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quarta-feira, 31 de julho de 2013

II ENCONTRO NACIONAL e VII FÓRUM ESTADO, CAPITAL, TRABALHO



A atual geopolítica mundial e a falácia do fim da crise


O Grupo de Pesquisa Estado, Capital, Trabalho e as Políticas de Reordenamentos Territoriais/GPECT/CNPq/NPGEO/Universidade Federal de Sergipe durante esses últimos 07 anos elegeu como culminância dos resultados de seus estudos e pesquisas a formação de um Fórum de Discussão Permanente, que tem como objetivo refletir a relação do Estado – Capital e Trabalho no processo de realização e desrealização humana nas suas diferentes dimensões: trabalho enquanto criador de valor de uso e enquanto condição de valorização e acumulação do capital – trabalho alienado/fetichizado. Sua instalação se dá conforme exigência do peso da conjuntura do contexto histórico vivenciado. Em 2011 o VI Fórum ocorreu paralelamente ao I Encontro Nacional. Diante da grande participação nacional e do seu grande êxito foi aprovado em Assembleia Geral à sua continuidade bianual. Nesta direção este ano de 2013 o VII Fórum ocorrerá paralelo ao II Encontro Nacional do GPECT, com atemática A atual geopolítica mundial e a falácia do fim da crise, de 21 a 23 de agosto de 2013 na UFS. Nossa proposta é Congregar a comunidade de pesquisadores, movimentos sociais, instituições e a sociedade em geral, possibilitando um amplo fórum de debates e intercâmbio de conhecimentos e ações.
LOCAL: Universidade Federal de Sergipe – Campus São Cristóvão.
DATA: 21-23/08/2013.

Campanha “Onde está o Amarildo?” Contra a violência policial nas favelas

terça-feira, 30 de julho de 2013

Inscrições para o Programa de Pós-graduação em Memória (Mestrado e Doutorado)

por Samantha Lacerda


O Programa de Pós-graduação em Memória: Linguagem e Sociedade divulga os Editais de abertura de inscrições para Mestrado e Doutorado. O Programa tem como área de concentração Multidisciplinaridade da Memória e abriga duas linhas de pesquisa: Memória, Cultura e Educação e Memória, Discursos e Narrativas.
As inscrições para ambos os níveis devem ser feitas entre os dias 5 de agosto e 20 de setembro, na secretaria do Programa, campus de Vitória da Conquista. As inscrições podem ser feitas também por correio, desde que as postagens sejam enviadas até o dia 16 de setembro, para o endereço indicados nos Editais.
Os interessados podem obter mais informações sobre o processo seletivo, bem como sobre a documentação exigida, no Edital 164/13, para Mestrado, e no Edital 165/13, para Doutorado. Em caso de dúvidas, entre em contato com o Programa pelo telefone (77)3425-9395.
Fonte: ASCOM/UESB

Bahia ocupa 22ª posição entre 27 estados em índice de educação


Foto: Divulgação
Nas últimas duas décadas, o Índice de Desenvolvimento da Educação no Brasil passou de 0,279 para 0,367, um aumento de 128% de 1991 para 2010. No entanto, o indicador de acesso ao conhecimento é o que apresenta o menor valor absoluto e está longe do nível de excelência. Nenhum dos estados brasileiros atingiu nível de educação considerado "muito alto" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Apenas Distrito Federal e São Paulo apresentam patamar considerado alto, de 0,742 e 0,719, respectivamente. Na Bahia as coisas são mais preocupantes ainda. O estado ocupa a 22ª posição entre as 27 unidades federativas do país. Para medir o índice educacional, são considerados dados de escolaridade da população adulta e a inclusão de crianças e jovens na escola.
Fonte: Bahia Notícias, Segunda, 29 de Julho de 2013

IDH das cidades melhora, mas educação é entrave

Desenvolvimento sobe 47,5% e vai de 'muito baixo' para 'alto' em duas décadas

30% dos municípios, porém, seguem mal em ensino; índice da ONU também avalia renda e expectativa de vida

DE BRASÍLIA

O Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros subiu 47,5% em duas décadas --saindo do nível "muito baixo" para outro considerado "alto".

A melhoria das cidades ocorreu tanto em renda da população como em longevidade e educação. Os três quesitos são a base do IDHM --uma versão local do IDH utilizado pela ONU em avaliações de desenvolvimento social em países do mundo.

