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domingo, 16 de dezembro de 2012
O que pode ser normal numa sociedade doente?
sábado, 15 de dezembro de 2012
Carta Aberta à comunidade acadêmica do IFBaiano Campus Senhor do Bonfim e à sociedade bonfinense em geral
Alunos de cursos superiores do IF baiano
fazem paralisação em busca de melhorias e se não verem resultados esta semana
consequentemente entrarão em greve
É o conhecimento que nos dá
autonomia para intervir naquilo que sabemos ser necessário. Também é necessário
entender que, diante da atual situação de exigências e demandas em que se
encontra o mercado de trabalho, precisamos desenvolver habilidades e
competências que satisfaçam a esse mercado. Caso contrário, estaremos excluídos
dele.
Precisamos dominar nossos
instrumentos de trabalho, suas técnicas e especialidades. Sem isso, seremos
incapazes de analisar, construir sínteses e modificar nossa realidade, através
de nossas ações. É o domínio dos instrumentos científicos que possibilita ao
indivíduo analisar a realidade de forma crítica e é o motor que faz a ciência
avançar.
As condições objetivas de
estudo que foram oferecidas aos estudantes do curso de Lic. em Ciências da
Computação, no período em que aqui estudamos não se adequam ao nosso potencial
intelectual e acadêmico, muito menos permite que avancemos nesse sentido.
Logo no primeiro semestre,
tivemos que nos esforçar para conseguirmos que o IFBaiano “funcionasse” à noite
pois, quando aqui chegamos, em abril de 2010, não havia cantina com lanches à
venda, a secretaria acadêmica não era aberta e nem mesmo a xerox atendia aos
estudantes da primeira turma de LICC. Pagando uma passagem de R$ 3,00 por
noite, chegávamos e voltávamos para casa sendo acompanhados apenas pelos
professores. Essa situação perdurou por meses até que, com a devida pressão,
conseguimos que houvesse atendimento a essas necessidades elementares de
qualquer curso.
Diante disso, nós, estudantes
do curso de Licenciatura em Ciências da Computação da instituição supracitada
vimos, através desta, expor os pontos que nos fizeram, dada a sua longa duração
e gravidade, protestar e tomar as medidas necessárias para que melhorias sejam
feitas e nós sejamos dignificados com uma educação de qualidade – direito
constituído e garantido por lei.
Ao longo de dois anos e oito
meses, tempo que estamos estudando nesta Instituição, enfrentamos situações
adversas que colocaram em xeque a qualidade da nossa formação acadêmica e
profissional. Professores foram removidos sem que houvesse substitutos; a falta
de estrutura física do único laboratório de informática que havia e que durou
dois anos, tempo exato da construção dos novos laboratórios, e que só teve
início APÓS o início do curso; a completa falta de acervo bibliográfico que
servisse aos estudantes dos semestres correntes, situação esta que permanece
até hoje.
A solução para as questões
pontuadas acima foram propostas – e prometidas –
desde o início do curso. A
solução é um concurso para professores de cargo efetivo na área específica de
Computação, para darem conta da nossa grade curricular, precisamos de
professores de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados,
Programação, Redes, etc., investimento massivo para a compra de livros, visto
que as compras já feitas são insuficientes até mesmo para o primeiro semestre.
No entanto, o mais grave
permanece sem solução: somente neste semestre faltam, no mínimo, três
professores da área de Computação. A grade curricular, feita às pressas, e sem
o acompanhamento adequado, possui mais de 50% de sua totalidade de disciplinas
da área pedagógica, o que prejudica fundamentalmente nossa formação específica.
O campus conta com professores disponíveis para essa área (pedagógica) e por
isso tem-se a ilusão de que há professores, sim, no curso e de que tudo está
seguindo normalmente. Isso não é verdade, uma vez que temos disciplinas de
Computação atrasadas desde o segundo semestre, justamente por falta de
professores da área específica.
Neste curso, só há um professor
efetivo da área e que, obviamente, não consegue dar conta de todas as
disciplinas. Quanto aos professores substitutos, seus contratos não foram
renovados nem foi lançado edital para vagas efetivas a tempo, o que abriu
portas para que fizessem outros concursos e deixassem a instituição. Nós
estudantes, mais uma vez, arcamos com as consequências do descaso do IFBaiano
com a formação de seus alunos.
Diversos relatórios,
requerimentos e ofícios foram enviados, ao longo desses dois anos, à reitoria e
à direção do campus, por alunos e coordenações do curso, sendo que um dos
autores de um desses relatórios foi impedido de entregá-lo. O conteúdo desses documentos
é, justamente, a solicitação de professores, de livros e de necessidades
previstas para um futuro próximo. Não se pode jamais alegar de que não houve
avisos. Os coordenadores de colegiados empenharam-se bastante para que fossem,
com urgência, sanadas essas dificuldades, sendo, no entanto, ignoradas pela
instituição.
Nós não estaríamos estudando
aqui se as vagas não tivessem sido ofertadas. Por isso, exigimos respeito com o
tempo, o dinheiro e a nossa integridade moral e física, que empenhamos todos os
dias para aqui estarmos.
O descaso com os estudantes do
nível superior causa significativa evasão nas turmas, pois a desmotivação e a
frustração causadas pela falta de qualidade e de investimentos nesta modalidade
de ensino tem causado muitos transtornos aos alunos que ingressam na
instituição com esperança de uma educação de qualidade. Frisamos mais uma vez
que estas observações são referentes ao curso superior, e não às outras
modalidades.
Queremos não ter que sofrer
embaraços e constrangimentos em nossa vida profissional (como já vimos
sofrendo), por causa dos “buracos” causados em nossa formação por falta de
professores, livros e demais necessidades. Por conta dessa completa falta de
estrutura, não é possível desenvolver pesquisas na área de Computação, visto
que não temos orientadores suficientes e capacitados para tal. É impossível
construirmos condições de estudo e de desenvolvimento da Ciência da Computação
sem que haja mestres e doutores a nos ensinar!
