacionais, sem direitos nem proteção social, e garante as manobras da Comissão Interina de Reconstrução do Haiti – CIRH – que tem como responsável nada menos que Bill Clinton.
  Para nada serviu a presença das tropas da ONU, sequer ajudaram na prevenção de catástrofes naturais, preferiram prestar socorro em bairros ricos, negligenciando os atingidos pela catástrofe.O resultado é que, quase dois anos após o terremoto, mais de 1 milhão de haitianos continuam desabrigados. Tampouco serviram para estabelecer a democracia, nem poderiam, pois foram fiadoras, por exemplo, da última farsa eleitoral, onde apenas 17% dos haitianos votaram.
    A dívida histórica que temos com o povo haitiano só pode ser amortizada se estabelecermos o compromisso de apoiar sua luta e exigirmos dos governos dos nossos países – Brasil, Uruguai, Argentina, Bolívia, EUA, França... - que ponham fim a essa política de Estado que legitima e viabiliza a invasão militar do Haiti.
   Este ato deve ser encarado como a pedra fundamental do nosso compromisso de construir um Comitê Continental pela Retirada Imediata das Tropas Militares do Haiti e a não permissão da entrada de forças especiais mercenárias no país, em substituição às forças militares oficiais.
    Respaldados em ações semelhantes, no dia de hoje,também no Canadá, Peru e Equador, chamamos à constituição de Comitês Pela Imediata Retirada em todos os países do continente. E propomos, em particular, à Conferência Caribenha de Cap Haitien, Haiti (16-18 de Novembro), uma Jornada Continental pela Retirada Imediata das Tropas na data dos 8 anos da ocupação do Haiti, em 1º de Junho de 2012, com atos e manifestações em face dos respectivos governos.
  • O Haiti precisa é de médicos, engenheiros e técnicos, não de soldados!
  • Cancelamento da dívida externa do Haiti! Restituição dos valores pagos!
  •  Ressarcimento do pagamento da dívida imoral da independência
  • Reparação às famílias vitimas do cólera e de violações dos direitos humanos!
  • Retirada Imediata das tropas da ONU do Haiti e que nenhum força militar ou paramilitar seja mantida no território haitiano.