Mesmo sendo a área que mais evoluiu, a educação ainda é a única que alcança só um nível "médio" --que rebaixa a nota dos municípios.

As conclusões fazem parte do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. A pesquisa da ONU é feita com ajuda do Ipea (instituto ligado à Presidência da República) e da Fundação João Pinheiro, do governo mineiro.

Os dados foram calculados com os Censos de 1991, 2000 e 2010 --não captam, portanto, a gestão Dilma Rousseff.

Um dado emblemático do novo cenário é a quantidade de municípios de IDHM "muito baixo". Em 1991, eram 85,8%. Em 2010, só 0,6%.

O índice repete um modelo do IDH mundial ao usar os três indicadores sociais, que variam de 0 (pior) a 1 (melhor). No entanto, as variáveis globais e locais de cada categoria são diferentes, impedindo que sejam comparados.

O IDHM brasileiro, de acordo com os atuais critérios, era de 0,493 em 1991 --próximo do teto da classificação "muito baixo", que é 0,499.

Após quase dez anos, subiu 24,1% e chegou sob FHC a 0,612 --ou "médio", segundo a escala estabelecida.

Na década seguinte, dominada pelo governo Lula, continuou crescendo (18,7%) e alcançou em 2010 a marca de 0,727 --quebrando a barreira de 0,700, a partir da qual o IDHM é tido como "alto".

O quesito social que mais chega perto da nota máxima de 1 é longevidade (expectativa de vida ao nascer).

Seu índice é de 0,816. Ele foi beneficiado pela queda da mortalidade infantil --de 47% entre 2000 e 2010.

Em seguida está a renda (mensal per capita), com 0,739. Já educação tem 0,637.

Quase 30% das cidades brasileiras têm nota considerada "muito baixa" em educação. E só cinco têm índice considerado "muito alto".

Segundo Marcelo Neri, presidente do Ipea, programas de transferência de renda não tiveram tanto peso no IDHM. "O Bolsa Família é um coadjuvante." O Atlas, para ele, mostra que "a evolução é extraordinária, mas os indicadores ainda são muito ruins".

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a prioridade deve ser "diminuir a desigualdade regional".


segunda-feira, 29 de julho de 2013

O seu Currículo Lattes reflete mesmo a qualidade da sua pesquisa?

Se pensarmos em termos estritamente racionais, a vida na pós-graduação, independente qual seja essa “pós”, pode ser resumida em duas grandes questões. O primeiro corresponde aos anseios desses programas em se saírem bem nas avaliações da Capes. Avaliações que resultam naquelas famosas notas que cada programa possui (Ex: o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense possui nota 7, conceito máximo que a Capes atribui). O segundo momento reside nas mais diversas formas que os programas dispõem para que essa avaliação seja positiva. Dentre elas, a produção acadêmica, não só de professores, mas também dos alunos.

Falemos, portanto, dessa relação mais que obrigatória entre manter um considerável quadro de produção do corpo docente e discente como forma de melhorar os resultados das avaliações promovidas pela Capes. Como aluno de pós-graduação, pretendo analisar essa relação sob o ponto de vista de quem está inserido nessa lógica e na problemática de concilia-la com o nosso objetivo principal, que é a dissertação ou a tese. Se você, caro leitor, é bolsista, assim como eu, bem vindo ao clube dos que vivenciam essa problemática sob uma ótica ainda mais complicada!

Apresentada por nossos professores ainda na graduação como espaço que servirá de síntese da nossa vida acadêmica, a Plataforma Lattes (ou Lattes, para todos nós que a consideramos como parte da família, embora nunca a entendamos completamente) pode ser encarada como retrato desse anseio imenso que toma conta das “pós” no Brasil inteiro em torno da produção quantitativa de seus integrantes.

Tem evento em setembro? Terá publicação nos Anais? E o evento de dezembro, é internacional? A revista é Qualis A1? Seu relatório de bolsa possui participação em eventos e publicação? Enfim, essas são algumas das perguntas que você irá se deparar, caso esteja ingressando em uma pós-graduação, ou já está acostumado, como eu que está no segundo ano de Mestrado. A não ser que você, leitor, chute o pau da barraca e resolva se distanciar dessa paranoia, provavelmente essas perguntas serão recorrentes no meio em que está inserido.