Passamos todo este tempo
aguardando que as medidas fossem tomadas, e que não seria necessária uma
intervenção nossa. Porém, fomos subestimados em nossa paciência, tolerância e
inteligência. Fomos, inclusive, acusados de acomodados e inertes com relação à
situação que se arrastou por esse período. Bem, aqui está nossa resposta à
instituição:
BASTA! A farsa acabou! Não
sustentaremos a ilusão de uma instituição bem-sucedida, quando o abandono do
ensino superior está sendo cometido à custa de nossa dignidade. é o nosso
futuro que está em jogo!
Esta é, tão somente, a
primeira, de várias providências que tomaremos a fim de conseguir as melhorias
necessárias a uma educação superior, de fato, de qualidade.
... ESTAMOS SÓ COMEÇANDO!!
Registramos aqui que, embora o
curso de Ciências da Computação tenha dado o pontapé inicial ontem realizando
um protesto na entrada do campus, e fazendo a leitura desta carta na presença
do reitor, do diretor e demais dirigentes e autoridades presentes, agora
contamos com a adesão e o apoio dos alunos do curso de Lic. em Ciências
Agrárias ao nosso movimento,também na luta por melhorias em seu curso.
Att,
Alunos de LCC & LCA.
20 anos do Janela Indiscreta da UESB
O Programa Janela Indiscreta
Cine-Vídeo Uesb comemora 20 anos de atividades e reitera o convite para que
você celebre conosco esse momento e participe da programação especial de
aniversário, que acontece nos dias 18 e 19 de dezembro, no campus da
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, em Vitória da Conquista.
No dia 18, será lançado, às 19
horas, o filme “Cuíca de Santo Amaro” (doc., 70 min.), de Joel de Almeida e
Josias Pires, que estará presente e fará o comentário. Após a sessão, haverá o
concerto “Cenas Musicais”, preparado especialmente para o aniversário do Janela
pelos músicos João Omar, Elton Becker e Petrônio Joab. E, para encerrar a
noite, será aberta a exposição “Janela Indiscreta 20 anos – Cinema, Cineclube,
Cinefilia”. Toda a programação deste dia será no Teatro Glauber Rocha.
No dia 19, haverá o Encontro
Marcado, em que os professores da PUC-Rio e pesquisadores da área de cinema,
Rosália Duarte e Auterives Maciel, falam sobre o tema do aniversário: Cinema,
Cineclube e Cinefilia. Também serão exibidos vídeos sobre o Janela Indiscreta e
suas ações nesses 20 anos. A programação acontece na Sala de Projeção Jorge
Melquisedeque, no Módulo de Comunicação Prof. Gileno Paiva, que será
inaugurada.
Equipe Janela Indiscreta
Por obras da Copa, prefeito de Belo Horizonte vai ao STF pedir corte do orçamento de educação
![]() |
| Foto: twicsy.com |
Já se perguntou quanto sacrifício exige uma Copa do Mundo? E quem realmente ganhará com ela?
Carlos Eduardo Cherem
14/12/2012 18h22
Do UOL,
em Belo Horizonte
O prefeito de Belo Horizonte
Marcio Lacerda (PSB), por meio de sua assessoria, confirmou nesta sexta-feira
(14) ter recorrido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender dispositivo
da Lei Orgânica do Município que determina a aplicação de 30% do orçamento
municipal em educação.
No projeto 2378/2012, da Lei
Orçamentária do município para 2013, enviado por Lacerda à Câmara Municipal de
Belo Horizonte, a previsão é de uma receita da ordem de R$ 9,9 bilhões. Assim,
caso consiga suspender a aplicação do dispositivo da Lei Orgânica, a Prefeitura
da capital mineira deverá deixar de aplicar algo em torno de R$ 500 milhões em
educação no próximo ano.
Na ação cautelar, com pedido de
liminar, o prefeito alega que, além de prejudicar os investimentos para a Copa
do Mundo de 2014, a prefeitura pode ter as contas rejeitadas com a manutenção
da regra. O Executivo de Belo Horizonte quer investir somente os 25% do
orçamento, exigidos pela Constituição Brasileira.
O processo foi distribuído ao
ministro Dias Toffoli, relator de um recurso extraordinário da Prefeitura de
Belo Horizonte, que tramita na corte, para tentar suspender a mesma lei.
Histórico
Há mais de duas décadas, 30% do
orçamento do município é aplicado em educação na capital mineira. A Lei
Orgânica de Belo Horizonte é de 21 de março de 1990.
A Prefeitura de Belo Horizonte
já havia entrado com uma ação nesse sentido no TJ-MG (Tribunal de Justiça de
Minas Gerais), no primeiro semestre deste ano, mas teve seu pedido negado.
Na ação no STF, a prefeitura
alega que, ao aumentar o percentual de investimento em educação, a Lei Orgânica
de Belo Horizonte, além de ferir a Constituição, coloca uma base de cálculo
específica para definir o valor anual.
Ainda de acordo com a ação, com
a manutenção do percentual de 30% investidos em educação, a cidade ficaria
prejudicada. "Obstaculizando execução de projetos relacionados à
mobilidade urbana (...) na imperativa agenda nacional para a Copa do Mundo de
2014".
De acordo com a ação, há
jurisprudência no Supremo negando mudanças que alteram o critério de apuração
da cota. Na avaliação dos advogados da prefeitura, pela Lei Orgânica, a
prefeitura seria obrigada a investir valores até 123% superiores aos que seriam
o limite constitucional. Segundo a prefeitura, o investimento em educação
representa mais do que 51% de sua arrecadação tributária.
ERRATA: Ministro Dias Toffoli é
relator de recurso extraordinário da prefeitura de BH.
VEJA TAMBÉM
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
CARTA ABERTA DE UM CIDADÃO DESILUDIDO E DESESPERADO
Hamilton Ferreira*
Triste país este nosso, em que
os cidadãos trabalham mais de quatro meses por ano apenas para pagar impostos e
quando necessitam da contrapartida do Estado ficam desassistidos, à mercê da
sorte.
Estou para perder o meu avô, S.
Evandro Ferreira de Souza. Um homem de 80 anos, dos quais ao menos 70 foram
dedicados ao trabalho árduo, mesmo estando aposentado, mesmo já tendo
contribuído sobremaneira com o desenvolvimento da nossa sociedade.
A despeito de ter feito a “sua
parte”, de forma honrada, ética e honesta, paga o preço que a maior parte da
população brasileira é obrigada a suportar pela honestidade: se pobre e,
consequentemente, não ter o devido atendimento da saúde pública.