Novo vazamento no ENEM: e ainda querem substituir o vestibular por esse exame

A prova do Enem vazou de novo: nota zero para ele

Pelo terceiro ano consecutivo, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não passou no teste de confiança dos alunos de todo o país. Enquanto o ministro da Educação, Fernando Haddad, defende o fim do vestibular e a adoção da prova do Enem como porta de entrada para o ensino superior, cerca de 4 milhões de candidatos que realizaram o teste no último fim de semana estão novamente frustrados diante das falhas na organização. Os mais prejudicados, por enquanto, serão os 639 estudantes do colégio Christus, em Fortaleza, que terão as provas canceladas. A decisão foi anunciada ontem pelo Ministério da Educação (MEC) após reconhecer que um simulado feito pelo colégio particular pouco tempo antes do Enem continha nove questões idênticas às apresentadas no teste.
Semanas antes da realização do Enem, Haddad defendeu a universalização da prova como medidor de qualidade para o ensino médio. Segundo ele, o Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, prevê que o exame se torne um componente do currículo e, portanto, obrigatório para os alunos. O ministro, inclusive, afirmou exaustivamente que o exame não corria riscos, apesar das falhas nas edições anteriores. “O Brasil está dando um passo importante para aprimorar seu sistema de avaliação de ensino”, disse Haddad, cinco dias antes da aplicação do teste. A edição deste ano era tida como decisiva, principalmente em um momento em que o ministro é pré-candidato à prefeitura de São Paulo.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, contratou o Inmetro para acompanhar cada etapa da produção das provas no intuito de garantir a segurança do exame. A empresa de gestão de riscos Módulo, com atuações nas eleições presidenciais do ano passado, também participou do processo. Depois de driblar a greve dos Correios e aplicar a prova sem grandes incidentes no último fim de semana, o MEC chegou a respirar aliviado. Mas não conseguiu evitar novas falhas na prova.
Descrédito
Presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares, Amábile Pacios afirmou ontem que o Enem está cada vez mais desacreditado, principalmente entre os inscritos. “Eu lamento muito esse ocorrido. Mais um ano o Enem provou que não é confiável”, argumentou. “É frustrante demais para esses alunos que se prepararam o ano todo. É um descaso com o futuro deles”.
A denúncia de vazamento começou a circular, na última terça-feira, nas redes sociais — Face book e Twitter —, depois que um estudante publicou, em seu perfil, fotos das questões presentes nas apostilas distribuídas pelo colégio Christus. O MEC confirmou que as questões a que os alunos da escola particular tiveram acesso antecipado vazaram do pré-teste, aplicado em outubro do ano passado pelo Inep. Anualmente, a entidade aplica provas para alunos de diferentes escolas do país, selecionados aleatoriamente, para comprovar o nível de dificuldade dos itens formulados. Depois de testadas, elas podem fazer parte do banco de itens de onde saem as questões do Enem.
Em nota, a escola de Fortaleza afirmou que as questões batem com o seu banco de dados e sugeriu que elas podem ter entrado no sistema de perguntas da instituição por sugestão de alunos que fizeram pré-testes, “sem o conhecimento da escola no que diz respeito à origem desses dados”. A Polícia Federal foi acionada para apurar o caso. Segundo o MEC, nos próximos dias, o Inep vai entrar em contato com os alunos que tiveram a prova cancelada e oferecer a possibilidade de eles refazerem as provas em 28 e 29 de novembro, quando a população carcerária deverá realizar o exame.
Alunos do Christus, que é considerado um dos principais grupos educacionais de Fortaleza, confirmaram que receberam apostilas em um simulado com exercícios idênticos aos cobrados no Enem. Analisando as questões do exame e das apostilas do colégio, foram detectadas cinco questões idênticas de ciências da natureza, duas questões iguais às de matemática e duas iguais às de ciências humanas. Na prova de linguagem, há uma questão repetida. O MEC, porém, só confirmou a repetição de nove questões. O restante, segundo o ministério, é similar.
 Fonte: Oriobranco

De ADUSB e UNIMED: controvérsias


Colegas da UESB,
Eis que chega ao Blog uma controvérsia acerca das mudanças no Plano de Saúde dos professores, elevando em até 20% suas mensalidades. Duas mensagens nos chegaram e as tornamos públicas pois que se trata de interesse da categoria docente da UESB e não nos chegaram com nenhuma restrição à publicidade. Eis a polêmica:

Amigos,

Para quem ainda não está a par das deliberações da ADUSB, em assembleia realizada no Campus de Jequié, repasso abaixo algumas informações para que tomemos alguma providência.
Até o momento o nosso Plano de Saúde junto a UNIMED era estruturado em quatro faixas (Plano Básico I, II, III e IV) e ainda agrupado nas categorias “Enfermaria” e “Apartamento”, conforme mostra o quadro abaixo. Lembramos que neste quadro constam apenas os titulares e seus dependentes menores (estando fora os dependentes maiores, como cônjuge e pais).
Acomodação
Plano não regulamentado
Quantidade de beneficiados
Valor individual não regulamentado
Valor individual regulamentado