Enfim, o que seria um Lattes perfeito no mundo dos pós-graduandos? Seria um reflexo dessa paranoia? A concretização dessa busca maçante de produção acadêmica, de participação em eventos (embora muitos compareçam aos eventos apenas para apresentar seus respectivos trabalhos), são elementos capazes de nos levar à perfeição curricular?

Se retomarmos o que disse no início dessa coluna, vocês lembrarão que o objetivo principal de uma pós-graduação reside no produto final que será construído por orientando e orientador: tese ou dissertação, por exemplo. Com a necessidade de demonstrar a dinamização do programa e, assim, melhorar sua avalição perante a Capes, é claro que nossa participação nesse processo é essencial. Produzir é necessário. Mas, produzir com qualidade é ainda mais.

A necessidade de se estabelecer um limite entre a banalização do Lattes e sua real contribuição para nossa formação é urgente, sabemos disso. Ninguém deve passar pela “pós” sem a experiência em eventos, no qual o debate se amplia em torno do seu objeto de estudo, podendo, inclusive, contribuir para novos caminhos da sua pesquisa. Estabelecer esse limite que é a chave, o desafio, até para não publicarmos seguidamente o mesmo trabalho, modificando apenas o título da produção, e prejudicarmos o andamento do que realmente importa nessa fase.

domingo, 28 de julho de 2013

A corrupção nos concursos públicos acadêmicos



Professor critica ‘compadrismo’ na seleção de professores universitários e aponta soluções para o problema, como a criação de comissão independente para o assunto

Por Angelo Segrillo*

Um segredo de polichinelo é que muitos concursos públicos para professores universitários não são conduzidos da forma impessoal e neutra como idealmente deveriam ser. Amiúde ocorrem casos de favoritismo de determinados concorrentes com o resultado que nem sempre o melhor ou mais preparado é o escolhido. Este é um problema pouco discutido abertamente, pois mexe em interesses e estruturas de poder acadêmico. Entretanto, é mister enfrentarmos esta questão. Nós, professores universitários, intelectuais em geral, frequentemente acusamos os políticos de patrimonialismo, de usar o público como se fosse privado, e de deixar interesses privados se sobreporem ao público. Mas não será exatamente isso que ocorre nesses casos de favoritismo, nepotismo ou compadrio quando candidatos são favorecidos por estarem já conectados a alguma rede, grupo ou mesmo indivíduo local?

Outra razão por que é importante este problema ser sanado é a seguinte. Nós, os professores universitários, os intelectuais, somos uma espécie de “grilo falante” da sociedade, a consciência que pensa criticamente e aponta erros e caminhos. Se nós aceitarmos este tipo de “patrimonialismo” entre nós, como poderemos criticar os políticos por fazerem o mesmo?

É claro que nem todos os concursos são corrompidos, muitos concursos são honestos e a grande maioria dos professores age honestamente. Mas há um mal-estar entre alguns de nós de que o número de concursos “arranjados” passa, talvez em muito, o nível do meramente esporádico.

Mas como resolver este problema? É muito difícil. Em um concurso público para professor universitário as discussões são de um nível tão alto e abstrato que, muitas vezes, fica complicado para pessoas de fora da área compreender quem, por exemplo, fez uma “boa” ou “má” prova. Além disso, em vários países o problema se apresenta de outras formas.

Esperar uma reação puramente endógena, espontaneamente surgida dos próprios professores já estabelecidos, parece irrealista. A maioria tem medo de mexer em um “vespeiro” desses que envolve tantos interesses e estruturas de poder acadêmico que podem deixar marcados qualquer eventual whistle blower “criador de problemas”.

Um caminho diferente talvez seja possível. Aproveitando até o atual clima de insatisfação com todo tipo de corrupção no país, eu proporia a criação de um Movimento para Prevenção de Irregularidades em Concursos Públicos Acadêmicos, reunindo todas aquelas pessoas da área acadêmica e da sociedade civil que considerem ser este problema sério a ponto de merecer um tratamento em separado. Este grupo poderia estudar diferentes experiências mundiais no campo e propor medidas para tornar os concursos mais impessoais, impedindo “compadrios”.