Aos 80 anos, ele foi
diagnosticado com Mal de Chagas. Uma doença que se fosse diagnosticada
precocemente não o traria grandes transtornos. Mas S. Evandro é um brasileiro
simples, honesto e pobre (a alcunha que recebem aqueles que não vivem
opulentamente por não ganharem fortunas). E sendo pobre e não tendo manifestado
os sintomas, jamais foi orientado a fazer exames específicos que pudessem
detectar a doença.
Hoje S. Evandro se encontra num
dos corredores da emergência do Hospital Geral Ernesto Simões Filho, em
Salvador. Um Hospital que, a despeito da boa vontade de parte significativa dos
funcionários, não é dotada da estrutura que lhe proporcionaria atender
satisfatoriamente os brasileiros que, assim como o meu avô, são pobres e não
podem arcar com os custos de hospitais particulares.
Passei o final de semana no
Hospital Geral Ernesto Simões Filho, acompanhando meu avô. Faltam funcionários
(médic@s, enfermeir@s e auxiliares), faltam macas (fico a me perguntar qual o
custo de macas para o Estado – meu avô, e outros tantos pacientes, está numa
maca “armengada”), falta espaço, faltam banheiros (na ala em que ele está tem
apenas 01 banheiro para que os pacientes tomem banho), falou até lençol (que
certamente deve custar uma fortuna!).
Falta também o cumprimento da
Constituição Federal, do Estatuto do Idoso; faltam sensibilidade e responsabilidade
por parte do nosso Estado (e daqueles que o estão a gerir – que deveriam se
preocupar menos em propaganda); falta a garantia da dignidade para cidadãos
(como o meu avô) que passaram a vida trabalhando, contribuindo para o Estado e
que, na hora que dependem deste para a garantia de sua VIDA, ficam largados num
corredor, sem especialista (no caso um cardiologista), esperando por uma semana
(há casos ainda piores) para que o setor de regulação o encaminhe a uma
instituição que possa efetivamente tratar de sua enfermidade.
Mais duro do que todo o quadro
descrito, é ouvir dos próprios funcionários do Hospital Geral Ernesto Simões
Filho (aqueles que tiveram coragem de falar) que o jeito é conseguir algum
“contato” (leia-se QI – Quem Indique) junto à regulação para que o cidadão
comum, como o meu avô, possa ter o devido atendimento.
E enquanto a maioria dos
brasileiros aguarda ansiosamente pela copa, alguns outros vão morrendo às
margens de um Estado corrupto, irresponsável e mentiroso (para ficar apenas nas
expressões “politicamente corretas”).
Triste de nós brasileiros que
dependemos dos serviços públicos.
*Prof. Hamilton Ferreira de
Assis. Educador e cidadão brasileiro.
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quarta-feira, dezembro 12, 2012
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terça-feira, 11 de dezembro de 2012
NOSSO AEROPORTO É 2 DE JULHO!
No dia 7 dezembro de 2012, o
segundo dia do I Acampamento Estadual DOIS DE JULHO do Levante Popular da
Juventude, tínhamos um objetivo: resgatar a memória do Povo Baiano, resgatar a
história de Luta que tivemos na nossa Independência, história que as elites
escolheram esconder de nós, o verdadeiro dia da Independência do Brasil – o dia
DOIS DE JULHO de 1823.
Salvador, 7 de dezembro
de 2012.
Saímos às ruas de Salvador na
manhã de hoje em direção ao Aeroporto da nossa cidade, para resgatar nosso
nome, a nossa História. Reivindicamos o passado de resistência e luta do povo
baiano contra todos os tiranos e todo projeto de dominação das elites.
Exigimos a imediata retomada do
nome do nosso Aeroporto! O nosso Aeroporto é Dois de Julho! Marco da nossa
independência, que foi ferido pela ação autoritária do então senador Antonio
Carlos Magalhães e seu grupo político PFL (hoje DEM), quando alterou o seu nome
em 1998. ACM passou por cima da história de luta do povo baiano, de Maria
Felipa, de Maria Quitéria, de tantos lutadores e lutadoras que pagaram com as
suas próprias vidas em nome da independência e da liberdade. Mas nós não
esqueceremos!
Seguimos as orientações do
Comandante Carlos Marighella e não descansaremos enquanto não brotar nesta
terra o nosso Projeto Popular que é continuidade histórica das lutas de
resistência do nosso povo. “Apagar” o Dois de Julho é querer apagar a história.
É querer arbitrariamente retirar os homens e mulheres do povo que construíram,
com muita luta, a nossa Querida Bahia! Como escrito no nosso hino de
Independência, “Nunca mais o despotismo regerá nossas ações, com tiranos não
combinam brasileiros corações”.
Somos mais de 300 jovens,
organizados no Levante Popular da Juventude, vindos das cidades da Bahia:
Guanambi, Caetité, Antônio Gonçalves, Jacobina, Capim Grosso, Senhor do Bonfim,
Barra do Choça, Vila do Café, Ribeirão do Largo, Vitória da Conquista, Jequié,
Itabuna, Juazeiro, Feira de Santana, Cruz das Almas, Cachoeira e Salvador.
Estamos realizando o nosso 1º Acampamento Estadual do Levante Popular da
Juventude: 2 de Julho!
Nos solidarizamos com os
trabalhadores e trabalhadoras Aeroportuários e Aeroviários em suas
reivindicações e reforçamos as fileiras da luta contra a Privatização dos
Aeroportos em nosso País!Seguiremos elaborando planos de Revolta. Conclamamos
toda a juventude popular desta cidade a se posicionar nessa questão.
Sou do Levante com muito
orgulho
O meu passado é de Luta
O meu presente
É Dois de Julho!
Ousar Lutar, Ousar Vencer!
Fonte: Levante.Org
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Justiça afasta temporariamente Anna Cintra da reitoria da PUC-SP
![]() |
| Imagem: zedirceu.com.br |
Felipe Amorim
11/12/2012 - 17h05
Alunos impediram a realização
da reunião do Consun, órgão que teve a última resolução validada pela Justiça
Uma liminar da Justiça de São
Paulo determinou que Anna Cintra não é a nova reitora da PUC-SP (Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo) até que o Consun (Conselho Universitário)
resolva administrativamente a questão. Na prática, a decisão do juiz Anderson
Cortez Mendes afasta temporariamente Anna Cintra — terceira colocada nas
eleições e nomeada pelo cardeal D. Odilo Scherer — e empossa, como reitor
interino, Marcos Masetto, decano do conselho.