Básico I
148
86,95
104,85
Enfermaria
Básico II
105
101,15
121,98

Básico III
5
104,73
126,29

Básico II e III
154
118,90
143,38
Apartamento
Básico I
29
130,51
157,38

Básico I e II
100
144,67
174,46

Básico I e III
2
148,26
178,79

Básico I, II e III
261
162,48
195,93

Básico I, II, III e IV
404
213,82
257,85

Na modalidade aprovada na assembleia de Jequié, nossos planos de saúde serão estruturados em duas classes: Apartamento e Enfermaria, passando TODOS a terem cobertura total. Até aí tudo bem.
O problema maior que estamos vendo no modelo aprovado é o seguinte:
 Segundo informação da ADUSB, teremos reajuste na mensalidade do Plano: 20,59% em dezembro e 7,93% em Janeiro.
A grande questão é que, aquele que tem Plano total pagará este valor com direito a cobertura total e quem tem plano básico (ou outros intermediários) sofrerá o mesmo percentual de reajuste, mas passará a ter a mesma cobertura do Plano total.
Por exemplo: quem tem Plano Total paga hoje R$ 217,80. Em dezembro passará a pagar R$ 262,64, e em janeiro 283,47.
 Quem tem o Plano básico (em Enfermaria) paga hoje R$ 86,95. Em dezembro passará a pagar R$ 104,85, e em janeiro R$ 113,16. Caso queira incluir Apartamento, a este valor será acrescido R$ 43,56.
Deixando mais claro: quem tem hoje o Plano básico com Apartamento (ou quem aderir hoje ao plano Unimed) passará a pagar a partir de janeiro de 2012 o valor de R$ 156,72 e terá exatamente a mesma cobertura que tem o colega que paga o Plano total (R$ 283,47).
Em assembleia anterior, realizada no Campus de Itapetinga, a categoria havia aprovado o princípio da isonomia entre os associados, apenas com a distinção das categorias Apartamento e Enfermaria, já que a cobertura em termos de procedimentos passará a ser a mesma para todos.
O problema é que na assembléia seguinte, realizada em Jequié, a plenária presente aprovou as mudanças nos critérios, criando classes de mensalidades distintas para o mesmo pacote de cobertura de procedimentos.
Neste sentido, e considerando que a Diretoria da ADUSB não vai se mobilizar para dar mais esclarecimentos aos professores, considerando a insatisfação de muitos associados (inclusive com ameaças concretas de ações judiciais) e considerando ainda que a maioria dos associados não esteja a par da real situação derivada do modelo aprovado na assembléia de Jequié, estamos com um Abaixo Assinado, solicitando que a ADUSB convoque imediatamente uma nova assembléia para prestar maiores esclarecimentos, discutir e aprovar critérios mais justos para o conjunto da categoria.
Estou com uma folha do Abaixo Assinado em mãos e informo que o colega que se dispuser a assinar é só informar por e-mail que daremos um jeito do colega chegar até a folha ou a folha chegar até o colega...
Essa convocação é URGENTE, porque a Diretoria da ADUSB precisa assinar o acordo com a Unimed.

Atenciosamente,
Espedito Maia Lima 

Reagindo à forma e conteúdo das mudanças, o professor Renato Figueiredo afirma que "Esta situação é EXTREMAMENTE GRAVE!"

Há alguns meses, a pedido da própria diretoria, preenchi um formulário onde indiquei que pretendia permanecer no Plano Antigo. Achava que estava tudo resolvido. Mas agora, de repente, essa novidade!
Será que uma Assembléia pode impor e decidir que todos teremos que aceitar essa nova modalidade de Plano? Não teria sido um indicativo, para amadurecimento com os colegas dos outros campi?
Fizemos uma greve de setenta e dois dias e conseguimos, a duríssimas penas e em dois anos, 70% de incorporação das gratificações.  Nenhum aumento real de salário.
Agora, de uma só vez, temos que aceitar 20% de aumento em nosso Plano de Saúde?
Onde está o direito de permanecer no Plano que pago há 16 anos?
Será que o advogado da ADUSB pode ajudar?
Faço um apelo para que a atual diretoria tenha sensibilidade, reveja isso tudo e não nos penalize ainda mais!

Renato Pereira de Figueiredo
Professor DCN

ESTÁ ABERTO O DEBATE, NESTE QUE SE PRETENDE SER O FORUM PERMANENTE DA UESB.