A partir daí este movimento deveria conclamar o Ministério da Educação a se juntar a esta batalha. Como é delicado para o ministério, formado por professores universitários, “investigar” a própria classe, o ministro da pasta poderia propor a criação de uma Comissão Independente para Propostas de Medidas para Prevenção de Irregularidades em Concursos Públicos Acadêmicos. Esta Comissão, a partir dos subsídios do movimento anterior, e ouvindo setores da sociedade civil e acadêmica, sugeriria uma série de medidas para melhoria nos concursos. E o Ministério da Educação (assim como faz em programas como o Reuni) poderia usar o estímulo de financiamentos extras para as universidades que adotarem os padrões mais seguros de concursos públicos com as novas medidas propostas. Ou seja, uma espécie de ISO 9000 de concursos como condição necessária para financiamentos acadêmicos adicionais.

Acredito que a diminuição da corrupção em concursos seguirá o padrão da melhoria em nosso sistema eleitoral: passará por um esforço de centralização e padronização de processos. Na República Velha brasileira as eleições, locais e heterogêneas, eram extremamente corrompidas, com muitas fraudes eleitorais. Foi com a criação de uma justiça eleitoral central nos anos 1930, com padrões uniformes de segurança, que a situação começou a melhorar. Uma justiça eleitoral centralizada e independente até hoje é uma das razões dos nossos progressos nesta área. Igualmente, o Ministério da Educação deverá usar os incentivos que possui centralmente para estimular as universidades do Brasil a aderirem a este sistema mais seguro. Sem este estímulo mais centralizado de cima será difícil obter uma melhoria na situação de centenas de concursos fragmentados em estruturas locais de poder acadêmico, dispersas e independentes umas das outras. Uma das medidas que podem ser tentadas é criar a figura do “inspetor” nas bancas de concursos: um membro da banca (preferencialmente de fora da área do concurso, para evitar pressões) cujo principal papel seria de verificar que o processo está ocorrendo de acordo com os padrões de impessoalidade e sem favoritismos.

Sem cair na tentação da caça às bruxas

O principal é que, aproveitando o atual momento de repensar o Brasil, venha à tona para discussão este problema dos concursos acadêmicos. E que se crie um movimento para encaminhamento de propostas de solução. Este será o passo mais difícil.

Finalmente, um dado que considero essencial. Em todos estes movimentos, acho que o importante é discutir apenas medidas institucionais para melhorar os concursos vindouros. De modo algum se deve cair na tentação da “caça às bruxas”, de buscar concursos no passado onde houve favoritismo. Isso só levaria a discussões de caráter pessoal, com dedos sendo apontados, mas com evidências difíceis de serem provadas. Em vez de perder tempo com mesquinharias pessoais do passado (o que dividiria o movimento e jogaria professor contra professor) deve-se concentrar em medidas institucionais, impessoais para melhorar os concursos do futuro. Considero este o caminho mais produtivo.

* Professor de História Contemporânea da Universidade de São Paulo

Fonte: O Globo

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Colóquio do Museu Pedagógico divulga programação