![]() |
| Foto: g1.globo.com |
A
greve dos estudantes da PUC-SP e a democracia
Julgamento do mensalão foi
"um soluço na história do Supremo", diz Bandeira de Mello
Tradicionalmente na PUC-SP, a
reitoria é escolhida por meio do voto da comunidade universitária, formada por
alunos, professores e funcionário. Pela primeira vez, entretanto, o
grão-chanceler não nomeou o candidato mais votado no pleito, e indicou a terceira
colocada, Anna Cintra, para a assumir a chefia da universidade.
Diante do uso da lista tríplice
pelo cardeal, os representantes discentes levaram ao Consun um recurso
administrativo pedindo a invalidação da nova reitora. Na sessão do dia 28 de
novembro, um dos conselheiros pediu vistas da matéria, fazendo com que a
decisão final, no mérito, ficasse para a reunião da próxima quarta (12/12). No
entanto, o conselho aprovou um efeito suspensivo que barrava temporariamente a
homologação da lista tríplice. Dessa forma, por um período de 15 dias, Anna
Cintra não assumiria como nova reitora, e o professor Masetto ocuparia
interinamente o cargo.
Ciente da decisão suspensiva do
Consun, o cardeal D. Odilo Scherer informou que não acataria às deliberações do
conselho e que daria posse à reitora nomeada. “Entendo que os resultados e
desdobramentos da reunião do Consun são nulos de pleno direito, posto que
ofendem a ato jurídico perfeito”, argumentou o grão-chanceler, em carta enviada
ao conselho.
Efeitos
restabelecidos
O Centro Acadêmico 22 de
Agosto, representante da Faculdade de Direito da PUC-SP, entrou com uma liminar
na Justiça comum pedindo que as deliberações do Consun fossem tomadas como
legítimas. “Só pudemos entrar com a ação judicial, pois esgotamos todas as
nossas possibilidades dentro da PUC-SP”, explica André Paschoa, presidente do
centro acadêmico.
Ao analisar a matéria, o juiz
Menezes considerou que o grão-chanceler não tem competência para rever os atos
do Consun. “Diante do exposto, defiro o pedido liminar, restabelecendo os
efeitos da Resolução 65/2012 do Consun”, anotou o magistrado, em decisão
emitida na segunda (10/12), mas divulgada apenas na manhã desta terça (11/12)
[leia a íntegra da liminar em anexo].
Como ainda não foi julgado o
mérito da questão, a sentença do juiz abre a possibilidade de que o impasse da
nova reitoria seja resolvido entre os próprio alunos, professores e membros da
Fundação São Paulo, mantenedora da universidade.
“Se tudo for resolvido
administrativamente, a decisão judicial perde o objeto”, acrescenta Paschoa.
O magistrado pediu que a
PUC-SP, a Fundação São Paulo e o arcebispo D. Odilo Scherer fossem intimadas
com urgência. Na sentença, o juiz reconheceu haver "risco de dano
irreparável" caso Anna Cintra fosse efetivada com o reitora — o que, de
fato, aconteceu durante certo período. Uma vez empossada, a nova reitora teria
poderes para modificar a composição do conselho que julgaria a impugnação da
lista tríplice e a validade do processo de escolha da nova reitoria.
Reunião
extraordinária impedida
Na manhã desta terça (11/12),
alunos grevistas bloquearam fisicamente o acesso à sala onde seria realizada
uma sessão extraordinária do Consun. A reunião, a primeira convocada por Anna
Cintra, previa, em sua pauta, a discussão da previsão orçamentária para o ano
de 2013.
Deitados no chão, os alunos
promoveram uma manifestação pacífica para impedir a sessão de acontecer.
Representantes discentes afirmaram que foram surpreendidos com a convocação da
reunião, que ocorreu via e-mail na última sexta-feira (7/12).
Até o momento, a reunião
prevista para quarta (12/12) deverá acontecer. É nesta sessão do Consun que
está prevista a análise do mérito do recurso dos alunos pelo Consun. Na sessão
do dia 28 de novembro, o professor Vidal Serrano havia pedido vistas e, com isso,
adiado a decisão final para a reunião de quarta.
Interferência
do Judiciário
Não é a primeira vez que o
impasse na PUC-SP vai parar na Justiça. Logo depois de deflagrada a greve —
deliberada em assembleias gerais dos três setores —, a Fundação São Paulo
recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho para declarar que a greve era ilegal.
Dois pedidos de liminar da
Fundação São Paulo foram indeferidos pela Justiça Trabalhista e a audiência de
conciliação no TRT terminou sem acordo.
Fonte: Última
Instância
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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USP: concurso para professor em teoria política
A Faculdade de Filosofia,
Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP) recebe
inscrições de interessados no concurso público para provimento de um cargo de
professor doutor para o Departamento de Ciência Política, disciplina de Teoria
Política.
O profissional selecionado
trabalhará em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP),
referência MS-3, com salário de R$ 8.715,12 (maio/2012).
O programa do docente selecionado
engloba os temas: “Modalidades de teoria política”, “Conservadorismo e
liberalismo no pensamento político brasileiro”, “República e republicanismo”,
“Direito natural e contratualismo”, “Teoria política e teoria social”, “Ordem e
mudança no pensamento político moderno”, “A liberdade dos antigos e a liberdade
dos modernos”, “Liberdade, igualdade e revolução”, “Estado e sociedade civil” e
“Marxismo e teoria política”.
As inscrições estão abertas
para o edital FFLCH/FLP/n.º 032/2012 até o dia 20 de dezembro de 2012 no
Serviço de Apoio Acadêmico da FFLCH, Rua do Lago nº 717, sala 107 (prédio da
administração da Faculdade), Cidade Universitária, São Paulo, de 2ª a 6ª das
10h às 12h e das 14h às 17h.
Mais informações: FFLCH
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Universidade católica?