sábado, 29 de outubro de 2011

Para muitos que viveram/lutaram naquele Maio/1968


Papa Cuentame Otra Vez

Ismael Serrano

Papá cuéntame otra vez ese cuento tan bonito 
de gendarmes y fascistas, y estudiantes con flequillo, 
y dulce guerrilla urbana en pantalones de campana, 
y canciones de los Rolling, y niñas en minifalda.
Papá cuéntame otra vez todo lo que os divertisteis 
estropeando la vejez a oxidados dictadores, 
y cómo cantaste Al Vent y ocupasteis la Sorbona 
en aquel mayo francés en los días de vino y rosas.
Papá cuéntame otra vez esa historia tan bonita 
de aquel guerrillero loco que mataron en Bolivia, 
y cuyo fusil ya nadie se atrevió a tomar de nuevo, 
y como desde aquel día todo parece más feo.
Papá cuéntame otra vez que tras tanta barricada 
y tras tanto puño en alto y tanta sangre derramada, 
al final de la partida no pudisteis hacer nada, 
y bajo los adoquines no había arena de playa.
Fue muy dura la derrota: todo lo que se soñaba 
se pudrió en los rincones, se cubrió de telarañas, 
y ya nadie canta Al Vent, ya no hay locos ya no hay parias, 
pero tiene que llover aún sigue sucia la plaza.
Queda lejos aquel mayo, queda lejos Saint Denis, 
que lejos queda Jean Paul Sartre, muy lejos aquel París, 
sin embargo a veces pienso que al final todo dio igual: 
las ostias siguen cayendo sobre quien habla de más.
Y siguen los mismos muertos podridos de crueldad. 
Ahora mueren en Bosnia los que morían en Vietnam. 
Ahora mueren en Bosnia los que morían en Vietnam. 
Ahora mueren en Bosnia los que morían en Vietnam. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

América Latina: estudantes são a "bola da vez" da repressão estatal


Uma semana atrás dávamos publicidade ao assassinato de estudante na Colômbia. No Chile, denúncias de tortura - nos padrões das que aplicam os EUA a presos em Guantánamo - a estudante. No momento em que a Polícia Militar invade, mais uma vez, a USP, chega esta notícia sobre o assassinato de estudantes em Honduras... perigosas coincidências...???
Estudante assassinado em Honduras

A ALAS (Associação Latinoamericana de Sociologia) se pronuncia:

Pronunciamiento
La Asociación Latinoamericana de Sociología (ALAS) expresa su indignación ante la denuncia que hace el Prof. Rudis Flores, miembro de la Directiva de ALAS, del asesinato de los estudiantes de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras-UNAH, Rafael Alejandro Vargas Castellanos, hijo de la Rectora de la UNAH y estudiante de la Licenciatura en Sociología, y Carlos Pineda, estudiante de la Facultad de Derecho.
La ALAS se suma igualmente al pronunciamiento oficial de la Asociación Centroamericana de Sociología (ACAS), que manifestó públicamente su indignación instando las autoridades competentes a esclarecer este doble crimen.
Solicitamos también a la comunidad académica latinoamericana que se pronuncie ante este hecho de modo de evitar que esta violencia criminal quede impune.
25 Octubre 2011
Por la Directiva de ALAS
Paulo Henrique Martins, Presidente
Marcelo Arnold C., Vicepresidente 

'Anjo da Morte' é condenado à prisão perpétua na Argentina



Um dos símbolos macabros da ditadura argentina, Alfredo Astiz foi chefe de inteligência do Grupo 3.3.2 da Marinha, e um dos primeiros integrantes da Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA) reconhecido publicamente como um brutal repressor no final da década de 70. Em sua lista de acusações estão os assassinatos de Azucena Villaflor, fundadora das Mães da Praça de Maio, e das monjas francesas Alice Domon e Leonie Duquet, torturadas na ESMA e jogadas no mar. Outros 17 ex-marinheiros foram condenados por crimes de lesa humanidade. A reportagem é de Francisco Luque, direto de Buenos Aires.

Após quase dois anos de processo, a Justiça argentina anunciou a sentença contra 18 ex-marinheiros acusados de crimes de lesa humanidade cometidos no centro de detenção e tortura da Escola Superior de Mecânica da Armada (ESMA), um dos mais emblemáticos da última ditadura. Os repressores foram responsabilizados pela detenção, privação, torturas e homicídio de 86 pessoas, entre elas, o jornalista e escritor Rodolfo Walsh, as fundadoras das Mães da Praça de Maio, Azucena Villaflor, Mary Bianco e Ester de Careaga, e as monjas francesas Alice Domon e Leonie Duquet, missionárias que apoiavam os familiares dos detidos desaparecidos no início da ditadura.
Os oficiais acusados no processo ESMA são: Alfredo Astiz, Jorge Acosta, Antonio Pernías, Oscar Antonio Montes, Raúl Schiller, Jorge Radice, Alberto González, Nestor Savio, Ricardo Cavallo, Adolfo Donda, Julio César Coronel e Ernesto Weber, todos condenados à prisão perpétua. Manuel García Tallada e Juan Carlos Fotea, a 25 anos; Carlos Octavio Capdevilla, 20 anos, e Juan Antonio Azic, 18 anos. Pablo García Velazco e Juan Carlos Rolón foram absolvidos, mas seguirão na prisão por outros crimes.