Programação

28/08 (quarta-feira)
08h às 09h CREDENCIAMENTO 
Local: Foyer do Teatro Glauber Rocha
09h ABERTURA
10h CONFERÊNCIA DE ABERTURA
Tema: A marola veio de dentro: protestos populares e contradições do capitalismo brasileiro em tempos de neonacional-desenvolvimentismo
Convidado: Prof. Dr. Lúcio Flávio Rodrigues de Almeida (PUC-SP) 
Local: Teatro Glauber Rocha
14h às 17h MESAS SIMULTÂNEAS
Tema 1: Formação de professores em Ciências e Matemática: limites e possibilidades na produção do conhecimento
Prof. Dr. André Luiz Mattedi (UFBA) 
Profª. Drª. Verônica Gitirana Gomes Ferreira (UFPE) 
Prof. Dr. Paulo Marcelo Marini Teixeira (UESB)
Profª. Drª. Maria Eugênia de Lima e M. Castanho (UNICAMP)
Prof. Dr. Jornandes Jesús Correia (UESB)
Local: Módulo I – Sala 12
Tema 2: História e memória das políticas educacionais no Brasil: um balanço sobre suas abordagens
Profª. Drª. Antônia Almeida Silva (UEFS) 
Profª. Drª. Jaci Maria Ferraz de Menezes (UNEB)
Profª Drª. Mara Regina Martins Jacomeli (UNICAMP)
Profª. Drª. Lívia Diana Rocha Magalhães (UESB)
Local: Teatro Glauber Rocha
Tema 3: História, memória e trabalho: discussões com a educação
Profª. Drª.  Maria Ciavatta (UFF) 
Profª. Drª.  Lia Vargas Tiriba (UFF) 
Profª. Drª.  Moema Maria Badaró C. Midlej (UESC) 
Profª. Drª.  Ana Elizabeth Santos Alves (UESB)
Local: Módulo de Medicina – Auditório I
Tema 4: Imagem, religião e educação: culturas e contextos
Profª. Drª. Teresinha Bernardo (PUC-SP) 
Prof. Dr. Sérgio Eduardo M. Castanho (UNICAMP/UESB) 
Profª. Drª. Ana Palmira B. Santos Casimiro (UESB)
Local: Módulo de Medicina – Auditório II
Tema 5: Produção científica e produção/reprodução capitalista: análises marxistas
Prof. Dr. Lúcio Flávio Rodrigues da Almeida (PUC-SP) 
Prof. Dr. José Claudinei Lombardi (UNICAMP) 
Prof. Dr. José Rubens Mascarenhas de Almeida (UESB)
Local: Módulo II - Salão do Juri
Tema 6: Formação de professores para o campo e cidade: problemáticas da prática social do capitalismo
Prof. Dr. Luiz Bezerra Neto (UFSCar) 
Profª. Drª. Marize Souza Carvalho (UFBA)  
Profª. Drª. Fátima Moraes Garcia (UESB)
Prof. Dr. Cláudio Eduardo Félix dos Santos (UESB)
Local: Módulo IV – Auditório
18h SHOW “FALA MEU BOI BAIANO”
Alisson Menezes: cantor e compositor
Local: Foyer do Teatro Glauber Rocha
19h30 MESAS SIMULTÂNEAS
Tema 7: Memória e história da ditadura militar na Espanha, Argentina e Brasil
Profª. Drª. Magdalena González (UCM-ES) 
Prof. Dr. Jorge Marco (UCM-ES) 
Prof. Dr. José Alves Dias (UESB)
Local: Teatro Glauber Rocha
Tema 8: Embates teóricos e práticos em torno do acesso à educação brasileira: entre o passado e o presente
Profª. Drª. Fúlvia Maria de Barros M. Rosemberg (PUC-SP) 
Profª. Drª. Isabel de Jesus Brandão (UESB)
Local: Módulo IV – Auditório

29/08 (quinta-feira)
08h às 12h MESAS TEMÁTICAS E COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS
14h às 18h MESAS TEMÁTICAS E COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS
18h LANÇAMENTO DE LIVROS E COQUETEL
LocalFoyer do Teatro Glauber Rocha
19 às 22h MESAS SIMULTÂNEAS
Tema 9: Os estudos sobre educação, gênero, álcool e drogas no Brasil e Espanha: abordagens e desafios
Profª. Drª.  Ana Lúcia Galinkin (UNB) 
Profª. Drª.  Rita Maria Philipp Radl (USC-ES) 
Profª. Drª. Ângela Viana Machado Fernandes (UNESP) 
Profª. Drª. Luci Mara Bertoni (UESB) 
Local: Teatro Glauber Rocha
Tema 10: Os estudos sobre gênero, família, conjugalidade e violência em debate 
Profª. Drª. Acácia Batista Dias (UEFS) 
Prof. Dr. Marcelo Ricardo Pereira (UFMG) 
Dimitri Nascimento Sales – Comissão da Diversidade Sexual e Combate a
Homofobia da OAB-SP 
Profª. Drª. Tânia Rocha Andrade Cunha (UESB)
Prof. Dr. João Diógenes Ferreira dos Santos (UESB)
Local: Módulo II - Salão do Juri
Tema 11: Formação de professores: práticas e produção de conhecimentos na área
Profª. Drª. Maria Elizabete Souza Couto (UESC)
Profª. Drª. Belmira Amélia de Barros Oliveira Bueno (USP)
Profª. Drª. Leila Pio Mororó (UESB)
Local: Módulo IV – Auditório
    