Vladimir Safatle
Folha
de S. Paulo
A crise na PUC-SP devido à
nomeação da terceira colocada em uma lista tríplice evidenciou uma questão mais
grave, que não diz respeito apenas ao mecanismo viciado de escolha de reitor.
Artigo publicado na Folha por dom Odilo Pedro Scherer demonstra profunda
distorção no sentido do que é uma universidade.
Uma universidade não é apenas
um espaço de formação profissional e de qualificação técnica. Desde o seu
início, ela foi uma ideia vinculada à constituição de um espaço crítico de
livre pensar. Ela era a expressão social do desejo de que o conhecimento se
desenvolvesse em um ambiente livre de dogmas, sem a tutela de autoridades
externas, sejam elas vindas do Estado, da igreja ou do mercado. A universidade
dialoga com essas três autoridades, mas não se submete a nenhuma delas, mesmo
quando é dirigida pelo poder público, por grupos confessionais ou empresários.
Por isso, há de se falar com
clareza: no interior da República, não há espaço para universidades católicas,
protestantes, judaicas ou islâmicas, mas universidades dirigidas por católicos,
dirigidas por protestantes etc., o que é algo totalmente diferente.
Uma universidade não existe
para divulgar, de maneira exclusiva, valores de qualquer religião que seja. Ela
admite que tais valores estejam presentes em seu espaço, mas admite também que
nesse mesmo espaço encontremos outros valores, pois só esse livre pensar é
formador do conhecimento.
Se certos setores da igreja não
querem isso, principalmente depois do realinhamento conservador de Bento 16,
então é melhor que eles se dediquem à gestão de seminários.
A universidade, mesmo
particular, é uma autorização do poder público que exige, para tanto, a
garantia de que valores fundamentais para a formação livre serão respeitados.
Se a igreja percebe a PUC como
um instrumento de defesa de seus valores, então não há razão alguma para ela
fazer isso com dinheiro do Estado, já que seus cursos de pós-graduação recebem
dinheiro público via agências de fomento.
Ao que parece, alguns acreditam
que, em uma universidade dirigida por católicos, professores não devem se
manifestar publicamente a favor do aborto e do casamento homossexual. E o que
fará tal universidade com professoras que abortam e professores que se declaram
abertamente homossexuais? Serão convidados a se retirar?
E o professor que ensina
Nietzsche e a "morte de Deus", Voltaire e seu pensamento
anticlerical? Terão o mesmo destino do professor de história que pesquisou as
barbáries da Inquisição ou das relações entre o Vaticano e o fascismo ou da
professora de psicologia que defende teorias "queers", já acusadas
pelo papa de minar os valores da família cristã?
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Forum Universitário Permanente da UESB
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Ideologia, Memória e Geografia: a produção do espaço geográfico e as ressignificações dos lugares
Objetivando investigar temas e
processos relacionados à produção/reprodução capitalista, e tendo como
referenciais teórico-analíticos as categorias Ideologia, Memória e História e
as entendendo como relacionadas aos fenômenos centrais desse processo, o GEILC
(Grupo de Estudos de Ideologia e Lutas de Classe), ligado ao Museu Pedagógico
da UESB, realiza o Projeto de Extensão “Memória e Ideologia no campo da luta de
classes”.
Seus membros e coordenação
entendem que discutir estruturalmente o capitalismo e suas formas de dominação
(em especial as referentes ao aspecto ideológico) e suas contestações se faz de
uma importância ímpar, por tratar-se de um processo que atinge todas as esferas
da vida social de toda e qualquer nação, por produzir/reproduzir os mecanismos
de exploração característicos do sistema.
Assim, o Projeto programou
discussões temáticas com a presença de interlocutores de reconhecida capacidade
intelectual, com comprovada produção acadêmico-científica acerca dos temas
propostos, num momento de crise sistêmica profunda pela qual passamos, que
buscarão compreender/debater o processo e contribuir nas pesquisas
desenvolvidas a respeito.
Nesse sentido, as atividades
presumidas neste projeto interconectam ensino, pesquisa e extensão a partir de
uma ótica multi/interdisciplinar envolvendo pesquisadores e estudiosos de todas
as ciências. A proposta é integrar a produção do conhecimento
acadêmico-científica institucional e esta com comunidade em geral, já que a
problemática diz respeito indistintamente a todos.
Nossa última atividade de 2012
trata-se da conferência “Ideologia, Memória e Geografia: a produção do espaço
geográfico e as ressignificações dos lugares”, a ser ministrada pela
professora doutora em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP), Alexandrina
Conceição Luz (UFS). Na oportunidade, ela falará sobre memória e
esquecimento: o espaço do poder e o poder no espaço, a ideologia e as
ressignificações dos lugares, versando acerca do lugar e do não lugar enquanto
representação de significados da luta revolucionária. A seguir, acontecerá o
lançamento do livro “Trabalho e trabalhadores: as novas configurações espaciais
da reestruturação produtiva no espaço rural”, organizado pela convidada do
GEILC.
Local: Auditório do
Módulo IV (Pedagogia) da UESB, campus de Vitória da Conquista, Bahia.
Dia 14/12/2012, às
19:30 horas.
O Projeto emitirá certificado
de participação.
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Forum Universitário Permanente da UESB
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Onda de violência no Brasil
Uma expressão da decomposição do capitalismo
O tema da REUNIÃO PÚBLICA tem
motivação na onda de violência e matanças que atinge pessoas de todas as
camadas da população no Brasil.
Nosso propósito não é o de
detalhar e comentar diretamente tal ou qual ato de violência e matança
específica, mas debater num quadro mais amplo já que é um fenômeno que se
apresenta de forma generalizada ao redor do mundo. Ademais, pretendemos
situá-lo dentro de um contexto histórico e suas implicações na luta de classes.
CCI – CORRENTE COMUNISTA INTERNACIONAL
REUNIÃO PÚBLICA
DATA: 15-12-2012
HORÁRIO: 15 HORAS
LOCAL: RUA DOS FONSECAS Nº 30, CENTRO.