O tenente Alfredo Astiz é um repressor símbolo da ditadura. Chefe de inteligência do Grupo 3.3.2 da Marinha, foi um dos primeiros integrantes da ESMA reconhecido publicamente como um brutal repressor, para muitos, o emblema do terrorismo de Estado na Argentina no final da década de 70. Astiz foi acusado de infiltrar-se no grupo fundador das Madres da Praça de Maio, fazendo-se passar pelo irmão menor de um desaparecido, e de sequestrar a fundadora, Azucena Villaflor.

Apelidado de “Menino Gustavo” ou “Anjo da Morte”, Astiz foi condenado à revelia pela Justiça francesa pelo assassinato das monjas Domon e Duquet, torturadas na ESMA e lançadas ao mar. Também é responsável pela morte da cidadã sueca Dagma Hagelin, ocorrida em 1977. Graças às leis do Ponto Final e da Obediência Devida, aprovadas no final da década de 80, Astiz foi eximido de responsabilidade na qualidade de militar de média patente, até que, em 2003, o Congresso argentino anulou estas leis, provocando a reabertura dos processos. Em sua longa lista de acusações está incluída uma investigação aberta pela Audiência Territorial de Nuremberg (Alemanha) em função da execução e desaparecimento de cidadãos alemães durante a ditadura.

Jorge “Tigre” Acosta, chefe da inteligência e do Grupo de Tarefas 3.3.2 da ESMA, foi acusado pela detenção e desaparecimento do jornalista Rodolfo Walsh, autor do livro “Operação Massacre” e da “Carta aberta à Junta Militar”, um texto escrito e difundido por Walsh durante seu período na clandestinidade, um ano após o golpe militar. Nesta carta, ele acusa as forças armadas de realizar um plano de extermínio contra opositores e pela instalação de um plano econômico neoliberal dirigido pelo ministro de Economia da ditadura, José Martínez de Hoz., Rodolfo Walsh foi visto pela última vez nas instalações da ESMA.

A deputada Patricia Walsh, filha do escritor, disse que “essa é a primeira vez que houve testemunhos que contaram com detalhes o que ocorreu na última casa em que meu pai viveu (em San Vicente), que ficou completamente destruída, onde roubaram seu último conto “Juan se iba por el río” e que, atualmente, está ocupada por uma família de um policial aposentado.

A leitura da sentença foi recebida com júbilo pelos familiares das vítimas, sobreviventes e organizações de direitos humanos. Fora do tribunal e das instalações da ESMA, milhares de pessoas acompanharam o julgamento por telões. O ex-presidente Néstor Kirchner converteu a ESMA em um lugar para a memória.

Tati Almeida, integrante das Mães da Praça de Maio, Linha Fundadora, disse que “sempre buscamos justiça dentro da legalidade e não pelas próprias mãos”. “É um dia pleno de felicidade para toda a sociedade argentina que acredita na justiça e nos direitos humanos. Não esperávamos assistir em vida a esse julgamento e agradecemos às organizações sociais e aos jovens que nos apoiaram”.

Para Christian Castillo, dirigente do PTS (Partido dos Trabalhadores Socialistas), esses julgamentos são uma vitória para todos aqueles que lutaram durante todos esses anos para conseguir justiça e verdade. Em especial, os sobreviventes da repressão que tiveram que ficar mais uma vez frente aos repressores, uma questão que não é menor ao se recordar o caso de Julio López, sobrevivente da repressão e autor de uma ação contra o policial Ethcecolatz. No dia da sentença, López saiu de sua casa para ir ao tribunal e nunca mais se soube dele.
Tradução: Katarina Peixoto

Fonte: Carta Maior