Tema 12 – Cinema e audiovisual: memória, formação e processos criativos
Profª. Drª. Anita Silva Leandro (ECO-UFRJ) 
Prof. Dr. Miguel Serpa Pereira (PUC-Rio) 
Profª. Drª. Rosália Maria Duarte (PUC-Rio)
Profª. Drª. Milene de Cássia Silveira Gusmão (UESB) 
Local: Módulo de Medicina – Auditório I

30/08 (sexta-feira)
10h às 12h VISITA GUIADA AO MP E À CIDADE
14h às 18h COMUNICAÇÕES CIENTÍFICAS
19h MESA DE ENCERRAMENTO
Tema: A contribuição de Mário Manacorda (1914-2013), Eric Hobsbawm (1917-2012), Júlio Arostegui (1939-2013) para a produção do conhecimento 
Prof. Dr. Paolo Nosella (UFSCar) 
Prof. Dr. José Sanfelice (UNICAMP)  
Profª. Drª. Magdalena González (UCM-ES) 
Prof. Dr. Jorge Marco (UCM-ES) 
Prof. Ms. Ruy Hermann de Araújo Medeiros
Local: Teatro Glauber Rocha

V Simpósio Internacional Lutas Sociais na América Latina

Entre os dias 10 e 13 de setembro próximo, ocorrerá a 5ª edição do Simpósio Internacional Lutas Sociais na América Latina, cujo tema central é: “Revoluções nas Américas: passado, presente e futuro”. Estão abertas inscrições para ouvintes e/ou minicursos. Para mais informações, consultar o site do Gepal.

O evento ocorrerá na Universidade Estadual de Londrina – Londrina/PR/Brasil

terça-feira, 23 de julho de 2013

VII Encontro Brasileiro da Rede Estrado: trabalho docente e políticas de responsbilização


A Rede Latino americana de Estudos Sobre Trabalho Docente (Rede Estrado), juntamente com o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais (NEPE/UFES) convidam para:VII Encontro Brasileiro da Rede Estrado Trabalho Docente e Políticas de ResponsabilizaçãoDi as: 20,21 e 22 de novembro de 2013Data limite para submissão de trabalho: 20 de setembro Inscrições: http://eventos.ufes.br/index.php/ebre/VIIEBRE

Burnout: síndrome afeta mais de 15% dos docentes

Profª Nádia Maria B. Leite
por Daiane Souza

Exaustão emocional, baixa realização profissional, sensação de perda de energia, de fracasso profissional e de esgotamento. Estes são os principais sintomas de pessoas que sofrem da síndrome de Burnout. A pessoa é consumida física e emocionalmente pelo próprio objeto de trabalho. Daí o termo burnout - do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim). A doença acomete profissionais de várias áreas, mas seu diagnóstico é mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.

Uma pesquisa realizada pela psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, da Universidade de Brasília (UNB), com mais de oito mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. “A enfermidade acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em relação aos resultados do seu trabalho. Na impossibilidade de alcançá-los, acabam decepcionados consigo mesmos e com a carreira”, explicou. 

De acordo com Nádia, obter 15,7% num universo de oito mil não é desprezível. Caso o índice seja o mesmo em todo o país, por exemplo, então mais de 300 mil professores brasileiros convivem com a síndrome, isso somente no ensino básico. Entre outras conseqüências, tal cenário levaria a um sério comprometimento na educação de milhões de alunos.

Os dados foram revelados por meio de um questionário aplicado no Sistema de Avaliação da Educação Básica, em 2003, mas somente analisado em 2007. O questionário permite identificar a incidência dos três sintomas que caracterizam a síndrome: exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. Com relação ao primeiro sintoma, 29,8% dos professores pesquisados apresentaram exaustão emocional em nível considerado crítico. Quanto à baixa realização profissional, a incidência foi de 31,2%, enquanto 14% evidenciaram altos níveis de despersonalização.

Em entrevista ao Jornal do Professor, a psicóloga explica como os professores podem identificar a síndrome e o que devem fazer para tratá-la.

1. O que é a síndrome de Burnout? Como ela se diferencia do estresse?

Burnout é um estado de sofrimento que acomete o trabalhador quando este sente que já não consegue fazer frente aos estressores presentes no seu cotidiano de trabalho. Diferentemente do estresse, que se caracteriza pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu trabalho, o profissional não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.