Maiores informações, clique aqui:
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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Piso Nacional dos professores pode ser rebaixado com o apoio da CUT e CNTE
Tese de rebaixamento foi defendida pelo
dirigente nacional Heleno Araújo, no Congresso do Sinte-Pi
09-12-2012 11:05
Nos dias 05, 06 e 07 deste mês
ocorreu o XII Congresso do Sinte-Pi, em Teresina. Durante os debates sobre
financiamento da Educação, o dirigente nacional da CNTE e CUT, professor Heleno
Araújo (foto, centro), defendeu de forma explícita o rebaixamento da correção
do Piso Nacional do Magistério. Tal proposta foi aplaudida pela direção do
sindicato e por centenas de delegados que participaram desse Evento sob as
rígidas orientações da professora Odeni de Jesus (à esquerda na foto) e do
prof. Manoel Rodrigues, ambos experientes quadros cutistas.
Entenda um pouco mais
Desde 2009, governadores e
prefeitos lutam para modificar a forma de correção do Piso Nacional, que ainda
é pelo custo-aluno, com previsão de 21% de reajuste para 2013. Esses gestores,
todos aliados do governo federal, querem que o Piso seja corrigido de forma
rebaixada apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor-INPC, em torno de
4% anuais. Agora recentemente, o STF negou mais uma vez esse tipo de política
vinda de seis governadores, dentre os quais o do Piauí (Wilson Martins/PSB) e
liderados por Tarso Genro/PT, Rio Grande do Sul.
A absurda proposta da CNTE e CUT
Embora com o apoio até do
Supremo Tribunal Federal e com o enorme potencial de mobilização dos
professores em todo o país, CNTE e CUT defendem uma espécie de "Plano
B" de rebaixamento do Piso. A ideia é que, em vez dos 21% previstos para
2013, a correção se dê pelo INPC (os 4% anuais) acrescidos de apenas 50% da
correção do custo-aluno já prevista para 2013. Ou seja, esquecem-se os 21% e
defende-se aproximadamente 14,5%, que é a soma dos 4% com a metade de 21%,
10,5%. Um golpe, em nossa opinião.
Desculpas não colam, professores não
podem aceitar
Não há justificativas reais
para que se aceite tal rebaixamento, como a CUT e CNTE querem vender. O Brasil
é hoje a sexta economia mundial, com um Orçamento previsto para 2013 na casa
dos 2,14 trilhões de reais. O problema é que investe menos de 5% do seu PIB em
Educação e continua a doar bilhões para a agiotagem da dívida pública. Para o próximo
ano, Dilma já anunciou R$ 900 bi para esse fim. Ou seja, para a enorme área da
Educação, menos de R$ 100 bi. Para meia dúzia de banqueiros, quase dez vezes
mais.
Greve Nacional
A CNTE e a CUT deveriam era
chamar uma greve nacional pela manutenção do Piso tal como foi aprovado em
2008. Apresentar "Plano B" de rebaixamento não passa de golpe e
traição. Os professores não podem aceitar!
Imagem de alguns delegados e
delegadas que apoiaram a direção do Sinte-PI e suas estranhas teses de
rebaixamento das lutas da categoria.
Fonte: Dever
de Classe
O sujeito jurídico
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terça-feira, dezembro 11, 2012
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Câmara eleva salários e aprova a criação de 10 mil cargos públicos
Impacto
previsto pelo governo federal no Orçamento de 2013 é de cerca de R$ 11,5 bi
para cobrir decisões
DENISE MADUEÑO
e EUGÊNIA LOPES
05 de dezembro de 2012 | 20h 41
BRASÍLIA - A duas semanas do
início do recesso parlamentar, a Câmara aprovou nesta quarta-feira (5) um
pacote de seis projetos aumentando salários e três criando e transformando dez
mil cargos para os poderes Executivo e Judiciário. O impacto previsto pelo
governo no Orçamento de 2013 é de cerca de R$ 11,5 bilhões. Um dos projetos
aumenta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do
Procurador Geral da República dos atuais R$ 26.723,13 para R$ 28.059,29 a partir
de 1º de janeiro de 2013, representando um reajuste de 5%.
Esse mesmo índice foi negociado
pela presidente Dilma Rousseff com todo o funcionalismo público federal, que
terá seu salário reajustado a partir de janeiro. Os seis projetos que dão
aumento seguem os reajustes salariais até 2015 acertados pelo governo com os
servidores públicos, prevendo 15,8% distribuídos em três anos. Os gastos
públicos para os próximos três anos com o aumento do funcionalismo vão chegar a
quase R$ 30 bilhões, sem considerar as despesas geradas com os nove mil cargos
criados para o poder Executivo.
Os vencimentos dos ministros do
Supremo servem de teto salarial para todo o funcionalismo público e o reajuste
tem efeito cascata para os membros da magistratura. O salário do procurador-geral
também incide sobre os demais integrantes do Ministério Público da União. Pelo
projeto aprovado nesta quarta, partir de 1º de janeiro de 2014, os ministros do
Supremo passarão a receber R$ 29.462,25 e o salário será de R$ 30.935,36 a
partir de 1º de janeiro de 2015. O reajuste foi menor do que o pretendido pelo
Supremo.
Esses projetos ainda precisam
ser votados pelo Senado. O prazo final para aprovação é o dia 22 de dezembro
para que os reajustes possam entrar em vigor a partir de janeiro. Essa é mesma
data de aprovação do Orçamento Geral da União para 2013. Os cerca de dez mil
cargos criados pelos três projetos aprovados nesta quarta são, em sua maioria,
para o Poder Executivo.
Para o setor de Ciência e
Tecnologia, por exemplo, serão criados 3.594 cargos, entre eles, 280 de
pesquisador, 1.234 de tecnologista, 460 de analista em ciência e tecnologia,
1.023 de técnico e 597 de assistente em ciência e tecnologia. Entre as áreas
beneficiadas estão a de comércio exterior, Superintendência da Zona Franca de
Manaus e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Há também a
criação de 150 cargos em comissão e funções gratificadas para os ministérios da
Integração Nacional, do Esporte e de Educação, Saúde, Secretaria de Direitos
Humanos e Agência Nacional de Cinema. Com a criação dos cargos, o governo
pretende acabar com os reiterados questionamentos jurídicos contra a União pela
terceirização de cargos.