2. O que leva o professor a desenvolver a síndrome?

Burnout é resultado de longa exposição aos estressores laborais crônicos, sendo mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde. No caso dos profissionais de saúde, as demandas emocionais estão ligadas à compaixão, à onipotência de poder salvar vidas e à impotência por perdê-las. Já no caso do professor, as demandas são de outra natureza; estão relacionadas ao cuidado, à possibilidade ou não de se estabelecer um vínculo afetivo com o aluno que favoreça o processo de aprendizagem e permita ao professor realizar um bom trabalho.
Essas demandas emocionais, no caso do docente, são inerentes a sua profissão, podendo ser agravadas, por exemplo, por políticas educacionais que aumentem a sobrecarga de trabalho sem a devida contrapartida, ou por condições inadequadas de trabalho, ou pela presença de alunos particularmente difíceis (alunos violentos, com grande déficit de aprendizagem) ou ainda pelo sentimento de injustiça, de não reconhecimento do seu esforço e da importância do seu papel na sociedade.

3. Quais são os principais sintomas dessa síndrome?

Os principais sintomas de Burnout são exaustão emocional, despersonalização e sentimento de baixa realização profissional. A exaustão emocional é uma sensação de perda de energia, de esgotamento, quando o profissional comumente relata que, embora querendo, já não consegue mais se envolver emocionalmente com o seu trabalho. Em decorrência dessa exaustão surgem dois mecanismos reativos, a despersonalização, que é o desenvolvimento de atitudes negativas em relação às pessoas destinatárias do trabalho (cliente, usuário) e o sentimento de baixa realização profissional, ou seja, uma sensação de fracasso profissional, de ineficácia.

4. Quais cuidados os professores podem tomar para evitar a síndrome?

Em tese, qualquer movimento no sentido de reduzir a vulnerabilidade do professor aos estressores do seu cotidiano, particularmente aqueles relacionados com as demandas emocionais, seria uma medida preventiva no sentido de minimizar as possibilidades de o indivíduo vir a desenvolver Burnout. Dessa forma, aplicam-se à prevenção de Burnout, todas as estratégias voltadas para ajudar o indivíduo a lidar com o estresse. Por isso, o apoio dos pares e da direção da organização é tão importante. A direção da escola tem papel fundamental no sentido de minimizar problemas estruturais como, por exemplo, condições de trabalho inadequadas. Com relação aos colegas, a troca de vivências e de problemas comuns favorece a reorganização cognitiva no sentido de o trabalhador rever suas expectativas e encontrar formas possíveis de lidar com suas frustrações, e ideais inalcançáveis.

5. Como os professores podem saber se estão com a síndrome ou não? Tem algum exame específico? Eles devem procurar um psicólogo?

O diagnóstico de Burnout pode ser feito por exame clínico, com profissional da área de saúde (médico, psicólogo) que efetivamente conheça os sintomas da síndrome, e por meio de instrumentos psicológicos elaborados especificamente para fazer essa avaliação. É importante que em ambos os casos a avaliação seja feita por profissional com formação adequada em relação ao fenômeno específico. Entretanto, é admissível que o próprio professor, ao tomar conhecimento dos sintomas de Burnout, identifique com razoável precisão que está vivendo esse processo. Nesse caso, é recomendável que ele busque ajuda psicológica.

6. Uma vez constatada a síndrome, o que os professores podem fazer para melhorar?

É altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento especializado, tanto médico quanto psicológico. Além disso, a participação da direção da organização e dos colegas pode ajudar muito, tanto na prevenção quanto na recuperação. Nos profissionais de saúde, medidas interessantes já vêm ocorrendo: profissionais que trabalham, por exemplo, em UTIs, prontos socorros e áreas mais críticas, por iniciativa própria ou por sugestão da instituição onde trabalham, fazem reuniões periódicas (grupos de reflexão) em que discutem suas angústias, suas limitações, buscam alternativas possíveis para os problemas e se preparam psicologicamente para se alegrar com o sucesso (mesmo que em pequena proporção) como forma de fazer frente ao insucesso freqüente. Meu estudo demonstrou que esse suporte social no trabalho é um grande aliado na redução dos níveis de Burnout.

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