A aprovação do reajuste
salarial para os ministros do Supremo agitou os bastidores na Câmara. A
expectativa é que o mesmo reajuste seja aplicado aos salários dos deputados e
dos senadores. Na reunião do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), com os
líderes partidários, o procurador da Casa, Nelson Marquezelli (PTB-SP),
entregou cópia de proposta de emenda constitucional determinando reajustes
automáticos para os parlamentares idênticos aos que forem aprovados para os
ministros do Supremo. Dessa forma não seria necessário passar pelo desgaste
político de aprovar um projeto de lei aumentando seus próprios salários. Não
houve, no entanto, discussão sobre esse tema na reunião.
Fonte: Estadão
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quinta-feira, dezembro 06, 2012
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Comunidade da PUC-SP resiste a golpe contra democracia
Estudantes, professores e funcionários
estão em greve, à qual a maioria dos cursos, departamentos e campi da
universidade aderiram; o motivo foi a nomeação, pelo cardeal dom Odilo Scherer,
da professora Anna Cintra como reitora da universidade, em vez de Dirceu de
Mello, que venceu as eleições
José Coutinho Júnior
02/12/2012
“É uma etapa triste da nossa
história, pois perdemos alguém muito importante: nossa democracia.” Mais de 500
pessoas se reuniram na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP)
na noite de sexta (29) para protestar contra o processo de nominação da nova
reitora na universidade, tido pela comunidade puquiana como um dos maiores
golpes contra a autonomia da instituição.
A comunidade da PUC-SP,
composta por estudantes, professores e funcionários, está em greve geral, à
qual a maioria dos cursos, departamentos e campi da universidade aderiram. O
motivo foi a nomeação, no dia 13 de novembro, pelo cardeal Dom Odilo Pedro Scherer,
da professora Anna Cintra como reitora da universidade, em vez do professor
Dirceu de Mello, que venceu as eleições.
Segundo a professora e diretora
da Associação dos Professores da PUC-SP (APROPUC), Beatriz Abramides, o
movimento de greve está muito forte. “Os estudantes entraram em greve não só no
campus Monte Alegre, mas também em Barueri, Marquês de Paranaguá, Santana e os
professores em suas assembleias deliberaram pelo movimento grevista. Durante
esses dias, tivemos verdadeiros momentos coletivos, com aulas públicas,
manifestações culturais, debates sobre o sentido de universidade, a retomada de
uma perspectiva democrática.”
Lista
tríplice
O processo de nomeação do
reitor se dá por meio de uma lista tríplice: após as eleições, os três candidatos
mais votados são apresentados ao cardeal, que nomeia um para ser reitor. Desde
que a universidade tem eleições diretas para reitor, a vontade da comunidade
sempre foi respeitada, com o cardeal homologando a decisão da comunidade.
Considerando que nessas
eleições só existiram três candidatos, e que a professora Anna Cintra foi a
menos votada, sua nomeação, além de ferir pela primeira vez a soberania da
comunidade em escolher seu reitor, demonstra que o processo eleitoral foi uma
fraude.
“A PUC-SP vem de uma tradição
democrática: em 1980, tivemos a primeira eleição direta para reitor, e de lá
até hoje, embora estatutariamente exista a prerrogativa do cardeal indicar um
candidato, todos eles indicaram quem a comunidade escolheu, referendando a
soberania das urnas e da comunidade; porque a democracia foi algo conquistado
na PUC-SP. Essa foi a primeira vez que de fato a democracia do ponto de vista
do processo eleitoral é anulada violentamente, sem qualquer diálogo com a
comunidade. A lista tríplice em si é um limite à democracia, porque se há um
processo democrático legítimo, deve ser eleito quem ganhou a eleição”, defende
Beatriz Abramides.
Além disso, Anna Cintra, assim
como os outros candidatos a reitor, se comprometeu em debate com a comunidade,
a não aceitar o cargo caso não vencesse as eleições, assinando documento no
qual prometia respeitar a democracia da universidade.
A decisão do cardeal, no
entanto, não pode ser vista como um fato isolado; pelo contrário, ela é parte
de uma conjuntura que está mudando a PUC-SP, e segundo professores, estudantes
e funcionários, para pior.
Em
nome do pai
Para Beatriz Abramides, “O que
ocorre nesse momento é o coroamento de um conjunto de elementos que vêm
destruindo a democracia dentro da universidade. Esse processo já vem desde o
final de 2005, com a intervenção da igreja na PUC, à época com conivência da
reitora Maura Véras, dizendo que ou a Igreja entrava, ou era o colapso
financeiro da universidade. A Igreja entra, e a primeira atitude tomada é a
demissão de mil professores e funcionários”.
A intervenção da Igreja na
universidade se fortaleceu em 2007, com o processo de Redesenho Institucional,
cuja principal medida era criar o Conselho Administrativo (Consad), órgão
composto pelo reitor e dois representantes da Fundação São Paulo (mantenedora
da PUC), que passou ser a instância maior de decisões administrativas.
Segundo Henrique, estudante do
quarto ano de Direito, “as questões administrativas deliberadas pelo Consad
dizem respeito a contratos e demissões de professores e funcionários, aumentos
de mensalidades, ou seja, às decisões importantes na universidade”.
A autonomia de produção do
conhecimento sobre qualquer assunto também está ameaçada devido à intervenção
eclesiástica.
“Há graves problemas na
produção de conhecimento. A Igreja se posiciona contra o aborto, por exemplo,
mas numa universidade esse tema deve ser debatido, e deve-se produzir
conhecimento sobre ele. A intervenção da Igreja vem no sentido de acabar com
essas possibilidades. A universidade não é um espaço exclusivo da Igreja: ela
pode fazer parte da PUC, mas o debate e as respostas à sociedade precisam ser
dadas dentro da universidade a partir da produção de conhecimento livre",
argumenta o estudante.
Henrique cita o caso da
professora Silvia Pimentel, do curso de Direito, que, por fazer debates e ser a
favor da legalização do aborto, quase foi demitida da universidade, chegando a
ser desligada por um tempo.
Além disso, a comunidade foi
excluída do processo de construção e votação do Redesenho; diante da falta de
diálogo, os estudantes ocuparam a reitoria em 2007. A atitude da reitora Maura
Véras, em vez de abrir o diálogo, foi a de chamar a tropa de choque para
retirar os estudantes de lá.
“A mesma tropa de choque que
tinha invadido a PUC em 1977 e a reitora Nadir Kfouri disse que ‘não dava a mão
a assassinos’, se referindo a Erasmo Dias, entra na universidade em 2007 com
aprovação da reitora”, diz Beatriz Abramides.
Que
comunidade?
O processo de mercantilização das relações
universitárias se agrava a cada ano. Os professores tiveram seus contratos de
trabalho “maximizados”, o que na prática significa que seus salários dependem
da quantidade de aulas dadas. Isso aumentou o número de turmas e disciplinas que
os professores ministram, dando menos tempo para os profissionais prepararem
aulas de melhor qualidade e investir em sua própria formação pessoal.
Os funcionários da limpeza e
segurança, antes trabalhadores contratados pela PUC, foram demitidos e contratou-se
empresas terceirizadas para executar os serviços. Por conta dos salários
baixos, das condições de trabalhos precárias e da falta de vínculos
empregatícios com a universidade, os funcionários terceirizados não tem nenhuma
relação com a comunidade: os funcionários da segurança, por exemplo, são
contratados da empresa Graber, especializada em segurança de bancos.
Os estudantes se deparam com
uma universidade cada vez mais voltada para os princípios do mercado do que
para com o ensino crítico, que deve visar o interesse público que marcou a PUC
durante tanto tempo.
Mensalidades altas, o
fechamento de turmas e cursos que não dão lucro e o cerceamento da liberdade no
próprio campus, que impede estudantes de filmar, realizar uma manifestação
artística ou fazer uma festa caso não haja autorização são exemplos de que a
direção da universidade ignora as demandas de sua comunidade.
Diálogo
zero
A truculência das instâncias
administrativas em relação à comunidade só aumenta. Após a nomeação de Anna
Cintra, a comunidade realizou audiência pública e convidou dom Odilo e sua
escolhida para participarem dela, o que não aconteceu; em reunião do Conselho
Universitário (Consun), no dia 27 de novembro, Anna Cintra foi convidada para
justificar o porquê de ter aceitado o cargo, mas também não compareceu.
O Conselho então decidiu pela
suspensão temporária de sua nomeação para que ela apresentasse uma defesa, mas
dom Odilo enviou uma carta anulando a decisão do Conselho e empossando a nova
reitora. Anna Cintra só deu as caras na universidade na sexta-feira (28), para
tentar entrar na reitoria, sendo barrada pelos estudantes.
“Sempre houve uma busca de
diálogo por parte da comunidade; por parte da Fundasp/Anna Cintra, só recebemos
bilhetes dizendo que ela está aberta ao diálogo, o que nos parece um
contrasenso, porque ela nunca de fato apareceu para dialogar com a universidade.
Nossa luta é para que ela não seja a nossa reitora, até porque nós não a
reconhecemos como tal. Se tentarem impor de forma autoritária que ela seja
reitora, não vamos aceitar”, afirma Henrique.
Fonte: Brasil
de Fato
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terça-feira, dezembro 04, 2012
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Presidente Dilma anuncia Bolsa Sexual para professores da Educação Básica Pública de todo o país
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| Foto: acordalondrina.blogspot.com |
Ante o descumprimento da Lei do Piso e da negligência governamental
acerca do fato, o Governo Federal caiu, assumidamente, no ridículo.
O
valor mensal, R$ 628,00, já é chamado de "Bolsa Motel", virá através
do Fundeb e é para ser posto em prática a partir de dezembro de 2012. Apenas os
que trabalham em regime de dois turnos ou mais serão beneficiados. Professores universitários também reclamam o
incentivo, mas prefeitos e governadores querem alterar o Projeto.
Por
Cyd Sigueirol,
Roberth Penacho
e Tátis nas Nuvens
28/01/2012 12:53
O Governo Federal concederá,
até dezembro de 2012, uma "Bolsa Sexual" a todos os docentes da
Educação Básica Pública do país que trabalham dois turnos ou mais. "Medida
visa compensar o alto desgaste físico e mental dos professores, o que
compromete desempenho sexual, afeta a autoestima e repercute negativamente em
suas atuações na sala de aula", justificou o próprio ministro Aluizio
Mercadante, em entrevista pela Rádio Nacional.
Ele declarou também que os docentes receberão o benefício mensal (R$
628,00) direto em uma Conta Especial que o Governo Federal criará para cada um,
sem intermediação de prefeitos ou governadores. Nesse mesmo anúncio, foi
informado ainda que os recursos já estão garantidos através de remanejamento
orçamentário feito em uma rubrica do Fundeb.
A "Bolsa Motel", como já é chamada, gera polêmicas entre
renomadas personalidades brasileiras. (Ver opiniões no final).
ANDES
corre atrás do prejuízo
O presidente nacional do Andes,
sindicato que congrega docentes do ensino superior, declarou a nossa Equipe que
já enviou um ofício ao MEC solicitando que a "Bolsa Motel" seja
extensiva também aos professores universitários. "Estamos submetidos ao
mesmo nível de estresse dos nossos colegas da Educação Básica. Não vamos
aceitar essa discriminação", falou irritado o intelectual sindicalista.
Prefeitos
e governadores ameaçam pedir inconstitucionalidade da medida
Prefeitos e governadores já
acionaram suas assessorias jurídicas para entrar com uma ADI – Ação Direta de
Inconstitucionalidade – para modificar o Projeto. Segundo nos informaram, o
governo tem que enviar o dinheiro para as contas únicas dos estados e
municípios. E não direto para os professores.
A presidenta Dilma e o ministro
Mercadante ainda não se pronunciaram sobre esses dois impasses.
Animação
geral
Mas entre os docentes a
animação é geral. "Vamos receber nossas 'Bolsas' e ir direto para a
farmácia comprar uns afrodisíacos, pagar terapias e agitar novamente na
cama", falaram Pablo e Beatriz Fragoso, casados e que se dizem muito
estressados. Os dois não quiseram mostrar suas imagens.
Íntegra
da Lei
Nossa Equipe acessou com
exclusividade a íntegra da Lei. Segundo o art. 7º: "Será excluído automaticamente
do Projeto o docente que utilizar a Bolsa para adquirir bebidas alcoólicas ou
quaisquer outros produtos incompatíveis com o bem estar físico, psicológico,
emocional e sexual do ser humano".
Fonte: Extra Hora
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